Control.
6 Capítulo VI- editado
Notas iniciais
Tom Riddle- Passado.
Granger então desmaiou. Estava exausta, cansada demais para se manter acordada. Sem perder mais tempo dei uma poção para ela dormir, seis dias era tudo o que eu precisava!
Se meu diário foi destruído antes... nada me impede de que minhas outras horcrux também foram destruídas... A única solução seria criar uma que ninguém saiba que existe. A menina pertencente a casa dos leões quer mais do que tudo conforto, consolo e se enquadrar. O anel poderá dar tudo isso a ela, meio previsível outro anel?
Mas é claro que não! Ninguém saberá de nada já que meu diário foi destruído! Deu certo, no fim fazer uma cópia do diário que aparecesse aquele que fosse leal a mim foi bem útil... pobre garota, mal sabe que se tornou minha serva mais fiel!
Peguei meu diário e segui arisca as anotações que fiz. Primeiro fazer a horcrux... depois, fazer uma poção chatinha e demorada para deixar aquela garota apresentável. Tanto trabalho, mas no futuro serei o rei do mundo e todo esse trabalho será enfim recompensando.
Saí do meu dormitório e tranquei a porta. Não podem descobrir uma viajante do futuro em meu quarto, seria arriscado demais...
Malfoy logo me parou no caminho.
—O que quer, não vê que estou ocupado? — Perguntei irritado
—Mestre, a sangue-ruim da Grifinória descobriu uma de nossas reuniões secretas! Prendemos ela e o Lestrange está torturando a primeirista agora!
—Como assim? Seus inúteis! Crucio- peguei minha varinha e decidi torturar um pouco aquele incompetente.
Depois de me divertir um pouco o deixei jogado no chão e fui lá aproveitar que o destino estava ao meu favor. Uma vítima assim tão fácil? Preciso matar para fazer a horcrux e no final foi tudo entregue de mãos beijadas!
Caminhei até a floresta proibida, nosso canto de encontro predileto. Não podia estar de melhor humor. Levantei a mão pedindo para aqueles inúteis se calarem, não estava afim de escutar suas desculpinhas esfarrapadas.
—Ora, ora... o que temos aqui? — Meus olhos começaram a assumir um tom avermelhado, podia sentir isso.
—Por favor, senhor... juro que não contarei nada a ninguém- sua voz mostrava seu desespero.
—Qual seu nome, querida? — Perguntei sacando minha varinha.
—Penélope Albuquerque... sou uma bruxa brasileira, meus pais são extremamente ricos! Poderão pagar o quanto quiser pelo meu resgate.
—Não quero o seu dinheiro, nojentinha. Na verdade, quero sim... irei pedir para os seus pais de sangue- ruim um bom dinheiro para entregar o seu cadáver. Eles podem querer te enterrar.
—Mas... eu só tenho onze anos, fiz ontem! Por favor, não me machuque- seus olhos estavam cheios de lagrimas. Mas quanto mais insistia, quanto mais implora por sua vida, mas eu queria tortura-la até a morte.
—Que tal um crucio básico? Depois posso testar outras formas de tortura.
Ela resistiu a uma hora de crucio, pena que ao ter cada um de seus ossos quebrados a Penélope acabou não resistindo... estava tão divertido.
Tudo saindo como eu planejava e em seis dias eu tinha minha horcrux, a poção do embelezamento e um anel simples. O procedimento é simples, qualquer coisa jogada no caldeirão irá ficar mais bela, refletir na personalidade da pessoa que fez a poção.
Por isso não fiquei impressionado quando o anel barato virou um anel de prata com esmeraldas, tudo em forma de serpente.
A poção de embelezamento não foi a parte difícil. O complicado mesmo foi achar nos livros um feitiço de manipulação e controle, um império não seria suficiente... quero algo poderoso e que seja garantido o controle por tempo ilimitado!
—Vejo que enfim acordou, bela adormecida – falei, olhando para ela pelo canto do olho.
—Por quanto tempo dormi? — Perguntou assustada
—Estava exausta, sem comer por um bom tempo, creio eu.... Bem, levando tudo isso em consideração, uns seis dias inteiros.
—O que? Como assim?? Meu, Merlin! Perdi as provas, vou reprovar até mesmo em adivinhações desse jeito!
—Não, não irá- patética, mas se fosse ela também pensaria nisso.
—Você está louco? Perdi seis dias de aula! SEIS DIAS DE AULA- seu tom de voz me deixou extremamente irritado, quem a maldita pensa que é?!
—Em primeiro lugar.... Não grite comigo. Em segundo lugar, pode muito bem usar um vira-tempo! Eu te empresto o meu, ou então dizer que estava doente! Sei lá, se vira!
—Nossa.... Tem razão, desculpe
—Claro, sempre tenho- dei de ombros
Revirei os olhos e decidi deixar essa passar.
—Então... avanços na poção? — Perguntou
—Na verdade, Srtª Granger…. Aprecie o meu poder….
Coloquei o anel no caldeirão e esperei uma luz verde subir para pegar o anel de lá. Meu plano não podia ir melhor! Enquanto a luz a distraia comecei a recitar o antigo encanto. Um feitiço mudo foi o necessário para dar início à minha ideia mais brilhante:
—Imperium non satis volo monitor vestri cogitatu omni pulsu pectus et quid dicam aut cavendum moneret. Sed in hac parte mihi non vivet.
Cuja tradução para o inglês seria algo como ‘Controle não é o bastante, quero monitorar cada pensamento seu, cada batida do teu peito e te dizer o que deve ou não fazer. Mas para isso uma parte minha agora ira viver em você.’
—Tá bom... no que isso vai me ajudar? É bonito, mas não vai me deixar bonita!
—Não seja tão cética, senhorita- disse rindo de sua lerdeza. Por que raios eu iria ter todo esse trabalho com esse maldito anel?! Para te dar de presente?! Merlin, me ajude!
—Então...? — Indagou
—Não é tão esperta quanto eu pensava- falei sem a menor paciência.
— O anel. Ele é a resposta?
—Bem observado – sarcástico? Imagina...
—Hum... o que devo fazer?
—É um anel bem estiloso, não desperdiçaria se fosse a senhorita
Eu me aproximei e sorri de lado, beijei e coloquei o anel em seu dedo. Corada? Ah, ninguém resiste a mim, fato.
—Uau, é realmente lindo- sorri demais essa menina, credo!
—Ele irá ter efeito aos poucos. Tem apenas um efeito colateral, irá esquecer de algumas coisas, porém, nada muito grave. Em breve será a garota mais desejada e bela de Hogwarts.
—Obrigada por tudo, Riddle- falou correndo para me abraçar! Me abraçar??? Como assim?! O que tem na mente dela?
Fiz careta, foi involuntário, e fui para o lado.
—Não exagera, Granger- ela com certeza é louca!
—Não pode me culpar por tentar- falou dando de ombros
—Então, quer me contar como me conhece tanto? — Fui direto ao que me interessava.
Ela me olhou surpresa, parecia esperar a pergunta, mas não estava preparada para responde-la. Talvez, com certeza na verdade, deve estar se preparando para contar uma mentira. Hermione Granger ficou uns bons minutos calada, a poção começará a fazer efeito então.
—Você...? O que fez comigo Riddle?! – Berrou.
—Nada, Srtª Granger.... Devem ser um dos efeitos da poção. Toda magia vem com um preço querida. – Falei com um leve toque de deboche, ela realmente achou que eu a deixaria bonita para ajudar a pobrezinha?
—Alucinação e perda de memória? Ou estou sendo possuída?!
—Não seja maluca! É apenas a primeira opção, querida.
—Se você estiver tramando algo... juro que destruo esse diário patético! – Rosnou
Não, eu não sou assim!
—Você irá me servir. Irá destruir seus amiguinhos, será a minha comensal mais fiel, Granger... tola apaixonada, não é que me foi útil?
—Quanto mais você quiser ser bonita, se vingar.... Quanto mais ódio tiver eu seu coração, querida, mais forte a poção ficará! Se fosse mesmo tão pura não estaria se metendo comigo. Agora sua alma, suas ações, tudo em você pertence a mim.
—Para com isso! Faça essa voz parar! Faça ela me deixar em paz- sussurrou.
Ela me lançou um último olhar irritado antes de desmaiar. Para qualquer um dos efeitos ela passou 2 dias doente, todos acreditarão nisso, eu espero. Coloquei meu vira-tempo em seu pescoço junto com um bilhete, analisei seu rosto, aos poucos começou a mudar e enfim, fiz com que voltasse para seu tempo. Lá ela me será útil, acabarei com todos os meus inimigos e irei mudar o curso da história, mas se tudo tiver dado certo, a única coisa que farei é matar uns pirralhos do futuro e comemorar por ser o maior bruxo de todos os tempos.
Aos poucos seus pensamentos começarão a habitar minha mente, terei que me acostumar com isso. É por um bem maior.
—Tudo irá dar certo, afinal, sou descendente de Salazar, certo Nagini?
—Não está confiante demais, mestre? — Sibilou enquanto saí de baixo da minha cama e se aconchegava em meus pés.
—Ora, tolinha.... Tenho tudo planejado. Aquela garota boba me deu uma passagem direto ao topo.
—E se o senhor já estiver no topo? — Indagou
—Eu pensei nisso também, mas após pesquisar o seu sobrenome e lembrar de sua relutância em me falar de onde me conhece.... Não posso arriscar, tenho que saber do meu futuro e conseguir dominar o mundo bruxo!
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