Controle
1 Love
Notas iniciais
O nome do capítulo é esse devido a sinopse. O amor pode se manifestar nas mais simples coisas e também nas mais complexas. O amor é algo tão amplo. É algo tão frágil. É algo tão belo. E por isso que coloquei esse nome no capítulo.
E porque hiccstrid é um shipp muito perfeito...
Sobre o nome da fanfic... Vocês descobrirão ao longo do capítulo.
Até as notas finais...
Eu jogava o machado nos alvos na Academia. Eu era Astrid Hofferson. Tinha 20 anos. E era uma pessoa considerada por todos impiedosa. Sem coração. E que não sabia o que era o amor.
Na verdade ninguém me conhece de verdade.
Apenas uma pessoa.
Apenas ele.
Os alvos eram atingidos e os barris que os continham ficavam estraçalhados. Recolhi meu machado e sorri satisfeita. Entrei em minha sala e peguei o material necessário para limpar a minha pequena bagunça na Arena. E quando terminei voltei a sentar em minha mesa.
Fechei os olhos e repassei o dia anterior inteiro em minha mente. Eu sorria como uma boba apaixonada. E ninguém poderia dizer para mim que eu não sabia o que era o amor. Quem ama sabe. Quem ama sente. E eu o amava de verdade.
Ele havia me pedido em namoro quando eu tinha 16 anos.
E aos 20 me pediu em casamento.
Apenas um nome.
Soluço.
Sim. Soluço. Aquele que por anos foi o pior viking que já existiu em Berk e em todas as Ilhas Vikings. Aquele que na verdade era a melhor pessoa do mundo inteiro. Ele era a pessoa mais incrível, inteligente, forte, carinhosa e quem eu amo de verdade. Ele é quem eu amarei para sempre.
O Soluço Spansitocus Strondus Terceiro. O filho do líder de Berk. O líder da Academia de Dragões. Aquele que foi o primeiro a treinar um dragão. O Banguela, um Fúria da Noite incrível. Aquele que seria o futuro líder de Berk.
Meu namorado há quatro anos. E o meu noivo há um dia. Ele havia me pedido em casamento. E eu não conseguia parar de sorrir.
-Sonhando acordada senhorita? – a voz dele ecoou em minha sala. Abri os olhos e alarguei o meu sorriso.
-Apenas algumas boas lembranças menino dos dragões – eu digo, levantando-me.
-Eu espero estar nessas boas lembranças então – ele me diz.
Aquele sorriso.
Aquele olhar confiante.
Ele sabia que poderia me hipnotizar.
-Digamos que você faz parte delas – eu digo divertida.
Eu me aproximo dele, que fecha a porta da minha sala.
-Eu faço parte? – ele preguntou com as mãos em minha cintura. – De que parte exatamente?
-Ontem eu fui pedida em casamento sabe – eu tranquei a porta da sala (a chave estava na fechadura) com a minha mão direita. Ele estava encostado na porta. – Estava relembrando esse momento.
-Um pedido de casamento?
Irônico.
Sorridente.
-Digamos que – eu fiquei na ponta dos pés (ele era mais alto do que eu, e de certa forma eu gostava disso, mas não diga isso para ele) e eu disse perto de sua boca. – Eu serei a próxima Senhora Strondus.
Sinto seu sorriso e ele me puxa para ainda mais perto. Aquele Soluço inseguro de antigamente parecia que sumia quando ele estava comigo. Embora ele fosse inseguro para outras coisas, como ser o futuro líder da tribo, comigo ele era confiante.
Eu sabia.
Eu sentia.
Ele me beijou. Suas mãos puxavam o meu pescoço para mais perto assim como eu puxava a gola de sua camisa para nos manter próximos. Enquanto ele me beijava nada mais parecia existir no mundo inteiro.
Eu me sentia leve.
Eu flutuava.
Eu o amava mais do que tudo.
Nós nos separamos e ele passou a olhar nos meus olhos. Eu sorri. Ele podia me hipnotizar daquele modo. E eu amava aquele sorriso dele. Dizia para mim que ele era meu. E que eu ela dele.
-Esse seu olhar – ele me diz. – Você vai me fazer perder o controle – eu rio dele.
-Eu quero ver você perder o controle – eu o desafiei.
Ele me olhou profundamente nos olhos. Aquele olhar dele era diferente.
Ele me desejava.
Ele me queria.
Ele me amava.
Ele inverteu nossas posições e me prensou na porta. Ele passou os beijos para o meu pescoço e suas mãos procuravam pelo fecho do meu casaco. Eu retomei a consciência por um instante.
-Aqui não Soluço – eu digo, ou pelo menos tento dizer. – Aqui não, nós estamos na Academia e os pilotos podem chegar a qualquer momento – eu estava começando a me arrepender de ter dito algo. Eu queria que ele continuasse a me beijar.
Desejo.
Controle.
Ele passou a beijar a minha boca. E quando ele se separou de mim, eu desejava que ele ficasse.
-Você tem razão — ele diz. — Eles podem chegar a qualquer momento. E nós sabemos como são os gêmeos. Eles arrombariam esta porta.
Eu continuei encostada na porta, mas então eu sorri para ele e lhe entreguei o seu capacete, saindo do meu transe.
-Você vai descobrir algumas ilhas hoje ou vai dar alguma aula? — eu pergunto sentando-me em cima de minha mesa.
-Eu acho que nenhum dos dois. O meu pai quer me ensinar o ofício de como ser um bom líder, ou algo do tipo.
-Isso é algo bom — eu digo sorridente e tentando lhe passar confiança.
-Eu acho que sim – ele me respondeu com um sorriso fraco.
Eu estendo a minha mão e o puxo para mim. Sustento o meu olhar no dele.
-Você pode ser o melhor líder que nós já tivemos e eu sei que será — eu lhe digo. — Apenas confie em você e veja o que você já fez por nós — ele sorri com as minhas palavras.
Eu lhe dou um selinho demorado.
-Nós poderíamos nos encontrar mais tarde — ele sugere. — Para terminar essa nossa conversa.
-Você sabe que eu estarei sozinha à noite.
Eu moro sozinha desde os meus cinco anos. Os meus pais morreram num ataque de dragões... Mas eu não quero falar sobre isso. Na verdade eu nunca quero. Sei que a culpa não era dos dragões. Eu sabia, e todos sabiam que podíamos conviver em paz com eles.
-Você não estará mais sozinha meu amor — ele me diz. Ele era carinhoso comigo, como sempre. — À noite nós terminaremos essa nossa conversa.
-Certo. Eu vou contar os segundos então — eu sorrio.
E quando ele destranca a porta e sai de minha sala, eu sabia que realmente contaria os segundos para a noite chegar...
*****
Eu observava a Tempestade adormecer, acariciando sua cabeça sentada no chão do abrigo individual ao lado da minha casa. De repente sinto mãos puxarem a minha cintura e me levantarem do chão. Virei-me bruscamente, mas era apenas um Soluço sorridente.
-Eu te assustei milady? – ele perguntou divertido.
-Muito engraçado — eu lhe digo e viro-me.
Eu ando em direção à porta da minha casa. E com o canto do olho vejo ele me seguir. Eu sorrio. Ele me puxa para trás, me abraçando e beijando o meu pescoço.
-Eu acho melhor a gente entrar — eu digo simplesmente.
Abro a porta e entramos na minha pequena sala. O Soluço só conhecia essa parte da minha casa. Mas mesmo assim, ele volta a observar os detalhes da minha sala. Eu tranco a minha porta.
-Como foi a conversa com seu pai? — eu pergunto, sabendo que esse não era o foco da questão.
-Até que foi bom. Eu acho que estou menos inseguro quanto a ser um líder agora. Embora ainda não tenha certeza de que irei conseguir — eu me dirijo até ele no meio da sala. — Mas eu acho que devemos começar a nossa outra conversa agora- ele sussurra em meu ouvido.
Ele seria meu nessa noite
Desejo.
Paixão.
Ele me olha de uma maneira que nunca olhava para mim. E quando ele se aproxima mais, eu sinto o meu corpo amolecer. Com aquele seu olhar, quem perderia o controle seria eu.
Eu o empurro até o sofá e me sento em seu colo, com uma perna em cada lado do seu corpo. Eu beijo seu pescoço, sua orelha, sua bochecha e evito a sua boca.
Descontrole.
Eu quero que ele se descontrole.
-Hofferson — ele sussurra com as mãos em minha cintura. E enfim dou a ele o que ele desejava. A minha boca na sua, as nossas mãos no pescoço alheio.
Eu cesso o beijo e tiro o meu casaco de lã. E então passo a abrir os fechos da parte de cima da armadura do Soluço. Ele me ajuda com a tarefa e ambos ficamos com as suas respectivas blusas.
-Eu estou perdendo o controle — ele sussurra ofegante em meu ouvido.
-Pois eu quero que você se descontrole, meu futuro líder — eu digo também ofegante.
Eu me levanto, obrigando ele a me seguir. Eu entro no meu quarto e ele me puxa para si. Ele me prensa novamente na parede, eu de costas para ele, ele beijando o meu pescoço. Eu me viro de frente e passo a beijar sua boca.
Desespero.
Descontrole.
Eu começo a empurra-lo para a cama, mas ele percebe e inverte as nossas posições. Então é ele que me empurra até a cama e eu a sinto em minhas costas. Ele coloca suas pernas uma de cada lado do meu corpo.
Eu me esqueço do que eu queria. O meu verdadeiro desejo era tê-lo. Era beija-lo.
-Eu quero você Astrid — ele dizia. O seu coração acelerado e a sua voz ofegante.
-E eu quero ser sua — eu respondo na mesma situação.
Eu procuro a barra de sua camiseta e quando a encontro eu a retiro. Admiro o seu corpo, mas não por muito tempo. O seu olhar me atraía.
Ele também retira a minha blusa, que se assemelhava a um corpete. Ele me olhava com desejo. Não havia mais controle em nós. Puxo-o para outro beijo.
Selvagem.
Sedutor.
-Você é meu — eu digo entre os beijos.
Sinto as suas mãos descerem pelo meu corpo e procurarem o fecho da minha saia vermelha. Eu nos troco de posição, não sei como. Então eu tiro a sua calça e guio as suas mãos até o fecho da minha saia que ele retira com força.
Suas mãos passeiam pelo o meu corpo, enquanto ele sussurra o meu nome.
Éramos um emaranhado de corpos e de repente apenas um. Ele era meu. E eu era dele. Enquanto eu o beijo nada mais importava para mim.
Nos amávamos.
Novas sensações.
Novos desejos.
E quando nos separamos e recuperamos o ar, eu deito a minha cabeça em seu peito e ele me abraça. Ele beija ternamente o topo de minha cabeça.
-Agora eu sou sua mulher — eu lhe digo sorridente.
-Você será para sempre minha — ele diz e também sorri.
E eu sei que eu serei para sempre dele...
Notas finais
Não tem nada demais no capítulo, viram? Mas isso são detalhes.
Como vocês viram, não tem nada a ver com nenhuma das minhas outras fanfics. Só esses fofos amados aí.
Agradeço a todos que pretendem comentar, favoritar e recomendar. Vocês são muito lindos :)
Até uma próxima queridos...
Temp ♥
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