Contradições
24 Sasuke
Notas iniciais
Contradições
by Amanur
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24
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Sasuke
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A mente humana é como o universo. Uma imensidão obscura de mistérios e desconhecidos que nos surpreende a cada novo achado. Por exemplo, se eu pudesse ganhar um centavo para todas as vezes em que fiz um mal julgamento a cerca de alguém, estaria agora milionário.
Mas, não. Eu estava com os bolsos mais vazios do que a geladeira da Sakura, que nunca abastecia (e ainda sobrava a mim a tarefa de correr atrás de supermercados com o dinheiro que eu não tinha de sobra).
Eu tinha aquela garrafa de champagne sobre a mesa, pelo menos. Não que eu estivesse feliz, mas deveria manter as aparências, não é mesmo? Eu também tinha o meu orgulho a zelar.
E ali fiquei, sentado na mesa da cozinha olhando para o meu relógio de pulso, observando os ponteiros passar, e nada da cretina chegar.
Enchi o saco e abri a garrafa, pensando que, talvez, ela tivesse que fazer alguma hora extra. Isso já tinha acontecido antes. Até pensei em ligar para o celular dela, ao invés de mandar outra mensagem, mas o idiota aqui não quis atrapalhá-la.
Comecei a beber, aos poucos, em goles pequenos e espaçados, esperando por ela.
Mas lá se foi um copo.
Dois copos.
Três copos.
Quatro copos...
Adormeci na metade do quinto copo sobre o tampo da mesa, pouco antes de ver que eram quase dez horas da noite. E acordei no meio da madrugada, com a bexiga cheia e dores no pescoço.
Fui ao banheiro.
Saí do banheiro.
Por curiosidade, abri a porta do quarto dela.
Completamente vazio.
Nem sinal de que ela havia se deitado ali, naquela noite.
Filha da puta!
Eu queria explodir todo aquele apartamento, pensando em todas as possibilidades a respeito do que teria acontecido. A raiva era tanta, que chegava a doer no peito. Mas consegui manter a calma e pensar com coerência. Afinal, do que adiantava se estressar se ela não se importava com nada? Ela não estava nem aí para o casamento, muito menos para mim. Por que eu haveria de me importar? Que se dane tudo!
Na manhã seguinte, no entanto, fui marchando direto até o escritório do meu irmão. Passei voando pelo corredor, ignorando os olhares dos funcionários curiosos. Vi que a Sakura não estava em lugar algum, e continuei até bater na sala do Itachi.
— Onde ela está? — perguntei. Por pouco chutei a porta dele.
O Itachi estava atrás da sua mesa, ao telefone, falando com alguém. Parecia meio surpreso por me ver ali, e fez sinal para que eu aguardasse um estante. O telefonema parecia importante.
Mas ele que se foda!
— Vai se foder, Itachi, onde está a Sakura? — repeti entre os dentes, impaciente.
Não sei bem por que, mas meu sangue fervia de raiva achando que ela pudesse ter dormido outra vez com ele, apesar de, internamente, querer me convencer de que ela não seria capaz de fazer isso outra vez comigo. Mas, como com ela a gente nunca sabe... Não custava nada perguntar.
Ele revirou os olhos, disse algo sobre ligar mais tarde (para a pessoa do outro lado da linha), e colocou o aparelho em seu lugar. Em seguida, ficou me encarando com aquela cara de deboche que ele sabia tão bem o quanto me irritava.
— Você sequer sabe onde está a sua mulher? É um incompetente mesmo! — disse, depois de revirar os olhos daquele seu jeito insolentemente irritante.
— Itachi, não brinque comigo! Eu juro que vou arrancar os seus cabelos com as minhas mãos, fio por fio, e transformá-los em cabelo de Barbie, se você a levou de novo para sua cama!
Ele suspirou.
— Para a sua informação, ela nunca pisou em meu apartamento. — aí, ele fez uma pausa, pensando — Ah, ela pisou, sim. E deitou na minha cama, também. — ele fez isso só para me provocar.
Avancei em direção a ele, pronto pra meter outro soco nas fuças daquele imbecil que, infelizmente, compartilhava o mesmo sangue que o meu, mas o Itachi se levantou de sua poltrona, se colocando em defesa.
— Antes de vir dar uma de homem das cavernas, me ouça, Sasuke! Eu não sei que merda aconteceu, ok? Ela veio ontem aqui, na minha sala, ao final da tarde, e depois foi embora! Fim de história.
— O que ela queria com você?
— Ela veio me perguntar o que fazer para vocês não se divorciarem.
— Ela fez o quê? — indaguei incrédulo.
— O idiota disse o quê? — ele resmungou.
Avancei mais um passo.
— Tá, tá, tá... O quê você queria que eu fizesse? Eu sei muito bem que esse é um casamento arranjado, eu não sou idiota. Só não entendi por que ela não queria o divórcio. — e deu de ombros — Então, a mandei pastar!
Nesse instante, percebemos que estávamos sendo observados.
A Karin, o Naruto e mais um cabeludo tentavam se esconder atrás da porta.
— Vocês sabem por onde anda a Sakura? — perguntei.
A ruiva se aproximou, meio de fininho.
— Faz duas horas que estamos tentando ligar para o celular dela, mas ela não atende. Estranhamos, por que nunca se atrasou tanto para vir trabalhar...
— Caraca! — de repente, diz o outro cabeludo, se aproximando também. E todos olharam para ele — Acho que ela seguiu mesmo o meu conselho de sumir.
— Como é que é? — perguntei.
— Calma aí, cara, eu falei de zoeira, ok? — o cara correu para trás do Naruto, que foi para trás da ruiva — Não achei que ela fosse mesmo fazer isso, ora essa!
— Mas por que ela faria isso? — tornei a perguntar.
Mas todos eles ficaram caladinhos, se olhando em cúmplice. Era óbvio que havia algo nessa historia, e eu queria saber o que era. Então, continuei a me fazer de puto, e avancei em cima deles.
— AHHH, tá bom, tá bom! — de repente, a ruiva diz — Foi por que ela não tem o dinheiro que te prometeu! Pronto, falei! — a ruiva desembuchou.
Custei alguns segundos para processar aquela informação.
A Sakura não tinha o dinheiro.
Que dinheiro?
Ah, aquele dinheiro?
Deixei uma risada escapar.
Se ao menos aquela idiota soubesse...
— Ok, eu prometo fingir que não estou sabendo disso. Agora, podem fazer o favor de dizer a ela para voltar para casa?! — sugeri.
— Mas aí é que tá! Nós não sabemos onde ela está! Aquela doida não nos avisou nada!
Fiquei olhando para a ruiva.
— O que você quer que eu faça? Que eu me ajoelhe aqui e jure que fingirei não saber de nada? — insisti.
O Naruto deu um tapa na própria testa, debochando da minha cara, e eu estreitei os olhos.
— Vocês realmente não sabem onde ela está?
— Não se preocupe, Sasuke, — a ruiva respondeu — ela não tem ninguém aqui, nenhum parente, nenhum amigo. Tenho certeza de que ela logo voltará. Hoje mesmo, ou amanhã...
— Ou semana que vem, quem sabe... — Naruto resmungou.
— Talvez no mês que vem. — disse o outro cabeludo, com cara de sonso.
Suspirei longa e profundamente para não perder a paciência.
E ouvimos um pigarro.
— Já se convenceu, Sasuke? — de repente, Itachi diz — Agora dê o fora da minha sala, por que nada disso é da minha conta. Aliás, saiam todos vocês!
Nós quatro, saímos da sala do senhor insuportável Itachi, e voltamos para a sala em que eles trabalhavam. Sentei-me no lugar da Sakura, e fiquei girando em sua cadeira, de um lado para o outro, observando os objetos que ela tinha em sua mesa. Ela não tinha muita coisa de decoração. Sua mesa parecia bem sem graça, na verdade. Tinha algumas canetas coloridas, uma pilha de papéis, post-it’s de todas as coras espalhados para todos os lados, um vaso barato com flores murchas e... Em meio a um bloco de papéis, havia uma foto minha, tirada da festa do Juugo — a segunda vez em que nos encontramos.
Fiquei olhando para aquela foto, pensando no que poderia significar, quando me dei conta de que os três patetas me espiavam. Então, pigarreei, enfiei a foto no bolso da minha calça, e liguei o monitor do computador dela, ao ver que ele já estava ligado.
— Até quando você vai ficar aí? — Naruto perguntou. Ele já estava do meu lado, me espionando — Você não trabalha não, vagabundo?
Estreitei os olhos. Se bem me lembro da Sakura resmungar, o vagabundo ali, eram todos eles.
— Quero ver se encontro alguma pista no computador dela. Talvez em algum email. — apenas respondi, mexendo nos arquivos dela.
— Isso é invasão de privacidade. — ele insistiu, meio rabugento.
— Na verdade, sabe o que isso é? Isso não é da sua conta. — eu disse.
Ele bufou.
— Ela te odeia! — de repente, ele me solta essa. E eu não sabia se me sentia surpreso ou não.
Mas, então, um estojo surgiu voando, e aterrissou sobre a cabeça do idiota.
— NARUTO! — a ruiva resmungou aos dentes — Não dê ouvidos a esse debilóide. Ela te ama, Sasuke! E é por isso que ela está fugindo do divórcio. Mas ela é tão cabeça oca que não se deu conta disso! Aposto que ela nem sabe o que está fazendo. Deve estar zanzando pelas ruas, de um lado pra outro, feito barata tonta, se perguntando aonde ir. Aliás, quando é que vocês vão se resolver, hein? Estou de saco cheio desse lenga-lenga, desse chove e não molha! Vocês parecem dois retardados em um casinho amoroso infanto-juvenil, isso sim! Quando é que você vai criar colhões pra pegar ela de jeito, hein? E ela, quando vai deixar de ser tapada?! Desse jeito, todo o meu esforço em unir vocês será inútil, inútil, me ouviu bem? — ela gesticulava com uma lixa de unhas na mão — Por que se tem uma coisa que detesto, é quando as pessoas não me ouvem! Eu disse mil vezes a ela que vocês se merecem, mas nãaaaaaao adianta! A idiota é tapada como o cu do Naruto!
— Ei! Eu sofro de intestino preguiçoso, tá?
— Intestino e cérebro preguiçosos, né? — ela resmungou.
— Espere aí. — a interrompi — Então, tecnicamente, toda essa idéia foi sua? É isso mesmo o que eu entendi?
— Alguém está com fome? — de repente, ela muda de assunto — Já está na hora do almoço.
Revirei os olhos. Eram dez e meia da manhã.
E o mais impressionante, era ver que eles realmente pareciam não trabalhar alí, pois foram se levantando para sair, me fazendo dar graças aos céus por não ter herdado o escritório do meu pai. Itachi merece o que tem!
Enfim, abri o browser dela, e fui direto para a caixa de entrada de mensagens do e-mail da Sakura, pois já estava com o usuário e senha gravados. Havia vários e-mails dos pais dela, vários e-mails do Itachi sobre serviços atrasados, e-mails da Karin, entre algumas propagandas. O que me surpreendeu foi a quantidade ridícula de e-mails que o Naruto enviava para ela, diariamente, mas que caiam direto na caixa de spam. E, pior ainda, dentre alguns dos que abri para ler, todos continham a mesma mensagem.
“Qual é o número do seu celular?”
Não havia nada útil, me fazendo revirar os olhos em frustração.
Então, fui correndo até a saída, e consegui pegá-los atravessando a rua.
Quando me dei conta, estava me sentando na mesa da cafeteria da rua de baixo, junto com eles.
E eles me encaravam como se eu fosse um alienígena.
— O que foi? — perguntei.
— O que está fazendo aqui? — Naruto perguntou.
Essa era uma boa pergunta, na verdade.
O que diabos eu estava fazendo ali, com eles?
Cocei o meu queixo, pensando sobre isso.
— Deixe de ser grosso, Naruto. — a ruiva resmunga — Somos todos uma grande família! É claro que você é bem-vindo, Sasuke. Aliás, sinta-se à vontade para fazer parte de nossa mesa, sempre que quiser, seu lindo. — suspeitei de que ela estivesse apenas tentando me bajular.
— Nada disso! Ele só será bem vindo se pagar um café e um almoço para mim. — retrucou o loiro.
Fuzilei o idiota com meu olhar, e ele desviou, olhando para as unhas sujas, fazendo beiço feito uma criança.
Suspirei. Talvez eu devesse dar algum desconto à Sakura pelo grupo sem noção com quem ela trabalha. Não deve ser fácil conviver com eles...
Enfim, fizemos os nossos pedidos ao atendente que se aproximou. Ao nos dar as costas, voltei a prestar atenção neles.
— Então, quer dizer que a Sakura nunca teve o dinheiro que me prometeu, é? — perguntei, como quem não quer nada.
— Uma vez ela teve. Mas depois não teve mais. — agora, o idiota do Naruto me encarava mais de perto, me analisando da cabeça aos pés — Mas, afinal de contas, o que é que você tem que eu não tenho?
— Um cérebro? — sugeri.
— Decência. — chutou o outro cabeludo.
— Um bom perfume. — disse a Karin.
— É boa pinta! — disse o cabeludo, me olhando da cabeça aos pés.
— Deve ter um bom pinto também. — disse a ruiva, me olhando da cabeça até a cintura...
Decidi que era melhor não comentar nada.
— Tsc! Ok, talvez tenha cérebro e perfume, mas decência é tudo o que esse cara não tem! — Naruto disse, e eu estreitei os olhos, desconfiando sobre o caminho que ele pretendia levar aquela conversa.
— Como assim, o que você quer dizer com isso, Naruto? — curiosa, a ruiva o questiona.
Como eu não tinha problema algum com aquilo, sorri. O atendente chegou com nossos pedidos, e tratei de degustar o expresso duplo com uma fatia de torta salgada vegetariana, que havia pedido.
— Continue a sua história, Naruto. — eu mesmo o incentivei, depois que o cara deixou nossos pedidos.
Ele me olhou desconfiado, mas caiu direitinho na minha teia.
— Como eu ia dizendo... Estudamos juntos no ultimo ano da escola. Éramos bastante amigos, e tal, e tinha uma garota...
— Há sempre uma garota no meio da história. — resmungou o outro.
— Enfim, eu gostava muito dela. — continuou.
— Como era mesmo o nome dela? — perguntei.
— Não sei! — respondeu irritado — Mas eu gostava dela, e você a roubou de mim!
— Naruto, em primeiro lugar, ela não era propriedade de ninguém para ser roubada. — respondi, categoricamente — Em segundo, saiba que ela ficou com você apenas para me fazer ciúmes. — e eu não estava mentindo.
— Ah! Calúnia! Isso é calúnia, seu ladrão de mulheres! Escutem aqui o que eu vou dizer! Se vocês acham que o Itachi é o grande pegador do universo, saibam que tudo o que ele aprendeu foi com esse sujeito aqui, oh! — e o idiota ainda apontou o dedo para mim — Ele pegava as meninas de todos os nossos colegas, sem dó nem piedade! Agora, fala sério, Sasuke, você pagava a elas, não é mesmo? Confessa!
— Eu era um adolescente, Naruto. — resmunguei, entre um gole e outro — Eu era imaturo, e não tinha consciência do que estava fazendo. — ok, talvez um pouco — E, não, não havia dinheiro algum envolvido. Assim, você as ofende, sabia?
— Ah, vá! Adolescente imaturo, sei. Por que não tinha cérebro? — ele me provocou. Mas resolvi ignorá-lo, percebendo que a ruiva me encarava desconfiada.
Ela também tinha algo a dizer, e a incentivei com um gesto sutil com a cabeça.
Calmamente, sem tirar os olhos de mim, ela bebericou sua bebida. Pôs a xícara de volta sobre a mesa, e suspirou.
— Por que você se recusa tanto a meter na Sakura?
Os homens em volta da mesa, e o Naruto, quase cuspiram suas bebidas pelas narinas.
— Como é que é?— indaguei, incrédulo. Eu não podia acreditar que a Sakura tivesse contado sobre a nossa quase noite de sexo. Aquela vaquinha!
— É que as coisas que você diz, não condizem com as coisas que você faz. — ela diz.
— Não é da sua conta. — retruquei, afundando a cara dentro da minha xícara de café, numa tosca tentativa em me esconder.
Do meu ponto de vista, a Sakura era uma cabeça-dura, despreocupada, inconsequente. E, por estas razões, realmente não achei que ela pudesse sentir nada por mim. Eu achava que ela apenas gostava de passar o tempo com os outros, e não era do tipo que se apegasse a alguém, com aquele jeitão de “não me importo com nada”. “Vida loka”. E, por isso, eu havia me decidido a não me envolver emocionalmente com ela, porque... Bem, eu tinha meus motivos.
Mas, então, me lembrei da foto que peguei no meio das coisas dela. A tirei do bolso, e fiquei encarando para aquele pedaço de papel, pensando sobre aquilo tudo. Como, por exemplo, por que ela guardaria uma foto minha em suas coisas, se não se importava comigo.
De repente, Naruto a toma das minhas mãos.
— Tsc! É tão egocêntrico que fica admirando as próprias fotos! — resmungou — Seu doente depravado!
A tomei de volta das mãos imundas dele, e encarei a ruiva.
— Então, toda essa tramoia foi idéia sua? — perguntei.
— Bom, menos a de ela sumir do mapa!
Aí, todos nós olhamos para o outro cabeludo, que olhou para o lado se fazendo de desentendido, espantando mosca.
— Não sei se isso é uma coisa boa, ou não. — pensei comigo mesmo — Por que significa que ela foi coagida a agir dessa forma... Foi influenciada.
— É, mas veja bem, essa historia de não querer te dar o divórcio veio dela mesma. O plano era que vocês se separassem, sim. — Karin argumentou, tirando uma cereja da torta doce que havia pedido — Acho que sabemos o que isso significa, não é mesmo? — e me olhou insinuantemente.
— Que ela perdeu a noção da realidade, que bateu com a cabeça em algum lugar, que andou cheirando as minhas meias, ou que esse cara está a ameaçando! — Naruto respondeu, roubando a cereja do prato dela — Só pode ser isso!
— Mas ela não se importa com nada! — resmunguei — Por que ela não quer o divórcio? É mesmo só por causa do dinheiro?
— Olha... — a ruiva ajeitou os óculos sobre o rosto, e me olhou com mais seriedade — Não sei se é verdade ou não, mas certa vez, alguém me disse que as pessoas que escondem os sentimentos, que dizem que não se importam, são na verdade as que mais se importam.
Suspirei, pensando nisso.
Por que mulher é bicho tão complicado?
— A pergunta que não quer calar agora, Sasuke, é: e você, o que vai fazer com relação a tudo isso? — ela quis saber.
Pensei mais um pouco sobre isso.
E sorri.
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