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2 Small Forward


O time de basquete estava recrutando. Era o que havia se espalhado pelo colégio, pulando de boca em boca como o fogo ao encontrar a vegetação seca.

A resposta veio uma semana depois em um papel alaranjado colado em todas as portas e janelas, sim, o que as pessoas diziam era verdade, e Peixes não podia estar mais feliz. Ela era péssima quando o assunto era esporte, mas mesmo assim pegou um dos panfletos e rumou até a quadra, mesmo com Câncer dizendo que aquilo não acabaria bem, mesmo nunca tendo jogado basquete antes.

–Você tem certeza disso? _Uma garota de pele morena falava ao telefone, usava o uniforme do time e joias caras enfeitavam seus dedos e pescoço, a garota encarou Peixes a partir do momento em que ela pôs os pés na quadra.

–Certo, eu assumo daqui. _E desligou.

Peixes olhou ao redor, se não fosse pela garota, estaria sozinha ali.

–E você tampinha? O que veio fazer aqui? _A pergunta pegou Peixes de surpresa.

–Quero entrar no time de basquete. _Peixes mostrou o panfleto, a garota arqueou uma sobrancelha perfeita.

–O que você disse?

–Eu quero entrar no time de basquete. _Disse novamente em alto e bom som.

–Tem certeza que veio ao lugar certo? Ora, esta sonhando muito alto, tampinha.

–Eu só estou pedindo uma chance...

–Não, definitivamente não. Olhe só para você, não tem estatura para estar aqui! Sabe o que isso parece? Uma piada de uma garotinha mimada, só porque quer não significa que pode ter!

–Sei que sou péssima, mas se me ensinarem... Eu quero muito jogar!

–E quais são as suas motivações tampinha? Não esta querendo pegar alguém do time, esta? _Os olhos da garota se fecharam em fendas.

–N-Não... Claro que não, apenas tenho curiosidade... Eu só quero jogar basquete! _O rosto de Peixes estava mais vermelho do que um pimentão maduro, mas mesmo assim ela insistiu, não se permitiria desistir agora.

–Muito bem, se é uma chance que você quer... _A garota deu de ombros.

–Isso quer dizer que eu faço parte do time? _Peixes perguntou, sentindo uma corrente elétrica passear pelo seu corpo.

–O que? Não! Isso significa que pode voltar amanhã para fazer o teste! _A garota engasgou.

–Não posso fazer o teste hoje? _Peixes sentiu toda aquela eletricidade sumir em um piscar de olhos.

–Por Deus menina! Mesmo que eu te aprovasse no teste de nada isso valeria, entende? A palavra final é da capitã!

–E onde ela esta?

–Em casa, exatamente onde eu e você deveríamos estar, mas se quer tanto assim uma chance, prove que é digna de merecê-la.

–Como?

A garota se distanciou, foi até o lugar onde guardavam as bolas e voltou trazendo uma.

–Bola na cesta, três chances. Pode fazer isso?

Peixes pegou a bola, se colocando em posição para o arremesso, apesar dela não ter a mínima noção de como o faria. Ela estava apenas imitando o que havia aprendido ao ver a Capitã jogar.

A primeira tentativa foi um fracasso, a segunda não foi muito melhor.

–Vamos lá tampinha, estou esperando! _A garota parecia estar impaciente, ficava girando os anéis nos dedos finos e olhando com desdém a pequena garota de cabelos verdes arremessar pela última vez a bola.

Houve um barulho de tênis contra o piso, uma agitação de mãos e ela sentiu o suor escorrer por sua testa quando soltou a bola.

A bola encontrou o aro, mas não entrou.

–Certo, o show terminou. _A garota disse ao caminhar rumo a saída.

–Não, eu posso fazer isso. Me deixe tentar de novo! _Peixes já estava com a bola em mãos novamente, estava se preparando para arremessar.

–Esqueça isso, tampinha. _O comentário deixou Peixes irritada.

Houve o arremesso, as mãos tocando a bola, o suor escorrendo, os olhos fixos, o coração batendo como louco e o aro. E Ela. Sempre havia Ela.

Pensou na partida de algumas semanas atrás e em como Ela estava incrível.

E finalmente a bola circulou o aro, mas acabou sendo cuspida assim como as esperanças de Peixes em entrar para o time.

–Certo, nós já chegamos à conclusão que você é péssima, mas devo admitir que é persistente. Se a ensinarmos pode haver uma chance de que entre no time, okay? _A garota voltou, mas não parecia estar mais irritada, parecia cansada.

–Ah, a proposito... Meu nome é Peixes. _Sentiu-se corar pela falta de educação, tinha esquecido de dizer seu nome.

–Leoa, mas também pode me chamar de Vossa Majestade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.