Notas iniciais
Mais capítulo. Desculpem a demora, mas simplesmente tive um bloqueio! x.x mas, enfim, consegui voltar à luz! T_T Espero que gostem desse cap. :) Boa leitura.

Contradições

by Amanur

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28

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Sasuke estava bêbado. Só percebi sua embriaguez quando ele me fez colar em seu corpo, me arrastando para o meio da pista daquela danceteria. De repente, parecia que alguém tinha injetado combustível naquele corpo, porque, ao som de uma música eletrônica, ele começou a dançar como um dançarino muito experiente. Surpreendentemente. Tanto que eu não conseguia acompanhar os seus passos. De repente, ele era todo sorrisos, e tentava me puxar para a dança. E quando me dei conta, as pessoas tinham feito uma roda a nossa volta para vê-lo, e me encolhi de vergonha.

Então, a Karin, a velha e sem vergonha Karin, surgiu do nada com uma garrafa de cerveja.

— É para te dar ânimos. Quero dizer, até eu ficaria envergonhada se o Suigetsu começasse a dançar como a Madonna em público!

Ri tanto que quase perdi os dentes, porque era exatamente como ele parecia. Ele jogava a cabeça de um lado para o outro, como uma diva fabulosa. E movia o corpo com bastante destreza, melhor do que eu jamais poderia fazer!

Então, por algum motivo, talvez se sentindo ameaçado pelos conhecimentos em dança do Sasuke, Naruto se meteu na pista para se exibir para as garotas que babavam pelo moreno. Só que o idiota estava mais bêbado que o próprio Sasuke, e mal conseguia ficar de pé, se desequilibrando de um lado para o outro. Parecia uma lombriga tentando ficar de pé. E claro, acabou tropeçando nos próprios pés, caindo no meio da pista, fazendo as pessoas rirem da cara dele.

— Saco! Acho que está na hora de alguém ir para cama. — Karin resmungou ao pé do meu ouvido. Aí, nós duas fomos puxando o loiro junto com uma das moças que estavam com ele, que se ofereceu a nos ajudar a carrega-lo até o carro.

Chegando no estacionamento, Karin parecia ainda mais indignada e preocupada com alguma coisa, por que não parava de olhar para o seu relógio.

— Você tinha que estragar a noite, né, Naruto?! — ela resmungou, lhe dando um tabefe na nuca. E isso fez com que o idiota vomitasse toda as misturas alcóolicas que tinha ingerido nos seus pés — AHHHHHH! MEU SAPATO NOVINHOOOO! VOCÊ VAI LAMBER ISSO DE VOLTA!

— Isso é culpa dele! — o loiro resmungou.

— Por quê? Ele te obrigou a beber todas as garrafas do bar? — perguntei.

— Duh! É claro que não!

— Então por que seria culpa dele?

— Não sei, quem foi que disse isso?

A Karin deu outro tapa na nuca dele, e o empurrou dentro do carro.

Aí, enquanto a ruiva tentava limpar os pés com um pano que tirou de dentro do carro, a outra moça, uma morena de olhos claros, meio sem jeito, um tanto familiar, na verdade, se aproximou dele antes da Karin entrar em seu carro e dar a partida.

— Ahn, Naruto... Será que eu poderia pegar o seu número de celular? — indagou. E em seguida a vimos se transformar num pimentão maduro, como se tivesse criado raízes ali.

Não sei dizer o que era mais impressionante. Se o fato de uma moça decente (pelo menos, era o que ela parecia ser) realmente se interessar por alguém como o Naruto, ou o fato de alguém como o Naruto conseguir conquistar alguém decente. Mas talvez o fato de ela se interessar por alguém como o Naruto, já prove que não é tão decente assim.

E, então, o idiota encheu os olhos de lágrimas.

— Por que está chorando? — perguntei — Assim, você vai assustar a moça. — se bem que, se ela não tinha se espantado com ele até então, eu duvidava muito que fosse se assustar agora...

— É a primeira vez que alguém pede o meu número! — responde, emocionado — Eu te dou meu número, sim. Te dou meu número, meu coração, uma das minhas máquinas de triturar frutas e minhas meias. — por que, provavelmente, era tudo o que ele tinha no mundo. Além da cara de pau, é claro.

— Tão romântico. — Karin resmungou entre os dentes.

— E eu aceito tudo! Tudinho! — a menina disse, sorridente.

Olhei para a Karin. Pelo menos, alguém tinha se dado bem.

Eu abri porta do passageiro ao lado do motorista para entrar e ir embora com eles quando, de repente, a Karin dá uma acelerada fazendo o carro andar um pouco para frente.

— Ei, o que está fazendo?! — reclamei, indo atrás do carro.

— É, o que está fazendo, Karin? — Naruto resmungou — Eu ainda não dei meu número a ela!

— Ah, muito obrigada pela sua companhia, Sakura. Mas não precisamos mais de você. — ela respondeu, fechando a porta — Tchauzinho! AAAHahahahaha! — e ainda me soltou essa risada idiota.

— Ei, espere, EU AINDA NÃO DEI O NÚMERO À MENINA! — Naruto já berrava, desesperado, dentro da lata velha da Karin.

Tentei correr atrás do carro, mas só dei alguns passos, percebendo que seria inútil, por que a idiota acelerou e foi embora cantando pneus, me deixando ali, sozinha, com a moça.

— Eu não peguei o número dele. — choramingou, inconformada.

— Não se preocupe, eu sei onde ele trabalha. Você pode ir lá. Mas só te direi se você me ajudar a esganar aquela ruiva filha da mãe.

— Negócio fechado. — apertamos as mãos.

Dei a ela o meu número para que me ligasse mais tarde. E olhei para a danceteria. Era possível ouvir a música do lado de fora, e me perguntei se o Sasuke ainda estaria dançando. Bebi mais alguns goles da cerveja. A moça se despediu, dizendo que não estava mais no clima para dançar, e foi caminhando pela calçada. Mas alguns passos depois, me lembrei de onde a conhecia.

— Ei, você é a amiga dos Uchiha, aquela que só se interessava por homens casados, não é mesmo? Você estava na minha festa de casamento com o Sasuke.

Ela me olhou, de repente com aquela carinha angelical transformada num demônio. Fiquei até com medo de que pudesse girar a cabeça num ângulo de 180 graus.

— Estou em tratamento, ok?!

— Bom, então continue firme com o tratamento, querida. — resmunguei.

— Tsc. — e então, ela virou a cara para mim, e se foi caminhando pela calçada com seu nariz empinado.

Suspirei. Acho que isso explicava tudo.

Enfim, me perguntei se ainda teria alguma chance com o idiota dançarino. E como não tinha nada a perder, resolvi voltar para dentro do prédio, já que não tinha muitas outras escolhas. Era isso, ou pegar um taxi. Mas como ainda era cedo da noite, resolvi me arriscar lá dentro.

O que foi um grande erro. Sasuke estava dançando animadamente (embora não tanto quanto antes) com outra mulher. Ou melhor, com uma menina, porque obviamente ela era mais nova do que eu. E as mãos dele estavam bem encaixadas no quadril dela, enquanto uma das pernas da moça cruzava com as dele. Ele tinha tirado sua jaqueta de couro, e estava apenas com uma camisa de manga curta, colada ao corpo pelo suor. Sua testa estava encharcada, mas ele parecia não se importar com o cabelo grudado no rosto.

Meu queixo foi ao chão. Afinal o que foi toda aquela historia de começar tudo de novo? Para onde tinha ido aquele Sasuke que não olhava para mulher nenhuma? Ou será que, afinal de contas, ele era um homem como outro qualquer, que com apenas alguns goles de álcool se esquecia de tudo? Argh! Fiquei tão fula, que poderia arrancar os meus cabelos num só golpe. Mas preferiria arrancar os cabelos dele, ao invés disso.

Eu já estava me preparando para dar a meia volta e mandar aquele Sasuke de volta para o inferno, quando vi um cara a alguns passos a minha frente me secar tanto quanto um aspirador de pó.

Bebi mais alguns goles da cerveja, até esvaziar a garrafa. A joguei num canto qualquer, o olhei de volta para o cara. Sorri como quem não quer nada. Ele caiu na minha isca, e veio em minha direção.

— Quer dançar?

— Que nem aquele idiota lá! — resmunguei, apontando para o dito cujo, arrastando-o para o meio da pista.

Coladinha no rapaz, joguei meu calçado para o lado, para ficar descalça no chão, e tentava imitar os passos do Sasuke. E, assim, sem querer, querendo, dava uma bundada aqui, uma cotovelada ali, uma cabeçada acolá.

— Ôh, queridinha, será que dá para você nos dar espaço? — a mulher que estava com o Sasuke parecia, de repente, incomodada com a minha brilhante entrada triunfal naquela pista. Isso só podia ser dor de cotovelo, né?

— Não, obrigada. — respondi.

Ela ficou me olhando embasbacada, enquanto eu sorria para o cara que me apoiava. Ele era bem bonitão também. Tinha cabelos lisos, castanho claro como os olhos, e era alto. Talvez até mais alto que o próprio Sasuke, que já era alto. Enfim, ele começou a me rodopiar. Minha saia esvoaçava no ar, junto com meus cabelos soltos. Pisei no pé na moça, e voltei rodopiando para os braços do bonitão.

Não sei por que, ele parecia estar se divertindo. E o pior era ver que Sasuke também se divertia com tudo aquilo, o que me dava ainda mais energia para continuar a esmagar aquela mosca morta com quem ele dançava. Mas acho que chegamos a um ponto em que ela se viu obrigada a revidar. Eu a empurrava para um lado, pisava no seu pé, ou quando era rodopiada jogava meus cabelos na cara dela. E ela começou a fazer o mesmo comigo.

— Qual é a sua, garota? Vai querer encarar? Tem certeza de que vai querer me encarar? — resmunguei.

Que fique claro que se eu não estivesse sob o efeito do álcool, nada disso teria acontecido.

Ou pelo menos, gostaria de pensar que eu não era barraqueira.

— Foi você quem começou a me cutucar com vara curta! Saiba que eu não levo desaforos para casa, queridinha. — me respondeu.

— Então somos duas, queridinha. — retruquei.

— Por que está implicando comigo? Vá viver a sua vida, sai vaca velha!

— Por quê? Acha que não consegue dar conta? Acho que deve ser por que você deveria estar num berçário, querida, não aqui, brincando de se gente grande. Volte para casa, que você ainda tem muito leite com nescau para beber!

Acho que ela ficou “emputecida”. Só acho. Por que a vaca louca avançou em cima de mim, puxando os meus cabelos, enfurecida. Caímos no chão, e as pessoas começaram a berrar, bater palmas e urrar por mais baixaria, enquanto rolávamos pelo chão entre tapas e beliscões.

Era para o cara que me acompanhava ter me amparado, mas, ao invés disso, o idiota pegou a menina enquanto Sasuke me erguia do chão, e me jogava por cima dos seus ombros como se eu não passasse de um saco de batatas.

— Acho que você já se divertiu bastante hoje. — me disse.

— Há! Até parece! Ainda há muita energia nesse saco aqui, ok?! — resmunguei, me debatendo contra ele.

— Ótimo! Guarde essa energia para mais tarde, então.

— Por quê? O que você pretende fazer comigo mais tarde? Me pisotear mais ainda, seu cretino?

— Você gosta de me cansar, então, desta vez, sou eu quem vai cansar você!

— Seu narcisismo não tem limite? — resmunguei.

— O que disse? Não te ouvi! — ele resmungou. Só para me provocar.

Eu podia jurar que ele estava sorrindo, divertido, comigo ali. Mas de qualquer forma, ele foi me levando para fora da danceteria, antes que os seguranças fizessem isso. Na verdade, eu estava morta de cansaço, realmente. Meus pés me matavam, e o álcool estava começando a me dar sono. Então, parei de socar as costas dele e o deixei me levar até o primeiro taxi que surgiu.

Ele veio comigo dentro do carro até meu apartamento, sem dizermos nada um para o outro. Mas assim que pisamos no meu território, caí de joelhos no chão sem energia alguma.

— O que foi, está se sentindo mal? — me perguntou, se agachando na minha frente, passando a mão sobre a minha testa.

— Acho que sim... — resmunguei.

— Acha? Não sabe nem distinguir o que sente?

Dei um tapão na mão dele.

— E VOCÊ, QUE NÃO SABE O QUE QUER, HEIN, SEU FILHO DA PUTA? — comecei a berrar, sem perceber, de repente, furiosa com ele — UMA HORA AGE TODO GENTIL E CAVALHEIRO PERTO DE MIM, E ENTÃO, QUANDO VEJO, ESTÁ SE ESFREGANDO NA PRIMEIRA QUE SURGE?! O QUE DIABOS VOCÊ QUER COMIGO? ESTOU CANSADA DE TENTAR ENTENDER O QUE SE PASSA NA SUA CABEÇA, OK? E PODE TIRAR O SEU CAVALINHO DA CHUVA SE ACHA QUE VOU FICAR AQUI ESPERANDO POR VOCÊ ETERNAMENTE, POR QUE, NA VERDADE, EU ESTOU CAGANDO E ANDANDO PARA VOCÊ, TÁ LEGAL? — e ele ainda teve a audácia de rir na minha cara — É, É ISSO MESMO, QUERO MAIS É QUE VOCÊ VÁ PROS FUNDOS DOS INFERNOS E APODREÇA LÁ INFINITAMENTE! AINDA MAIS POR TER ME FEITO SAIR DE DAQUELA DANCETERIA SEM AS MINHAS SAPATILHAS PREDILETAS, ELAS ME CUSTARAM UMA FORTUNA, MAS EU SEI QUE...

Ele me interrompeu com um beijo. Se ajoelhou na minha frente, e me silenciou com sua língua. Segurou meu rosto com ambas as mãos, como se para impedir que eu fugisse. Mas cansada como eu estava, só me restava derreter em seus braços suados.

— Você está fedendo! — resmunguei.

Achei que ele fosse me xingar, mas ele sorriu.

— Então venha tomar banho comigo.

— Hein?

E assim, sem mais nem menos, ele me pegou no colo, e nos levou até ao meu banheiro. Ligou o chuveiro, e me jogou de bunda no chão embaixo da água, com roupa e tudo, enquanto ele fechava a porta do box.

— Quem disse que eu quero tomar banho com você, seu metido, arrogante, presunçoso!

— Eu sei que você vai me odiar mais ainda por dizer isso, mas você passou no teste.

Olhei para ele, sem compreender nada.

Então, com aquele sorrisinho sarcástico no rosto, ele pegou meu xampu, e espalhou uma pequena quantia em cima da minha cabeça, depois de fechar o registro do chuveiro, e foi me ensaboando.

— Isso vai soar idiota, talvez infantil... — ele disse, enquanto esfregava minha cabeça como se eu fosse uma criança mandada a tomar banho — Falando em voz alta, desse jeito, mas eu puxei aquela moça para dançar comigo para te fazer ciúmes. Bom, para ter certeza de que você sentiria ciúmes, ou não.

Eu não sabia se ria da cara dele, ou se ficar mais brava ainda. Afinal, ele estava me usando para divertimento próprio. Sem falar, que tipo de pessoa duvida da outra, dessa forma? E o mais importante, quem ele pensava que eu era para estar fazendo “testes” comigo?

Suspirei de novo, por que eu tinha consciência de que não era fácil lidar comigo, apesar de tudo. Ele merecia algum crédito por não ter desistido de mim. E por que eu sabia que alguém precisava ceder primeiro.

— Tsc! Como é que eu passei no teste, se não senti nadica de nada?! Você ficou cego? Perdeu a noção das coisas? O bom senso, talvez? — resmunguei, numa falha tentativa de dar o braço a torcer.

— Acho que perdi o bom senso mesmo. Mas já faz um tempinho que isso aconteceu, sabe? Quando eu atropelei sem querer uma moça maluca de cabelos cor de rosa, e me apaixonei instantaneamente por aqueles olhos verdes, e seu temperamento explosivo. Acho que foi aí que perdi o bom senso. E talvez a noção das coisas, já que havia prometido a mim mesmo jamais me envolver com outras mulheres. Mas acho que não há como controlar essas coisas mesmo, não é verdade?

— Unf... Fracote.

Vi uma veia saltar em sua testa, e ele começou a esfregar o sabão do xampu na minha cabeça com mais força, até cair espuma nos meus olhos.

— É, eu devo ser um fracote mesmo, não é? Ainda mais por cair nas graças de uma bruxa como ela, que não sente um pingo de piedade! É, acho que foi isso. Aliás, tenho certeza de que foi isso!

— Ou talvez ela seja tão linda, tão maravilhosa, tão encantadora e magnífica que homem algum do planeta não caia ao seus pés, não é verdade?

— Ou talvez ela tenha feito alguma mandinga, ou alguma macumba braba para me amaldiçoar, ou melhor, me enfeitiçar, por que no meu bom senso jamais cairia em suas graças. Ou devo dizer garras? — para não me deixar responder, ele me afogou embaixo do chuveiro para tirar o sabão do meu cabelo. E empurrava a minha cabeça de um lado para o outro, obviamente que de propósito, enquanto fazia de conta que tirava o sabão.

— EU TE ODEIO! — resmunguei, quando consegui fôlego para isso.

— NÃO ME ODEIA NÃO! VOCÊ ME AMA! ME AMA TANTO QUE NÃO É CAPAZ NEM, DE ME DEIXAR EM PAZ! — respondeu, irritado.

— VOCÊ QUE ME AMA, QUE NÃO SABE NEM DAR UM DIVORCIO DIREITO! QUE DIABOS DE DIVORCIO É ESSE QUE, LOGO EM SEGUIDA, VEM CORRENDO ATRÁS DE MIM?

— MAS É CLARO QUE EU IRIA VOLTAR! VOCÊ MAL SABE COZINHAR UM OVO! COMO É QUE EU VOU TE DEIXAR SOZINHA? UM DIA SÓ, E VOCÊ MORRERIA DE FOME! NÃO SABE NEM FAZER COMPRAS! IMAGINA O QUE ACONTECERIA SE VOCÊ FICASSE SOZINHA! É UMA INÚTIL MESMO!

— ISSO NÃO É DA SUA CONTA!

Quando nos demos conta, estávamos jogando água, sabão e sabonete um no outro, feito duas crianças brincando de guerra. Mas, de repente, ele parou, me jogou contra a parede fria do box do meu banheiro, segurando minhas mãos no alto, olhando diretamente nos meus olhos com aquela expressão séria.

— É da minha conta, porque eu te amo. — continuou me olhando, em silêncio, por alguns instantes, e acrescentou: — Sua idiota.

Não sei por que, meus olhos começaram a suar (só para não ter que admitir que estava chorando feito uma menininha triste, que se julgava incapaz de ser amada).

— Você está mentindo! — o acusei.

— Não estou. — e ele continuou com aquele expressão séria, limpando meu suor que escorria pelo rosto.

— Está sim.

— Não estou.

— Está sim.

— Não estou.

— Está sim.

— Não estou! Saco, quantas vezes vou ter que dizer isso?

— Não sei. Até provar o contrário...

Ele me olhou com cara de bunda. Eu sabia que estava forçando a barra, mas havia aquela coisa de autopreservação dentro de mim que gritava mais alto. Eu precisava ter certeza de que ele estava falando sério, que não queria apenas me fazer de idiota mais uma vez.

E, no entanto, ainda assim, quanto mais eu olhava para ele, mais ele parecia mais sexy do que nunca, com a roupa colada no corpo e os cabelos molhados. E, então, ele finalmente cedeu, agarrando meu rosto com suas mãos, beijando meus lábios. Enfiou sua língua dentro da minha boca, até apertou meu rosto com sua mão para poder sugar a minha língua para dentro da sua boca, enquanto eu me derretia.

Estávamos embaixo do chuveiro. Ele imprensou seu corpo contra o meu, puxando meu cabelo para erguer minha cabeça para o alto, enquanto sua outra mão passava nos meus seios. Aquele simples toque já me fez estremecer, e amolecer as pernas. Senti que seu membro já estava rígido, porque ele esfregava seu quadril contra o meu corpo, enquanto eu percorria minhas mãos, dentro de sua camisa molhada, arranhando suas costas.

Mas antes de prosseguir, ele ainda me de o beijo mais quente, sedutor e doce que eu poderia receber de alguém.

Notas finais
Algum comentário? Bom, eu resolvi terminar o cap nessa parte, por que quero escrever o hentai deles no ponto de vista do Sasuke. Eu me sinto mais à vontade pra escrever certas coisas no ponto de vista masculino...Acho que fica mais emocionante, já que o homem tem mais "permissão" para dizer certas coisas... hehe Então, preparem-se, que ele já está à caminho! >:D