Convivência
1 Capítulo 1-tirando do sério
Notas iniciais
Ino estava dormindo tranquilamente, não por muito tempo, sentiu água gelada cair sobre seu corpo, e rapidamente abriu os olhos, pronta para xingar o futuro morto...mas ele não estava mais lá. Sabaku no gaara não estava mais ali. Se controlando para não gritar ela se levantou e foi tomar seu banho.
Ainda eram seis horas da manhã, mas o Kazekage fazia questão de acordá-la cedo. Como ele conseguia ser tão irritante? Não encontrou resposta alguma, afinal a praticamente uma semana se perguntava a mesma coisa, e de modo algum conseguia uma resposta. Saiu da banheira e foi para o seu quarto, após se vestir foi tomar seu café.
--mas... onde aquele...—se controlou. A mãe dele não tinha culpa de ter tido um filho que na verdade mais parecia um monstro.
Subiu as escadas e foi direto para o quarto do kazekage. E para aumentar o seu stress ele estava lá, deitado na cama quentinha, dormindo. Quem olhasse para ele agora diria que era um anjo, mas Ino sabia muito bem, que ele não era o que parecia. Foi na direção dele, assim que chegou na frente dele sorriu, ele estava mesmo dormindo. Pegou o cobertor e o encharcou, o cobriu de novo e tirou uma foto. As revistas de fofoca com certeza iriam adorar aquilo, seria um furo de reportagem “o kazekage de Sunagakure no Sato faz xixi na cama”.
Gaara estava dormindo tranquilamente. Acordou sem problema nenhum, e nem mesmo percebeu a coberta molhada, simplesmente foi tomar o café da manhã. Ao chegar na sala viu a Yamanaka conversando com a sua irmã. As duas estavam rindo. Rindo muito. Como ainda era cedo decidiu não estragar seu dia se preocupando com aquilo.
--Ohayou, Gaara-kun.—F*de*.
--o que você fez Ino?—perguntou o garoto já se virando.
--o que você fez?—sorriu.
--eu? Te dei um banho!—respondeu. Ino sorriu e assentiu.
Ela então tirou a foto do bolso. Ele arregalou os olhos e abriu a boca para xingá-la, mas não podia fazer isso. Era como assumir derrota. Mas dessa vez ela tinha ido longe de mais, não é? Encarou Temari, ou melhor, a juíza da aposta na qual ele tinha se metido.
Aquilo era problemático, ele devia mesmo ter escutado shikamaru quando tivera a chance. Afinal que idiota entraria em uma aposta em que a sua dignidade está em risco? Ele. Ainda não acreditava que tinha caído naquela conversa da sua irmã. Tudo vingança, tudo porque uma vez, ele tacara fogo no cabelo dela.
--o que quer?—ela sorriu.
--assuma a derrota, ou suna inteira vai saber que o Kazekage faz xixi na cama.—ele bufou de raiva. O seu dia tinha ido pro ralo!
--eu...—ele voltou a encará-la. Não devia ter feito isso.
Ele já tinha notado que não conseguia conversar com ela, desde que a maldita aposta começou ele percebeu que conviver com Yamanaka Ino não seria saudável. Todos os dias, pelo menos quatro vezes ao dia eles tinham que pregar peças um no outro, e não podiam se xingar, quem xingasse estava automaticamente assumindo a derrota. Mas o pior de tudo foi, se dar conta do porque tinha entrado naquela maldita aposta.
“quem ganhar tem o direito de pedir o que quiser do perdedor, e o perdedor tem o dever de cumprir o que lhe foi pedido” . foi isso o que temari disse para fazê-lo concordar com aquilo. Mas porque ele concordou? Porque ele queria ganhar dela? Não. Ele queria pedir um beijo. Idiotice.
--Gaara!—ela berrou para fazê-lo acordar.
--oi? Ah... ok. Eu... perdi.—Viu o sorriso dela aumentar, o brilho de vitória nos olhos dela o deixou hipnotizado.—então, o que quer?—ela sorriu.
--quero...—ela levou a mão ao queixo.--...um beijo!
Engasgou com o café que estava tomando, teve que se virar para a pia e cuspir tudo. Depois que estava respirando normalmente ele tornou a encará-la. Ela não estava brincando. Sorriu de canto, para logo depois deixar o sorriso se alargar.
--o que foi?—ela perguntou.
--você...gosta de mim.—não era uma pergunta era uma afirmação.
--Qual o problema. Me dê logo o meu prêmio. Eu sei muito bem que você ia me pedir isso.—estreitou os olhos.
--quem te garante?—ela cruzou os braços.
--eu li sua mente.—respondeu com simplicidade.
Tinha se esquecido disso, ela era filha do Inoichi. Suspirou. O fato era que ele estava apaixonado pela loira. E se não fosse pela maldita aposta ele não estaria tendo aquela oportunidade. Fechando os olhos para não ver as safiras desafiadoras ele se aproximou dela e a beijou. Ouviu sua irmã sair da cozinha dizendo algo como “assim, já de manhã?”. Infelizmente ele tinha que respirar.
--Acho que ainda sai ganhando.—falou por fim.
--... nunca mais me dê banho de água fria. Eu realmente odeio isso.—Gaara riu.
--certo.—ela o abraçou.
Talvez aqueles dias de convivência em que um tinha que “fazer o outro perder a paciência” não tinham sido tão ruins afinal. Olhar todos os dias para os olhos calculistas e maldosos de Ino toda vez que ela o tirava do sério não foi tão ruim afinal de contas. Talvez, só talvez aquela convivência, o que fez se apaixonar por ela não tenha sido tão ruim assim
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