Notas iniciais
Bem-vindos a minha mais nova loucura e ATENÇÃO eu NÃO posto para o além então comentem.Beijos amores de my life e até os comentários!

A verdade está cravada em minha alma mergulhada em sombras, das quais por ti espera para ser libertada!

Madrid, Espanha.

Tempos atuais...

A aparência externa da mansão amarela era tranquila, mas por dentro suas estruturas tremiam. Bella Swan estava enfurecida, dessa vez sua mãe tinha passado de todos os limites e a tirado do sério.

– Qual o seu problema mamãe? Por que disse isso a ela? — ela perguntou a Renée lutando para se controlar e não gritar.

– Ela tinha que saber a verdade. –Renée respondeu tranquila sem se deixar abalar pelo estado de cólera da filha.

–Que verdade mamãe? –Bella questionou impaciente.

–Você sabe muito bem!- Renée elevou a voz.

–Nada foi provado ainda perante a lei mamãe, e enquanto isso não acontecer ninguém é culpado, portanto eu não vou mais permitir que coloque minha filha contra o pai dela!-Bella apontou o dedo para a mãe visivelmente alterada, esse assunto mexia muito com ela.

O pai de Milla era um assunto profundo e complicado, um verdadeiro tabu, e Renée e Bella sempre acabavam discutindo por ele, as duas definitivamente tinham modos diferentes de enxergar toda a situação.

–Milla tinha o direito de saber, ela já tem idade suficiente para isso!-defendera-se Renée mesmo sabendo que isso não iria aplacar a ira da sua filha.

–Milla só tem doze anos mamãe, é uma criança ainda. –rebateu Bella imaginando como estaria a cabecinha de sua menina.

–Uma criança que já entende muito bem as coisas. Você é que a protege demais. –Renée resmungou.

–Como eu crio ou não minha filha é problema meu e não seu! Não ouse dizer mais uma só palavra a ela sobre isso, entendeu? –a morena rugiu olhando duramente para sua mãe ao falar antes de seguir para as escadas.

Os profundos olhos azuis de Renée arregalaram-se, a filha jamais tinha falado desta forma com ela.

[***]

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Na base Seal, em Washington, DC.

Edward Cullen estava inquieto, ainda não eram quatro da manhã e o general já tinha pulado da cama.

Esse era um daqueles dias que ele gostaria de esquecer, o dia que teve de dizer adeus a sua mulher amada, que se foi para nunca mais voltar— ou pelo menos assim pensava o general —. O natal estava chegando e a maioria de seus homens tinham ido para casa para ficar ao lado de suas famílias, mas ele ficou, pois seus pais tinham ido viajar com sua irmã e sobrinha. Nessa mesma época do ano sua mulher havia partido deixando para trás apenas uma camisola sua esquecida sobre a cama.

Essas lembranças ainda feriam o peito de Edward e ao que parece essas feridas não se fechariam nunca, pois cada vez que ele pensava nela... Em sua Bella, suas feridas abriam-se mais e tudo só piorava ao lembrar que 13 anos haviam passado desde que sua mulher abandonou-o e ela levou consigo em seu ventre a filha do casal sem nem mesmo olhar para trás.

Mas as esperanças dele ainda não tinham morrido. Um dia ele provaria a ela sua inocência e a teria de voltar em seus braços para amá-la por completo como fazia quando eram casados, só que a amaria com muito mais intensidade por todos os anos que permaneceram longe um do outro.

–Caiu da cama Cullen?-Emmett seu melhor amigo que neste momento havia acabado de entrar na sala de treino falou.

–Não enche McCarty!

–Eu achei que já tivesse ido para casa. –comentou Emmett.

–Para quê? Para encontrar aquele apartamento vazio e vislumbrar Bella por todos os cantos? Não seria uma boa ideia.

Emmett ficou pensando por alguns instantes nas palavras do amigo.

–Pensei que você já tivesse esquecido ela, há muito tempo que não fala dela em nossas conversas.

É claro que não, do que iria adiantar ele ficar choramingando por ai suas magoas? De nada é óbvio! O general preferia gastar suas energias em busca do culpado por toda a merda em sua vida e quando ele o pegasse esse filho da puta iria desejar jamais ter entrado em seu caminho e muito menos ter nascido.

–Por que não parar de falar tanto e vem lutar comigo McCarty? Eu sei que posso te derrubar em menos de dois minutos.

–Qual é Cullen! Você não é de nada. –Emmett provocou com um sorriso cínico no rosto já se preparando para a luta.

O general se parecia muito com um felino ao lutar, tinha a mesma graça e elegância de um leão da montanha ao lutar, a mesma ferocidade, força e agilidade.

Emmett também era bom no que fazia depois de Edward, com certeza o melhor Seal que havia. Os dois estavam concentrados um no outro medindo cada movimento feito, cada instante passado e em nenhum momento os dois hesitaram na hora de atacar mesmo que aquela lutar não fosse para valer.

Emmett acertou alguns socos em Edward, mas nada que pudesse fazer um real estrago, pois logo o general se recuperava dos golpes do coronel, no entanto Emmett não teve a mesma sorte ao receber os golpes de volta em potentes socos.

Edward estava com raiva do mundo o coronel sabia disso, bem como sabia que o alvo mais próximo do amigo agora era ele, Emmett deixaria que o general descontasse nele toda sua dor e raiva, do contrário mais tarde seu humor estaria insuportável!

[***]

Bella foi até o quarto da filha no segundo andar e mesmo a porta estando aberta ela parou e bateu.

– Eu posso entrar?-perguntou a Milla.

A menina abaixou a cabeça e não respondeu nada, ela estava chorando e isso partia o coração de sua mãe que sempre preferiu a morte a ver sua garotinha triste.

–Não fique assim querida. –pediu se abaixando ao lado da filha na cama.

–Agora eu sei por que você nunca queria falar do papai quando eu perguntava, a vovó me contou tudo. –disse Milla com sua voz doce tremendo.

–Não acredite em tudo o que sua avó diz minha filha, nem sempre ela está certa.

–Ela me disse que meu pai é um assassino, isso é verdade mamãe?-a menina lhe olhou profundamente nos olhos em busca da verdade.

Bella suspirou.

Ela já sabia que a filha um dia lhe faria essa pergunta e exigiria uma resposta, porém como ela poderia dá uma resposta à filha se nem ela sabia a solução?

–Filha essa é uma questão muito complicada que você é muito nova ainda para entender, mas o que importa é que você saiba que nada ainda foi provado contra o seu pai e que para todos, ele ainda é inocente. –respondeu a morena da maneira mais evasiva que pôde.

–Até mesmo para você mamãe? Algum dia eu vou poder conhecer meu pai? Onde ele mora?-Milla queria arrancar de sua mãe o máximo de respostas que podia, pois elas nunca falavam sobre ele, nem mesmo seu nome do pai a menina sabia.

–Eu preciso ir trabalhar. –respondeu sua mãe fugindo da conversa que ela queria.

Bella beijou a cabeça da filha, mas foi ignorada pela garota, que em seus 12 anos era a cópia fiel do gênio decidido de seu pai.

–Você é igualzinha ao seu pai, ele também me ignorava quando estava com raiva de mim. –ela disse a Milla antes de deixar o quarto.

A menina sorriu com o comentário da mãe quando ela já não podia mais vê-la.

[***]

Nem mesmo Emmett ter servido de saco de pancadas para o amigo ajudou o general a melhorar seu humor, muito pelo contrário, com o passar das horas tudo só ficava pior.

Todos os soldados que ficaram na base estavam sofrendo na mão de Edward naquele dia, aparentemente o general na tentativa de aliviar a pressão decidiu investir em um treino pesado com seus soldados e a cada mínimo erro por eles cometidos lá estava Edward fazendo as paredes do centro de treinamento tremerem.

–Carter você é um soldado ou uma mulherzinha?-o general gritou com um de seus subordinados.

–Soldado senhor!-respondeu o pobre homem tentando não tremer feito vara verde na frente de seu superior.

–Então por que não trata de agir como um já? Duas mil flexões seu molenga e quero que as faça em menos de dois minutos, ENTENDIDO?-ele voltou a gritar.

–Sim senhor!

–E o que está esperando para começar?-mais um pouco e Edward seria capaz de deixar o pobre soldado surdo. –E vocês o que estão esperando para começarem a lutar? Ou querem tomar o lugar do soldado Carter?!

O soldado Carter era quase tão alto quanto o general que tinha 1,95 de altura, mas o medo e respeito que ele sentia por Edward eram muito grandes para desafiá-lo, mesmo que seu chefe estivesse sendo um tremendo desgraçado!

–Não senhor, senhor!

–Então se mexam!-ordenou.

[***]

Bella não sabia o que sua chefe poderia querer com ela em seu pleno dia de folga, mas não reclamou. Milly Telles era uma pessoa maravilhosa e que muito tinha lhe ensinado na vida, ela merecia seu respeito e paciência e se ela estava lhe chamando devia ser por algo muito importante e que não podia esperar.

–Oi Milly, me desculpe se me atrasei, mas é que minha mãe não tem feito outra coisa senão me tirar do sério. –resmungou entrando na sala de sua chefe que assentiu.

–Já disse para ter um pouco de paciência com sua mãe, é tudo muito difícil para ela. –falou Milly, uma espanhola descendente escocesa muito gentil.

De repente as lembranças invadiram a mente de Bella, mas ela sacudiu a cabeça para espantá-las de seu pensamento.

–Sim, eu sei, mas nem sempre é possível. Vamos ao que interessa. Por que me chamou com tanta urgência em meu dia de folga? Sabe que eu detesto esse lugar. – a morena questionou sentando-se em um sofá de coro negro que havia na sala de sua chefe.

–Sim,eu sei e se não soubesse toda sua história te perguntaria por que escolheu essa profissão, mas você já me disse então vou direto ao ponto. –Milly agora tinha a sua costumeira e calma postura profissional.

–De acordo. –Bella concordou.

–A partir de amanhã já não trabalha mais para mim, Isabella.

–O quê? Não pode está falando sério! Sabe que eu preciso desse emprego para conseguir o que eu quero. –Bella saltou nervosa do sofá, falando de maneira agitada caminhando de um lado a outro em frente à mesa de sua chefe.

Milly sorriu.

Ela sabia que essa noticia deixaria sua amiga agoniada, mas logo também a deixaria mais tranquila ou contente.

–Eu sei e é por isso que estou fazendo isso, estando aqui trabalhando em outro continente só ficará cada vez mais difícil ter as provas que precisa minha cara. Por mais que você trabalhe em uma das sub sedes do FBI não é a mesma coisa, jamais será. Você precisa sair da Espanha e regressar aos Estados Unidos, você precisa vigiar de perto Edward Cullen e descobrir se ele cometeu ou não o crime do qual é acusado. –Milly esclareceu.

E no fundo Bella sabia que sua amiga estava certa, mas para ela era muito difícil aceitar a ideia de regressar outra vez ao seu país e ficar tão perto de Edward Cullen, para ela o general Cullen não era um simples homem, juntos eles tinham um passado cheio de tormentas, um passado que ela não gostaria de relembrar e voltar para os EUA significava isso... Relembrar, reviver cada instante marcado a fogo em sua pele outra vez.

–Não sei se posso fazer isso. –murmurou por fim.

–Não seja medrosa Isabella porque essa não é você.

–Às vezes os corajosos também sentem medo. –disse Bella.

–Mas esse não é o seu caso, eu a conheço o suficiente para saber e é por isso que não se hesitou em te promover a chefe do FBI.

As palavras da amiga e chefe demoram a fazer efeito sobre Bella até que ela pudesse compreender direito o que ouviu.

–Está falando sério Milly?-perguntou.

–Sim, você começa já na segunda, então corra e me ouça minha amiga... É certo que você e Edward Cullen irão se encontrar muito a partir de agora, mas não deixe que isso te paralise e simplesmente pule de cabeça.

É, por essa ela não esperava e pior ainda não tinha a menor ideia do que aguardava ela. Como seria quando ela e Edward Cullen estivessem frente a frente após 13 anos?

Continua...