Coração Dividido
17 Capitulo 17
Notas iniciais
Olho para Klaus, eu não quero entrar na briga com a loirinha dele, se acontecer algo com ela ainda vai ser minha culpa. Só me levanto e falo.
–Ele tentou me matar Caroline, você iria querer que eu desse meu coração de bandeja para ele?
Ela vem para cima de mim novamente, eu desvio, pego o braço dela e seguro atrás das costas.
– Caroline, ele estava tentando matar o Klaus! Que merda, se eu não o matasse provavelmente Klaus o mataria.
Ela para de mexer e eu solto ela. Caroline olha para mim com puro ódio.
– Você poderia só quebrar o pescoço ou algo assim, ele ainda estaria vivo, só que você tinha que mata-lo.
A loira vem me atacar de novo, eu perco a pouca paciência que tenho e quebro o pescoço dela, viro-me e antes de sair da casa falo.
– Klaus controle a Caroline, eu fiz o que deu na hora, se ela ficar tentando me atacar, eu não vou ser paciente na próxima vez.
Saio dali irritada, vejo Damon vindo andando do meu lado.
–Sabe Car, as pessoas não entendem quando matamos. Eu sou o cara mau, que faz coisas ruins para o bem de todos, ninguém entende e muitos julgam, é só você não ligar.
– Eu não ligo, só me irrita as pessoas me atacando, se quer falar, poxa fale eu não ligo, mais já fui perseguida quase minha vida inteira, não preciso de alguém tentando me matar por causa de um otário que queria me matar.
Ele da o sorriso irônico e balança a cabeça concordando. Então do nada ele fala.
– Phillipe falou o que você passou na mão do Stark, só de pensar eu já fico enfurecido.
Fui para interromper, contudo ele me cala antes.
– Não preciso da sua proteção sempre que o Stark aparecer, eu sei me cuidar muito bem, já lutei contra o Klaus e estou vivo, não sou um peso morto. Então quando o Stark aparecer não quero que você se jogue na minha frente, pois eu não sou fraco.
Encaro-o e vejo que o mesmo esta falando serio.
– Não é proposital, eu só tenho medo de te perde Damon.
– Eu não vejo você se tacando na frente do Klaus. Vejo que você tem confiança se ele esta perto de você numa luta, quero que se sinta assim ao meu lado.
Só fico pensando no que ele falou, e por mais difícil que seja de admitir eu sabia que era verdade, eu tenho que confiar no Damon, como ele mesmo disse, ele já lutou contra o Klaus. Seguimos em direção a casa dele. Ficamos lá conversando e nos pegando, então me bateu uma curiosidade.
– Damon me deixa provar o seu sangue?
Ele me olha meio estranho e fala.
– Se você me deixar provar o seu.
Dou meu pulso para ele e pego o dele para mim, começo tomar, e um é bom também, uma delicia, e tem aquela sensação gostosa. Paro e fico olhando para ele, será que ele sentiu isso?
– Então Damon o que achou?
Ele me da o sorriso irônico, e não fala nada só pula em cima de mim, e nos dois caímos no sofá, ele começa a beijar todo meu pescoço e a boca, passava a mão por todo meu corpo eu estava em êxtase, só queria mais e mais.
Escuto alguém tossindo, e dou uma olhada por cima do ombro de Damon.
– Vocês poderiam fazer isso em um quarto?
Damon sai de cima de mim e senta no sofá, eu só continuo lá deitada.
– Kat eu não interrompi você e o Elijah ontem, porque inferno se me interrompe em uma dos meus melhores momentos que tive nessa cidade.
Ela da uma risada e Elijah entra logo após.
– Você que me incentivou a ir lá Car, e Klaus queria que um dos originais ficasse com você! — Elijah fala sério.
Fiquei pensando, e se Klaus chegasse aqui e eu na pegação com o Damon, será que ele ia ficar irritado?
– Ok, como está Caroline?
– Quando saímos de lá ela tinha acabado de acorda, e estava doida atrás de você! Contudo Klaus a está acalmando. — Kat falou sorridente.
Fiquei pensando em como Klaus estava acalmando ela, é só pensei merda e meu humor foi por agua a baixo. Kat continuou a falar.
– Sabe Car essa cidade não é para gente, metade nos odeia, e a outra metade quer a gente morta. Isso é até engraçado, por isso gosto tanto daqui!
Comecei a dar risada com ela, eu me sentia bem aqui, eu tinha alguns amigos que pareciam ser de verdade.
Resolvemos todos ir darmos uma volta, eu ficava a vontade com eles, eram pessoas que me entendia, ficamos conversando sobre tudo. Adrian chegou e já foi falando.
– Boa noite, Car eu queria conversar um pouco.
Olho ao redor e vejo um canto vazio na praça, aponto para ele ir indo que já sigo ele. Antes de eu sair Damon fala.
– Porque vocês não conversam aqui? Afinal, aqui já sabem quase tudo sobre você linda!
Analiso o que ele falou e volto a chamar Adrian, vejo garotas olhando para ele, Adrian era um cara bonito, cabelo bagunçado de um jeito sexy, e um corpo nem muito musculoso nem magro demais.
Ele chega e falo para conversarmos ali mesmo.
– Então Car eu tenho algumas duvidas, já ouvi vario boatos sobre o feitiço que o seu clã pode fazer, só queria saber quais os verdadeiros quais os falsos.
– Pode perguntar, o que eu souber eu respondo, contudo tem muita coisa que não sei, pois minha mãe não conseguiu explicar.
– Então, a parte do vampiro ter que ter mais de 100 anos é verdade?
– Nah, sendo vampiro a idade que tiver pode fazer. — Respondo, vejo que os outros estão interessados também.
Antes de Adrian fazer a próxima pergunta Klaus chega e senta do meu lado, chega bem perto do meu ouvido e fala.
– Acalmei Caroline, ela não vai mais tentar te matar, mais no caso dela ficar enfurecida de novo, só quebre o pescoço dela e não a mate, ela só esta meio instável por gostar do Tyler.
Minha vontade é responder que se foda Caroline, não tenho culpa que ela gostava de um alucinado que queria matar Klaus, contudo só concordo com a cabeça. Adrian continua com as perguntas.
– Para fazer o feitiço, tem que matar uma pessoa do seu clã? E para matar o vampiro, tem que ter quanto do sangue do seu clã?
Vejo Klaus olhando meio desconfiado, porem ele não fala nada e vejo que ele ate esta interessado no assunto, Damon que está sentado do outro lado pega minha mão, e coloca o braço por trás de mim.
–Não precisa matar, mais ou menos um copo do meu sangue o vampiro tem que beber, ele nem precisa beber direto e só eu me corta e encher um copo para ele. Para matar o vampiro, teria que ter uma estaca banhada totalmente no meu sangue, está estaca pode ser usada só uma vez, e depois tem que banhar novamente se quiser matar outro.
Todos ficam analisando o que eu falei, contudo Adrian continua.
– Quantos já foram criados? Pelo que sei todos estão mortos agora. E quando a bruxa faz o feitiço, o vampiro fica ligado com ela?
– Não sei exatamente quantos foram, antes de minha mãe morrer, quando tinha mais gente no nosso clã mataram os dois últimos, e quanto a ligação eu não sei exatamente como ela é, sei que todas que fazem o poder fazem em um vampiro confiável, e geralmente parceiro delas.
Bom eu só sabia até ai, tinha muita coisa que eu precisava saber ainda.
– A ultima Car, eu li em um livro que como o vampiro e a bruxa estão ligados eles conseguem reproduzir, assim você tem o protetor, e a bruxa continua o clã.
Nunca ouvi sobre isso. Será que era verdade? Contudo eu também sou uma vampira, não tem como eu reproduzir, mamãe nunca explicou isso.
– Isso eu não sei infelizmente. — Então para descontrair um pouco eu fiz uma piada — Mas quem sabe quando eu tiver meu protetor eu não faça o teste.
Vi Damon ficando bravo e meio que apertando minha mão, Klaus me olhou de canto de olho, não sei o que ele imaginou mais estava dando uma risadinha.
Kat começou a rir e eu entrei na dela, até Adrian rio.
– Car eu tenho um livro que eu acredito pertencer a sua mãe, eu não entendo muito ele, não sei se é realmente dela, sei que é de uma TrueLove (Sobrenome da Carlisa) e estava com o Stark. Eu peguei dele, talvez você gostaria de o ter. – Adrian fala
Só concordo com a cabeça, quando eu fui embora do vilarejo não pude trazer nada, muito do que eu aprendi foi pelo o que eu me lembrava de mamãe fazendo.
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