Contos do Passado
1 Sinbad: Um Conto do Passado
Já era tarde do dia quando Maader veio retirar o jovem Sinbad da cela úmida onde ele se encontrava. Todos os dias ela o deixava algum tempo algemado e com água na altura dos tornozelos. As algemas não permitiam que fugisse e a água aos poucos roubava o calor de seu corpo. Todas as vezes em que estava quase desmaiando enquanto tremia de frio Maader surgia e o retirava de lá. Com a ajuda de algumas de suas crianças mais leais ela o carregava para outra cela onde ele não mais seria submetido ao frio. Ali sua punição era outra.
A bela mulher de seios fartos e coxas grossas o despiu completamente e o amarrou na cama. Sinbad ainda tremia de frio, mas isso foi rapidamente resolvido quando ela também retirou suas roupas e se deitou completamente nua sobre ele. Naquele momento suas crianças já haviam deixado os dois a sós e Maader podia fazer o que quisesse com o rapaz sem que ninguém presenciasse nada. E ela sabia como reavivar seus sentidos e qual tipo de punição era mais adequada a ele. Primeiramente ela o aquecia com seu corpo nu e voluptuoso. Em seguida, assim que Sinbad se recuperava do princípio de hipotermia ela o acariciava dos pés a cabeça. Maader sempre começava mordiscando sua orelha e dizendo coisas pervertidas nos seus ouvidos, em seguida agarrava seu membro com uma das mãos para provocá-lo. As carícias prosseguiam com ela beijando seu peito e descendo cada vez mais até chegar em seu membro.
— E então, você vai cooperar? Vai ser uma das minhas crianças? — Perguntou a pervertida com o membro endurecido de Sinbad em uma das mãos.
— Sim, Lady Maader, eu farei o que quiser. — Respondeu Sinbad dominado pelo desejo de ter aquela mulher voluptuosa, de pele macia e perfume agradável em sua cama.
— É mesmo? Isso me agrada muito. — Respondeu Maader enquanto colocava sua virilha na boca de Sinbad que a essa altura nem lhe respondia mais. Tudo o que ele queria era colocar sua língua e beijar aquelas partes íntimas de pele lisa e completamente depilada.
— Eu sinto muito, mas você não fala a verdade. Eu não acredito. — Ela lhe respondeu de forma ríspida e o abandonou amarrado a cama sem que ele pudesse se satisfazer e nem sequer sentir seu toque suave e o perfume de seu corpo. Aquele era o pior dos infernos para ele. Ser tentado ao máximo e em seguida sofrer total recusa e abandono.
Durante horas, enquanto estava amarrado naquela cama seu único pensamento era possuir Lady Maader. Mesmo que fosse a força ele não se importaria. Afinal, julgava que aquilo que o tratamento ao qual estava sendo submetido era desumano. Mas não havia nada que ele pudesse fazer e ninguém a quem pudesse recorrer. Dia após dia a tortura se repetia.
Um dia sua mente finalmente cedeu e Maader reconheceu isso. Ele agora era ums das suas crianças e faria tudo que fosse pedido sem questionar. Como prêmio por sua devoção, Lady Maader o levou para seu quarto e deu tudo o que Sinbad mais desejava. Naquela noite ela roubou sua virgindade e fez com o que o corpo de Sinbad ficasse ainda mais dependente de suas carícias. A essa altura ele já não se lembrava de sua amada Serendine, o sexo com Maader era algo que entorpecia seus sentidos e a menor possibilidade de desagradá-la era algo que não se passava em sua mente. Possuir o corpo de sua mestra e fazê-la chegar ao êxtase era tudo o que o jovem desejava. E assim ele passou a obedecê-la completamente e nunca a questionava.
Mas assim como um viciado que se livra de uma droga, Sinbad um dia resolveu traiu e abandonou sua mestra. Ele se libertou das correntes do desejo que o prendiam graças a Masrur que lhe ensinou que mesmo um escravo pode ter orgulho e desejar a liberdade.
Mesmo depois de anos de se libertar de sua mestra, Sinbad ainda se lembrava de tudo o que se passou naquela cama enquanto estava amarrado. Ocasionalmente ele pedia a Ja’Far que o amarrasse e fizesse dele o que desejasse. Ja’Far achava aquilo curioso mas nunca desconfiou de nada. Mesmo um ex-viciado sempre se lembrará dos momentos de êxtase causados pelo entorpecente que um dia dominou seu corpo, sua mente e sua alma. E essa é a história secreta do rei de Síndria. Algo que ele nunca contou nem mesmo ao seu amante e amigo mais íntimo.
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