Contradições
20 Sabotagem
Notas iniciais
Contradições
by Amanur
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Capítulo 20
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Deus foi muito esperto quando decidiu que não deveria dar poderes a nós, humanos. Por que se eu tivesse algum deles em minhas posses, teria causado uma catástrofe calamitosa por todo o planeta, com toda a raiva e fúria contida no meu minúsculo corpinho. Mas como a única coisa que eu podia fazer para descarregar todo aquele sentimento ruim que me consumia era sair dando chutes e pontapés nas coisas, eu não poupei esforços nenhum para fazer isso.
— Eu não vou me divorciar! — anunciei, assim que larguei a minha bolsa sobre a minha mesa, no dia seguinte, chutando a minha cadeira e mesa.
Naruto e Karin me olharam como se eu fosse uma criatura de outro planeta. Mas eu tinha me decidido. Eu não iria me divorciar!
— Gente... — Karin murmurou — A coitada enlouqueceu de vez! — como se estivesse chocada.
— Com licença... — e Naruto ainda se aproximou de mim e ergueu a minha saia. Mas antes que chegasse à calcinha, lhe dei um tapão na mão, o afastando — Eu preciso descobrir onde você escondeu a verdadeira Sakura, ora bolas! — concluiu.
— Muito engraçado. — resmunguei — Na verdade, cheguei à conclusão de que se me divorciar do Sasuke, eu estarei ferrada.
— Ok, conte para a tia Karin como você chegou a essa conclusão, querida! — Karin quis saber, forçando a voz, como se falasse com uma criança.
Revirei os olhos.
— É irritante, mas me dei conta de que o Sasuke estava me alertando sobre isso o tempo todo! Desde o início aquele filho da puta me tem na palma de sua mão, e não o contrário!
— Hein?
— O divorcio dele com a loira mocréia! Custou horrores, e ela conseguiu tirar quase todo o dinheiro dele! E ontem ele me deu uma indireta, dizendo que conhece os seus direitos, e o meu apartamento agora era dele também por que estamos casados! Isso é um aviso de que ele fará o mesmo comigo! E se ele descobrir que estou sem o dinheiro que lhe devo, é capaz de ele ainda me colocar à venda no mercado negro, de tráfico de pessoas.
Naruto riu.
— Sakura, querida, o Sasuke não vai fazer isso. Ele não é esse tipo de pessoa! — ela me disse.
— Você não conhece ele.
— E você conhece?
— É claro que não. Por isso mesmo não duvido de suas capacidades. — era tão lógico que não fazia sentido ela me perguntar aquilo.
Pode ser um erro fatal subestimar a capacidade das pessoas. Por que é justamente quando menos esperamos, que eles dão o bote pelas nossas costas. Então, disse a mim mesma que manteria um olho aberto na frente, e outro atrás (sem interpretações, por favor).
É claro que eu ainda estava furiosa com o que havia acontecido na noite anterior, no modo como ele me usou. Realmente, ele era melhor do que o irmão, inclusive no quesito de me fazer me sentir estúpida.
Eu nunca pensei que eu pudesse um dia realmente dizer isso, mas eu queria vingança. Vingança do mais doce néctar que alguém poderia colher de um jardim!
— Eu vou fazer aquele filho da puta ficar caidinho por mim. Vou fazer ele rastejar aos meus pés, e lamber dedinho por dedinho, dizendo que me ama. E quando isso acontecer, aí, sim, vou dar um pé na bunda dele com um divórcio. Vou fazer ele dar de cara no chão. Mas enquanto ele quiser o mesmo que eu, isso não vai acontecer! — eu disse.
— Sakura, Sakura, Sakura... Você está brincando com fogo! — Karin me alertou.
— Eu não me importo. E essa, minha amiga, é o meu verdadeiro eu! Eu não me importo! — dei de ombros — Não me importo com nadinha! Nadinha mesmo!
Naruto riu. Outra vez.
— Qual é a graça, palhaço? — indaguei.
— Na verdade, estou rindo para não chorar. Por que se você tivesse se casado comigo, NADA DISSO TERIA ACONTECIDOOOOOO! — berrou indignado.
Pela segunda vez do dia, eu nunca pensei que eu pudesse um dia realmente dizer isso, mas eu concordava com aquele fedorento. Provavelmente teria sido muito melhor se eu tivesse me casado com ele.
Ou não.
No horário de almoço, fui no setor em que deveria levar os meus documentos para validá-los, além de precisar prestar uma pequena entrevista com uma moça que deveria fazer um check-up das informações que ela deveria ter em mãos ao meu respeito.
—... Então você tem um emprego fixo e uma moradia fixa aqui? — me perguntava.
— Exatamente.
— E você já os tinha antes de se casar?
— Sim.
— Você e seu marido têm filhos?
— Deus me livre! Não.
— Algum imóvel partilhado?
— Não.
— Hehe, mas agora tem! — deu um sorrisinho — Seu passaporte está ok, e o seu visto permanente será enviando por correio em poucos dias.
— Obrigada. — resmunguei entre os dentes.
— Só mais uma perguntinha, Sakura...
— Diga.
—É verdade que você estava mesmo saindo com o Itachi, mesmo depois de noivar com o irmão dele, esse tal de Sasuke?
Peguei minha bolsa, e saí batendo porta soltando mil e uma pragas para aquele cabeludo.
E foi exatamente o que eu fiz: fui marchando direto até a sala dele, escancarando a porta sem me importar com formalidades, praguejando.
— Que as pulgas de mil camelos do deserto do Saara infestem o meio das suas pernas, e que os seus braços encolham e fiquem curtos demais para se coçar, seu filho da mãe! Você espalhou para todo mundo que eu estava saindo com você, não foi? — indaguei irritada.
Ele se fez de surpreso com a minha ousadia, levantando os olhos dos papéis que tinha sobre a mesa. Pacientemente, pousou sua bonita caneta de prata de lado, e cruzou as mãos sobre os papéis, me encarando.
— Não sei do que está falando. Nós nunca saímos para lugar algum.
Estreitei meus olhos.
— E eu achando que você não gostasse de sarcasmos. Há-há. Primeiro a Temari, e agora aquela moça dos coques na cabeça?! Achei que você quisesse descrição! Não me interessa com quem você se deita ou deixa de se deitar, Itachi. Não me importa se você conta das outras vadias com quem se deita para os outros ou não, mas sobre nós dois, Itachi, eu gostaria que você mantivesse o bico calado!
Ele sorriu de canto, meio enigmaticamente. Mas com aquele olho inchado e preto, ele parecia um vilão de um filme muito ruim.
— Sakura, Sakura, Sakura, Sakura... — e então, ele arredou sua cadeira estofada, se levantou, e, com as mãos nos bolsos de sua calça, veio caminhando em minha direção — Você fez um péeeeeessimo negócio se metendo com a minha família. E não digo somente por mim. O Sasuke também é da família, não se esqueça disso.
— O que quer dizer com isso? — estreitei os olhos, outra vez — Você é mesmo um vilão, não é?
— Hein? Claro que não! Só não sou uma pessoa tão confiável quanto sua inocente cabeça tinha imaginado. Afinal de contas, se há alguém no mundo em quem você confie, Sakura, te aconselho a rever seus conceitos! E vai por mim, este é o melhor conselho que alguém poderia te dar.
— Claro. Suponho que você tenha contado ao Sasuke sobre nós também.
Ele deu de ombros.
— Bom, inexplicavelmente, em algum momento de nossa conversa, o assunto foi parar nessa questão, sim, eu confesso. Mas se eu soubesse que isso iria magoá-lo tanto, juro que não teria dito nada. Achei que ele estivesse acostumado, sabe? Por causa da sua primeira mulher... Mas acho que me enganei. — disse, maldosamente.
— Seu crápula! E eu achava que você era uma pessoa decente! — murmurei indignada.
— Mas eu sou decente. Eu ajudo pessoas idosas a atravessar a rua, separo o lixo de casa, e ainda ajudo com uma boa quantia em dinheiro uma instituição. Apenas dei com a língua nos dentes sem querer! Como acontece com qualquer pessoa normal, sejamos francos. Não leve isso para o lado pessoal, Sakura. Nada disso tem a ver com você! São apenas questões familiares... Probleminhas que eu e ele temos a resolver.
— Então, não me envolva nos seus “probleminhas” familiares, Itachi!
— Mas não se esqueça de um detalhe, minha cara. No momento em que você se casou com ele, automaticamente, você se envolveu com a nossa família. E, agora, você é da família.
Quase rosnei de raiva.
Ao perceber que eu não havia gostado nem um pouco do caminho em que aquela conversa estava tomando, ele suspirou pesadamente, e voltou para a sua cadeira. Olhou para os papéis a sua frente, meio pensativo, e, de repente, tirou da gaveta de sua mesa uma carteira de cigarros e acendeu um. E ele ainda tragou aquela fumaça fedorenta como se tivesse tendo um orgasmo. E um dos bons.
— Faz tempo que não fumo. — explica — Aceita um?
— Tsc! — virei a cara para ele, e me fui pelo corredor por que não aguentava mais olhar para a cara de fuinha dele.
— Até mais tarde, no jantar, Sakura! — ele ainda me diz.
Fiquei fervendo de raiva. Fervi tanto que poderia cozinhar um ovo na testa e, ironicamente, não consegui botar nada dentro do estômago, com toda aquela raiva que ainda se acumulava dentro de mim. Tudo o que eu poderia fazer era sentar, e tentar me concentrar no meu trabalho, antes que o estresse me arrastasse para o fundo do poço.
— Já te contei que comprei um vibrador para mim?— a Karin resmunga, de repente, depois que voltou do almoço. — Comprei um daqueles com formato de pênis, com vinte e um centímetros de altura e quatro de espessura. Uma delícia!
Naruto deu uma risadinha sarcástica.
— Suigetsu, Suigetsu... — o idiota murmurou — Eu sempre desconfiei daquele pé pequeno.
— Falando nisso, vi o pau do Sasuke!— resmunguei, rangendo os dentes de raiva.
Ela veio correndo, empurrou o Naruto para fora da sua cadeira, e sentou ao meu lado com seus ouvidos antenados na fofoca que, para ela, poderia ser a do ano. O loiro ficou resmungando, mas, quando vi, ele estava sentado ao lado dela, no chão, querendo ouvir também.
— É ou não é de furar o útero? — ela indaga, com aqueles seus olhos arregalados, admirada com a minha pessoa.
— É grande, sim. — respondi, sem muita empolgação.
Naruto soltou outra risadinha sarcástica, como se duvidasse da minha palavra, e dei um chute nele.
— Ah, qualé?! — ele resmungou — Nenhum pênis fura útero!
— É uma expressão, seu idiota, uma expressão! — Karin retrucou, irritada por ele atrapalhar sua fantasia — Conte mais, Sakura, conte mais. Queremos detalhes!
— Nhenhenhenhe! — ele resmungou, despeitado, imitando a voz dela.
Ignorando-o, voltando a se concentrar em mim, ela vibrou, bateu palmas e bateu pés, de tão empolgada que a retardada ficou.
— Arrombou, ou não arrombou? — perguntou, mais animada do que deveria.
— Olha... Arrombaria. — resmunguei entre os dentes, me lembrando do quão ridícula ele me fez parecer quando terminou de brincar!
Aí, ela ficou séria, me olhando com aquela cara de bunda.
— Como assim, Sakura Maria? — ela e ele indagaram, em coro, me fazendo revirar os olhos.
— É que ele é tão filho da puta que me deixou a ver navios! Me apalpou em todos os lugares, ainda mostrou o seu bilau, se masturbou até gozar, mas não meteu em mim! Odeio ele!
— Ele é meu herói! — o idiota diz, de repente, maravilhado.
— Ual. — e essa foi a única reação da ruiva.
— Como assim “ual”? Puta que pariu, isso sim! — retruquei, indignada.
— Claro, claro... É só que, eu no seu lugar, eu ficaria muito frustrada.
— Como assim?
— Ah... Sem querer ser chata, mas já sendo... Talvez você não tenha o excitado suficiente, minha amiga.
— Há! Ah, eu garanto que ele estava suficientemente excitado comigo, sim! — exclamei com toda a convicção do mundo, me lembrando do estado em que ele estava.
— Será que você não o seduziu o suficiente?
— Ele estava subindo pelas paredes!
— Tem certeza? — mas ela não acreditava em mim.
— Sim! Certeza absoluta.
Eu tinha certeza. Absoluta.
Completa e total certeza.
Ninguém mais naquele planeta já teve tanta certeza quanto eu.
Ou quase...
Por que, afinal de contas, se ele estava tão “alerta” assim, por que não veio “nimim”? Será que um homem tem a mesma capacidade de ser filho da mãe quanto uma mulher?
— Bom, não se preocupe, Sakura, que você me excita todas as noites, nos meus pensamentos. — o retardado loiro disse.
— E hoje à noite colocaríamos em ação o plano para o divórcio, mas não vou fazer nada daquilo! E eu quero que você venha comigo! — disse a ela.
— Eu vou! — ela respondeu — Mas fique sabendo que será um grande sacrifício para eu sair de casa hoje à noite, por que vou perder o melhor episódio da novela que eu assisto. Tudo em nome da nossa amizade, ouviu?
— Acho que você pronunciou “fofoca” errado. — o loiro disse. E era exatamente o que eu pensava.
Quando cheguei em casa, já no final da tarde, vejo que o Sasuke havia deixado um bilhete na geladeira, dizendo que estava na casa dos pais e ia direto com eles para o restaurante.
Bom, tomei meu banho, vesti o melhor vestido que eu tinha (um tomara que caia preto, bem justo, levemente transparente, com um corte na perna esquerda e que, com um salto alto, ficava divino!), me enfeitei toda (com batom, rímel, brincos e colar), e me fui pra guerra para matar. Matar aquele filho da mãe com um ataque cardíaco, é claro.
— Mas assim, você vai matar até a velhinha da mãe dele, do coração! Você está sem sutiã, e eu consigo ver o seu mamilo... E a sua calcinha. — a Karin me diz, fazendo careta. Ela já me aguardava na rua, em seu carro.
— Ótimo! Quando mais puta eu estiver, melhor!
— Não consigo entender qual é a relação com tudo isso, mas tudo bem. — resmungou.
— A idéia é ficar o mais desejável possível para fazer aquele filho da puta ver o que está perdendo comigo.
— Ah, claro. Por que ele pensa que você está indo lá para arrumar briga com ele, pra se divorciarem. Mas isso não vai acontecer, e você só vai ficar com cara de puta na frente dos pais dele, pensando que você é uma vadia, uma vergonha para o filhinho deles...
— Exato! Agora, comece a dirigir. A dez quilômetros por hora, só para atrasarmos mais!
Propositalmente mesmo, para fazer charme (e atiçar um tantinho a mais da raiva dele — me esquecendo que o restante da família dele estaria igualmente irritada comigo, isto é). Todos eles estavam sentados em volta de uma mesa redonda, bem no meio do salão, entre outras pessoas que jantavam no local.
Mas vejam bem o que não deu certo no meu plano. Primeiro, era o fato de eu ter esquecido que o local era aberto a qualquer pessoa, de modo que não apenas o Sasuke, o Itachi, e seus pais estava vendo meus mamilos e calcinha, como também os outros fregueses do restaurante, e os funcionários também. Assim, entrei lá de nariz empinado, repetindo para mim mesma estar com problemas de visão, com a cabeça meio lesada pela tinta do cabelo, que era tóxico, e afetou a minha visão, e por isso estava vestida daquele jeito, e não tinha a menor noção de que estavam me vendo daquele jeito.
Todo mundo estava me olhando, eu já disse isso?
— Aposto que você se arrependeu, não foi? — Karin sussurrou no meu ouvido, discretamente.
E eu desejei poder estar tão discreta quando aquele sussurro.
Mas sorri, e segui adiante, me fazendo de louca. Ao me aproximar mais da mesa, percebi que Sasuke tentava conter uma risada, mas logo desfez aquela cara de deboche, se levantando da mesa.
— Eu já ia ligar para os bombeiros para verificarem se a minha esposa havia se afogado embaixo do chuveiro, ou quem sabe se perdido dentro do armário, sem saber o que vestir! Mas ainda bem que você descobriu, não é, docinho?! — Sasuke me diz, rispidamente.
E eu forcei uma risada, fingindo achar graça do seu humor tosco.
— Hahaha! Mas este meu marido é ou não é uma graça! E sempre tão atencioso e preocupado. Desculpe-me, querido, eu apenas me perdi no horário mesmo. — resmunguei. E de sopetão, me aproximei ainda mais dele e tasquei um selinho em seus lábios, pegando-o de surpresa.
Por que eu tinha certeza que, por essa, ele não esperava.
E ele ficou mesmo meio surpreso, mas fingiu não se importar com aquilo, voltando a sentar em seu lugar. Enquanto isso, Itachi e seu pai não desgrudavam os olhos de mim, enquanto a senhora Uchiha, de narinas dilatadas de tanta raiva, me fuzilava com indiretas bem diretas.
— Mas está tão frio aqui dentro! — ela resmungou, de repente, pegando seu blazer para se cobrir, e ficou me encarando, esperando que eu dissesse algo — Mas bem que dizem que piriguetes não sentem frio, não é mesmo? Você esqueceu o seu bom senso em casa, querida?
A ignorei, me virando para o Sasuke, sorrindo de ponta a ponta, na maior cara de pau.
— Você gostou do meu vestido, querido?
— Uhum, está linda! Não poderia ser melhor! — e ele ainda piscou o olhinho para mim.
Fiquei parada, olhando para ele, tentando compreender o que ele queria dizer com aquilo. Mas, então, a ficha caiu, e me dei conta de que eu estava sabotando o meu próprio plano de sabotar o plano dele.
Rapidamente, me levantei, e fui puxando a Karin comigo até ao banheiro feminino do restaurante.
— O que foi, desta vez? — ela perguntou.
— Troque de roupa comigo! — eu disse, me desfazendo do zíper do vestido.
— Hein?
— Tá tudo errado, Karin! Como pude ser tão burra?! — resmunguei a mim mesma, batendo em minha própria cabeça — O plano dele era fazer com que um dos garçons trouxesse o telefone do restaurante para avisar que o meu amante fictício estava atrás de mim, para o Sasuke brigar comigo na frente dos pais, e terminar o casamento! E eu vestida desse jeito só reforça a idéia de que sou uma mulher infiel na cabeça dos pais dele! Mas eu não vou deixar isso acontecer! Não podemos nos divorciar ainda.
— Hehehe. Mas que esperto! E ele ainda paga de mocinho! — ela concluiu.
— Pois é. O plano original era o contrário, que ele tivesse uma amante, para eu terminar o casamento com ele, mas os pais dele não acreditariam que ele pudesse ser esse tipo de crápula, por que não fazem a menor idéia de que ele é mais filho da mãe do que o próprio Itachi! Então, eu pagaria de vilã da história.
— Gente! Mas em que confusão você foi se meter, hein, amiga!
— Eu só não torço o seu pescoço agora, por que ainda preciso de você, Karin! — resmunguei entre os dentes. Como se ela não tivesse culpa nisso! Tsc.
Enfim, trocamos de roupa. Ela vestia uma saia mais comportada, embora bem justa (eu não queria admitir que o meu quadril fosse maior do que o dela!), e uma blusa decotada, mas nada de exageros ou transparências (e nem que eu tivesse menos seios do que ela!).
— Agora, que desculpa vamos dar para justificar a nossa troca de roupa? — Karin indagou, fazendo careta para o espelho. Ela mal conseguia se mover dentro daquele vestido.
— Muito simples, minha querida amiga. — e sorri diabolicamente.
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