Contra A Morte
3 Explicações sobre o passado
Notas iniciais
Sabia que algo estava acontecendo comigo e precisava descobrir o porque.
-Está tudo bem com você?
-Hã?- estava tão distraída que nem vi meu tio entrar- Oii!!
-Como foi ontem à noite?
-Foi legal- Conto ou não conto o que esta acontecendo?
-Você esta bem?
-Sim, por que a pergunta?
-Nada... É que você esta estranha desde ontem.
-Não!! Estou normal, que horas são?
-13 horas.
-O que? Eu dormir esse tempo todo e o senhor nem me acordou?
-Achei que você merecia dormir mais — Ele falou enquanto descia as escadas.
Era domingo e do jeito que eu estava não ia consegui ficar em casa. Ainda estava com a roupa da festa então fui tomar um banho, coloquei uma roupa confortável e peguei minha mochila, desci as escadas e fui para a cozinha pegar algumas coisas para colocar na mochila.
-Vou sair
-De novo?
-É, volto mais tarde.
Bom... Se eu ia começar uma investigação sobre o que estava acontecendo comigo, resolvi ir para a primeira pista: o galpão (se aquele vulto aparece-se de novo, dessa vez não ia escapar). “Fingi” que estava treinando qualquer poder, já tinha se passado muito tempo e o sol já ia começar a se por quando eu percebi que estava sendo observada, fechei todas as possíveis saídas do galpão.
-Quem está ai?
-Até que para uma menina que é dada como morta você está muito bem!
Uma voz de homem falou de algum lugar.
-Apareça!! Pare de se esconder!
Um homem apareceu do nada na minha frente, ele era alto, parecia ter umas 37 anos, usava uma jaqueta preta e tinha alguns cabelos brancos.
-Prazer! Meu nome é Marco e você deve ser Luna Sartori, filha mais nova e mais poderosa da família Sartori.
-Como sabe meu nome?
-Eu sei muita coisa sobre você, sobre sua família e sobre seus poderes.
-O que você quer comigo? Como assim sabe sobre meus poderes?
-O que sei sobre seus poderes? Deixa-me ver... Você consegue absorver qualquer poder que você queira e isso faz com que seja a mais poderosa de nós! Acertei?
- Mas... Como?- Eu sumi esse tempo todo e chega um cara que sabe sobre meus poderes, como isso pode ter acontecido?
-Você deve está muito confusa, então vou direto ao assunto.
-Que assunto?
-Precisamos de sua ajuda
-Mas para o que?
- Já que você foi dada como morta, não deve saber de nada do que aconteceu depois daquela luta.
-Como você sabe sobre a luta? Você faz parte da AS?(Associação dos Sartori: era a escola que meu pai criou para pessoas com poderes)
-Não, eu sou da Escola de Treinamento de Poderes, mais conhecida como ETP.
ETP era a outra escola para pessoas com poderes que meu pai tanto odiava.
-Mas o que vocês querem comigo? Eu odeio a ETP!
-Não! Seu pai que odeia e ensinou a você a odiar, mas não foi sobre isso que vim aqui, vou te contar algumas coisas que aconteceram depois da sua suposta morte.
Como não tinha mesa e nem sofá, a gente sentou no chão mesmo.
-Você sabe que a AS e ETP sempre viveram em guerra uma com a outra e sabe o motivo da luta daquele dia, correto?
-Sim! Vocês alegaram que nós matamos uma de seus alunos e por isso resolveram nos atacar.
-Correto! Então... Na noite da morte do nosso aluno, achamos a sigla da AS perto do corpo dele e então no outro dia resolvemos atacar vocês.
-Mas não matamos ninguém! Eu me lembro de ter ouvido o chefe discuti com o diretor da ETP e falar sobre uma luta em nome da honra da escola.
-Foi isso mesmo. Então... Aquela luta foi a pior de todas e muitas pessoas morreram tanto da ETP quanto da AS.
-Então a AS ganhou?
-Sim, vocês ganharam, mas alguns meses depois descobrimos que aquela luta foi um plano de um homem para acabar com as duas escolas.
-Então aquilo foi um plano para que as duas escolas lutassem por um motivo que não existiu?
-Sim... Esse homem matou um de nossos alunos e colocou a sigla da AS para que achassemos que fossem vocês e fizéssemos aquela luta
-E vocês conseguiram pegar esse cara?
-Não! Mas você lutou com ele naquele dia.
-Eu? Mas eu lutei com muitas pessoas, não me lembro, eu era muito pequena!
-Você lembra.
-Como?
-Ele foi o homem que te jogou do penhasco.
Naquele momento, as lembranças daquela cena voltaram todas: o homem vindo em minha direção; meu pescoço sendo sufocado; o Arthur tentando me ajudar; eu caindo... Não queria lembrar, foi por causa dele que minha vida mudou.
-Mas o Arthur também estava lá, ele tentou me salvar.
-Depois que aquele homem te jogou, seu irmão começou a lutar com ele, mas esse homem acabou vencendo.
-O que aconteceu com o Arthur?- Meu coração começou a acelerar quando ele falou aquilo.
-Seu irmão foi encontrado desmaiado e quando acordou contou o que aconteceu com você.
Foi uma alivio ouvi que ele estava bem, mas por outro lado, ele deve ter ficado arrasado de me ver sendo jogada e não podendo fazer nada para me ajudar.
-Sua família procurou pelo seu corpo por semanas, mas nunca acharam e disseram que a culpa era da ETP até que conseguimos provar que não fomos nós.
-E o que aconteceu?
-As duas escolas fizeram um acordo de paz e de lá para cá nunca mais brigamos. Aquela luta deixou muitas feridas tanto para a AS que perdeu sua filha mais nova e mais poderosa, quanto para a ETP que perdeu muitos de seus alunos.
Depois de muito tempo ouvindo aquilo, eu percebi que muitas coisas tinham acontecido e fiquei parada por um tempo pensando em tudo o que tinha acabado de ouvi.
-Mas o que aconteceu com esse homem?
-Ele sumiu, mas nunca deixamos de procurar por pistas sobre ele.
-Mas não acharam nada?
-Então, de umas semanas para cá achamos pistas sobre ele e é por isso que queremos sua ajuda.
-Minha ajuda?
-Sim, já que descobrimos que está viva você é a única que pode ajudar na investigação.
-Mas como?
-Seus poderes, mas para isso você tem que vim comigo para a ETP
-ETP? E como fica meu tio?
-Sim! Ele já sabe de tudo, contei para ele ontem, você não achou estranho ele não estar em casa até aquela hora?
-Eu achei, mas pensei que tinha saído para se divertir- O que deve ter se passado na cabeça dele ao ouvi aquela história?
-Bom... Vejamos a minha proposta: para nos ajudar, você teria que se passar por uma de nossas alunas, mas estaria participando de toda a investigação.
-Não sei, é muita informação para um dia só.
-Então você pensa na proposta e amanhã à tarde eu passo na sua casa para saber a sua decisão.
Aquela história foi tão grande que nem percebi que já era noite.
-Tenho que ir, já esta muito tarde.
-Tudo bem! Até amanhã.
-Espera!
-O que?
-Como você descobriu que estava viva?
-Eu sou encarregado de procurar pessoas com poderes e te achei, mas não sabia que era você até que a vi usando mais de uma poder e comecei a perguntar sobre você para as pessoas e fui juntando as informações.
-Você é experto.
-É! Eu sei
***
(em casa)
Conversei com meu tio sobre o assunto e ele disse que essa decisão era minha e independente da minha resposta ele ia me apoiar no que fosse.
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