Coração de Onyx
6 Capítulo 2: O Prelúdio do mal supremo Terceira e Última Parte
Notas iniciais
While we may believe
Our world — our reality
To be that is — is but one
Manifestation of the essence

Aos se darem conta do que aconteceu, era tarde. Estavam exilados num andar um tanto diferente. Silencioso a tal ponto que podiam até esquecer do mundo. Uma vez ou outra uma das guardas entrava para conferir se estavam vivos... E certamente arrebentavam eles de tanto bater. E estando presos, o que podiam fazer? Ogird e Heno até aguentavam o tranco da porrada, mas e Odran? Nas mãos da ciborgue Maraya, Odran virava um bonequinho de tanto apanhar e, estando queimado, não podia reagir muito. Quando ela terminava de brincar com ele (fosse esmurrando-lhe a face ou simplesmente se sentando em sua face e liberando uma toxina de cor acinzentada, que logo lhe corroeu os pulmões com o passar dos 10 meses que ficaram exilados), ia embora e fechava a porta com uma senha que, sabe-se lá de onde surgia. O pior de tudo é que a desgraçada sempre "randonizava" as senhas e, sendo uma ciborgue cujo cérebro daria medo de tão veloz (e 500x mais rápido que o melhor ciborgue da época). Enquanto isso, na sala onde Heno estava, o próprio simplesmente foi liberto por Anhsar...
– Por que me soltou? Pensei que tivesse aqui pra me bater como faz todas as noites...
– De fato. Porém... Serei complacente. Se me derrubar, pode sair daqui e libertar seus amigos. As chances disso acontecer são 0,0696% se for parar pra pensar que eu sou incrivelmente mais veloz e mais sagaz que você... Devo dizer o que acontece se você não me derrubar?
Nem precisou. Heno aproveitou a deixa pra cima com toda raiva. Porém, Anhsar AINDA SIM ERA MAIS FORTE E VELOZ que Heno. Ele levou uma sova? Sim, das muito agressivas. Tanto que numa dessas, ele quebrou quatro costelas e teve a mão esquerda furada a um ponto que praticamente todos os nervos ficaram inutilizados. Porém numa dessas noites, a cadeia pareceu simplesmente deserta demais até aparecer as duas ciborgues. Porém, algo diferente aconteceu. Quando deram a surra diária nos prisioneiros, a primeira a ser abatida foi Damiran. Caiu como uma boneca quase morta no chão. Na sala de Ogird entraram duas criaturas aparentemente de armaduras digitando as senhas no pc e libertando Ogird. Nem disseram nada...
A segunda pessoa solta foi Heno. Anhsar estava lá e batendo MUITO no sujeito. Principalmente sua mão esquerda que estava com uma senhora ferida central que chegava a esvair sangue como um chafariz... As duas figuras misteriosas tiveram trabalho de derrubar Anhsar, mas chegava a ser engraçada (e humilhante demais para a ciborgue) a forma que foi despistada. Simplesmente uma das figuras usou o velho truque de se passar por uma só... A "inocente que não sabia de nada" caiu. Imagine quando o coiote está no ar que ele olha pra baixo... Foi mais ou menos assim: A ajudante dos heróis estava ali provocando a ciborgue com golpes malabaristas, altos saltos para impedir a ciborgue de continuar ali esmurrando Heno, que mesmo sendo corpulento, estava visivelmente exausto, quase rendendo com a mão praticamente sem reação nenhuma.
– Vejo que é rápida... Mas não pode se esconder...
Nisso, a pobre ciborgue nem se ligou. Viu a moça e ao sair da sala, levou uma violenta barrada que simplesmente a desligou. Nesse meio termo, aquelas "salvadoras" tiveram tempo de tirar Heno e Ogird, mas esqueceram de Odran. Não teve problema... Heno foi com as garotas, quando notou que para salvar ele, teriam que percorrer todo trajeto novamente.
– Ogird, onde o Odran foi colocado?! Você viu?
– Vi sim... Mas oh... Não vai ser fácil não... Colocaram ele na ala oeste, com os presos especiais... Se derem sorte, não pegam os soldados. E são muitos...
Lá estava uma das salvadoras com Odran apoiado no corpo...
– Ele veio nos seguindo, logo percebi que era um dos seus... Agora é o seguinte: Vamos todos CORRENDO até o fim o corredor.

– Porra... Isso a qui é longo... Longo pra caralho! — Afirmou Ogird, olhando embasbacado para o fim do corredor.
– Ou vocês correm ou são pegos pelas ciborgues. E a gente NÃO VAI SALVAR VOCÊS DE NOVO!
– Ok ok... Vamos
Apesar de tudo, o corredor era longo, o pobre Odran estava todo queimado, mutilado e não tinha condição alguma de corrir... As "garotas" então o pegaram e correram em direção ao fim do corredor. Saltaram... Ogird e Heno relutaram com a idéia, mas acabaram correndo e saltaram. Claro que Ogird correu o risco de morrer e cair do ângulo a ponte, mas acabou salvo pelo amigo Odran...
– Esse eu não deixo morrer!
Heno bradou humoradamente, dando uma gravata no amigo.
– AH, EU POSSO MORRER, NÉ, FILHO DA PUTA!?
Finalmente eles parecem estar fora da base que quase foi a rota final dos 3. Agora ambos tinham um foco: METRANOS!
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