Contágio - A História de um Sobrevivente
1 Capítulo 1 - O começo do fim
Notas iniciais
Oi, olá, estou aqui de novo, pra postar mais uma fic. sorry.
Toda quinta capítulo novo, assim como Teenage Madness (Ou TM)
Toda quinta capítulo novo, assim como Teenage Madness (Ou TM)
Estávamos no ano de 2012 e no dia em que tudo acabou eu estava matando aula.
Eu tinha 18 anos e morava nos EUA, numa cidade pequena de até 35 mil habitantes, à cerca de 2:30 horas da Capital. Estava em meu último ano do High School e sempre fui vagabundo, muito antes de me mudar pra terra do tio Sam.Estava matando aula nas escadarias da escola, faltavam menos de duas semanas pras aulas acabarem e eu só queria me ver livre, afinal, tinha meu próprio carro, uma Caminhonete F100 e morava praticamente sozinho, meus pais eram separados, minha mãe morava no Brasil, meu pai morava comigo mas trabalhava embarcado, por isso quase não o via.Eram esses pensamentos que estava tendo nesse dia. já não queria saber de nada, já que a temporada de Football já tinha acabado a tempos, assim como basquete, e baseball tinha acabado a 2 dias, então não havia motivos pra eu estar na escola. Estava pensando nisso quando avistei ao longe nos portões da escola um homem, ele andava mancando, eu achei que fosse um mendigo, afinal é comum eles virem as escolas pedir dinheiro ou comida e de duas uma :Ou era colocados para fora pelo policial Ou eram atendidos e iam embora.Dessa vez foi a primeira opção, o policial e o técnico do time de wrestling foram "carinhosamente" recebê – lo, junto com a diretora. Não conseguia ouvir o que eles estavam falando pois eu realmente estava muito longe do portão, mas conseguia vê-los razoavelmente bem. O professor de wrestling pegou o mendigo pela manga da camisa mas foi tão rápido que não pude acompanhar, e então o homem o mordeu no pulso e ele soltou, rapidamente se ajoelhando no chão, o policial apontou seu taser para ele, gritou algo e disparou, mas o homem continuou andando em sua direção, e antes que ele pudesse sacar a arma o mendigo pulou nele e mordeu seu pescoço, foi uma cena horrorosa, eu consegui ouvir os gritos mesmo de longe. Já a diretora correu para dentro da escola, eu estava desesperado, afinal, que porra era aquela que tinha acabado de acontecer? Eu não entendia mais nada, e então desci as escadas correndo e fui até a saída dos fundos, tentei abrir mas estava trancada, merda, merda nunca esta trancada por que logo hoje? Mas ainda tinham mais duas saídas, porém as duas davam pra parte da frente, e eu estacionava meu carro nos estacionamentos da parte de trás, que merda!Mas para minha sorte, avisto o zelador. Steve (era o nome dele)─ Quebra o meu galho aqui e abre a porta pra mim, por favor! – falei me atropelando, nervoso─ Até faria, porém as chaves não estão comigo agora campeão!Merda, merda, merda mil vezes merda!Nesse momento o sinal da troca de aulas tocou, e os alunos começaram a sair das suas salas, todas parados no corredor, muitas pessoas, e mesmo minha cidade sendo pequena a escola tinha quase dois mil alunos. Quando toca o sinal do anúncio da escola─ Bom dia alu... – Começou a diretora, porém, a gravação é cortada no meioAgora a voz do anunciador parecia desesperada─ Isso não é uma simulação, a escola foi invadida, tranquem-se na sala de aula mais próxima e aguardem por mais comunicados..Mas o que? quem é você?...EEI EI NÃO FICA LONGE DE MIM – O ruído de coisas quebrando foi enorme─ AAAAAH AAAAAAAAH....OH MEU DEUS NÃO ─ Chiados seguido de silêncio.Eu conseguia ver o terror nos olhos das outras pessoas, elas corriam e se trancavam nas salas sem nem esperar os outros, alunos sendo derrubados no chão e pisoteados. Eu tinha e sair dali sem pensar duas vezes. Então eu corro com a manada para não ser pisoteado, e avisto a escada, desvio de relance e começo a subir.Esbarro em uma menina sem querer, ela perde o equilíbrio e cai. Olho para trás rapidamente, penso em ajudar, mas não ajudo. Continuo subindo e vou até o ultimo andar onde fica a classe de anatomia, onde seria minha próxima aula. Não sei por que, apenas fui. E a porta estava aberta, não pensei duas vezes, entrei e fechei a porta, não importava quem estava la fora. Eu só queria sobreviver, eu ouvia as pessoas correndo do outro lado. Também ouvia grunhidos e gritos de terror, comecei a chorar, e num movimento rápido apaguei a luz, e sentei de costas para a porta, e continuei deixando as lágrimas rolarem minha face por longos 30 minutos. Não sei o motivo. Talvez o choque, talvez o medo, ou talvez os dois juntos. Logo adormeci.Acordei com batidas na porta, logo fiquei em alerta, até ouvir um sussurro─ Ei, quem quer que esteja ai dentro, abre a porta por favor ─ a voz parecia fraca, pensei em não abrir, mas logo lembrei daqueles que deixei pra trás. NÃO vou fazer isso de novoAbri a porta deixei-o entrar e fechei rapidamente, e logo reconheci quem era.Seu nome era Kyle, ele jogava baseball no time e já tínhamos conversado algumas vezes. Ele era bem mais alto que eu (eu tenho 1,90, já ele beirava os 2 metros) e era magro. Kyle tinha um machucado no braço que tinha enfaixado com a manga rasgada de um casaco.Eu perguntei o que tinha acontecido lá fora, ele disse que alguns alunos começaram a atacar os outros com mordidas e que um tentou pegar ele pelo pescoço, mas ele conseguiu desviar com o braço, e foi mordido. Eu falei pra ele que meu carro estava estacionado nos fundos, e ele disse que sua van também estava─ Mas afinal Kyle, como está a situação lá fora? ─ Perguntei levemente nervoso─ Mano, tá caótica, as paredes e o chão estão pintados de sangue, os alunos se atacando com mordidas.. ─ Ele falava cabisbaixo
Á essa altura eu não sabia o que fazer, sempre fui um cara atlético mas estava muito assustado...Já haviam se passado mais ou menos 40 minutos desde que deixei Kyle entrar, e ele tinha achado um vidro de álcool gel e tiras de pano secas, e ele limpou seu ferimento. Eu não sou médico nem nada, mas aquela porra parecia muito ruim. Kyle tinha ficado mais pálido, e tossia frequentemente conforme o tempo passava.Já eu tinha achado uma vassoura no canto da sala, que quebrei a ponta pra deixar afiada e perfurar.Quando Kyle começa a ter uma crise de tosse, ele começa tossir muito e muito alto. Isso me preocupava, afinal, vai que alguém podia ouvir?!Eu fui tentar ajudá-lo, mas quando coloquei a mão em suas costas e perguntei se estava tudo bem, ele começou a vomitar e não muito tempo depois, quase que em seguida ele começou a vomitar sangue.Comecei a sacudi-lo pra ver se ele parava, mas ele olhou com os olhos fixos nos meus. Me afastei e disse:─ Kyle? Irmão, tá tudo bem? ─ ele não parava de me olharEu ia andando pra trás de costas, quando ele avança sobre mim com um grunhido estridente tentando morder meu pescoço. Seguro sua boca com o cabo da vassoura e empurro ele pra longe─ Fica longe de mim Kyle! ─ gritei sem medoE ele avança em mim mais uma vezQuase sem pensar enfio a parte pontuda no peito dele e empurro com toda força. Ele se desequilibra e cai no chão enquanto fico observando chocadoLogo em seguida ele começa a se levantar, mas que merda, quer dizer, como alguém pode sobreviver a isso?Ele se levanta sem jeito, com o cabo de vassoura cravado no seu peito, mas o que tava acontecendo? Por que?Corro pra cima dele, enquanto seguro no cabo da vassoura cravado no seu peito, e novamente, empurro com toda força e vou arrastando ele e o solto com toda forçaEle se desequilibra e bate com a cabeça na quina da bancada. Dou um grito sem pensar enquanto corro pra porta, eu abro e saio correndo desajeitado pelos corredores.Eles estavam por toda parte. Viro as escadas novamente e avisto um delesEu não penso duas vezes, e acerto um chute no seu peito, ele cai rolando a escada mas me desequilibro e caio também. Não tenho tempo pra ficar caído, não tenho tempo pra sentir dor, me levanto rapidamente e volto a correr, viro no corredor do segundo andar, e começo a correr sem direção até que paro, e olho para meus lados e para os outros corredores que se conectavam. Eles vinham de toda parte, eu estava sendo cercado quando num relance vejo uma janela. A luz fraca do por-do-sol. Não pensei, só agi e corri, corri por entre eles sem jeito e esbarrando-os. Quando cheguei a poucos centímetros da janela, pulei...
Notas finais
hope u liked it
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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