A menina passou a unha pelos vários nomes daquela lista telefônica, bufou cansada.

- talvez esteja em M.

Foi até a parte de nomes começados por M, até que parou o dedo em um número, pegou o telefone da sala de kikyou e começou a discar, havia feito kikyou desmaiar e é claro, isso ajudaria muito a ela, se kikyou ficasse acordada seria um empecilho a seus planos.

-residencia Houshi, bankotsu falando, quem deseja?

- gostaria de falar com o senhor miroku por favor, diga que é kagome higurashi.

- um momento senhorita.

0o0o0o nesse mesmo momento em outro lugar 0o0o0o

- senhor Houshi, há um telefonema para o senhor na linha dois de uma tal de Kagome Higurashi.

O Rapaz arregalou os olhos.

- como disse? Kagome higurashi? Era esse mesmo o nome? Tem certeza?

- absoluta senhor.

Ele pegou o telefone desesperado.

- kagome higurashi?

- houshi, quanto tempo não é?

Ele sentiu lágrimas em seus olhos.

- achei que estivesse morta.

-...eu preciso de ajuda miroku.

- eu morri de saudades... em que posso te ajudar?

-pode... me buscar? Ai! Aconteceu tanta coisa. – ela soluçou. – eu não sou mais humana miroku! Eu preciso de ajuda!me busque aqui na number one.

- kagome, o que você faz na number one? É um lugar para cientistas! E que história é essa de não ser mais humana?

- por favor.

- eu já estou indo kagome, não se preocupe.

Miroku desligou o telefone e pegou a chave do carro antes de correr até sua BMW preta e ir direto para a number one, logo ele viu duas figuras na entrada, saiu do carro e viu uma mulher deitada no chão e kagome, miroku e ela se encararam e ela o abraçou e começou a chorar.

- se acalme káh!

- miroku! Me ajude, eu te conto tudo no caminho!

- mas e essa mulher kagome?

- foi a mulher que destruiu a minha vida, eu quero vingança miroku, VINGANÇA!

- não precisa gritar para todo mundo ouvir kagome, vamos me ajude.

Miroku colocou kikyou no banco detrás e kagome foi no de passageiro, kagome contou a história toda para ele, o rapaz a fitou assustado, preocupado, logo chegaram na mansão de miroku, kikyou ficou em um quarto no sótão(apesar da casa ter vários quartos, kagome insistira para deixa-la no pior lugar que tivesse) e foram conversar no escritório de miroku.

- então você não é mais humana? Foi geneticamente transformada em uma vampira?

Kagome assentiu.

- por aquela mulher, aquela desprezível mulher, eu a odeio, eu quero me vinga miroku, ela tem que sofrer tudo o que eu sofri e um pouco mais.

Ele tocou na mão da garota e disse.

- acredite kagome, eu farei de tudo... o possivel e o impossível para que você tenha a sua vingança.

Kagome assentiu e deixou duas lágrimas, duas teimosas lágrimas, caírem de seus olhos, miroku se aproximou da menina e a beijou levemente nos lábios, ela sorriu.

- agora nada de moleza miroku, pesquise tudo sobre kikyou e por favor, faça uma nova conta bancaria para mim, além de que gostaria que me arrumasse um quarto em algum hotel.

- por que não fica aqui? Eu passei anos te procurando!

- eu não posso miroku, você tem a sua vida, nunca daríamos certo.

O rapaz abaixou o olhar.

- kagome, eu farei de tudo, tudo mesmo, mas não me peça por favor... não me peça para.

- viva a sua vida miroku. – ela o interrompeu. – eu não sou mais parte dela.

Ela se levantou e começou a andar até a porta.

- onde é o banheiro, quero tomar banho, acho que deve ter algumas roupas por aqui não?

- tem, para encontrar a sua suíte suba a primeira escada que vir, atravesse todo o corredor, primeira porta a direita.

Kagome o olhou cansada e ele disse.

- bankotsu! Leve a kagome até a suíte dela, a melhor.

O mordomo foi até kagome e disse.

- me siga senhorita.

Eles começaram a andar, subiram escadas e todo aquela blá blá blá da casa, bonita, e tudo mais, kagome nunca fora ligada a detalhes, a não ser quando era para matar alguém, na hora de entrar na suíte o tal mordomo cortou o dedo, kagome viu um fio de sangue sair do dedo do rapaz.

- olhe que desastrado que eu sou, mil perdões senhorita.

- saía daqui agora.

- sim, caso precise, me chame senhorita higurashi.

Ele saiu e kagome se abaixou, lambeu o fio de sangue que ficara na maçaneta, se levantou e foi tomar seu banho.

0o0o0o0o0o0o

Kagome andava sem rumo, na verdade, ela tinha um rumo sim, o apartamento de kikyou, ao chegar ela inventou que kikyou havia pedido que ela pegasse algumas coisas em seu apartamento, como tinha a chave, ele deixou kagome subir, miroku havia dado a ela um vestido até metade das coxas vermelho sangue, ela resolveu ir até o quarto de kikyou, começou a vasculhar as gavetas, encontrou algumas pastas, as pegou e sentou-se na cama vendo do que se tratavam, arregalou os olhos...

- são processos.

Sim, eram de todas as pessoas que ela tinha matado, ou melhor, mais da metade, levantou-se e ajeitou o vestido, olhou para o computador, passou a mão no monitor e sorriu marotamente, sentou-se na cadeira giratória e ligou o computador.

Senha.

- qual será a senha da kikyou?

Kagome olhou para o monitor de novo e viu um papelzinho grudado nele.

Senha: flor do campo.

Kagome deu uma discreta risada, kikyou sabia ser realmente precavida, se alguém tentasse pegar os dados em seu computador, ela estava sempre pronta, para ajuda-lo.

Kagome começou a mexer no computador, arregalou os olhos...

- não pode ser.

Sim, fotos de kikyou se beijando com dois homens, na verdade, uma era dela com um homem de cabelos negros e a outra era com um homem de cabelos prateados e orelhinhas de cachorro no topo da cabeça, kagome os reconheceu na hora, um era o namorado dela( o de cabelos prateados) e o outro era seu amante.

- kikyou? Você está aí?

Arregalou os olhos, parece que tinha que trabalhar agora...

Sorriu maliciosamente.

0o0o0o0o0o

Sesshoumaru abriu a porta da casa de kikyou, ele batera mas parece que ela não ouvira, será que ela havia esquecido de trancar a casa? Adentrou no local e vira que estava arrumado.

- kikyou? Você está aí?

Ele falou, mas não obteve resposta, continuou a andar mas de repente parou, sentiu um cheiro diferente, não era o de kikyou, era um cheiro doce, misturado com o cheiro enjoativo de sangue, ele ouviu a porta se fechar e se virou, da escuridão uma garota surgiu, ela possuía os cabelos lisos e usava um vestido muito curto, que lhe deu a visão, muito bem vinda para ele, das pernas bem torneadas da morena, ela se parecia com kikyou, mas não era ela, a garota se aproximou sorrindo malignamente.

- ora, ora, olha quem nós vemos aqui? – ela se sentou na mesa na frente dele, de pernas cruzadas. – um cachorrinho perdido? Tsc tsc tsc.

Sesshoumaru sentiu, ela não era humana, mas também não era youkai ou hanyou, deu um passo para trás, ela era muito bela, isso o assustava mais.

- não tenha medo, não vou lhe atacar.

- o que faz no apartamento de kikyou?

- vim buscar umas coisas para kikyou. – falou seca.

- não veio. – sesshoumaru se acalmou, ao que parecia, aquela garota não lhe faria mau, afinal, o que deu nele? Era só uma garota.

- está certo, não vim para isso mesmo, mas a pergunta é o que você veio fazer aqui?

- nada que lhe interesse garota.

Ele foi na direção do quarto de kikyou, kagome tinha a sensação de que já o havia visto, foi aí que se lembrou, ele estava sempre perto daquelas mulheres que kikyou a mandara matar, foi até ele e disse.

- vingança não é?

Ele parou, virou-se para a garota que sorria maliciosamente, do mesmo jeito que antes.

- eu já disse que não é nada que diga ao seu respeito.

- mas diz ao de kikyou, e eu também quero vingança.

Ele a olhou curioso, a garota foi até o computador de kikyou e voltou a mexer nele, ignorando completamente a presença do rapaz.

- para que... vingança?

Ela riu um pouco.

- segundo o dicionário... ato de vingar,; revide; desforra; represália – falou ela, fazendo-o revirar os olhos.

- conhece kikyou? – ele falou seco.

- se não a conhecesse... estaria aqui?

- esta garota, o sabe sobre ela? – ele jogou uma foto para a moça, kagome olhou para a foto e só de lembrar o gosto do sangue de sua vitima sentiu a boca ficar seca de desejo... ótimo sangue, ótimo.

- parece que nossa querida amiguinha não gostava dela, mandou assassina-la.

Ele puxou o cabelo de kagome para trás e ficou com o rosto a centímetros do da vampira e disse.

- quem a matou?

Kagome sorriu cinicamente e disse.

- eu.

PLAFT.

Ela tocou na face, é claro que o tapa não havia doido tanto assim, afinal, desde que fora transformada em vampira, ela sofrera horas, dias, anos sendo estapeada e outros, sorriu e ele puxou o cabelo dela de novo e disse.

- o nome dela era sarah e ela era a minha NAMORADA!

- então mereço os parabéns, ela era pouco para alguém como você.

PLAFT.

Ele repetiu o ato e puxou o cabelo dela, kagome estava ficando cansada daquilo e ele disse.

- como a matou? Alguma nova arma? Por que tudo o que viram foi dois pequenos furos no pescoço dela... como a matou?

- você quer saber?

Ele então percebeu a proximidade dos lábios com os dela.

- então vai saber, eu a matei... do mesmo modo que vou te matar.

Ele arregalou os olhos e deu um pulo para trás, e sabem por que? Isso mesmo, kagome havia se transformado, ela se aproximou dele já ansiando pelo sangue do rapaz, ele tentou dar um soco nela mas a garota desviou e ficou atrás dele segurando com um dos braços as mãos dele e com o outro deixou a cabeça de lado, deixando seu pescoço livre, livre para que ela bebesse o seu sangue.

- até que nós poderíamos ter nos dado bem sabe? Mas você teve que dificultar as coisas para mim.

Ele usou o pé dele e fez kagome se desequilibrar e cair de costas no chão, ele pegou a primeira coisa que viu, um despertador, ela riu.

- oh! que medo, vai me matar com um despertador.

Ele sorriu maliciosamente.

- como adivinhou?

Ele ajustou o horário para despertar bem... agora,

TRIM,

- AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!

Kagome se contorcia com aquele barulho tão perto de seus ouvidos, ela gritava, seu grito não era humano, o que deixou sesshoumaru assustado, era um grito fino, assustador, ele desligou o despertador e kagome parou de se contorcer e começou a respirar pesadamente, ele se aproximou dela e disse.

- onde está kikyou?

- mate-me.

TRIM.

Ela deu outro grito, ele havia ligado de novo o despertador e deixara mais perto de seu ouvido, desligou novamente e disse.

- onde está kikyou?

- um pacto.

Ele arregalou os olhos.

- como assim mulher?

- um pacto, vamos fazer um pacto de sangue, um ajuda o outro a se vingar, eu sei onde está kikyou, mas mata-la não me daria prazer algum, nem sugar o sangue podre dela.

- como assim sugar o sangue dela?

- ainda não percebeu? Eu sou uma vampira querido.

- vampiros não existem.- falou convicto do que dizia, o que a fez rir.

- não existiam, até kikyou mudar meu DNA.

- por que kikyou faria isso?

- e eu é que sei? Não faço a menor idéia do que passou pela cabeça daquela mulher na hora de me adotar e mudar meu DNA, mas eu quero vingança, vou me vingar por todos os anos sofridos e você pela sua namorada.

- não foi só ela, você matou todas as minhas namoradas nos últimos cinco anos se quer saber.

- o pacto, vai fazer ou não?

Sesshoumaru sorriu maliciosamente.

- não, mas me contento em fazermos um trato.

Kagome revirou os olhos.

- como quiser mas me diga, que trato?

- eu te ajudo em tudo, tudo o que quiser, tudo o que tem que fazer, é me deixar arruinar a vida dela por completo, sem se meter.

- eu quero ao menos ficar a par de tudo que vai fazer, eu já ia arruíná-la mesmo, uma ajuda não fará mal.

Ele deu a mão para ela se levantar, mas ela negou e se levantou sozinha, eles se olharam e ele disse.

- feito?

Ela hesitou, seria um aliado... mas ao mesmo tempo seria um intruso.

- feito.

Eles apertaram as mãos, kagome sentou-se na cama de kikyou e disse.

- kagome.

- sesshoumaru Taishou.

Ela arregalou os olhos.

- eu sei por que ela arruinou seus namoros, ela sempre quis que você fosse o namorado dela, herança maior, fortuna maior, uma carreira que lhe dava muito mais dinheiro do que a do seu irmão.

Ele não compreendeu.

- kikyou não era a santinha que todos pensam, um exemplo? Eu mesma, fui a criação dela, me lembro até hoje do dia em que eu quase ataquei ela, foi no mesmo dia em que ela me transformou em vampira.

Kagome então olhou para a secretaria eletrônica de kikyou e sorriu maliciosamente, ao que parecia para sesshoumaru, ela só sabia sorrir assim, a moça apertou o botão de ouvir os recados e ouviu.

“oi amor, que saudades de você, a gente não tem se visto mais né? Trabalhando tanto, olha, o papai e a mamãe armaram um jantar hoje a noite no seu restaurante preferido, quer ir conosco? Beijos, inuyasha.”

Kagome olhou interrogativa para sesshoumaru.

- meu irmão, apaixonado por aquela mulher.

- então é por ele que vamos começar.

- como assim?

Kagome foi até a bolsa que havia ganhado de miroku e tirou um pendrive(n/a é assim que se escreve?) dela, colocou no computador e começou a baixar todos os arquivos possíveis para ele.

- o que está fazendo... kagome?

Ela o olhou fria e em seguida para o computador.

- baixando o máximo de coisas possíveis, afinal, conheces teu inimigo e saberás como derrotá-lo.

- e isso nos ajudará?

Ela sorriu travessa.

- se vai ajudar VOCÊ eu não sei, mas que vai ME ajudar, disso eu tenho certeza. – ela viu que havia terminado de baixar e tirou o pen drive e disse.

- vamos.

- espere, eu não entendi, como assim vamos começar pelo meu irmão?

- quer destruir a vida dela não quer? Vamos tirar tudo o que é dela, e ao que me parece você também vai a um jantar hoje a noite não é?

- sim, e deixe-me adivinhar, quer que eu leve?

Ela assentiu e voltou a ter aparência humana.

- tudo bem, esteja pronta as oito.

- me busque no flowers hotel, quarto sete.

- sete? É o numero de Deus, irônico né?

Ela o olhou séria e disse.

- irônico ou não...é o número do quarto, te vejo as oito.

Em seguida ela sumiu na escuridão do corredor, sesshoumaru olhou para a porta por onde ela passara por algum tempo, sorriu, kikyou teria o que merecia e ao que lhe parecia... e um pouco mais.