Conúbio

10 Bónus - Jon Snow


Notas iniciais
Olá leitores, voltei trazendo um Bónus de Jon para voces, alem do seguinte capitulo quentinho. Na verdade esse bónus se reflete como uma ponte na historia, e por isso, achei importante postar. Espero que comentem, expressando o que estão achando da historia. Mesmo que essa seja uma ''ponte'' curtinha. ( O proximo cap sera o mais longo da fic ate aqui) Tive que enrolar nos caps anteriores até o ''esperado'' encontro haha, me desculpem, mas o que me fez começar essa fic, foi o fato de não ter gostado da maneira rápida com que as coisas evoluíram na serie entre Jon e Daenerys! Por isso decidi desenvolver a trama, tentando caracterizar da melhor maneira possível os personagens (tentando), antes de chegarem num outro nivel de relacionamento e evoluírem de etapa na trama! Afinal, são duas personalidades complexas, com experiências e propósitos complexos também! Sei alguns de voces podem ter me odiado um pouquinho até aqui, mais foi necessário. Espero estar sempre melhorando no modo como escrevo e desenvolvo a historia, portanto o incentivo de voces é essencial. Não se esqueçam de comentar antes de seguir para o próximo cap. Lembrando sempre que comentários são o combustível do autor. Boa leitura!

Bónus

"Um Targaryen sozinho no mundo,

é uma coisa terrível" Meistre Aemon

Jon Snow

○ ○ ○

Após subir um último lance estreito de escadas, Jon Snow interrompeu o passo, encarando o caminho diante de sí com certa hesitação.

Havia chegado num aposento semelhante a um saguão de entrada, excessivamente iluminado por conta do número absurdo de quartzos-de-brilho pendentes do teto, e presumidamente, decorado com toda a pompa que se espera de um grande conquistador. No entanto, as semelhanças com o previsível acabavam aí.

Deixando-se distrair, o Nortenho reparou que, desde ás peculiares flores de caule longo dispersas em grandes jarros de cristal negro por todo o espaço, também como os objetos exóticos dispostos lado a lado nos extremos arredondados do Salão até, a incomum faixa de tapeçaria que adornava o chão abaixo de seus pés e se estendia, estreita e ininterrupta, ditando o caminho até a entrada do único portal aparente da torre, tudo ali, denotava uma diferença gritante com o restante do castelo. Os detalhes, nada suntuosos ou intimidantes, aludiam muito mais ás acomodações de um nômade aventureiro do que ás de uma Rainha descendente da mais impiedosa dinastia já conhecida.

Surpreso, Jon correu os olhos pelo espaço, notando também a ausência dos grandiosos Estandartes Targaryan que costumavam fazer sombra no restante da fortaleza.

Em Westeros, cada pequeno pedaço de terra era divido por domínios, e cada domínio remetia a influência de uma Casa cujo sobrenome e poder, se elevavam perante outras Casas menores e suas diversas ramificações, sempre vassalas da Casa ‘’Maior’’ daquela região. Portanto, era comum que cada morador de Westeros exibisse o Estandarte da Casa a que servia, como um selo de honra.

No entanto, foi com certa perplexidade que Jon Snow olhou para baixo e notou que, enfeitando o chão daquele espaço obviamente decorado por Daenerys, costurados de forma a se unir como uma única tapeçaria, ali se apresentava a miniatura de cada estandarte existente no Reino.

Dispostos unidos, como iguais.

Com a expressão intrigada, se abaixou junto ao piso de pedra, passando os dedos pelos extremos do tecido áspero.

Sim, até onde seus olhos podiam ver, estavam todos ali: Crakehall, Brax, Farman, Lefford, Westerling, Payne, Marbrand, Prester, Tarbeck, Mallister, Mooton, Darry, Piper, Strong, Vance, Whent, Lothston, Frey,Mudd e todas as demais Casas.

Qual seria o propósito de Daenerys com aquilo? Ele não conseguia decidir se ficava insultado ou admirado por tal iniciativa.

Mas antes que o Nortenho pudesse dedicar mais tempo a ruminações, vozes, vindas do outro lado do Portal, chegaram até ele o fazendo lembrar do convite que o trouxera até ali, nos aposentos pessoais da Rainha, tão tarde da noite. E quase que imediatamente põe-se de pé, endireitando a postura e segurando com firmeza o punho de GarraLonga, bem presa a sua cintura.

Dado o horário tardio e, ao fato de ter aceito o convite da Targaryen estando guiado mais por um impulso do que por ponderações, mal lhe ocorrera trocar de vestes e usar algo mais apropriado da presença de uma Rainha. Logo, deu-se por si, vestido apenas de uma couraça de pele batida com o estandarte dos Stark acima do peito, calças confortáveis da noite e, sob os ombros, o Manto Invernal que Sansa lhe dera.

Enquanto Jon atravessava o portal, foi recebido pelo grasnado retumbante do que pareciam ser dezenas de corvos, sobrevoando o castelo, acima dele. O som familiar o acompanhou durante todo o curto trajeto, ressoando como um bom presságio.

Naquela altura, a Guarda Real já podia ser vista em posição de de frente a Porta de Daenerys. Aço nas mãos e mãos do tamanho de bigornas no tempo em que, com olhos atentos, observavam-no se aproximar.

Então, conforme a surpresa anterior cedia lugar ao nervosismo, foi com uma sensação espinhosa crescendo em seu estomago que Jon Snow, finalmente, deu-se conta do que estava prestes a fazer. E do quanto se jogara por impulso na decisão de chegar até ali.

‘’Que Diabos, estou fazendo?’’ Questionou-se, sentindo a centelha de uma pânico estranho, ao cumprimentar com um rígido aceno de cabeça o pequeno grupo de soldados Dotkraki parados diante dele.

Deveria ter declinado do convite logo quando o recebeu. Mesmo agora, o ideal seria retornar pelo caminho em que viera e, se manter firme no propósito que o motivara a desembarcar em Pedra do Dragão. Distante de maiores envolvimentos. Alheio a distrações.

‘’Volte. Ainda há tempo de voltar.’’

Esta era a escolha mais prudente. A escolha que um bom Rei, focado e objetivo, faria.

Mas, nem tudo na vida é racional ou controlável. E se tratando de emoções e, até mesmo do próprio destino, jamais seria...

Ele entregou GarraLonga, desarmando-se por completo.

Os Guardas se afastaram, abrindo-lhe passagem.

Por fim, após passar as mãos pelos cabelos espessos uma, duas, três vezes na tentativa de conter a ansiedade, o Nortenho respirou fundo endireitando os ombros largos...

E foi então que, a centímetros da entrada, subitamente, e pela vez primeira desde que era capaz de se lembrar,

Jon Snow parou de pensar.

E permitiu-se apenas sentir.

Bateu duas vezes na grande porta vermelha, e depois, sem hesitar, a empurrou e abriu.

Notas finais
Quem gostou, se gostou, por favor, comente. Comentarios estimulam nao somente a criatividade do autor, como tambem sao um incentivo para aumentar a frequencia das postagens. ♥