Notas iniciais
Mais um capítulo reformulado. Muito obrigada pelos comentários! Dedicado a minha leitora e amiga Michelle Garcia por seu aniversário. parabéns querida, tudo de boma você e que Deus a ilumine sempre!

—Você é meu marido e ninguém mais me importa. –Bella declarou.

O general assentiu e se separou dela.

—Aonde você vai Edward?

—Falar com minha mãe do mesmo modo em que ela se achou no direito de ofendê-la e me ofender.

Ele estava decidido. Bella podia ver isto em seus olhos e por um lado ela se assustava com isso, mas por outro sentia-se orgulhosa.

—Edward. –Bella o chamou.

—Se vai tentar me convencer do contrário nem perca seu tempo. –o general disse virando-se para a esposa.

—Não é isso querido, eu só queria lembrá-lo de que de o respeito é muito fácil de se perder e difícil de se ganhar. E ai fora estão dezenas de pessoas que tem um grande respeito por você e de qualquer forma ela é sua mãe. Não destrua o que existir entre vocês por nada.

Ele não disse nada, apenas se aproximou dela e tomou seus lábios nos dele com uma paixão urgente que somente aquele que conhece o verdadeiro amor poderia entender.

Mas Edward a soltou e a magia se acabou trazendo à tona a dura realidade que viviam.

Edward agora podia entender as expressões curiosas das pessoas em sua direção quando ele chegou. Sua querida mãe havia dado um show que o jogou na fogueira e seu matrimônio agora estava explicitado diante dos olhos de quem quisesse ver.

—Capitã Cullen. –o general chamou por sua mãe assim que a viu no meio de um grupo de soldados Seals misturados a outros representantes das forças armadas.

—Filho? Oh meu filho, ainda bem que está a salvo. –exclamou indo até ele na intenção de abraçá-lo, mas parou quando o filho recuou.

—Não me chame de filho, não depois da tremenda falta de respeito que teve comigo mais cedo.

Esme ficou boquiaberta até que a capitã se recuperou do choque e falou:

—Aposto que aquela mulherzinha já encheu seus ouvidos!

—Se está se referindo a minha esposa, não. Não foi ela, pois existem outros meios de se descobrir as coisas. Diferente do que você pensa de mim eu estou longe de ser um idiota e enquanto você estava aqui tratando de dar um show eu estava fazendo aquilo para o qual fui treinado... proteger meu país! -o general não gritava, mas sua expressão era séria o suficiente para que cada um ali presente soube que ele estava furioso.

—Talvez eu não tivesse feito esse show se você pelo menos houvesse se dado ao trabalho de me avisar o que estava acontecendo seu moleque!-ela rebateu.

—Cuidado com o modo que falar comigo capitã. Você pode pertencer a marinha comum e posso não ser o seu chefe direto, mas no momento estou a frente da investigação sobre a explosão e posso perfeitamente prendê-la por desacato a autoridade e difamação.

Alan e Amun se aproximaram junto a mais algumas autoridades e mal podiam acreditar no viam e ouviam.

—Além de ficar contra mim teria coragem de prender sua própria mãe?-Esme questionou pasma.

—Não estou falando com minha mãe e sim com uma capitã da marinha americana, se eu estivesse me referindo a você como mãe as coisas estariam bem piores, afinal dona Esme Cullen você não tem sido a melhor das mães faz um bom tempo.

—Edward. –Amun atraiu a atenção dele. –Eu entendo que você esteja irritado, provavelmente sua missão não foi nada fácil, mas, por favor, não faça algo que possa se arrepender depois.

—Coronel sei que diz isso com a melhor das intenções, porém eu não misturo trabalho e vida pessoal, por isso se a capitã me dê motivos eu a prenderei como prenderia qualquer um que ouse me desacatar.

—A diretora Swan realmente não lhe disse nada? Ela parecia tão furiosa no momento em que tudo aconteceu. –Alan comentou.

—Não foi preciso, eu mesmo disse tudo ao general Cullen, afinal ele é um homem respeitadíssimo entre nós e não merecia nada do que a capitã fez hoje com a imagem dele. –Jasper mais uma vez respondeu a uma pergunta que não era para ele, no entanto se sentia no dever de responder.

—Engraçado, sempre achei que o senhor e o general não se davam muito bem, Hale. –o agente Walton, do DEA comentou.

Tanto Jasper como Edward prepararam-se para replicar, no entanto a chegada de Bella os interrompeu.

—Jasper, general Cullen preciso que vejam algo que encontram nos destroços da explosão.

Internamente os dois sorriram ao observarem o modo altivo com que ela agia, ali estava outra vez a toda poderosa coração de gelo, a afamada diretora do FBI que todos temiam.

[***]

—Tem certeza de que esse pedaço de aço faz parte da bomba que causou a explosão?-Edward indagou.

—Não. Eu os chamei aqui por pura diversão, mas é óbvio que sim seu imbecil. –Bella resmungou e Jasper segurou o riso. Era divertido ver como os dois se tratavam ao trabalharem juntos.

—O que fizeram com você na academia do FBI, te enfiaram num posso de má educação?

—General pare de me encher a paciência e responda de uma vez por todas a minha pergunta. Esse desenho que tem nesse pedaço de aço pertence aos Najaranas ou não?

O desenho era duas cobras entrelaçadas com a língua de fora.

—Sim. É o símbolo deles.

Bella sorriu com a resposta.

—Maravilha, assim essa investigação torna-se completamente sua e eu posso ir cuidar da minha vida, pois já fiz tudo o que podia.

—Aposto que essa animação toda é porque ela vai poder assistir a série favorita dela sentada no sofá da sala com um enorme balde de pipoca, enquanto eu que me vire –Edward comentou com Jasper, porém o subdiretor sabia que o casal só estava tentando descontrair o clima pesado que naquele dia havia se instalado naquele prédio.

Bella estava no meio do corredor quando trombou com uma parede dura e cheia de músculos.

—McCarty. –ela grunhiu ao ver quem era. –Será que dá para me deixar passar?-Bella perguntou quando ele fechou a passagem com seu corpo gigante.

—Você não cansa de ser tão destrutiva?

Bella suspirou.

—Não sei do que você está falando.

—Não se faça de besta! Colocar mãe e filho um contra o outro é baixo até para você.

—Coronel meta-se com a sua vida e me deixe em paz. –a diretora rebateu.

—Tenha muito cuidado com o que faz na vida do meu melhor amigo ou eu acabarei virando seu pior pesadelo.

—Aprecio sua lealdade a Edward, mas ele já é bem grandinho e sabe se cuidar sozinho. Agora, com licença. –Bella disse e se foi.

[***]

Quando o general chegou em casa ele estava exausto, seu dia havia sido cheio demais e tudo parecia ainda não ter terminado, mas ver uma das cenas mais encantadoras de sua vida todo o cansaço se foi.

A Tevê estava ligada e Bella e Milla estavam sentadas no sofá com um balde de pipoca entre elas adormecidas.

Edward sorriu radiante. Quantas vezes nos últimos treze anos não havia sonhado com uma cena caseira como essa? Caminhando silenciosamente o general caminhou até elas e beijou a testa das duas. Depois pegou Milla no colo e a levou para o quarto dela. Sua princesa era tão linda, seu anjinho dado por Deus a ele.

Quando voltou a sala viu que Bella ainda dormia e havia se debruçado sobre uma das almofadas. Ela estava deslumbrante. Sua camisola verde-jade que ia até metade das coxas delineava seu corpo curvilíneo e deixava o bico dos seios arredondados marcados sob o tecido.

Edward sentiu o desejo pulsando por seu corpo ao vê-la, no entanto não seria justo acordá-la sabendo que ela também estava cansada.

O general pegou a esposa nos braços e a levou em direção ao quarto deles e enquanto subia as escadas ela se alinhou ao peito dele como costumava fazer antes de toda a tragédia com Charlie acontecer e isso o tocou profundamente.

No meio da noite Bella acordou sentindo braços fortes ao seu redor. Era seu marido, ela podia sentir a respiração suave dele em seu pescoço.

A morena sorriu e tomando cuidado para não acordá-lo ela foi se virando de frente para acariciar o rosto dele.

Edward dormia como um anjo. O corpo dele estava descoberto deixando clara a sua nudez. Bella sentiu-se compelida a tocá-lo, mas teve pena de acordá-lo e se controlou. Depois saiu da cama, pegou seu notebook e o celular e foi para a sala.

Ela precisava fazer algo inadiável.

“Querida Bella,

se você estiver lendo está carta é porque as coisas para Edward começaram a se complicar mais. É hora de você agir. Faça uso de todas as cartas que você tiver nas mãos.

A liberdade dele depende de você. Somente uma pessoa poderá terminar com esta agonia. Essa pessoa é você.

Destrua as principais provas que inclinam seu marido. Use suas influências, se necessário, mas ganhe tempo. Preciso confessar algo... Edward não foi o primeiro a encontrar Charlie na noite do crime. Fui eu.

Antes de morrer seu pai disse seu nome muitas e muitas vezes e também me disse que sem você saber havia deixado a resposta de tudo em suas mãos.

Sei que agora está se perguntando por que seu pai não foi direto com você, mas a resposta é simples. Ele já sabia tudo o que ia acontecer e tentou ajudar da melhor maneira possível, mas não podia revelar nada claramente para protegê-la das mãos do assassino. Hoje você é a fria coração de gelo, porém no passado era apenas uma menina-mulher apaixonada e indefesa.

Use o seu hoje para destruir o ontem e o ontem para destruir o pesadelo de hoje. A suas respostas estão nas lembranças do ontem e sua felicidade nas atitudes de hoje.

O Anjo.”

Bella leu e releu a carta que encontrou em cima da sua cama quando chegou em casa, entretanto quase nada fazia sentido ali para ela. Tudo o que sabia é que precisava começar a apagar a tais provas e já.

—Alô.

—Marcus aqui é Isabella Swan.

—Ah, olá querida. Há quanto tempo não me ligava, dois, três anos?

Marcus foi mentor de Bella no FBI antes de ela ser mandada para a sede na Espanha sob a supervisão de Milly e conhecia muito bem as razões dela para entrar no FBI.

—Isso não importa agora. Preciso que me responda algo, ainda é capaz de entrar no sistema do FBI sem ser rastreado?

—Perfeitamente.

—Se eu pedisse então me faria um favor?

—Quantos você quiser.

—Destrua as principais provas do sistema que incriminam o general Edward Cullen em relação ao assassinato do general Charlie Swan.

—Tem noção do que está me pedindo? Ele é o principal suspeito da morte de seu pai e Charlie foi um amigo muito querido por mim.

Ela suspirou, porém, respondeu com firmeza.

—Tenho Marcus e tenho certeza de que o culpado não foi Edward. Na época eu não podia ver com clareza isso, mas hoje vejo perfeitamente.

—Tudo bem, confio em seu julgamento. Eu só espero que você saiba que isso não evitará que ele seja preso, pois ainda que o general não seja o culpado as provas dizem o contrário.—Marcus alertou.

—Eu sei, mas evitará que ele seja condenado em primeira instância a pena de morte e isso me dará tempo para amar uma armadilha para o verdadeiro culpado.

—Então você já sabe quem é?

—Não, no entanto sei onde está o nome do culpado. Meu pai já sabia que ia morrer e deixou essa resposta o tempo todo sob meus cuidados sem que eu soubesse. –Bella bagunçou os cabelos incapaz de se manter quieta.

—Como você descobriu isso?

—Um Anjo tratou de abrir meus olhos esta noite quando cheguei em casa e agradeço a ele onde quer que esteja.

—E você não me dirá quem é esse anjo, certo?

—Certo.

Apesar da confirmação a verdade é que nem mesmo Bella sabia quem era esse Anjo, entretanto tinha absoluta certeza de que poderia confiar nele. O pacote que ela havia encontrado em sua cama com as pistas do verdadeiro assassino salvariam Edward graças a ele.

—Bella você sabe que mesmo que eu destrua as provas do sistema, também precisará destruir as que estão escritas a mão, não sabe?

—Eu sei, mas já tenho alguém em mente, alguém que assim como você confia em meu julgamento. Faça o que pedi o mais rápido possível Marcus, Edward não vai demorar a ser preso.

Continua...