Contratada para Amar

13 Capítulo XII - Desicions


Notas iniciais
Me desculpem a demora! Eu estava sem ideias para fanfic nenhuma e isso incluía a CA, então agora que consegui encontrar uma brecha em meu bloqueio, escrevi antes que ele aparecesse mais forte que nunca kkk espero que gostem.

Capítulo XII — Decisions

Lana Walker

Um mês se passou desde que deixei o apartamento de Marco e desde então não temos nos falado, nem nos visto. Estou morando com Vitória em sua casa e trabalhando no bar onde Vitória me conseguiu um emprego de garçonete e tenho me virado.

— Lana, você está bem? — ela me perguntou de repente.

— Estou, por quê? — indaguei sem entender o motivo da pergunta.

— Porque você está colocando a vodka em uma caneca. — indicou com o queixo, e quando olhei eu realmente estava colocando a vodka em uma caneca que usávamos para colocar chocolate quente. — Ai meu Deus!

— Onde está com a cabeça? — perguntou indo e pegando um copo para me dar e jogando o líquido da caneca na pia, lavando-a em seguida.

— Não sei. — confessei preocupada.

Eu nunca havia ficado daquele modo, distraída com tudo. O que será que estava acontecendo comigo? Eu não estava bem, não estava nada bem.

— Aqui está sua vodka. — levei o copo até a mesa.

— Mas eu pedi chocolate quente. — a mulher olhou-me confusa.

— Nossa! Desculpe-me, já trago seu chocolate quente. — voltei para o balcão e encontrei Vitória — Ela queria chocolate quente. — disse-lhe.

— Ai meu Deus! — riu — Você está ótima hoje, não?

Ela colocou o chocolate quente na caneca e virou para mudar de música, ela colocou a música “Infinity” do Guru Josh, e então mesmo instante, como um flash a imagem veio em minha mente.

Aquela era a música em que tocou no dia em que Marco e eu dançamos pela primeira vez juntos. Eu nunca havia me divertido tanto que nem naquela noite… Eu sentia falta dele, não poderia negar. Não queria, mas eu sentia muitas saudades.

(...)

— É completamente normal sentir falta dele, só não é para tanto. — riu Vitória após eu contar a ela.

— Concordo com você, eu estou ficando pirada, isso sim!

Marco Smith

Um mês. Um mês que Alana havia ido embora do meu apartamento e há um mês eu vivia completamente sozinho e sem dar risada de nada, nem os episódios de “Two and Half Man” me faziam rir. Não havia piada que me fazia sorrir…

Eu nunca fora daquele jeito, o que estava acontecendo comigo? O que essa garota tinha para me deixar tão mexido assim? Com tanta saudade, sentindo falta dela em tudo que eu via? Na cozinha porque ela cozinhava bem, no banheiro porque ela sempre deixava a escova de cabelo na pia, no meu quarto porque ela sempre ia me acordar, no quarto que era dela porque em qualquer parte eu poderia vê-la dançando, cantando, dormindo, ou apenas sentada em um canto como fazia para ver as estrelas no céu…

Eu realmente sentia falta dela, mas isso era algo que eu guardaria apenas para mim.

— E ela simplesmente sumiu? — meu pai havia aparecido em minha casa, e quando lhe disse que Lana e eu havíamos “terminado” ele quase pirou. — O que você fez para ela sumir assim, sem dar nenhuma notícia?

— Eu? Não fiz nada! — protestei.

— Marco, eu te conheço, você deve ter sido muito grosso com ela para que lhe desse as costas deste modo. — avisou — Eu aposto que ela teve total razão para sumir assim, assim como aposto que sente falta dela.

— Eu? Sentir falta de quem? Da Alana? — dei uma gargalhada sarcástica — Só pode estar brincando, não é? Eu estou muito bem sei ela.

— Qual é Marco, pode até mentir para mim, mas não pode mentir para você mesmo. Você mudou depois que conheceu Lana e mudou para melhor. Aquela garota é preciosa e não pode perdê-la assim, porque quando se arrepender vai ser tarde demais. — avisou-me — Eu nunca vi você tão feliz como quando estava com ela, você até parecia outra pessoa. E quer uma prova de que ela te mudou?

— Estou precisando de uma, pois não notei essa “mudança”. — fiz aspas com a mão.

— Essa conversa que estamos tendo. Nunca teria durado tanto se a tivéssemos antes de conhecê-la. — comentou, e tenho que admitir que era verdade, após a conversa que tivemos no dia em que contei o motivo por tratar meu pai daquela maneira, ela me disse coisas que mudou minhas atitudes com ele.

— Tudo bem, eu tenho que concordar com você nesse aspecto. Mas, não concordo que ela esteja me fazendo falta.

— Pode até não concordar, mas sei que no fundo só você sabe o quanto essa saudade doí.

— Não, saudade não doí. — retruquei.

— Não é? Vou escrever “saudade” em um tijolo e jogá-lo na sua cabeça para ver o quanto saudade doi. — rimos com aquilo, eu não me lembro da última vez em que ri com meu pai enquanto conversávamos — Mas, estou falando sério Marco. Uma vez deixei uma pessoa ir e não sabe o quanto me arrependo disto.

— E porque não foi atrás? — perguntei como se aquilo fosse uma coisa obvia para se fazer.

— Essa pessoa era a sua mãe. Eu não deveria ter deixado-a entrar naquele avião com a gente. — confessou — Não deixe que Lana entre em um avião que possa cair e nunca mais voltar para você, Marco. Corra atrás dela.

— Mesmo que eu quisesse, não conseguiria. Eu nem sei onde ela está, não sei onde encontrá-la.

— Sabe sim, bem no fundo você sabe. Então tome as decisões certas, ao menos uma vez.

Não sei se conseguiria encontrá-la, eu não se lembrava de lugar nenhum em que ela pudesse querer ir e que eu já tinha ido com ela. A não ser…

— Claro! Como não pensei nisso antes? — disse em voz alta.

— Não lhe disse? — riu meu pai — Agora levante essa bunda do sofá e corra atrás da mulher que você ama.

— Obrigada pai! — sorri parado em sua frente, indeciso se dava ou não um abraço nele.

Mas então ele abriu os braços para mim e como uma criança que não vê o pai há anos, abracei-o tão forte que poderia ter quebrado os ossos dele se eu fosse um pouco mais forte. Ele tinha razão, Lana havia me mudado e mudado muito.

— Agora eu preciso ir até o Empire Stade.

Lana Walker

— Aonde você vai? Já está ficando tarde. — Vitória perguntou — E do jeito que está você vai se perder.

— Engraçadinha. — fiz uma careta para ela. — Para onde eu vou não tem como eu me perder, ok?

— E aonde você vai?

— No Empire Stade, preciso pensar um pouco.

Notas finais
Espero que tenham gostado e que deixem comentários!