Contraparte

18 Dezoito


Raquel caminhou pelo corredor familiar. Seus pés a guiaram para a porta 304, onde um simpático tapete dizia “bem-vindo”. Adentrou o apartamento com as sobrancelhas franzidas. Encontrou um ambiente pequeno, porém aconchegante; perfumado pelo cheiro de café fresco. A janela da sala dava vista para uma pracinha dominada por crianças. Uma voz ecoou nos ouvidos dela.

Esparso.

Esporas.

Esposar.

Seguiu para o quarto. Lá, deparou-se com um garoto que, concentrado, brincava de anagrama.

O choque do reconhecimento arrancou-a do sono. Suada, tateou a cama em busca do celular. Finalmente, algo bom aconteceu.

— Descobri onde o moleque está!

Notas finais
Palavra-chave: esposar