Contratada para Amar

17 Capítulo XVII - Marry me!


Notas iniciais
Novamente sem banner T.T I'm sorry! Mas, o capítulo está ai, e é o que importa kkk

Marry me?

Marco Smith

Depois daquele acontecimento eu fui para o meu apartamento e nem me dei ao trabalho de levar as compras para cima, depois pediria para alguém levar para meu apartamento. Estava passando pela portaria com o pensamento longe.

– Senhor Marco? Está tudo bem? – James me perguntou.

– Melhor impossível. – respondi mecanicamente.

– E a Lana, ela não veio com o senhor? – indagou procurando-a.

Eu então olhei para ele, como se houvesse acabado de notar sua presença ali. Abri a boca para responder, mas desisti no meio do caminho e sentei-me no sofá que tinha na entrada, ele veio até mim e sentou-se ao meu lado.

– Ela foi embora de novo, não foi? – perguntou retoricamente – Mas, não se preocupe, todo mundo sabe que ela o ama... Bem, quando digo todo mundo quero dizer eu e seu pai. – riu sem graça.

Eu apenas olhei para ele, sem emoção alguma.

– Ok, você não quer falar nada. Mas, eu posso dizer. – respirou fundo e continuou — A Alana pode ser desse jeito estourada, durona, mandona e... Bem, tudo o que ela é. Mas, sabe senhor Marco, ela é apenas uma garota sensível que tem medo de ser machucada de novo como já foi no passado. – olhei para ele perguntando-me se ela já havia contado para ele sobre seu passado, mas como se ele lesse meus pensamentos respondeu – Ela nunca me disse nada, mas eu faço faculdade de psicologia e sei que para ela ser assim só pode ter ocorrido algo no passado. Ela só precisa de um tempo e logo vai voltar, mas quer um concelho?

– Nunca achei que diria isto, mas sim.

– Não deixe que ela volte, vá até ela primeiro.

– Mas ela disse para eu deixa-la em paz. – contei.

– Mas foi da boca pra fora. Aprendi com minha namorada que “Me deixe em paz” significa “Venha atrás de mim”. – piscou para mim.

– Não sabia que namorava.

– Senhor Marco, com todo respeito, há várias coisas que o senhor não sabe sobre mim. – riu fraco – Agora, me desculpe, mas preciso voltar ao trabalho.

Fiquei mais um tempo ali sentado refletindo sobre o que ele havia dito e percebi que, além de ele ser uma ótima pessoa e não precisar ter ciúmes dele, eu não poderia dar as costas para Lana. Não agora.

Precisava ir atrás dela. Mas onde ela estaria? Ela saiu com aquele filho da puta para sebe la Deus onde, como eu poderia acha-la? O jeito era pensar. Subi ate meu apartamento, tomei um banho e troquei de roupa, pensei em comer alguma coisa, mas estava sem fome. Eu tinha que encontra-la, de qualquer jeito, não podia mais ficar sem ela. Onde ela estava agora, só podia imaginar um lugar, mas la era muito obvio. Mas não custa tentar, só tinha que passar em lugar antes.

Peguei a chaves do carro, e desci pelas escadas mesmo, estava eufórico. Assim que cheguei a portaria, James me olhou confuso.

– Vai atrás dela senhor?

– Marco, me chame de Marco. E sim eu vou atrás dela, e...você vai saber -abri um sorriso de “ oi eu tenho 32 dentes” para ele, que gargalhou alto.

–Já imagino o que seja, então, boa sorte.

– Obrigado.

Sai quase que correndo do prédio, acelerando até demais com o carro me sentindo o próprio Torreto, só que mais feliz e mais motivado... e com cabelo, é claro. Parei em uma loja e comprei o que precisava, era perfeito para a ocasião, voltei a correr pelas ruas de NY.

Cheguei ao Empire State em menos de 15 minutos. Subi até a cobertura correndo, pelas escadas mesmo, rezando a Deus para que aquele fulaninho não estivesse ali. Cheguei a porta e respirei fundo, tanto para recuperar o folego, quanto para tomar coragem. Abri a porta cautelosamente.

Lana estava sentada no chão, olhando pra frente, e mesmo de longe podia ouvir seus soluços. Aproximei-me lentamente e sentei ao seu lado olhando para frente também.

Ficamos em silêncio pelo que me pareceu uma eternidade, até que Lana quebrou esse silêncio.

– Marco eu ... – ela fez uma pausa e se virou olhando diretamente pra mim. Seus olhos estavam vermelhos e molhados, a pontinha do nariz também estava vermelha, mas ainda sim ela era linda. – Eu ...eu ... me desculpe!- as lagrimas voltaram a escorrer em seu rosto, o que me fez querer chorara também – Eu não queria te tratar daquela forma, me desculpe.

Ela soluçava e tremia. Eu não aguentei mais, e a abraçei, Lana se agarrou a mim como se fosse cair. Fique um tempo assim com ela, afagando seus cabelos macios até que ela levantou a cabeça indo até meu ouvido.

– Você me desculpa? – ela perguntou de novo, só que agora sussurrando, e me deixando arrepiado.

– Meu amor, não tem o que desculpar, está tudo bem. Nós dois erramos, eu devia ter visto que não era um dia fácil para você. E quanto a Jes...quanto aquela garota, sabe, você estava certa. – Lana se soltou de mim e me fitou confusa – Eu também quase morri de ciúmes quando aquele fulaninho saiu do estacionamento com você. – fiz uma careta ao me lembrar desse triste episódio.

Lana deu uma de suas gargalhadas altas, eu tive que rir com ela. Ela foi parando de rir aos poucos, dando um lugar a um pequeno sorriso.

– Amor, não precisa ter ciúmes do Alejandro, ele já tem uma namorada, e por sinal foi ela quem me trouxe aqui, por que ele precisava trabalhar. Ela é uma ótima pessoa, e nos chamou para um encontro de casais.

– Sei....namorando ou não quero que ele saiba que você é minha – disse puxando-a de novo para mim e beijando seus lábios. Só nessas poucas horas sem ela, já sentia uma falta enorme de beija-la. Terminamos o beijo em selinhos – E para provar isso pra ele, nós vamos a esse jantar.

– Nossa, eu tinha certeza de que você recusaria – Lana me disse me dando mais um beijo.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas eu tinha coisas a tratar com essa garota. Parei de beija-la, e me levantei trazendo-a comigo.

– O que foi? — ela perguntou meio confusa.

Era agora ou nunca. Segurei sua mão, até pensei em me ajoelhar, mas na ultima vez, ela riu de mim descaradamente, então nem rola, ia ser em pé mesmo. Respirei fundo.

– Lana, quando você chegou na minha vida, as coisas foram confusas, mas ...você me conquistou, sabe, esse seu jeito durão de quem não da o braço a torcer, é simplesmente...incrível – lagrimas já escorriam pela sua face enquanto um pequeno sorriso se formava no canto de sua boca – Eu me apaixonei por esse seu jeitinho, pelo seu sorriso, pelo seu olhar e por tudo mais em você. Por você eu mudei totalmente, mas para melhor. Eu te amo, e quero passar o resto da minha vida ao seu lado, para sempre. Então....Alana Walker você aceita se casar comigo, e ser minha para sempre?

Lana estava com os olhos meio arregalados, e por um momento pensei que fosse recusar, mas ela deu aquele sorrido de 32 dentes dela e me abraçou pelo pescoço.

– Sim, eu aceito – ela sussurrou, para depois me beijar.

– Mas só pra constar – ela falou entre selinhos – Essa história de “ Lana eu estou perdidamente apaixonado por você”- ela falou em uma tentativa de imitar minha voz — Foi ridícula!

Lana, sempre será Lana! Mas agora, mas do que antes, a minha, e só minha, Lana para sempre.

Notas finais
Beijos e espero que tenham gostado