Vinte dias se passaram. No vigésimo primeiro, Bernardo recebeu uma notificação. Não o tão sonhado “correspondente encontrado”, mas o destom de uma data e hora marcadas para retornar à ANPS.

— Será que faltou algum documento? — indagou ele.

— Só se for o seu mapa astral — respondeu a mãe.

Encaminharam-se para a agência. Dessa vez, não houve espera. Foram conduzidos diretamente para uma sala. Lá, um homem de expressão severa os recebeu.

— Bernardo Campos Silva?

— Sou eu.

— Eu me chamo Emanuel. — Cumprimentou-os com um aperto de mão. Rápido. Firme. Impessoal. — Sou investigador da polícia.

— Polícia?

— Precisamos conversar sobre sua contraparte.