Em um pequeno lugar vivia uma aranha, essa aranha era como qualquer outra: olhos aterrorizantes, pernas longas e finas e uma boca pronta para matar sua presa.

Essa aranha, porém, não sabia fazer uma coisa que era o motivo de sua ruína: teias. Suas teias eram simplesmente inexistentes, por mais que tentasse, por mais que implorasse para que tivesse essa habilidade tão simples para alguém como ela... essas teias nunca passavam a existir. Sem ninguém e sem nada para se apoiar.

Certo dia essa aranha, já cansada e faminta pois sem a teia não havia como capturar nada para comer, resolveu ir até uma grande caixa metálica – talvez ali haja algo que eu possa comer – pensou ela. Chegando lá, a única coisa com que se deparou foi um frio, um frio mais gélido que qualquer sofrimento que já tivesse sentido, congelada, lá ela ficou.

Não demorou muito para que ela morresse, talvez uns poucos minutos. Vendo o cadáver contorcido e minúsculo, alguém simplesmente recolheu seu corpo e o jogou no chão. Nesse chão seu túmulo foi marcado e instantes depois uma fileira de formigas recolheram seu corpo, parte por parte. Essas mesmas formigas a levaram para seu formigueiro e a usaram como alimento.

Hoje a formiga não existe mais. Esquecida e desprezível ela se foi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.