Notas iniciais
oláaaa, chegueeei, como vcs estão? to super feliz que chegamos em 2k de leituras aqui no nyah!! mto obg gente

"Yeah, we'll be doing what we do,

Just pretending that we're cool

And we know it too."

(Live While We're Young)

SEBASTIAN

A caminhada com Julie da casa até a fazenda foi a maior parte do tempo silenciosa como eu não esperava que fosse.

Estávamos aproximadamente na metade do caminho quando ela respirou fundo e se virou para mim, fazendo com que parássemos.

— Eu sei que já disse isso várias vezes desde ontem, — ela começou. — Mas espero que saiba que estou muito, muito feliz mesmo por você, Sebastian. Entendo porque você escolheu não me contar de primeira, só que...

— Julie...

— Eu não quero que pareça que eu tenho algum rancor sobre o que aconteceu. Sei que a última vez que nos vimos pessoalmente teve uma carga emocional pesada, porém eu não quero perder sua amizade. Não quero que ache que não pode me contar as coisas por causa do nosso passado ou por achar que eu vou ficar chateada.

Suspirei.

— Você não entende. Não é que eu não tenha contado para você pelo que aconteceu entre a gente. —Embora se eu fosse admitir para mim mesmo, o que tinha acontecido realmente fazia parte da minha escolha para não contar. — Mas isso...entre mim e Olivia. É diferente. É...você não entenderia.

Um riso descrente saiu da boca de Julie e eu percebi que era compreendeu errado.

— Claro que é diferente. Você vai se casar, a última vez que isso quase aconteceu já faz um tempo. — ela disse irônica.

— Não é só isso. É que...é difícil explicar.

— O que está acontecendo? Ela está te chantageando? Ela está grávida? O que você acha que eu não sou capaz de entender? — Julie elevou a voz, mas passou a mão no rosto para se acalmar. — Olha, Sebastian, meus sentimentos por você duraram praticamente a minha vida toda, mas eu não posso forçar que você sinta o mesmo por mim...e está tudo bem. Eu disse isso naquele dia e digo hoje, eu não estou chorando nos cantos porque não demos certo, mas também não quero que me corte completamente da sua vida.

Ela se virou para continuar andando, mas eu segurei seu braço.

Analisei seu rosto, a boca e o nariz de boneca, os olhos cativantes que levariam qualquer um a fazer loucuras por ela.

Eu queria beijá-la porque era a única forma que eu sabia como consertar as coisas temporariamente.

Porém, era arriscado demais

Não que eu achasse que Julie sairia contando para Deus e o mundo, mas estávamos num local aberto qualquer pessoa poderia nos ver.

— Sinto muito. — não resisti e passei os dedos na lateral do seu rosto, colocando uma mecha de cabelo atrás da sua orelha. Julie fechou os olhos. — Eu não seria o cara certo para você. Olivia e eu...Olivia e eu somos iguais de certa forma. Embora não pareça, entendemos um ao outro...Vamos nos casar. Você merece mais, Ju.

Julie soltou o ar bruscamente pelo nariz e segurou minha mão, afastando-a da sua pele.

— Nunca foi seu papel dizer o que eu mereço ou não, Sebastian, mas você nunca foi capaz de ver isso. Não quero brigar, está bem? — ela colocou um sorriso no rosto. — Vamos tentar começar essa conversa de novo? Me conte, o que você tem feito de bom nesses últimos tempos que não seja arranjar uma noiva?

— Seu pai está olhando como se fosse me matar a qualquer momento. — sussurrei para Olivia, olhando disfarçadamente por cima do ombro para onde o senhor Sartori estava.

— Talvez ele mate. Seria um favor para várias pessoas, incluindo para mim.

Olhei para ela, indignado:

— O que eu fiz para você ficar tão grossa comigo? Você que não me avisou que eu deveria fazer uma vigília para cuidar da fazenda de vocês.

— Você chegou há quase duas horas e não fez absolutamente nada, Sebastian. Até para tirar o leite de uma vaca, você diz que tem medo.

Fiz uma careta na sua direção.

Ela estava sentada num banquinho, inclinada apertando as tetas de uma vaca.

Eu tiraria uma foto se não soubesse que ela tomaria a tarefa de me matar das mãos do seu pai.

— Não estou acostumado com essas coisas. E se ela me der um coice?

— Provavelmente você não vai ter sido gentil com ela. — Olivia disse sem parar de ordenhar. — Além disso, ela só vai conseguir te dar um coice de você estiver no alcance da pata dela. Não acho ela se daria ao trabalho se você fizer a coisa certa.

— Prefiro prevenir do que remediar. Além disso, você está fazendo um trabalho tão espetacular, eu odiaria atrapalhar.

Olivia se levantou com o balde de leite quase cheio na mão, acariciou a vaca e passou por mim:

— Não se preocupe, tenho uma tarefa muito mais segura para você. E ela envolve alguns excrementos.

Fiz um barulho de vômito.

— Você não faria isso comigo! — protestei.

— Ah, faria sim, mas devo admitir que dessa vez a ideia foi do meu pai.

— Tal capeta pai, tal capeta filha.

— Ué, eu jurava que você prometeu que ia entrar nas graças dele muito em breve.

Cruzei os braços, meus lábios formando um bico inconformado.

— E eu irei. Seu pai vai gostar tanto, tanto de mim que nenhum outro cara que você trouxer aqui depois vai chegar aos meus pés do que que eu significarei para ele.

Ela deu dois tapinhas no meu ombro.

— Ótimo, pode começar puxando o saco dele limpando os estercos dos animais. Vejo você no almoço.

E como ela viu que Pedro Sartori estava nos observando, Olivia se inclinou e deu um beijo rápido na minha bochecha.

OLIVIA

Eu tinha sacado qual era o problema.

Meu pai não estava comendo nem um pouco a ideia de que eu e Sebastian éramos um casal.

E ele me confirmou isso, depois que almoçamos.

O senhor Sartori me chamou para conversar, na sala dele.

Que era mais um depósito das suas tralhas com uma mesa parcialmente arrumada no centro.

A minha organização claramente tinha vindo da minha mãe.

Fechei a porta e encostei as costas nela enquanto ele sentava na sua cadeira como um executivo.

Porém, para minha surpresa, a primeira coisa que ele me falou não foi sobre Sebastian.

— Queria me desculpar sobre hoje de manhã. Eu me exaltei e fiz você se exaltar. — Ele iniciou. — Eu confesso e tenho vergonha em fazê-lo, que nunca tinha parado para reparar como o seu término com Max e o noivado dele com Becca tinha te afetado. Foi insensível da minha parte.

Dei de ombros.

— Está tudo bem. Eu não quero falar sobre isso.

Meu pai apontou para mim acusatório.

— No entanto, sua atitude faz parte do problema, vê?

— O quê?

— Faz o quê? Um ano e meio, dois anos que vocês se separaram? E toda vez que qualquer pessoa aqui levanta algum assunto relacionado a Max você se arma como se fôssemos seus inimigos mortais. Até hoje não sabemos o que aconteceu!

Porque não é da conta de nenhum de vocês!, era o que eu queria gritar, mas apenas disse:

— Não faz diferença, o mínimo que vocês poderiam fazer é não puxar o nome dele a cada conversa que temos. O mínimo que vocês poderiam fazer era respeitar o meu espaço.

Você está a quilômetros de distância de nós. Te vemos o quê? Meia dúzia de vezes por ano ou menos. Quanto mais espaço deseja? Talvez seja melhor nos cortar logo da sua vida, o que acha?

Cada palavra sua era como um soco no meu estômago. Fazia tempo que meu pai não tocava no assunto de eu ter me mudado definitivamente para capital, embora eu soubesse muito bem como doía nele e na minha mãe a nossa distância.

Doía em mim também.

Porém, aquela cidade me sufocava de uma maneira que eu não conseguia explicar e nem me fazer clara para nenhum deles.

— Eu não... — suspirei derrotada, as palavras se perdendo na minha boca.

Surpreendentemente, o que quer que fosse que meu pai notou na minha voz, fez suas feições relaxarem.

Ele argumentou calmamente:

— Nem eu, nem sua mãe criamos você ou seus irmãos sem ensinar que vocês que devem enfrentar seus demônios. Ignorar não vai sarar o que quer que tenha acontecido. — ele fez uma pausa antes de continuar com ainda mais gentileza — Colocar outro no lugar dele só por conveniência, não vai resolver as coisas.

Dei uma risada sarcástica.

— É isso o que você acha que eu estou fazendo? Me casando com Sebastian para o quê? Ocupar o lugar de Max? Me vingar dele? — perguntei, indignada. — Confie em mim, eu não dou a mínima para a existência de Max, se ele sumisse hoje da face da terra, amanhã faria um dia.

— Eu só queria acreditar que você não está cometendo um erro ao se casar com esse garoto. Queria acreditar que não tem nada por trás disso, mas eu não consigo. E a única coisa que me vem à mente é você tentando tapar um buraco que não deve ser tratado assim.

— O que te faz pensar que eu e Sebastian não somos real?

Percebi a armadilha no mesmo instante que a pergunta saiu da minha boca.

Meu pai já tinha exatamente todos os argumentos que ele usaria, estava esperando que eu fizesse aquela pergunta.

— Vocês mal se olham, se tocam quando é estritamente necessário. Não tem nenhum pingo de afeto entre os dois quando acham que ninguém está olhando.

Ele não estava falando nenhuma mentira, mas eu não entregaria o jogo tão rápido.

— Ah, por favor, nos vemos todos os dias de segunda à sexta na empresa, não há necessidade de ficarmos nos agarrando a cada cinco minutos. — Apontei para ele acusadoramente. — Além disso, nem acho que o senhor gostaria.

— Vocês estão a praticamente duas semanas de se casar e eu não vi você olhando para ele como costumava olhar para Max. Seu jeito de olhar para Maximus nunca mudou até vocês terminarem e vocês se conheciam desde a infância!

Levantei as mãos para o alto cansada.

— E voltamos a Max novamente. Voltamos a usá-lo como parâmetro.

— Porque você o amava! E todo mundo conseguia ver isso! Fazia sentido, era crível! Agora você anda por aí trocando olhares e sorrisos com o melhor amigo do seu noivo, enquanto ele estava tendo uma cena bem pessoal com a melhor amiga hoje de manhã.

Abri a boca e fechei algumas vezes.

É claro que meu pai perceberia tudo, claro que ele não deixaria nada passar.

— Olha, você já é uma mulher, Olivia. — ele continuou com a voz cansada. — Eu já sei disso, sua mãe sabe disso. Só não quero que se prenda em um relacionamento que vai receber menos do que o amor e a atenção que você merece só porque é o que esperam que faça. Estou ciente que não deve ter sido fácil toda a situação do passado, mas não deve acreditar que merece um homem que faça menos do que te venerar. Sebastian não é o homem para você.

Meu pai me olhou esperando alguma revelação, alguma dica de que eu concordava com ele ou que ele estava certo. Que Sebastian não era o cara para mim.

Mas ele aceitaria muito menos e ficaria fora de si se descobrisse que todo aquele teatro era para burlar uma regra de empresa.

Então apenas respirei fundo e o olhei:

— Aprecio de verdade sua preocupação, pai. Mas eu...eu amo Sebastian e sei que ele me ama também. Está tudo bem, sério. Só estamos cansados da rotina, mas eu te garanto que sou a mulher da vida de Sebastian e vice-versa.

O senhor Sartori soltou o ar pelo nariz e seus ombros caíram.

— Se você diz... mas use esses dias para pensar direitinho sobre a decisão de vocês, está bem?

Assenti com a cabeça.

— Estou dispensada?

Ele confirmou, mas quando eu estava prestes a virar a fechadura ele me chamou novamente.

— Você não vai nem perguntar o que eu vi entre ele e a loirinha?

Dei de ombros.

— Provavelmente, o senhor entendeu tudo errado. Eu confio no Sebastian.

— Eu não confio em você.— disparei para meu falso noivo, logo após ele explicar o que tinha em mente para mudar o pensamento dos meus familiares a respeito de nós dois.

— E é por isso que as coisas não estão dando certo. — Ferrante rebateu.

Estávamos caminhando pelo parque menos visitado da cidade.

As poucas pessoas que estavam ali eram crianças aprendendo a andar de bicicleta e casais procurando privacidade em uma cidade que não oferecia nenhuma.

Parque dos Apaixonados, era como chamavam.

— Eu não estou pedindo nada demais para você. Não sei se você esqueceu, mas eu te disse que essa não é a primeira vez que estou em relacionamento de mentira, já ajudei muitas amigas.

— "Ajudou". — Fiz aspas com os dedos.

— Sim, ajudei. De diversas formas, mas ajudei. Eu não tenho culpa se no final as coisas ficavam um tanto complexas entre nós, mas elas concordavam em confiar em mim e por isso nossa mentira dava certo. —ele explicou, enfiando as mãos nos bolsos da sua bermuda. — Eu sei como agir apaixonado, sei como deixar alguém com ciúmes. Só preciso que você me dê carta branca e não me olhe como se não acreditasse em nenhuma das palavras que saem da minha boca.

— E por que você tem que estar no controle da situação e eu tenho que estar no escuro?

— Então é sobre isso? Você não pode ficar sem mandar em ninguém por cinco segundos?

Segurei o ossinho do meu nariz.

— Sério, esse foi o pior plano que eu já tive.

— Eu não posso discordar, mas já estamos dentro e vai ser muito feio se dermos para trás agora. — Sebastian argumentou. — Você não quer perder toda sua credibilidade, quer?

Torci a boca.

Continuamos andando e passamos por um casal de adolescentes atrás de uma das árvores, praticamente se engolindo.

— Está vendo? Ninguém vai ter dúvidas que eles estão juntos. — Ferrante provocou.

— Se você ousar me forçar a fazer algo daquele tipo, eu juro...

Sebastian riu, me interrompendo.

— Não vai ter uma pessoa que acredite no nosso amor incondicional enquanto continuarmos interagindo a um quilômetro de distância. Não sei que ideia você tem de relacionamento. Mas eu não sou assim. — Ele parou se virando para mim. — Eu sou de toque. — Sebastian ergueu a mão em direção ao meu rosto e eu dei um tapa nela, mas era apenas uma distração para ele enlaçar o outro braço na minha cintura e juntar nossos corpos. — Eu sou de sensação.

Sua voz soou baixa e grave, nossas testas estavam quase unidas.

— Pare com isso. — Não era minha intenção minha voz sair num sussurro sem fôlego como aconteceu.

— Tem uma velhinha muito interessada na gente desde que colocamos o pé nesse parque.

Sebastian fez um gesto imperceptível com a cabeça e eu virei o rosto discretamente para ver sobre o que ele estava falando.

A senhora Sonia realmente estava quase se pendurando numa árvore para nos observar.

Sebastian deu um beijo na minha bochecha e eu paralisei.

— Está vendo? — ele disse contra a minha pele. — Isso não pode acontecer. Eu e você sabemos da repulsa que sente por mim, mas ninguém de fora pode saber.

— Eu...eu não...sinto repulsa de você. — declarei tentativamente, mas se Ferrante me ouviu, não deu a mínima.

Ele apenas se afastou e segurou a minha mão para continuarmos andando.

— Finja que eu sou o príncipe encantado que você sonha todas as noites. — fiz uma cara feia — Sei lá, finja que eu sou o Geralt sem camisa dentro da banheira. — Não consegui segurar a risada. — Ou melhor, finja que eu sou Harry Styles cantando o solo de What Makes You Beautiful a cinco centímetros do seu rosto.

Franzi a testa, ainda rindo.

— Eu não faço ideia do que você está falando. Harry Styles não é aquele cara que está fazendo um filme horroroso atrás do outro?

— Sério, isso é um absurdo. É um ultraje. Minha suposta futura esposa não sabe nada sobre One Direction!

— Estou brincando, eu pelo menos já ouvi falar deles, mas não acompanho, só isso. Ou acompanhava...eles se separaram, não foi?

Sebastian jogou a mão que não estava grudada na minha para o alto.

— Das desgraças você sabe! Mas não se preocupe, essa noite eu vou consertar isso.

Estreitei os olhos.

— O que tem essa noite?

— Essa noite nós vamos ter o nosso primeiro encontro.

✥✥✥

Notas finais
Heeyyy, meus amores! VOCÊS QUEREM MOMENTOS DELES E VCS TERÃO (eles sozinhos, num encontro, falando um pouco sobre si mesmos.... eu to arrepiada), mas por enquanto, só domingo shashuashuasuh julie fala e eu fico com sono...alguém mais? Agradecimentos Especiais para: Jéssica Matos e Makita que comentaram/favoritaram/estão acompanhando a história! é um prazer ver você por aqui ♥ espero que estejam gostando Não se esqueçam de comentar o que estão achando, deixar aquele votinho básico e compartilhar a história com os amigos ♥ ATÉ DOMINGO!! ♥ bjinhos bora me seguir e surtar comigo em outra rede? twitter: @ whodat_emmz ou @ emmieedwards_ instagram: @ emmiewrites