Coração De Marfim.
6 Capítulo 6 - Vítima falida.
Notas iniciais
Geeente, estou super apressada então não posso falar muito =D, mas prometo que capítulo que vem terá música com certeza!
Bjks meus amores e não se assustem com o numero de palavras.
Ami ~
Passou uma semana desde a ultima vez que Mitsue viu o tal Kakashi e voltou a tocar no assunto sobre voltar a tocar alguma coisa, e nos últimos dias dessa semana ela tem passado a maior parte de suas horas diárias sozinha, apenas estudando, cuidando da casa e preparando o jantar para que quando sua mãe chegasse do trabalho ás dez horas tivesse algo nutritivo para comer. Os únicos momentos que ela via sua mãe era quando a esperava na sala até que ela chegasse, mas era um momento rápido, pois assim que ela comia, de tão cansada que estava com os dois trabalhos, ia direto para o banho e dormia sem esquecer-se de dar um rápido boa noite para a sua filha antes, que a essa hora também se preparava dormir, e o outro momento era quando Mitsue acordava pela manhã e encontrava sua mãe preparando o café da manhã para as duas na cozinha, mas assim como quando chegava, logo ela comia e saia para mais um dia de trabalho sempre antes da Mitsue ir pegar o ônibus para a escola.
Naquela manhã de segunda, enquanto comia lentamente o seu café da manhã, sua mãe termina de lavar sua louça do café da manhã e se dirige para a cadeira onde antes estava sentada e pega o blazer negro, vestindo-o enquanto ia até sua filha e depositava um beijo no alto de sua cabeça.
– Já vou indo minha querida. Se esforce na escola – Ela abriu um sorriso para ela já com a bolsa que estava em cima da mesa no ombro.
– Tudo bem mãe, tome cuidado nos seus trabalhos – A garota se levantou o suficiente na cadeira para beijar a bochecha de sua mãe e voltou a se sentar, dando um sorriso para sua mãe que já se dirigia para fora da cozinha.
Terminado o café, a garota lavou sua louça, guardando-a no secador de louças ao lado da pia e correu até a mesa da cozinha, pegando sua bolsa da escola que estava ao lado da sua mãe agora a pouco e se dirige para a sala, calçando suas botas de cano médio sem salto encostadas no canto da entrada da casa e ajeita o rabo de cavalo, além da franja sempre partida em cada lado do seu rosto, caindo de forma crescente até a lateral dele e saiu de casa, pronta para mais uma jornada escolar.
A partir do dia em que Mitsue e Ryo entraram juntos para a escola, o Ryo sempre tem esperado por ela na porta da escola com sua expressão costumeira, a mochila atrás dos ombros e sua ótima companhia, então ela se acostumou em ser acompanhada por ele até o seu armário e depois seguir para a sua sala de aula.
Naquele dia, ela teve seu penúltimo horário com a aula de Química, com o mesmo professor que lhe repreendeu no primeiro dia de aula copiando algo no quadro com a sala em completo silêncio. A garota esta com a cabeça apoiada numa das mãos, escrevendo sem pressa a matéria que ele passava quando um leve tremor dentro do bolso do seu blazer interrompe o barulho ritmado da lapiseira na folha do caderno. Ela colocou a mão no bolso de forma discreta e notou que era o seu celular que provocava o tremor, avisando que uma havia recebido uma nova mensagem de texto. Antes de retirar o aparelho do bolso, ela da uma rápida olhada para os lados, mas ao notar que ninguém a observava, ela tirou seu celular de dentro do bolso e o abre no seu colo, em baixo da mesa da carteira para ler a mensagem de texto sem ser nota. Cada vez que os olhos dela passam pelas letras digitadas no celular, mais os batimentos cardíacos dela parecem prestes a parar.
O remetente da mensagem era um colega de trabalho da sua mãe que as visitou durante as férias, e por educação – e provavelmente por estar interessado em sua mãe e querer se relacionar melhor com a sua filha – ele deixou o seu numero de celular com ela e aquele era o primeiro SMS que ela recebia dele com a seguinte mensagem:
Mitsue-chan, provavelmente deve estar em horário de aula, mas acho que é correto te avisar. Durante o trabalho, sua mãe acabou caindo em um lance de escadas e ficou inconsciente. Neste momento estou na sala de espera no hospital ainda sem muitas noticias dela, mas o médico já me avisou que é possível que ela tenha conseguido um traumatismo craniano graças a pancada forte que levou na cabeça enquanto caia. O endereço do hospital que estou é... Não alimente preocupações, eu estarei com ela até que você chegue e se preciso continuarei aqui.
Até, Shinji Kouta
Ao terminar de ler a mensagem, um medo avassalou completamente o corpo da garota com a pior das idéias se passando pela cabeça da jovem, e então, movida pelo medo intenso de poder perder mais um membro da família para sempre, ela só teve uma reação.
Atraindo olhares surpresos de todos na sala, enfiou seus materiais dentro da bolsa de qualquer maneira e quando terminou, se levantou de maneira brusca da carteira, chamando a atenção imediata do Ryo, que sentava a uma fileira de distancia dela e do professor, que se virou para ela, olhando-a com certa repreensão assim que a vê em pé com a bolsa no ombro sendo alvo de todos os olhares dos alunos ali.
– O que pretende fazer desta maneira Terasu-san? – O professor abandonou a lousa e se concentrou na garota.
Sem tempo de parar e explicar tudo a ele, também porque seus pensamentos estavam perturbados por idéias abomináveis o bastante de não fazê-la pensar com clareza, ela simplesmente correu em direção a porta, passando direto pelo professor que se apressou até a garota e a segurou pelo braço a tempo de ela não sair pela porta.
– Terasu-san! Se der mais um passo para fora desta sala de aula eu terei que lhe dar uma suspensão imediatamente! – Sua voz se tornou dura e a garota levou seus olhos lacrimosos até ele, desarmando por um segundo o professor.
– Me desculpe por isso, Mas eu não tenho tempo! Me desculpe mesmo! – Ela se soltou do professor e correu para o corredor vazio sentindo os olhos arderem com as lágrimas que ameaçavam surgir por causa do medo que a assolava profundamente. Evidencias de seu trauma adquirido pela perda de seu pai.
Enquanto corria pelo corredor com todas as suas forças, a garota finalmente alcançou o salão e passou com pressa pelas portas da Ala Leste. Assim que ouve o barulho dos passos rápidos ecoando no corredor, o monitor da escola vê a garota passar para o corredor de entrada da escola e então a barra assim que ela tenta continuar o caminho.
– Ei mocinha! Oque faz fora da sua sala durante o horário de aulas? É regra da escola não permitir alunos perambulando pela escola durante esse horário em especial – Ele repreendeu, estranhando o estado da garota.
Mitsue passou os olhos do homem para a porta da saída a vários metros dela e então ela volta para o homem deixando toda sua aflição escorrer por entre as palavras que se seguiram:
– Por favor, eu estou numa situação de emergência! Eu preciso sair daqui imediatamente – Falou, mas mesmo vendo a aparente urgência da moça, ele negou com a cabeça e andou até ela, indicando a sala do diretor no fim do corredor.
– Não posso permitir sua saída por mais urgente que seja o motivo, venha que você explicará oque está acontecendo diretamente ao diretor – Falou, segurando o braço dela tentou guia-la para a direção da sala do diretor, mas ela resistiu.
– Eu não posso fazer isso! Você tem que entender oque eu digo, é realmente uma emergência! Não posso perder muito tempo... A minha mãe... – As lágrimas surgem nos olhos da garota numa rapidez repentina e uma escorre de cada lado do seu rosto, assustando o monitor – A minha mãe sofreu um acidente no trabalho e eu preciso vê-la!
Um pouco abalado com o choro repentino da garota, o homem limpou a garganta e pensou um momento no que fazer, mas então pensou na bronca que levaria do diretor se a deixasse sair sem permissão, matando aula.
– Olha, eu não posso fazer nada em relação a isso se eu não tiver uma permissão do diretor ou de algum professor para que saia – Tentou manter a voz mais calma possível, mas mais uma lagrima escorre pelo rosto da garota quando ouve a resposta.
– Eu autorizo a saída dela.
Uma voz repentina surge no corredor e ambos a garota e o monitor olham para o homem que surgiu na porta da Ala Leste, bem vestido numa camisa social preta longa de botões com as mangas arregaçadas até a metade dos antebraços, a mesma calça jeans de cor escura de uma semana atrás e os sapatos sociais pretos bem lustrados.
– Senhor Hatake? – O homem exclama com surpresa –Me desculpe mas o senhor nem é um dos professores da Ala Oeste para...
– Mas por ser um professor eu devo ter autoridade o suficiente para me responsabilizar por uma aluna, certo? – Kakashi caminhou de maneira calma até o homem, recebendo o olhar coberto por lágrimas da garota, e então afastou a mão do monitor do braço da Mitsue antes de se por na frente dela de modo protetor.
O monitor o olha por um longo tempo, e por fim assentiu de leve.
– Fique ciente que será responsável pelos atos dela a partir de agora Sr. Hatake.
– Estou completamente ciente de meus atos – Respondeu com tranqüilidade, olhando o homem até que ele saísse dali e deixasse os dois.
Kakashi vira para trás e olha a garota que passava uma das mãos no rosto manchado de lágrimas a franze o cenho de preocupação.
– Oque aconteceu com sua mãe para você ficar assim? – Perguntou com cuidado, tentando não arrancar mais lagrimas dela como o ultimo homem permitiu.
Mitsue olhou para ele, e fungou rapidamente antes de falar alguma coisa.
– Eu recebi uma mensagem de um colega da minha mãe dizendo que ela caiu da escada do trabalho dela e está desmaiada provavelmente por causa de uma pancada na cabeça... – A garota morde o lábio, tentando segurar mais lágrimas que queriam cair.
A mão grande do professor toca o ombro da jovem e ele levanta o rosto dela com a outra mão.
– Pare de chorar e tente se acalmar ok? – Ele perguntou numa voz macia e ela assentiu com a cabeça, respirando fundo o ar para se recuperar. Quando achou que ela estava bem o bastante, deu um leve aperto no ombro dela e perguntou – Sua mãe já está hospitalizada?
– De acordo com ele sim... Ela está sendo examinada agora – A voz dela saiu um pouco melhor que antes e ela se sentiu aliviada por isso.
– Sabe qual é o hospital?
Ela balançou a cabeça positivamente e abriu o celular que estava na sua mão desde que saiu da sala e procurou o endereço na mensagem, entregando o celular para ele em seguida. Kakashi soltou o ombro dele e pegou o aparelho, passando os olhos pelo o endereço e então logo identificou o lugar.
– Ótimo, eu sei onde fica – Ele fechou o celular e entregou de volta na mão da garota antes de pegar a mão livre dela e puxá-la com ele na direção da saída do colégio com passos rápidos.
Mitsue passou a mão com o celular pelos olhos para desembaçar a visão enquanto era puxada e então se virou para o grisalho com uma interrogação acima da cabeça.
– Você... Vai me levar ao hospital?
– Sim – Ele concordou com a cabeça e então olhou para ela – É a maneira mais rápida e segura de você chegar lá.
– Mas e as suas aulas?! – Exclamou, começando a corar por obrigar o homem que mal conhecia a dar uma carona a ela.
– Eu não tenho nenhuma aula durante a manhã, só a tarde, quando as aulas de música realmente começam para os alunos da Ala Leste – Esclareceu enquanto estendia a mão para a porta de entrada do colégio e a abria para que os dois passassem.
A garota continuou olhando para ele, corada e surpresa por ele decidir levá-la para o hospital usando seu tempo livre, e então deixou ser puxada por ele até fora do colégio, mas em vez de ir direto ao portão como de costume, eles viraram numa passarela a frente da entrada da escola e foram para a área do estacionamento da escola, onde estava alguns carros – a maioria de luxo — tanto de estudantes como de professores. Kakashi colocou sua mão livre no bolso da calça jeans e pegou as chaves do carro, apertando um dos dois botões do controle do carro que Mitsue não fazia ideia de qual era até que um carro prateado estacionado debaixo da sombra de uma das árvores do estacionamento bipasse próximo a eles. Ele só soltou a mão da garota quando estavam bem próximos do carro prata e então Kakashi se dirigiu para a porta do carona e a abriu para ela.
– Pode entrar no carro.
A garota continuou parada no lugar dela e lançou um olhar indeciso para o grisalho a sua frente.
– Será que realmente é necessário que você faça isso por mim?
O professor abriu um sorriso encantador e então apoiou um dos braços por cima da porta do automóvel.
– Bem... Eu não posso ignorar uma aluna que precisa de ajuda, então acho que é necessário – Um sorriso quase imperceptível surgiu nos lábios da garota e então ele fez um sinal com a cabeça para que ela entrasse.
Antes de se dirigir para a porta do carona, a garota passou os olhos rapidamente pela traseira do carro prateado por curiosidade, lendo rapidamente a marca do carro por trás dele. Aquele era um belo e caro Audi A5 Cabriolet prata, e melhor, conversível na sua frente, mas ele estava ainda coberto com a capa negra que era o teto do carro. Mesmo não entendendo muito sobre carros, ela conhecia a Audi e sabia que seus carros eram bastante caros, de modo que ela apenas podia ver em propagandas de TV, sem ter a menor chance de possuir algum e muito menos entrar em algum.
Mas parece que não era mais uma possibilidade tão distante.
Tentando esconder o choque em notar que aquele professor possuía um Audi maravilhoso, ela foi obediente e sentou no banco do carona com ligeiro nervosismo. Assim que ele senta no banco ao lado dela, Mitsue se apressa em pegar o sinto e afivelá-lo em seu devido lugar, enquanto ele fazia o mesmo sem um traço que estava nervoso ou com muita pressa.
Antes de dar a partida no carro, ele se vira para a garota.
– Se sente melhor?
Ela vira o rosto para ele e abre um sorriso para que ele não pense que ela fosse voltar a chorar. Ela tinha que aprender a controlar suas emoções.
– Eu só quero ver minha mãe agora. Não precisa se preocupar comigo.
– Está certo – Deu seu meio sorriso característico e deu a partida no carro, tirando-o da vaga em questão de instantes antes de dirigir para o portão da escola e apertar um controle preso entre a chave e o controle do carro para abrir o portão de saída de veículos do colégio.
– Você tem o controle do portão da escola? – Perguntou sem esconder o tom impressionado.
Ele apenas abriu mais um sorriso e disse:
– Privilégios de professor da Ala Leste.
– Nossa... Eu não sabia que vocês tinham acesso a isso – Admitiu se sentindo a vontade ali por algum motivo, e sua preocupação com a mãe pareceu se amenizar um pouco.
– É preciso já que não somos como os professores normais e precisamos sair mais vezes que eles para preparar as aulas ou vir a escola para utilizar os instrumentos – Explicou de maneira natural quando já estavam na pista fora da escola, dirigindo em direção ao hospital onde Miwa estava.
– Entendo... – Se limitou a dizer.
A garota apertou as mãos em cima do seu colo e baixou os olhos, corando de leve ao pensar o quanto pareceu infantil por chorar na frente dele e agir como uma criança triste. Ela virou o rosto devagar para ele observou o rosto tranquilo do professor observando a estrada a frente deles enquanto dirigia o carro. Parecendo notar que era observado, ele abre um sorriso e da uma olhada rápida para a aluna.
– O que foi?
– Obrigada por fazer isso Kakashi-sensei – Agradeceu com um meio sorriso suave no rosto.
Ele riu de leve e pressionou o volante sem que ela percebesse.
– Não é necessário agradecer Mitsue-san, é só um favor que eu estou te fazendo.
– Eu sei disso. Mas mal nos conhecemos e mesmo assim você quer me ajudar... Realmente estou agradecida, por mais que ainda esteja surpresa por você ter aparecido naquele exato momento.
– Não é como se eu estivesse te espionando ou algo assim, é que naquela hora eu estava prestes a sair para me encontrar com alguém.
Os olhos da garota cresceram.
– Ai não... Não me diga que estou te fazendo abrir mão disso?
Ele balançou a cabeça para os lados, ainda tranquilo.
– Nem pensar, eu posso me encontrar com ela mais tarde – Ele rolou os olhos para ela por alguns momentos enquanto falava – Você virou minha prioridade no momento.
O rosto dela voltou a corar e então ela desviou o olhar dele.
– Hm, já que não tem problema... Acho que está tudo bem – Falou numa voz mais baixa.
Depois de mais algumas ruas rodadas no Audi do Kakashi, Mitsue pode avistar o hospital e seu coração voltou a se acelerar de preocupação, batendo mais rápido cada vez que entravam mais no hospital e ele estacionava o carro numa vaga dentro da área do hospital.
Kakashi puxou o freio de mão e então se virou enquanto dizia:
– Já pode descer agor...
Pof!
O grisalho se viu sozinho no automóvel antes mesmo de terminar a frase, e então pressionou os lábios antes de abrir a porta e tentar alcançar a jovem que estava prestes a entrar no prédio.
A garota passou pelas portas enquanto tentava controlar a respiração apressada pelo evidente nervosismo que sentia, e que só pareceu aumentar quando avistou a atendente atrás da bancada.
– Com licença – Colocou suas mãos na bancada branca e a mulher a olhou tranquilamente esperando que continuasse – Eu vim aqui ver a minha mãe que está internada...
Ela assentiu e digitou alguma coisa no computador antes de se voltar novamente para ela.
– Qual o nome dela?
– Terasu Miwa – Respondeu de pronto, no momento que o grisalho surge atrás dela com a respiração apressada graças a corrida que teve de dar.
A mulher pregou os olhos no homem por demorados três segundos e então se obrigou a olhar para o monitor e digitar o nome que ela havia dito, ainda que com o rosto suavemente corado.
– B-bem... A sua mãe está internada no terceiro andar na sala 508 – Limpou a garganta e olhou para o homem – Antes de ir preciso saber se este homem é seu acompanhante.
Mitsue já se preparava para soltar um “Não”. Não queria prender aquele homem mais que já o prendeu com ela, mas como nada costuma sair da maneira que queremos...
– Sim, eu sou o professor dela e consequentemente o seu responsável na escola, então devo acompanhá-la se me permitir – Ele abriu um sorriso para atendente, que fez o rosto dela ficar visivelmente avermelhado.
– Tudo bem... Já que é assim pode acompanhá-la.
Mitsue apertou as mãos em cima da bancada e impaciente com toda aquela demora, então se afastou bruscamente dela e se dirigiu com passos apressados até o elevador próximo dali. Kakashi olhou para ela e deu um aceno para a atendente antes de correr até ela para entrarem no elevador.
– Mitsue-san, não precisa ficar tão nervosa dessa maneira se sua mãe já está aqui. – Disse Kakashi já no elevador, na esperança de acalmar os nervos da garota, mas então se surpreendeu com o olhar veemente da garota na sua direção.
– Isso é impossível Kakashi-sensei, ela é a ultima pessoa que restou da minha família, então é normal que eu fique nervosa desse jeito.
Ela encerra o assunto quando a porta do elevador se abre e eles passam por ela em direção ao quarto indicado pela atendente. Kakashi tenta acompanhar os passos da garota com calma, mas parece que o nervosismo dela o afeta seus nervos também. Ele para de modo repentino ao ver que os passos da garota pararam quando estavam próximos a porta com os números 508 inscritos nela.
– Mitsue-chan! – O rosto dele se dirige a pessoa assim que a chama e então ele vê um homem de aparência jovem, não apresentando a idade que realmente tinha sendo que era mais avançada que a do grisalho, se levantando da sua cadeira no corredor até a Mitsue como se a conhecesse.
– Kouta-san – O rosto da jovem parece ficar mais aliviado de uma maneira que o Kakashi tentava fazer a muito tempo e ela diminuiu a distancia entre ela e o homem, que a abraçou discretamente num gesto de carinho que foi retribuído por ela da mesma maneira. Quando se afastaram, o olhar da Mitsue voltou a ficar levemente choroso – Como a minha mãe está?
– O médico acabou de entrar no quarto para dar uma ultima olhada nela, mas parece que ela ainda está inconsciente...
– E o traumatismo? – Cortou um pouco mais nervosa que antes.
O rosto dela desmoronou de leve quando ele assentiu, e a garota abaixou a cabeça, parecendo pensar em alguma coisa. O grisalho se aproximou da aluna e tocou seu ombro, afagando-o de leve para tranqüilizá-la.
Kouta tirou os olhos da garota para o homem alto que a tranqüilizava.
– Você veio com ela?
Kakashi levantou o olhar para ele e assentiu.
– Sou o professor do colégio dela, Hatake Kakashi – Estendeu a outra mão para o homem e ele a apertou, parecendo aliviado.
– Ah sim, por um momento pensei que fosse algo mais intimo...
– Não, de maneira alguma. Estou apenas me responsabilizando por ela – Kakashi esclareceu de maneira rápida.
Porque todos pareciam pensar a mesma coisa sobre eles?
A atenção dos três é desviada para a porta assim que o médico saiu do quarto 508, e a primeira a se dirigir a ele foi a Mitsue.
– Como está a minha mãe?!
O homem tirou os olhos da sua prancheta para a garota, pego se surpresa pela sua presença repentina.
– Você é filha da Terasu Miwa? – Perguntou devagar.
– Sim... Algum problema?
– Nenhum. Eu esperava por sua vinda e devo dizer que chegou em boa hora – Estendeu uma das mãos para as cadeiras acopladas a parede do largo corredor e ela se sentou de forma obediente entre o grisalho e o colega de trabalho de sua mãe – Sendo direto, o caso não é tão grave, mas oque preocupa é o traumatismo craniano que provocou uma leve hemorragia na região do cérebro. Por causa disso ela terá que ficar aproximadamente uma semana sobe cuidados médicos até que esteja apta a voltar a sua rotina.
– Ela já acordou? – Kouta perguntou aparentando muito mais calma que a jovem nervosa ao seu lado.
– Ainda não, mas é bom que ela não acorde por enquanto para termos tempo de cuidar dos ferimentos sem que sinta dor, mas o resto dos ferimentos dela são leves, se limitando a cortes e poucos hematomas.
Era indescritível a sensação de alivio que percorreu no corpo da garota. Era tudo para ela saber que sua mãe estava bem.
– Podemos ver ela agora? – A garota perguntou, se sentindo mais leve que nunca.
– Sim, mas somente se for um de cada vez para evitar acidentes e tumulto.
Ninguém precisou falar alguma coisa para saber que a Mitsue iria ser a primeira pessoa a vê-la, então ela foi de forma mais calma até o quarto, e todos ficaram quietos do lado de fora até que a porta se fechasse atrás dela.
– Com licença senhores – O medico os cumprimentou com um aceno de cabeça e se retirou dali.
Kakashi colocou os antebraços em cima das pernas e cruzou os dedos, se perguntando oque ele faria dali para frente. Se ele deixaria a Mitsue por conta do cara e ia embora ver a Kurenai como haviam marcado – e pelo visto deve estar irritada com a demora – ou então ficava e esperava pela aluna para levá-la em segurança para casa.
– Er... – A cabeça do grisalho se virou para o homem a seu lado sem abandonar sua posição quando falou – Parece que eu ainda não me apresentei, não é mesmo? – Ele abriu um sorriso de desculpas para o Kakashi, e com seu jeito tranquilo de sempre, Kakashi apenas levantou uma das mãos e sorriu para que ele relaxasse.
– Sem problemas. Então, qual é seu nome?
– Me chamo Shinji Kouta, sou colega de trabalho da mãe da Mitsue já faz um ano e meio.
– Ah. Por isso estava aqui quando chegamos... – Refletiu.
– Sim, é por isso – O homem assentiu com a cabeça e os dois ficaram em silêncio novamente. Só depois de alguns momentos que um deles começou a falar – Então você é professor da Mitsue-chan...
– Na verdade não... – Ele olhou o grisalho confuso com a resposta, oque era normal já que foi o Kakashi quem a levou ao hospital, mas ele apenas sorriu em reconhecimento – Eu faço parte de uma equipe de professores que da aula para alunos com talento musical, e como a Mitsue insiste em continuar com os alunos comuns, não tive essa oportunidade ainda.
– Ahh, entendo. Agora que me lembrei que há essa divisão no colégio da Mitsue. – Umedeceu os lábios e se aproximou do grisalho no seu banco – Então quer dizer que a Mitsue não quis entrar para os alunos músicos?
– Sim, neste caso ela não quis entrar para a “Ala Leste”. Ela estuda por enquanto na Ala comum, a Oeste, mas... Você sabe do talento dela?
O homem voltou a assentir.
– A mãe dela já me contou sobre o talento dela para o piano, inclusive que o próprio pai a ensinou a tocar o instrumento desde os cinco anos de idade...
– Então foi o pai dela quem a ensinou piano? – Perguntou repleto de interesse, até mesmo esquecendo do problema que seria deixar a Kurenai esperando.
– Sim, parece que dos cinco até os doze anos de idade. Isso realmente me impressionou, mas mesmo assim, não me surpreende o fato de ela não querer estudar música já que ouve aquele acidente quando ela tinha seus doze anos...
Os olhos do Kakashi vagaram por um momento quando ele chegou ali, se lembrando das palavras da jovem há alguns dias:
“[...]
– Não é tão simples assim. Não é como se eu simplesmente pudesse tocar quando eu quisesse, eu não toco porque eu realmente não consigo! – Olhou para os olhos dele e ao ver que ele ainda não compreendia, deu um suspiro e foi direta – Eu não toco por causa de um trauma de infância que me impede, entende agora?
– Entendo... Você não toca porque o piano te trás de volta memórias de seu trauma de infância?
– Isso! – Assentiu, feliz por ele compreender.
– E qual seria exatamente o seu trauma?... Se quiser falar.
Ela olhou mais uma vez para o professor e leu sua expressão por um momento, sem achar traços de aquilo ser mera curiosidade, e então começou a falar:
– Quando eu tinha doze anos de idade, o meu pai foi morto por um ladrão porque não entregou sua carteira quando estava na porta do teatro que ia fazer uma apresentação solo de piano... – Ela limpou a sua garganta discretamente, tentando manter a voz instável e continuou — Eu e minha mãe só ficamos sabendo da morte dele quando chegamos ao teatro a fim de assistir a apresentação dele e vimos ele ser levado para a ambulância que havia chegado... Morrendo.
[...]”
– Agora eu entendo... Agora faz sentido o porquê de esse trauma parecer tão forte. Vai além de o pai dela ter sido pianista e ter morrido... É que foi ele quem participou de seu aprendizado no instrumento por toda a vida dela, então o fato de ele nunca mais estar presente quando toca piano a machuca! – Kakashi levou as mãos ao rosto, como se tudo estivesse bastante claro para ele agora. – Nossa... Ela deve passar por muita coisa.
– Deve... Mas uma coisa ainda me deixa... curioso.
– Oque?
– Se a Mitsue não é da Ala Leste e consequentemente você não é o professor dela, porque você a trouxe quando a essa hora as aulas dela ainda nem devem ter se encerrado?
O jovem professor não fez um rosto de espanto como o Kouta previa, ele apenas observou a expressão dele pacientemente antes de dirigir uma sílaba, e então, de maneira calma, falou:
– Eu a vi no corredor da escola chorando, praticamente implorando ao monitor responsável pela segurança para que deixasse-a sair para ver sua mãe. Então ao vê-la naquele estado, decidi me responsabilizar por ela e trazê-la em segurança até o hospital.
– Ah sim...
– Agora me responda, Kouta-san... – Kakashi abaixou o tom de voz de leve, mas de modo sério que deixou o homem levemente nervoso – Estava insinuando algo quando perguntou isso?
– De maneira alguma! Eu só fiquei curioso já que você não é da Ala dela e tem mais... Ela parecia confiar em você quando vi vocês juntos.
Ele se aquietou por um instante quando ouviu aquilo do Kouta.
– Pareceu confiar em mim? Como assim?
– É que ela não parecia nervosa ou envergonhada quando você surgiu com ela... Como se confiasse em você o suficiente para cuidar dela – Kakashi se calou e parou para pensar, discordando um pouco dele quando se lembrou de como ela corou e pareceu indecisa em relação a levá-la para o hospital – Sabe Kakashi-kun, você parece que está bem interessado pelo talento dela. Estou enganado?
– Não, mas como sabe?
– É que você aparentemente já parecia saber da história do acidente, algo eu mal sei já que a Miwa evita falar, e conseguiu chegar em toda aquela conclusão sobre o trauma dela e tudo mais – O grisalho assentiu, sem se acanhar – Não me diga que planeja convencê-la a tocar?
– É oque eu tenho em mente.
– Mas... Eu não entendo – Kouta franziu o cenho de leve e gesticulou com as mãos enquanto dizia – Você é professor de música do colégio Sanshou, um colégio repleto de grandes talentos, inclusive pianistas com habilidades de dar inveja a qualquer pessoa, e a Mitsue nem se quer é uma aluna dessa Ala e não toca a muito tempo por causa de um trauma que nem sua mãe e psicólogos resolveram. Então me responda amigo, porque ela? Porque não eles?
– Porque eles não têm oque ela tem. Para você ter ideia, eu já tentei trabalhar com um total de 57 alunos pianistas que eu mesmo selecionei, nos poucos anos que estou lá para que apenas um deles pudesse ser o pupilo que estou procurando. Mas nenhum deles, nenhum dos 57 alunos me interessou como eu queria, mas depois que eu ouvi a Mitsue tocando sozinha na minha sala de música em um dos nossos melhores pianos naquele começo de tarde... – Kakashi fez uma pausa, como se buscasse as palavras corretas para se expressar, e então disse – Eu simplesmente me apaixonei pela música dela como nenhuma outra naquela escola.
Os olhos do homem cresceram discretamente ao sentir a intensidade na voz dele, soando completamente sincero em sua fala. E então, depois de alguns segundos observando o rosto do jovem professor, disse em palavras cuidadosas:
– Kakashi-san, você pode estar apaixonado pela música dela de todas as formas, mas mesmo isso não basta para convencê-la a voltar a tocar. Se você realmente quiser alcançar a música dela, primeiro terá que destruir, provavelmente, o maior obstáculo dentro dela: A morte de seu pai. Sem isso, lamento. Estará perdendo seu tempo e esforço.
Sim, Kakashi estava apaixonado pela música, mas também sabia desse detalhe em particular. Agora ele sabia, e dentro de suas memórias, enterrado num lugar fundo, frio e assustador, ele compreendia sua aluna melhor que ninguém. Ele já havia seguido os mesmos passos que ela no passado e sentido as mesmas dores, talvez piores que as dela, e isso é oque mais o assombra. Então não adianta o quão difícil que seja, quantos motivos ele dê para que ele pare de tentar ressuscitar o amor dela pela música, ele não vai permitir que ela a abandone como ele fez há bastante tempo.
É esse o passado que os liga, e é isso que não o faz desistir dela.
Você não pode cair nesse abismo que eu cai, pois assim que você chegar fundo o bastante, perceberá que não terá mais volta e se tornará uma vítima falida do passado, como eu me tornei.
–--
Passaram quinze minutos desde que ela tinha entrado no quarto, e Kakashi e Kouta permaneciam calados, esperando por ela de maneira paciente até que a enfermeira apareceu no corredor em direção ao quarto.
Kakashi viu o momento que ela ia abrir a porta e então se levantou.
– Espere, a Mitsue está ai dentro com a mãe dela. Precisa entrar agora?
A enfermeira se virou para ele.
– Desculpe, mas eu tenho que interrompê-la, o horário de visitas acabou e preciso cuidar da senhora Terasu, então... – Ela deixou a frase no ar, esperando que ele soubesse a resposta, então voltou a abrir a porta, mas para assim que a mão dele acalca a maçaneta da porta primeiro e ela se afasta ao vê-lo na sua frente, olhando para ela fixamente.
– Deixe que eu faço isso – Pediu, e então abriu a porta com cuidado para não fazer barulho.
Parou um pouco além da porta do quarto entre aberta ao vê-la sentada no leito da mulher inconsciente enquanto segurava a mão dela junto aos seus lábios, como se desse um beijo eterno na mão da mulher que até mesmo daquele jeito lhe pareceu encantadora.
– Mitsue... – Chamou em voz baixa tentando não surpreende-la, e vê desencostar a mão da mulher de seus lábios rosados e olhar para ele. Kakashi a olha sem tentar se fixar por muito tempo nos olhos inchados e rosto levemente corado dela e fala – Precisamos sair. O horário de visitas já se encerrou.
A compreensão surge nos olhos dela e então ela coloca a mão da mulher de volta em seu lugar antes de se levantar, arrumar sua saia um pouco amassada e se dirigir com o grisalho para o lado de fora.
A enfermeira entrar assim que saem e Kouta se levanta, sorrindo ao ver a Mitsue.
– Tudo bem com ela? – Perguntou de modo gentil.
Mitsue limpou a garganta e falou com cuidado.
– Sim, está. Me desculpe por ter pego todo o tempo que tínhamos já que esperou tanto tempo aqui fora...
– Não – Ele balançou as mãos para os lados, negando — Você é a filha dela, então não me importo – Se virou para o Kakashi e fez um sinal para que os dois o seguissem – Vamos assinar a lista de presença juntos para que possamos ir embora.
– Beleza – Kakashi sorriu e deu uma olhada para a Mitsue, que assentiu e seguiu com eles.
Assim que chegaram a bancada onde a atendente os havia ajudado antes e ela entregou um papel com lacunas onde eles assinariam. Kouta pegou a caneta que ela ofereceu e estendeu para a Mitsue, para que fosse a primeira a assinar, mas ela não pegou.
– Se importariam se eu fosse ao banheiro? – Perguntou assim que negou a caneta.
– Claro que sim – Kakashi deu um sorriso para que ela relaxasse.
– Obrigada, já volto – Deu um sorriso rápido e deu meia volta, indo em direção a um banheiro que vira no final do corredor.
Kouta e Kakashi trocaram um olhar cúmplice e então deram de ombros com Kouta assinando a lista logo em seguida enquanto Kakashi esperava sua vez com as mãos nos bolsos da calça jeans negra.
Ele terminou de assinar e Kouta falou que esperaria a volta da Mitsue com ele, mas quando se passaram cinco minutos, Kakashi o convenceu para sair logo que ele já havia ficado muito tempo no hospital. Assim que foi embora, Kakashi falou a atendente que só iria atrás da garota e se retirou dali em direção a porta do banheiro feminino no final do corredor. Se aproximou um pouco e bateu duas vezes na porta.
– Mitsue, está ai? – Perguntou num tom que ela escutasse, mas ficou sem uma resposta.
Consideravelmente preocupado com a falta de resposta, ele encostou seu ouvido à porta e fez silêncio para que ouvisse algum sinal dela ali dentro. Assim que se passam cinco segundos, um som quase inaudível e contido surgiu ali dentro e só depois de algum tempo pensando na origem daquilo que ele descobriu do que se tratava, e foi isso que o fez abrir a porta e entrar sem pensar duas vezes.
Um soluço. Baixo, mas um soluço.
A garota coberta de lágrimas sentada ao lado da porta solta mais um soluço quando vê o grisalho lhe observando com o rosto um pouco alarmado.
– Kakashi-sensei... – Falou numa voz falha e chorosa assim que se levanta de modo cambaleante e o encara – Isso é um banheiro feminino... Se te pegarem aqui vão achar que...
– Você está chorando – Ele a cortou, com a voz natural, mas um pouco mais grave – Tanto faz se esse é um banheiro feminino, você está chorando.
Ela fecha os lábios e abaixa um pouco o rosto enquanto um soluço seguido de uma lágrima em cada lado do rosto surgia e escorria pelo seu rosto. O grisalho anda de forma lenta até ela.
– Ela... A minha mãe estava tão vulnerável... – Falava com a voz cada vez mais chorosa.
– Mitsue... – Disse enquanto se aproximava mais ainda em passos lentos.
– Eu disse a ela que dois empregos eram demais! Eu sabia que algo assim ia acontecer... – Ela soluçou mais uma vez e colocou uma das mãos no rosto, tentando em vão esconder as lágrimas seguintes – Não quero ver minha mãe ferida...
– Eu sei... – Kakashi diminuiu o tom, prestes a alcançá-la.
– Não quero perde-la Kakashi...
Kakashi finalmente a alcança e a cobre com seus braços, apertando-a contra ele na tentativa de consolá-la.
– Shhh... Eu sei de tudo Mitsue, não se preocupe – Murmurou, sentindo a garota tremer em seus braços com os soluços que se seguiram. Passou sua mão pelos cabelos dela, embalando-a como uma criança que acabou de cair da bicicleta em silêncio até que o choro acabasse.
Passado algum tempo, os dois saíram do hospital, Mitsue recuperada do choro e Kakashi com as chaves do Audi em mãos, abrindo o belo carro assim que chegam e iniciam a ida para a casa da Mitsue mesmo que as aulas ainda não tenham acabado.
Quando entraram na pista, Kakashi engatou a terceira marcha assim que olha para o rosto distante, provavelmente pensando em algo, que a garota possuía.
– Onde é que você mora Mitsue? – Perguntou com naturalidade, e então a garota abandona a expressão e olha para frente, onde um carro de passeio dava sinal para seguir para a faixa do lado.
– Vamos para o colégio – Falou ainda olhando para frente e então virou o rosto para ele.
– Mitsue-san... Você não espera assistir as aulas nestas condições?
– Não vou assistir as aulas Kakashi, eu me decidi – Falou com a voz chocantemente calma para quem estava chorando a pouco tempo atrás, mas foi a frase seguinte que obrigou o Kakashi a parar o carro bruscamente num semáforo, fazendo os pneus cantarem até pararem – Vou fazer o teste que o diretor pediu e entrar para a Ala Leste.
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