Controlando seus medos
2 Capítulo 2 - Aprendendo a sobreviver
Notas iniciais
Chegamos dentro do buraco e vi uma sala redonda com alguns bancos e um corretor reto em frente, me parecia uma sala secreta, escutamos um barulho em cima de nós:
—Oque é isso? — Perguntou minha mãe
—Shhh. -Disse um dos padres
Então escutamos tiros, muitos tiros. Eu estava ali, sem entender oque estava acontecendo lá em cima, então um dos padres falou:
—Corram! Corram até o final do túnel!
Então corremos sem parar, os padres ficaram para trás, meu pai parecia saber aonde estávamos indo, chegamos ao final do túnel, havia uma espécie de porta gigante de aço ali, mas uma porta de aço com senha. Meu pai deu um passo a frente e começou a digitar a senha: 12247, não dei muita importância, então a enorme porta de aço começou a se abrir, consegui ver que lá dentro havia vários tipos de armas, fiquei assustado com aquilo.
—Para dentro! -Disse meu pai
Todos entramos e a porta começou a se fechar. Meu pai então afirmou:
—Equipem-se, peguem tudo oque precisar!
Peguei uma pistola .40, meu pai um fuzil M4A1 e uma faca de caça, minha mãe não tinha pego nada, meu irmão pegou apenas uma faca.
—Porque não pegou nada mãe?- Perguntei
—Não preciso meu filho. — retrucou ela
Então seguimos em frente, abrimos outra porta de metal também com senha, e novamente vi meu pai colocando a mesma senha "12247", abriu-se a porta e infelizmente ainda estávamos em um túnel. Seguimos em frente até acharmos uma escada que dava direto para uma rua deserta, subimos a escada, saímos do subsolo, e vi que a rua também estava totalmente destruída, sem nada, nem uma casa ou prédio inteiro havia restado lá, então seguimos para um beco, escutamos tiros no meio do caminho.
—Rápido, escondam-se! — Falou meu pai
Pegamos cobertura em uma enorme lixeira que havia ali. Ficamos lá até os tiros pararem; depois que a chuva de tiros parou continuamos nosso caminho, viramos o braço e não vimos nada, apenas pó, então continuamos a andar. Enquanto estávamos andando meu pai avistou um corpo de longe, não quisemos chegar perto, pois poderia ser perigoso e haver mais alguém ali, escutamos mais tiros, só que esses tiros foram muito longe de onde estávamos, seguimos na direção contrária dos tiros, vimos o que me parecia um museu, mas estava um pouco longe de onde estávamos, então fomos em direção a esse museu, ele estava bem destruído, mas ainda não tinha sido derrubado completamente, andamos alguns passos e escutamos alguém gritando, corremos até o local, uma pracinha redonda que havia ali, escondemos atrás de um monte de entulho, tentando ver o que se passava ali, era um homem negro chorando ao lado de um corpo de uma mulher, não consegui ver direito os rostos dele, mas ele estava com a roupa toda suja e um pouco rasgada, então do nada, um tiro atravessou sua cabeça, nessa hora corremos muito, em direção ao museu. Chegando ao museu vimos que a porta estava emperrada, então demos a volta a procura de uma porta.
—Achei! — Gritou meu irmão.
Corremos até lá e entramos no museu.
Por dentro Museu estava quase todo destruído, estava faltando um pedaço do teto, todos os materiais que tinha ali estavam danificados, então meu pai fez um gesto com a mão e falou baixinho
—Sigam-me.
Então Subimos uma escada que havia ali subindo as escadas ouvimos dois homens conversando não sabíamos Quem era aqueles dois ou se haviam mais deles. Então agachamos, meu pai pegou sua faca e ficou com ela na mão atrás de um canto na parede tentando ver o que se passava ali, então do nada um homem Apareceu meu pai o atingiu no pescoço com a faca deixando impossibilitado de gritar por reforços, ele iria cair mas meu pai o segurou e levou até o chão para não fazer nenhum barulho. Fiquei aterrorizado com aquela situação pois nunca havia visto alguém matar uma pessoa daquele jeito, meu irmão Nem piscava parecia estar tão aterrorizado quanto eu, então olhamos para um homem morto no chão ele estava vestindo uma farda com uma bandeira no peito, era a bandeira da França, cores azul, branco e vermelho, não tive dúvidas: A França estava atacando a Inglaterra.
Ainda estávamos escutando os dois guardas que haviam ali, não consegui entender o que eles estavam dizendo, então meu pai falou:
—Fiquem aqui!
—Onde você pensa que vai? — Falou minha mãe?
—Acabar com esses dois! — Retrucou meu pai
—Sozinho você não vai dar conta! — Afirmou minha mãe
—Eu vou com você! — Falei
Fomos agachados até onde os soldados estavam. Sem ver pisei em uma garrafa quebrada que havia ali os soldados viraram, Meu pai atacou um deles, fui pra cima do outro, conseguiu derrubar a arma dele do chão ele me deu um soco e uma joelhada na barriga cai no chão ele pegou uma faca e estava tentando me enfiar ela, segurei a mão dele enquanto ainda estava deitado no chão ele estava sobre mim então do nada ele parou de se mexer e começou a sair sangue de sua boca ele caiu para o lado e meu pai estava em pé na minha frente, me estendeu a mão, peguei na mão dele e me levantei.
Seguimos em frente, percorri todo o caminho sem falar nada.
—Oque foi filho? — Perguntou meu pai
—Nada não pai. —
Eu estava sem entender nada do que estava se passando ali, continuamos o trajeto até saírmos do museu, enquanto saíamos do museu em uma rua totalmente destruída e reta que não parecia ter fim, percorremos metade do caminho quando do nada começaram a atirar em nós.
—Aí! — Gritou meu irmão caindo no chão.
Meu irmão acaba de levar um tiro na perna, meu pai volta até ele e ajuda ele a correr para cobertura em um carro destruído que havia no canto da rua, meu pai rasgou a calça do meu irmão tirou a blusa que ele estava estava por cima e falou.
—Estanque o sangramento!
Minha mãe começou a fazer pressão no local da bala meu pai começou atirar e um dos soldados foi ferido, então pegaram o soldado ferido e correram para algum lugar. Depois de fazer o curativo em meu irmão nós estávamos cansados e procuramos Um Lugar Para Descansar, Afinal já era quase noite.
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