Depois de alguns dias de viagem, os cavaleiros finalmente estavam chegando perto do seu destino. Haviam chegado às terras dos Beauchamp no começo da manhã e deixado para trás o povoado do reino há poucos minutos.

Após quase uma hora cavalgando, estavam em uma trilha que os levariam até o castelo dos Beauchamp. A trilha passava por dentro de um bosque, de onde eles já conseguiam avistar o castelo.

— Vamos parar aqui. — recomendou Murtagh, virando seu cavalo para entrar bosque — Precisamos nos lavar e comer alguma coisa, meu estômago está roncando de fome.

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Andar. Era isso que Jamie precisava.

Após vários dias cavalgando, suas costas, braços e bolas doíam de tantas horas de cela. Pegou as rédeas de seu cavalo e começou a caminhar pela margem do lago, distanciando-se dos outros cavaleiros que haviam parado para cochilar, comer ou simplesmente esticar as pernas.

Os boatos sobre as terras dos Beauchamp não eram mentira, pensou. O lugar era realmente enorme e muito bonito. Andando próximo a beirada do lago, desviava dos salgueiros enquanto procurava um lugar ideal onde poderia banhar-se, seu cavalo pastar e ambos descansarem um pouco. O dia não estava muito quente, mas os raios do sol brilhavam acima do bosque.

— Santo Deus, como é bom esticar as pernas. — suspirando de alívio.

Depois de 15 minutos caminhando, o bosque começou a ficar mais denso, com salgueiros e faias maiores. Achando uma área protegida pelas árvores, Jamie parou e decidiu que ali era um bom lugar para se banhar. Guiou o seu cavalo até a árvore e amarrou as rédeas frouxamente para que ele pudesse comer as folhagens em volta e beber água.

Aproximou-se e agachou junto ao lago e bebeu água, depois jogou sobre a cabeça e o rosto. Começou a despir-se, dando um suspiro de prazer quando tirou as botas e colocou os pés na grama fofa. Tirou sua armadura ficando só com sua blusa longa e -

Jamie escutou barulhos vindos do outro lado do arbusto à sua direita. Com receio que algum animal grande estivesse pelas redondezas, abaixou-se cautelosamente e pegou sua espada que estava próxima aos seus trajes recém-tirados.

— Shiiiiii — fez para o cavalo que fazia pequenos sons enquanto mastigava.

Armado, foi andando nas "pontas dos pés" e espiou a procura do animal em questão através do arbusto.

A criatura em questão, encontrava-se a poucos metros de distância e de costas para Jamie. Estava nua e molhada. A luz do sol iluminava seu corpo, as partículas de água percorriam toda sua extensão enquanto ela se abaixava para pegar a roupa que estava no chão. Estava arrepiada. Seus cabelos eram cacheados, brilhantes e sua pele parecia veludo branco. Totalmente molhada, visivelmente tinha acabado de sair do lago e agora fazia certo esforço para torcer os cabelos.

Jamie teve que conter o impulso súbito de sair de seu esconderijo, pegá-la pelo seu largo quadril e lamber com sua própria língua todas as gotas que deslizaram pelo corpo daquela desconhecida.

O ser místico do bosque colocou sua combinação que imediatamente grudou em sua pele úmida e expôs a curva perfeita do seu traseiro redondo. Não conseguia desviar o olhar. Seus dedos doíam para tocá-la e não precisava abaixar os olhos para saber que seu membro estava ereto.

Nunca acreditou nas superstições ou contos que os povos insistiam em contar, mas poderia jurar que aquela criatura era uma Ninfa saída das águas. Seria atraído, seduzido e depois a criatura o destruiria.

Tirando-o da sua hipnose, seu cavalo produziu um enorme barulho que o fez levar um grande susto.

— Quem está aí? — a Ninfa abaixou-se rapidamente, pegando uma faca e virando-se em direção aos arbustos. A visão do seu rosto o fez petrificar. Jamie estava paralisado. Nunca tinha visto um ser mais formoso e gracioso em toda sua vida.

— Apareça! — ordenou ela.

Jamie ergueu-se envergonhado. Bateu com a cabeça nos galhos flexíveis acima e folhas e derramaram-se sobre ele. Poderia jurar que estava mais vermelho do que a cor de seus cabelos.

— O que você esta fazendo aí? Está me espionando?— perguntou ela nervosa com tom de acusação — Quem é você?

— Não, eu só esta-

— Mas não foi isso que me pareceu. — disse ela brava, não o deixando terminar a frase. — O que você quer aqui? Você não é um dos homens do povoado.

— Estou de passagem. Vim alimentar o meu cavalo. — e apontou para trás para mostrar o animal detrás dos arbustos.

— Você está aqui nas redondezas para quê? Vai saquear o povoado? — perguntou ela, apontando a faca. Sua combinação era transparente, deixando pouco a imaginação. Jamie tinha que fazer um grande esforço para olhar diretamente para seu rosto e não para seus fartos mamilos.

— Não, claro que não.

Estava tão estupefato que nem conseguia pensar no que dizer para se defender das acusações.

— Não confio em vocês homens. Vocês só sabem destruir. — ela o acusava, sem ao menos conhecê-lo.

— Não sou assim. — disse ele se defendendo. Mesmo desnorteado, Jamie estava começando a se irritar com as perguntas e acusações da desconhecida.

— Vocês arruínam tudo. Bárbaros que matam e saqueiam povos. — então ela se virou e foi andando até os seus trajes.

Vendo que aparentemente Jamie não oferecia nenhum perigo a sua virtude, guardou a faca e começou a pegar suas roupas no chão.

— Precisa de ajuda? Para ir para casa, digo. — perguntou Jamie oferecendo sua assistência e tentando redimir-se. Estava com seu cavalo e o povoado ficava a uma longa distância dali.

— Caso precisasse, teria pedido. E não quero sua ajuda. — disse rispidamente.

Que mulher abusada, pensou Jamie.

— Esse é um dos problemas dos homens, pensam que são o centro do universo, julgam que precisamos de vocês para tudo, quando na verdade é o contrário.

E terminando de juntar suas coisas, começou a andar para dentro do bosque, na direção contrária ao povoado.

— Então volte para casa sozinha. — disse tentando soar com um tom indiferente — E boa sorte. — com tom de ironia.

— Não preciso de sorte, sei muito bem o caminho. — virando-se para ele para frisar a frase.

Ela deu uma última olhada nele e seus olhos se encontraram. Jamie sentiu-se totalmente hipnotizado novamente e pela reação dela, constatou que ela sentiu a mesma coisa.

Rompendo o contato visual e visivelmente ruborizada, girou e continuou o seu trajeto.

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Depois de lavar-se, Jamie não conseguia tirar a donzela de sua cabeça. Mesmo sendo atrevida e contra sua vontade, deveria ter insistido para levá-la até o seu destino final. Onde se encontraram, ficava muito longe do povoado e ela claramente tomou a direção oposta na hora de ir embora. E se estivesse perdida? E se encontrasse algum perigo ao longo do caminho?

Subindo em seu cavalo, resolveu dar uma volta pelo bosque, porém, não avisou ela em lugar algum. Voltando a local onde estava para pegar sua armadura, Jamie viu um objeto brilhando no chão, um pouco à frente. Abaixou-se, pegou e guardou a pulseira esquecida pela Ninfa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.