Controlando seus medos

4 Capítulo 4 - A jornada


Notas iniciais
Boa leitura!

Após todo aquele aperto, Caio no chão meio desnorteado, então meu pai vai até mim me estende a mão e me levanta, estamos todos ali, minha mãe me abraça bem forte e sussurra com uma voz bem cansada.

—Obrigada Filho!

Afasto ela de mim com uma de minhas mãos.

—Podemos continuar? — Falei olhando para frente.

Todos começamos a andar juntos, não ouvíamos nada... Apenas o som de nossos passos. Continuo a andar, mas pensando no que eu fiz, por que eu fiz aquilo? Eu nunca havia matado alguém antes... Me lembro de estar em cima dele batendo no rosto dele com a rocha até a cabeça dele abrir, lembro de olhar para o lado e ver minha mãe chorando, aquilo me deixou com mais raiva ainda... Aquele não era eu, eu não estava me controlando naquele momento.

Após alguns minutos de caminhada, vimos um mercado não muito grande destruído.

—Talvez haja algo lá. — Falou meu pai indo em direção ao mercado.

Chegando ao mercado, vimos que ele estava todo destruído junto com tudo que estava ali.
—Devemos entrar pra ver se há algo lá dentro? — Perguntei — Sim, devemos arriscar! — Disse meu pai

Então entramos por um buraco que tinha na parede.

—Procurem por tudo oque for útil.-Falou meu pai

Começamos a revirar as prateleiras do mercado, não achei nada ali.

—Alguém achou alguma coisa? — Perguntei.
—Achei-Disse minha mãe.

Ela tinha achado um pacote de biscoito de polvilho, não era muita coisa, mas era oque conseguimos. Saímos do mercado, e eu ainda não sabia aonde estávamos indo.

—Temos que encontrar um carro! — Disse meu pai
—Aonde vamos achar um no meio desse caos? — Perguntou minha mãe
—Não sei, daremos um jeito! — Afirmou meu pai.

Andamos mais um pouco, quando meu pai de repente para olha para trás e Diz:

—Temos que voltar para casa!
—Porque?! — Perguntei.
—Lá temos o nosso carro e tem uma coisa lá que preciso pegar! — Retrucou ele.

Então, decidimos voltar a casa onde morávamos, passamos por outro caminho mais perto... Foi como um atalho, demoramos algumas horas até chegar. Chegando em casa, ela estava totalmente destruída, estava sem uma parte do andar de cima, onde ficava o meu quarto, imaginei oque teria acontecido comigo se eu estivesse ficado ali. Então arrombamos a casa pela porta da frente, meu pai arrombou a porta com um chute e pediu para que esperassemos ele um tempo. Depois de uns 3 minutos ele volta.

—Esta limpo, vamos entrar. — Diz ele

Entramos na casa e subimos para o quarto do meu pai e da minha mãe, Bill fica lá em baixo esperando a gente voltar. Entramos no quarto, e meu pai foi direto para o closet que havia no quarto, pegou uma caixa quadrada, parecia um rádio, colocou ela na cama e começou a sintonizar os canais, não entendi oque e ele estava procurando, o rádio estava totalmente sem sinal.

—Oque está fazendo, pai? Temos que sair daqui! — Falei.
—Espere um pouco, Matt! — Retrucou ele com uma voz mandona.

Ele ficou sintonizando mais alguns minutos quando o rádio começou a chiar.

—Alguém na escuta? — Disse meu pai?
—Sim, eu escuto você! — Disse uma voz meio cortando e falhando no rádio.
—Dennis? — Disse meu pai.
—Dennis? — Perguntei.
—Sim, sou eu. — A voz respondeu no rádio
—Dennis, precisamos de sua ajuda, onde está? — Perguntou meu pai.
—Oque está acontecendo irmão? Está tudo bem? Com vocês? — Dennis perguntou preocupado
—Irmão? — Perguntei

Estava sem entender nada do que estava acontecendo ali, mas pelo oque parecia, Dennis é meu tio.

—Não, não está tudo bem Dennis! Fomos atacados pela França, repito! A Inglaterra está sob ataque da França. — Disse meu pai.
—Mas estão todos bem? — Perguntou Dennis.
—Sim estamos, mas com um pouco de fome, Harry morreu. — Disse meu pai em um tom de voz triste.
—Harry oque?-Disse Dennis não acreditando no que ouviu.
—Isso mesmo, eles o mataram. — Disse meu pai.

Minha mãe que estava sentado em cima da cama, põe se a chorar.

—Dennis, precisamos de sua ajuda, onde você está? — Disse meu pai.
—Estou em minha casa em King's Lynn. Venha pra cá! — Disse Dennis.
—Matt, cheque o nosso carro! — Disse meu pai.

Desci as escadas correndo, corri para a garagem e o carro estava lá, a garagem estava destruída, mas por incrível que pareça o carro ainda estava inteiro, mas não sabia se ele iria funcionar normalmente. Subi as escadas novamente, entrei no quarto.

—O carro está bem, pai. — Falei
—OK. Dennis, iremos para sua casa! — Afirmou meu pai.
—OK, espero vocês aqui. Não demorem muito. — Disse Dennis.

Descemos as escadas, e meu pai estava procurando algo.

—Oque está procurando, pai? — Perguntei.
—Tente achar a chave do carro! — Afirmou ele.

Então, todos nós estávamos procurando a chave. Foi quando meu pai abriu a gaveta de um móvel que estava no chão.

—Achei! — Gritou ele.

Todos corremos para o carro. Entramos nele, meu pai no volante, minha mãe na frente, eu e Bill atrás. Meu pai tentou ligar o carro, mas o carro não queria ligar, meu pai saiu de dentro do carro, abriu o capô, e começou a mexer no motor.
—Matt, entre no motorista e dê a partida no carro! — Falou ele.
Sai do banco de trás e passei para o motorista, tentamos bastante ligar o carro, foi quando ele ligou, meu pai entrou no carro novamente e falou:

—Apertem os cintos!

Arrebentamos o portão da garagem e saímos em direção a King's Lynn. Enquanto íamos pegar a estrada para ir a King's Lynn, dentro da cidade de Cambridge ainda, observei de dentro do carro um comboio parado com uma mulher amarrada dentro dele.
—Pai! Temos que ajudar aquela moça! — Falei apontando para o local do comboio.
—Não, não temos tempo para isso! — Respondeu meu pai.
—Mas pai...
—Mas nada! Você não dá as ordens aqui garoto! — Falou meu pai bravo.
—Mas Ethan... Temos que ajudar ela. — Disse minha mãe com uma voz de dó.
—Ethan, não seja covarde vamos ajudar ela! — Disse Bill. -Do nada meu pai parou o carro, olhou para o Bill e falou:

—Olha rapaz... Ninguém aqui dá ordens do que eu tenho oque fazer! Quero deixar bem claro que não obedeço regras de ninguém! — Disse meu pai furioso.

Meu pai olhou para minha mãe, ela estava triste, olhando para o comboio que estava em uma rua reta que havia na esquerda da rua que estávamos. Meu pai então decidiu ceder.

—Se vocês querem tanto salvar a garota, então vamos lá! — Falou ele recarregando sua arma.

Estacionamos o carro ali perto, e descemos e fomos escondidos em direção ao comboio. O comboio estava parado, com a traseira virada para nós, Com alguns soldados em volta..e alguns dentro do caminhão na parte de trás junto com a moça.

—5. — Disse Bill.
—Oque? — Perguntei.
—5 Soldados! — Afirmou Bill.
Será que tem algum dentro da cabine? — Perguntei.
—Acho que não. — Disse meu pai.
—Vamos atacar então! — Disse o Bill com as pupilas dilatadas. Parecia que estava tão nervoso quanto eu.

Então me equipei com a faca e fomos cada um por um lado. Minha mãe ficou para trás, para não ocorrer o risco de acontecer oque Aconteceu antes. Tinha 3 soldados do lado de fora, e 2 atrás do caminhão.

—Certo, como fazemos? — Perguntou Bill.
—Bom, cada um pega o seu. — Disse meu pai.
—Mas oque fazemos com aqueles atrás do caminhão? — Perguntei.
—Vamos ter que ser rápidos. — Disse meu pai.

Então fomos em Direção ao comboio, tinha 3 soldados do lado de fora, Bill Tampou a boca de um, puxou ele para o chão e quebrou seu pescoço. Peguei um soldado por trás, tentei cortar sua garganta, mas não consegui, comecei a me lembrar de quando eu matei aquele soldado com a rocha, flashes passavam na minha cabeça, e na mesma hora eu não aguentei, comecei a ficar tonto e não tinha mais forças, o soldado virou rapidamente me dando uma joelhada e uma facada no oblíquo. Cai na mesma hora. Lembro de meu pai atirando contra os soldados, Bill pegou uma pistola de um soldado morto e acertou o soldado que havia me dado uma facada, então correram até onde eu estava e os dois me levantaram, me escorando para eu não cair, Bill entrou no caminhão e desamarrou a moça que estava amarrada.

—Rápido Bill, temos que voltar para o carro! — Gritou meu pai comigo apoiando-se nele

Pegamos a Moça e levamos ela para o carro. Chegando perto do carro minha mãe correu em nossa direção, chorando e gritando, foi quando ouvimos um barulho imenso do lado esquerdo da cidade, olhamos e vimos uma enorme explosão, entramos rapidamente no carro e seguimos.

—Faça pressão na ferida! — Disse meu pai.
—E... Eu.... Sou médica, tem posso ajudar. — Disse a garota.
—Você é mesmo uma médica?-Perguntou minha mãe chorando.
—Bem, não exatamente uma médica, sou uma médica veterinária. — Disse ela.
—Veterinária? OK, faça oque puder! — Afirmou minha mãe.
—Temos que achar uma farmácia! — Gritou meu pai.

Então, fomos procurar uma farmácia. Depois de andar alguns minutos, avistamos uma farmácia fechada com portas de vidro, e alguns vidros grandes. Meu pai parou o carro, desceu, ele e Bill.

—Qualquer coisa, gritem muito! — Disse meu pai entregando uma arma na mão de minha mãe.

Tentaram abrir a porta, mas a farmácia estava trancada, então meu pai voltou para dentro do carro, fez uma manobra, deu uma ré e foi com tudo na porta de vidro da farmácia, a porta ficou literalmente em pedaços. Meu pai e Bill seguiram em frente, depois de alguns minutos voltaram ao carro que estava metade dentro da farmácia, entraram no carro.

—Aqui estão as coisas! — Disse meu pai entregando algumas coisas para a garota.
—Foi tudo oque conseguimos.-Disse Bill.

Eles conseguiram alguns analgésicos e alguns curativos, então seguimos estrada a frente. Enquanto a garota me curava decidi puxar um papo com ela.

—Qual seu nome?
—Beth.
—Quantos anos tem?
—24
—Hm, Mora aqui em Cambridge, Beth?
—Sim.
—Onde está sua família?
—Eeh... Todos morreram..... Minha Casa foi invadida... Foram mortos pelos soldados da França... Mortos a sangue frio. Mas prefiro não falar muito disso.
—Ah, entendo.

Continuamos o caminho para ir a King's Lynn.

Notas finais
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