Notas iniciais
Boa tarde meninas! Boa leitura amores e muito obrigada por cada comentários. Aos poucos estou respondendo.Beijos.

Bella suspirou fortemente, ela preferia que ele não tivesse lhe lembrado de tal detalhe, isso lhe doía tanto que por vezes faziam um imenso esforço para esquecer o que se passou, mas infelizmente não conseguia.



A morena ainda lembrava como foi horrível escutar da boca daqueles policias responsáveis pelo caso de seu pai, que o principal suspeito era seu marido.



Ela não quis acreditar. Achava que havia sido uma brincadeira de muito mau gosto quando os escutou, mas não era as provas estavam ali diante de seus olhos.



Confusa ela não sabia muito o que fazer, ela mal ouvia o que as pessoas lhe diziam, na verdade ela não queria ouvir e sim sumir, ir ao encontro de Edward e lhe implorar que ele lhe dissesse que todos estavam mentindo, mas Bella estava grávida e se deixou levar pelas palavras da mãe, pela raiva de Renée e não fez aquilo que realmente queria.



No dia seguinte, ela foi obrigada a ficar frente a frente com Edward onde ele estava preso, mas se sentia tão perdida, desorientada, completamente sem rumo que antes que pudesse medir as consequências de seus atos atirou sua aliança contra o rosto de seu marido e disse com voz gélida que o que tinham estava acabado mesmo que por dentro ela estivesse se quebrando.



Edward tentou falar, mas ela não lhe deixou dizer uma única palavra que fosse. Bella não estava agindo pelo coração e sim pela razão e a razão lhe dizia que aquele homem a sua frente era um viu assassino.



E como se tudo já não estivesse horrível ela estava grávida e extremamente sensível, com os hormônios a flor da pele e o humor extremamente instável.



Seus nervos eram uma bomba relógio que ameaçava explodir, mas mesmo assim Bella não pretendia afastar o bebê que esperava de Edward até que sua mãe dia após dia conseguiu fazer sua cabeça durante os cinco meses restantes da gravidez.



Quando a filha nasceu ela prometeu a si mesma que seria forte pelas duas e seria pai e mãe para a menina e no dia em que recebeu alta escutou uma das enfermeiras dizer a outra que um homem ruivo, muito bonito e de olhos esmeraldas havia estado na maternidade dois dias antes e se emocionado muito observando os bebês no berçário e Bella soube que ele esteve ali, ainda que em segredo.



Três dias depois a morena partiu para Espanha prometendo que mesmo longe descobriria a verdade e que o culpado pagaria muito caro pela morte de seu amado pai.



Um homem bom que não merecia o fim que teve.



–Se eu fiz isso é porque me sentia em divida com você, eu não te deixei dar nenhuma explicação no dia que eu disse que estava tudo acabado, não significa que eu acredite na sua inocência, mas se realmente é inocente então corra porque o tempo urgi. – Bella murmurou por fim.



–Pode ser por isso também Bella, mas há mais, sei que há.



Tem que ter. O general completou mentalmente.



–É claro que tem. Querendo ou não, não posso esquecer que temos uma filha juntos. Um dia ela vai saber quem é você e me odiará se souber que eu podia e não fiz nada por você. – a morena murmurou voltando a encará-lo.



–Maldição, Isabella!- exclamou o general atirando a primeira coisa que viu na sua frente contra a parede. – Quando vai deixar de ser tão teimosa e parar de mentir para si mesma? Quando vai parar de arranjar desculpas e assumir de uma vez por todas que ainda me ama tanto quanto eu ainda amo você?!- a diretora se assustou com a reação dele, mas se recompôs rapidamente.



–Precisamos acertar os planos das missões que temos em conjunto, um traidor passou informações para o braço direito de um dos maiores contrabandistas do país e se não mudamos os planos pode ser muito arriscado, além do mais, o plano atual é falho demais. – a mudança brusca de assunto deixou claro que ela não se abriria e que estava nas mãos dele usar as armas que ela lhe deu para conseguir provar sua inocência e conquistá-la outra vez.



–Que seja diretora. – ele usou o mesmo tom frio dela quase sempre usado por ele mesmo.



Os dois passaram intensas duas horas discutindo planos e estratégias sobre o que fariam nas missões, mas sempre agindo como dois estranhos que só tinham ligação profissional, mas é claro que tudo não passava de uma fachada, a mente de ambos borbulhava com dezenas de pensamentos e reflexões que nada tinha a ver com trabalho.



–Acho que terminamos por hoje. – a morena falou se espreguiçando e nunca nenhuma mulher pareceu tão sexy para Edward quanto ela naquele momento.



–Sim, vou levá-la até o helicóptero. – o general desviou olhar, buscando parecer indiferente, apesar de está morrendo de vontade de beijá-la.



–Não precisa.



–Faço questão.



Ela assentiu e os dois seguiram em direção a aeronave e mais uma vez os olhares lascivos foram dirigidos a diretora.



De repente um pensamento ocorreu a Bella:



Se ela já tinha arriscado mudar o rumo das investigações ao queimar evidências e entregar tudo o que tinha a Edward, ela podia arriscar mais, não podia? Sim podia!



–Muito obrigada pelo que fez por mim hoje Bella. – o general disse quando chegaram próximo ao helicóptero.



–Prefiro quando me chama de neném. – ela disse de repente.



–O quê?- o choque passou pelo rosto de Edward, mas Bella não lhe deu tempo para mais indagações e o beijou na frente de todos sem se importar com o que pensariam.



Um beijo molhado e sensual, intenso e saudoso, um beijo que começava a quebrar entre eles anos de barreiras impostas pelos acontecimentos da vida.



–Te vejo semana que vem no FBI, ainda precisamos repassar as missões antes de iniciá-las. – a morena disse com malicia e Edward sorriu como se estivesse vendo o mais belo amanhecer pela primeira vez na vida.



Não era preciso palavras para entender que sua neném tinha decidido arriscar tudo e mais um pouco e ele não seria louco de lhe negar isso.



Ela subiu na aeronave e todos os soldados desviaram o olhar antes que o general se virasse, não eram loucos de ficar cobiçando a mulher do valente leão da montanha.



[***]



Bella riu sozinha enquanto sobrevoava a cidade de volta ao FBI, devia estar louca por feito o que tinha acabado de fazer, mas estava se sentindo tão leve que não se importava e começava achar que talvez devesse ter feito isso antes.



Ela passou treze anos agindo pela razão, era hora de agir muito mais com o coração, e se machucasse não seria porque não tentou.



Depois de resolver mais alguns problemas de sua responsabilidade no FBI foi para casa e mal pisou e já ouviu sua mãe dizer:



–Se divertiu muito com o assassino hoje Isabella?



–O que disse?- a morena indagou.



A pergunta de sua mãe a pegou de surpresa.



–Eu liguei mais cedo para seu trabalho hoje a sua procura e fui informada de que você tinha saído para se encontrar com o general Seal há mais de uma hora e ainda não tinha voltado. – a voz de Renée era raivosa.



–Sim eu estive com ele e não tenho como evitar isso, por tanto essa não será a última nem a primeira vez que isso acontece. – ao contrário da mãe a voz de Bella era pura calma.



–Não minta Isabella! Seu pai também era um oficial da lei, portanto sei muito bem que você poderia ter mandado outra pessoa em seu lugar.



–Você tem toda razão mamãe, eu poderia, mas não faço meu trabalho pela metade e a senhora já deveria saber disso. – Bella rebateu.



Ela jamais contaria a sua mãe o verdadeiro motivo pelo qual foi à base Seal, nem louca ela contaria que forneceu provas sigilosas que poderiam ajudar Edward.



Não! Sua vida já era turbulenta demais.



–Eu ordeno que você fique longe daquele assassino, Isabella Swan!- sua mãe gritou.



–Quantas vezes eu vou ter que dizer para não chamá-lo assim?- a morena grunhiu em tom baixo, mas que mostrava bem sua irritação pela atitude de Renée.



–Eu chamo ele como bem entender, se ele não fosse um assassino não teria matado seu pai!



–O meu pai matou o meu avô?!- a pergunta veio do todo da escada em uma voz assustada.



Era Milla.



–Filha... – Bella começou, mas a menina correu para seu quarto.



–Deixa ela. – Renée falou ao ver Bella começar a subir as escadas.



É claro que ela não lhe deu ouvidos.



Bella bateu na porta da filha que estava trancada, tentou falar com ela, mas a menina como sempre fazia quando estava irritada a menina a ignorou e Bella achou melhor não insistir tanto.



Ela sabia que a filha precisava de espaço.



Bella desceu após tomar um banho e foi preparar algo para Milla comer, pelos menos nesses 13 anos a morena havia aprendido a cozinha e já não corria o risco de incendiar a casa como anos antes.



Preparou ensopado de frango. Era o prato preferido de Milla... O prato preferido de Edward.



A morena suspirou.



Tudo em sua vida fazia com que ela lembrasse dele.



Ela colocou o prato em uma bandeja acompanhado de um pouco de suco e levou para a filha.



–Milla, eu trouxe o seu jantar. – ela disse.



–Eu não quero nada. – ouviu a menina dizer.



–Ok. Vou deixar aqui do lado de fora para o caso de sentir fome mais tarde, vou sair agora e não sei a que horas volto.



Bella nem se quer esperou resposta.



A morena entrou em seu quarto, tomou um banho, secou, penteou e prendeu os longos cabelos em um rabo de cavalo, vestiu um vestido verde-escuro de um ombro só, calçou uma sandália de salto preta e passou um pouco de perfume e nada mais.



Passou pela mãe sem dizer uma única palavra e se foi.



Bella aproveitou que dirigia para relaxar, isso lhe fazia bem e não seria legal encontrar Jasper toda estressada.



Ela havia aceitado sair com o subdiretor porque ficou sem graça de dizer não, mas apesar de dizer à filha que não sabia a que horas voltaria Bella não pretendia se demorar.



Quando Bella entrou no bar em que Jasper marcou com ela alguns homens que estava ali se voltaram para observá-la passar como sempre acontecia e como sempre fazia ela nem sequer deu bola.



A diretora viu Jasper no centro do lugar e caminhou até ele.



[***]



Edward passou o resto do dia às voltas com a papelada que sua neném havia levado para ele, e o general não conseguia tirar o sorriso bobo que estava plantado em seu rosto desde que ela havia lhe beijando na frente de todos mostrando que era dele e que mesmo cheia de dúvidas e medo estava disposta a arriscar.



Mas ao contrário do bom humor do general Emmett estava nos cascos.



–Onde você se meteu o dia todo?- Edward perguntou quando o amigo entrou em sua sala.



–Eu estava no centro de treinamento. – o coronel respondeu resmungando.



–Quem te mordeu hoje?



Em geral Emmett estava de bom humor, mas hoje ele estava intragável pelo visto.



–Sua querida irmã Rosalie. Ela descobriu que você saiu para o campo de treino ontem mais cedo e me ligou gritando todos os impropérios imagináveis, pois segundo ela é minha responsabilidade como seu melhor amigo impedir que você cometa idiotices.



Rosalie era mais nova que Edward três anos, ela tinha 35 anos e há 3 anos era viúva. Ela foi casada por 7 anos com Ralf e desde então nunca mais se envolveu com ninguém.



–Eu já te perguntei isso, mas volto a perguntar. Por que você não se entende de uma vez com a minha irmã? Está na cara que isso é tesão reprimido. –Emmett fez um gesto feio com o dedo para ele. – Tudo bem estressado, e o que mais ela disse?



–Que amanhã virá até aqui e que te esganará se te encontrar pelo menos no campo de treinamento, pois você tem que descansar por pelo menos mais uma semana.



Edward fez uma careta.



Rose devia está furiosa por ele está se arriscando e aquela loira desde pequena era um verdadeiro furacão quando estava irritada.



–Você sabe se ela trará Noelli?



Noelli era filha de sua irmã. Uma menina encantadora de quatro aninhos, a quem Edward dedicava todo o amor de pai que não pôde dedicar a própria filha.



–Acho que sim. – o coronel sorriu minimamente.



Noelli era encantadora e ele amava aquela menininha.



–Vem vamos sair, você precisa relaxar. – o tom usado por Edward não permitia discussão.



[***]



–Jasper daqui há pouco terei de ir para casa cuidar minha filha, minha mãe sempre fica com ela, porém Milla é minha responsabilidade. – Bella explicou a Jasper.



–Filha?- ele perguntou surpreso, pois olhando para aquela mulher curvilínea que estava a sua frente e era pura tentação Jasper jamais iria imaginar que ela tivesse uma filha.



–Sim, eu fui casada, ou melhor, eu sou casada com... – a morena interrompeu o que dizia ao sentir sua pele queimar.



Edward estava ali, ela podia sentir e instintivamente olhou ao redor e o encontrou parado na porta ao lado de um moreno forte demais para o seu gosto.



O general viu sua mulher assim que chegou e não gostou nada nada de vê-la na companhia de outro, mas ele daria um jeito nisso e era já.



Continua...