Contrasting the love
1 Capítulo 1 -Conhecendo
Notas iniciais
Não acredito! Os três meses passaram voando!
Gianne era nova na cidade, seus tios se mudaram não havia nem três meses, mais ao chegar ela se trancou no quarto e só saia dele para comer e dormir, não conhecia nada no bairro e muito menos como se chamava sua nova escola.
Na antiga escola onde estudou Gianne se envolveu com uma galera da pesada começou fumar, se drogar escondido e ate roubos ela chegou a realizar. Os pais de Gianne morreram em uma batida que ocorreu durante a viagem deles para Machu pichu, eles não sobreviveram aos ferimentos que foram muito graves enquanto ela ficou muito mau no hospital porem conseguiu sobreviver.
Gianne nunca superou a morte dos pais e a única forma que ela encontrou para tentar afastar um pouco a dor foi as drogas. Seus tios tentaram de toda forma ajuda-la, porem Gianne afastava todos que tentavam se aproximar família amigos, namorado. A garota amável ,querida, tranquila se tornou amargurada, agressiva e insultava todos que se aproximava. Não aguentando mais ver a sobrinha se matar sua tia Nariane a colocou a forca em um centro de recuperação para menores.
Gianne sabia ou ao menos tinha consciência que o que a tia fez foi pelo bem dela, porem quando estava longe das drogas à dor e a culpa pela morte dos pais a afligia ainda mais, a relação dela com os tios nunca foram as melhores porem depois que eles a forcaram ir para o centro de reabilitação e ainda a levaram para outra cidade do outro lado do país a relação deles apenas pioraram. Gianne falava apenas o necessário com a tia e qualquer tentativa de estabelecer um dialoga logo era destruído com o silencio mortal de Gianne.
CAPITULO 1
Gianne acordou com o celular despertando debaixo do travesseiro. Ela não podia acreditar que já ia começar na nova escola, escola que ela nem imaginava onde ficava nem como se chamava. Gianne levantou-se totalmente desanimada, mais não desanimada em ir para a aula, desanimada de viver, ela só queria deitar novamente e dormir pelo resto de sua vida. Mais infelizmente não podia ser assim, ela precisou fazer uma promessa para os tios antes de sair do centro de reabilitação, ela prometeu que tentaria começar de novo, tentaria começar uma nova vida. E ela ia tentar, ao menos fingiria, pois se falhasse os tios a recolocaria lá, e aquele lugar era um inferno.
Gianne desligou o chuveiro, embrulhou-se na toalha e olhou-se no espelho. Estava tão diferente, ela costumava ser uma das garotas mais linda do colégio com o cabelo longo e preto e a pele branca que herdou da mãe, os olhos azuis e o nariz perfeito que herdou do pai fazia com que sua autoestima ficasse lá no auto, se sentisse linda; Hoje olhando no espelho todas as características que a deixavam orgulhosa só trazia tristeza, durante sua fase drogada Gianne havia pintado seu cabelo de vermelho fogo, porém o comprimento permanecia o mesmo. Sem pensar duas vezes Gianne abriu a gaveta do armário do banheiro tirou um tesouro, juntou o cabelo m um rabo de cavalo e sem pestanejar, o cortou. Pegou o cabelo cortado e sem olhar jogou dentro da lixeira. Seu cabelo havia ficado na altura do pescoço, agora a única coisa da antiga Gianne que restara era os olhos, mesmo assim porque não podia realizar uma cirurgia para troca-los.
Gianne foi ate o guarda roupas e tirou o uniforme do colégio que sua tia havia comprado há dois dias. Como não sabia qual Gianne usaria sua tia comprou a saia, a bermuda e a calca do colégio. A antiga Gianne usaria com certeza a saia curta, porem essa nova Gianne só queria algo que a cobrisse e escondesse quem ela era, por isso escolheu a calca preta, pegou a blusa branca do colégio o colete vermelho e um lenço ridículo preto de amarrar no pescoço e vestiu. Gianne precisava concordar que ao menos o uniforme era bonito. Foi ate a sapateira para escolher algo para usar, foi ai que se deu conta que todos os sapatos que tinha eram de salto alto. Se fosse há quatro meses Gianne colocaria o salto mais alto e fino que tivesse, porem agora ela queria algo baixo e confortável. Revirando todo o quarto ela encontrou uma bota cano curto de salto baixo que ela nem sabia que existia porem era melhor do que usar os saltos agulha.
Gianne soltou os cabelos passou um pente por cima e nem olhou como estava, e dai se estava ruim, ela não importava, ela não queria que ninguém a olhasse, ela só queria ficar em paz, por isso não passou maquiagem nem nada, pegou apenas sua bolsa colocou alguns cadernos e lápis dentro, desceu as escadas e deu de cara com sua tia.
“Anne venha tomar café, é seu primeiro dia de aula é bom que esteja bem acordada e, além disso, preciso falar sobre sua nova escola... – Sua tia disse”.
Sem nem olhar pra cara da tia ela murmurou algo como “estou atrasada” e saiu pela porta.
“Droga!”
Anne pensou em voz alta, não sabia a merda do endereço da escola, mais não tinha problema, afinal ela tinha um celular o que não se encontra pela internet? Só tinha mais um problema ela não conhecia nada na cidade. De repente um carro freia ao lado dela.
“E ai gata, me chama de carrapato e me joga na parede” quem disse isso foi um moreno com os olhos pretos que estava dirigindo um carro prata.
“Cala a boca Josh, você vai assustar a garota, então meu nome e Patrick, moro a umas duas casas da sua, vi quando você se mudou, você é nova não conhece nada da cidade, não quer uma carona ate o colegio? — E estendeu à mão, Anne olhou para a mão do garoto e sem nem olhar para a cara dele respondeu.
“Não.” E continuou andando.
“Opa, opa, opa como assim não, você não saiu na rua desde que se mudou pra cá aposto que nem sabe chegar à escola e mesmo assim não quer uma carona?”
“Tenho cara de quem precisa de favor? Garoto se quer me ajudar vai pro inferno e me deixa em paz.”- Gianne respondeu já ficando irritada.
“Ok marrentinha, porem não tem como eu te deixar em paz, porque neste exato momento estou indo pro inferno e pelo seu uniforme estamos indo para o mesmo lugar, ou seja, estamos indo juntos para o inferno, de qualquer jeito basta você seguir essa rua direto, vire a terceira, pegue a avenida e siga reto, depois de uns 45 minutos vire à direita e chegou ao inferno, nos vemos lá... Se conseguir chegar a tempo”- Dizendo isso o garoto moreno arrancou o carro e antes de sumir de vistacolocou a cabeça para fora da janela e gritou: “boa sorteee” deixando pra trás um som de gargalhada...
“Pensando bem, eu poderia ter aceitado a carona” Gianne pensou.Já estava andando a mais de 15 minutos na avenida e nada do colégio aparecer, seus pês já estavam doloridos, e aquele uniforme quando suava ficava incomodando. Apos 45 minutos de caminhada em fim Gianne avistou um colégio enorme, preto e branco. Tinha que ser a escola dela, precisava ser. Gianne entrou no colégio, já não tinha ninguém nos corredores, as salas estavam fechadas e só se ouvia a conversa dos professores nas classes. De repente alguém chega por trás dela.
“Senhorita, o que faz fora da aula? Quer levar uma advertência no primeiro dia de aula?”
Gianne olha para trás e se depara com um cara alto, branco meio careca, com um olhar cansado aparentando ter uns 50 anos de idade e com uma voz fina e alta.
“Desculpa”... eu... eu... eu sou nova no colégio.
“Quer dizer que já esta atrasada no seu primeiro dia no colégio? Esses alunos já entram achando que o mundo gira ao redor deles”- E antes de ela pensar em responder ele já foi andando e falando-.
“... vamos ate a sala da diretora, eu não estava sabendo de nenhuma aluna nova, talvez ela se esqueceu de me dizer, o que e totalmente inadmissível...”.
Apenas o pensamento de precisar aguentar esse cara durante um ano falando na sua cabeça já fazia Gianne enlouquecer.
O careca parou em frente a uma porta dupla larga e escura, bateu duas vezes, e em seguida ouviu-se uma voz dizendo que podia entrar. Ele a deixou entrar primeiro e em seguida entrou fechando a porta com todo cuidado. A sala da diretora era enorme, com duas estantes, vários troféus, retratos de varias pessoas em momentos gloriosos, alguns eram ex-diretores, alunos e pessoas publicam que passaram por lá e deixaram suas marcas de alguma forma, era uma coisa totalmente admirável mais acolhedor, possui dois sofás, um maior e outro menor, e mais a frente havia uma mesa cheia de papeis, canetas, e um laptop, atrás da mesa havia uma moca com uns 30 anos no máximo, cabelos ruivos naturais, usando uns óculos bem elegantes.
A moca levantou os olhos dos papeis que estava lendo atentamente, olhou Gianne de cima a baixo e disse.
“O meu deus, não me diga que no primeiro dia de aula já tem problemas com os alunos Gregory.”
“Perdão senhora diretora por te incomodar... Mais e que essa e uma das alunas novas, e que aparentemente não veio ontem na chamada, porque o nome dela não consta na minha lista, e a senhora sabe que eu sou muito eficiente...” Antes q ele terminasse de falar a diretora cortou.
“Há sim”... essa e...?
“Gianne, meu nome e Gianne camello Posatti...”.
“Claro”! Meu nome e Clarisse e voce e uma das alunas internas...
“Internas”? Como assim? — Gianne perguntou abismada, ninguém havia dito nada sobre internato pra ela –
A diretora continuou como se não houvesse sido interrompida
““... então como estava dizendo Gregory a senhorita Gianne realmente entrou um pouco atrasada a tia disse que houve alguns contratempos, mais q ela viria assim que a aula começasse.
“Mais senhora diretora, os internos costumam chegar uma semana antes para organizar seus quartos, para realizarmos a contagem para os lanches, os cartões autorizadores, e principalmente a chave dos quartos”... — olhando Gianne de cima a baixo ele disse-... E essa aluna não trouxe nada com ela...
“Ai Gregory pare de colocar dificuldade, se o problema e as malas, a gente liga pra casa da tia e pede pra que ela mande o mais rápido possível, e em relação aos outros probleminhas, sei que você e eficiente o suficiente pra resolver, não e mesmo”?
Meio engasgado e tossindo Gregory respondeu:
“E claro diretora, posso resolver tudo.”
Gianne não tinha nem prestado atenção ao que a diretora estava dizendo ao careca, a única coisa que conseguia pensar era na palavra internato, isso não era possível como à tia dela não disse nada, ok que o mais de duas semanas direto sua tia havia tentando falar com ela e Gianne sempre ligava o som, cantava, batia a porta na cara dela... Porem ela deveria ter dito ,a ideia de ficar presa durante toda a semana em uma escola não era nem um pouco agradável.
“Gianne? Oie Gianne esta ai? Gianne Portella!
Gianne levou um susto e saiu do transe q estava.
“Oi desculpa, estava pensando sobre minhas malas”- Gianne respondeu com o sorriso mais falso que consegui dar.
“Então Gianne”- a diretora disse- O Gregory vai te acompanhar ate a sua sala, você já perdeu mais de 30 minutos de aula no seu primeiro dia, não e bom perder mais um pouco, Na hora do intervalo o Gregory também te entregara seu cartão autorizador para seu quarto e sua chave do armário junto com as regras da escola esta bom. Boa aula e bem vinda, qualquer coisa e só vim ate min.
Gianne agradeceu, pegando sua bolsa saiu da sala da diretora, Gregory sem parar de falar um minuto, a guiou por um corredor, em seguida subiu uma escada, q deu em outro andar da escola, em seguida entrou em outro corredor e parou em frente à terceira sala. Deu uma fraca batida na porta e já a abiu:
“Com licença professor, temos uma aluna nova um pouco atrasada”...
Dizendo isso Gianne entrou na sala com a cara queimando, odiava a sensação de todos estarem olhando pra ela, ainda mais quando todos realmente estão olhando pra ela...
“Bem vinda Gianne, meu nome e Francis, sou professor de historia, hum vamos ver onde você pode sentar... Naquele lugar atrás do Marcellus”.
Gianne olhou para o fundo, e a ultima coisa que ela esperava acontecer, aconteceu...
“Olha, olha Josh, e a marretinha”... Se tivesse aceitado a carona tinha chegado cedo...
Gianne fez uma cara de desprezo para o Patrick e caminhou ate a sua carteira e sentou.
Em menos de vinte minutos Gianne viu uma luz piscando acima do quadro e um som. Foi ai que Gianne saiu dos pensamentos e percebeu que não tinha prestado atenção em nada, e que o horário já havia acabado. Gianne juntou suas coisas, pegou seu caderno e já estava caminhando em direção à porta quando alguém esbarra nela deixando cadernos, lápis e livros esparramar pelo chão.
“Ai sorry”... desculpa... caramba desculpa mesmo... sou muito desastrada, mais também não sei por que carrego tudo na mão!
Sem olhar pra garota e com um pouco de raiva, pois seu caderno e seu celular também haviam caído, Gianne abaixou-se pra pegar também suas coisas.
“Não tem problemas, não estragou nada, alias acidentes acontece com todos não e.”.
Quando a garota levantou, Gianne reparou que ela tinha os olhos puxados, a boca fina e vermelha, a pele meio bronzeada, os cabelos negros e lisos; Resumindo ou ela era japonesa, ou coreana ou chinesa. Ela era linda com uma aparência carismática e convidativa.
“Você e a garota nova!... caramba no seu primeiro dia e eu já te dou uma trombada!”
Gianne precisou sorrir, a garota falava de um jeito tão sincero e sem maldade.
“Ok – ela disse sorrindo — meu nome e Mayumi, mais pode me chamar de May, e você deve ser a Giuana e isso”?
“não – Gianne disse rindo- Meu nome e Gianne, e pode me chamar de Anne”.
“Então Anne, meu horário agora e química e o seu?”
“Hã, bem... deixa-me ver...”.
Ainda bem que como de costume ela sempre colava o horário na capa do caderno, porque se não ela nunca lembraria onde havia colocado.
“... Química também" – Gianne respondeu –
“Que ótimo – May disse, já entrelaçando os seus braços no da Gianne – Então vamos juntas para a aula.”
Gianne invejava àquela animação toda, porque tudo que ela conseguia sentir era uma vontade louca de sair correndo, passar pelos portões, entrar em seu quarto e se meter debaixo da coberta.
Gianne gostava de química, ainda mais quando a matéria era ligações simples e covalentes, talvez por gostar da aula ela acabou rapidamente, o sinal tocou e antes que Gianne levantasse May apareceu ao lado dela.
"Vamos para o intervalo? Estou morrendo de fome!"-May disse fazendo cara de quem a dias não comia-
Gianne agradeceu pelo convite, a ideia de ficar sozinha no primeiro dia de aula não era nem um pouco animadora, ela se levantou pegou suas coisas e as duas foram juntas para o refeitório.
O refeitório era enorme, com várias mesas e em todas elas umas oito cadeiras, bem a frente se via o balcão para se servir, Amy guiou Gianne ate lá Havia uma variedade de alimentos, desde salada de frutas ate mingau. Gianne pegou uma maça, um iogurte, e alguns biscoitos. Enquanto Amy pegou apenas uma vasilha com sala de frutas e um copo com suco natural.
Amy levou Gianne ate uma mesa onde havia dois garotos e uma garota.
“E ai guys” – ela disse toda espontânea – “Essa e a Gianne, ela e nova no colégio e eu esbarrei nela e esparramei todo o material dela no chão no primeiro dia de aula “
Os garotos riram e uma loira, com os olhos grandes verdes, o rosto arredondado, cabelos na altura dos ombros meio ondulados disse:
“May querida à parte de ela ser nova e uma novidade, agora você esbarrando em todo? Não e nenhuma novidade- e riu com vontade- Bem, meu nome e Alejandra mais pode me chamar de Ale.
“ Meu nome e Carlo, sem o S no final” quem disse isso foi um garoto que estava sentado mais na ponta da mesa, ele era bem branco usando óculos enormes no rosto, meio magricela.
“Ele e o nosso nerd- May acrescentou, bagunçando o cabelo do garoto-.
“Eu sou o Sam, prazer.”
“Anne não repara o Sam, no começo ele e meio tímido mesmo, mais depois que ele se soltar você vai ver o atrevido e insuportável que ele e.”
Sam era bonito, com os olhos castanhos claros e o cabelo escuro, a pele levemente morena, e um sorriso encantador.
Assim que Anne sentou-se não pode deixar de reparar na mesa mais a frente deles, onde um grupo de uns sete garotos estava fazendo a maior algazarra, rindo de tudo e todos. Porem a atenção de Anne se prendeu em um garoto em especial, o tal de Patrick, o desgramado era bonito. Ele era um loiro com os olhos verde, mais um verde que chamava a atenção, um sorriso enorme, o queixo quadrado contrastando om o formato perfeito do rosto, era forte tinha a pele bem bronzeada, era o tipo de cara que fazia qualquer garota se apaixonar.
Ainda encarando Patrick Anne perguntou a May:
“E esse tal de Patrick? ele e gato, mais parece o tipo de cara que só tem merda na cabeça.
May sorriu e respondeu
“É você tem bom gosto, ele e muito gato, porem e muito galinha, pega todas e se a garota se faz de difícil, ela se torna o premio dele, ele não sossega ate conseguir ficar com ela”. -Ela disse soltando um suspiro – “Porque tão galinha não e? “Seria um ótimo partido”.
Anne ainda estava encarando Patrick quando ele olhou em sua direção e os olhos dos dois se encontrarão, rapidamente ela desviou o olhar e enrubesceu alguns segundo depois ela ouve sons de passos em sua direção, quando levantou os olhos ele estava diante dela.
Fale com o autor