Notas iniciais
------Ambiente------
Circus Maximus - Edificado há trinta anos pelo Imperador César Tibérius Domitianus.
Reinado Mercanum
Condado: Calidius
Continente: Gourai
O circulo romano é uma das instalações lúdicas mais importantes do condado de Calidius. Junto ao teatro e o anfiteatro, que forma a trilogia de instalações culturais e divertimentos do Império Mercanum. Circus Maximus é um recinto alargado, sendo a maior das instalações destinadas a divertir o povo, com remates circulares nos extremos. A arena, muito alongada, é dividida em dois pela spina formando duas ruas por onde correm as bigas(carroça). Sendo destinada a corridas, espetáculos e representações que comemoram os acontecimentos do Império. Nos circos realizam batalhas, corridas de cavalos e outras diversões. Nesta spina existem colunas e estátuas, bem como obeliscos comemorativos. Os contadores de voltas costumavam ser ovos de pedra o estatuetas de delfins. Há cada 3 anos são realizados as Olimpíadas de Tibérius. Evento em comemoração a vitória dos campos sangrentos conquistada pelo imperador de Mercanum.

Horário 16:00

Ambiente a meia luz, um quarto suntuoso, de gosto requintado, uma cama no centro, forrada de lençóis macios e travesseiros de penas de ganso. No leito dormia uma mulher de cabelos caracolados e negros, tinha uma pele macia e almiscarada. Perto da mesma, uma figura de face enfaixada, fazia caricias nos cabelos da adormecida. Ela literalmente estava “apagada”, pra ela, o estranho não estava ali. Penetrou a mão pelos lençóis da madame, trouxe pra fora um pingente preso num cordão de ouro, do tamanho de uma bola de gude, rubra como os olhos vampíricos. Havia algo no interior da pedra. O intruso se aproximou da mulher, deixando seu hálito frio a beijar a face alvejada da mesma. Balbuciou algumas palavras na língua antiga, soltando o hálito alvejado sobre a joia, ao terminar seus dizeres, expeliu pelos lábios um liquido pegajoso e negro. Cobrindo a joia, sendo absorvido pela pedra, surgindo ranhuras, que se mostrou uma runa. Feito isso se levantou, rumando para a janela fechada, seu corpo foi absorvido pelo vidro. A morena despertou como se nada tivesse ocorrido.

Horário 20:00
Estávamos todos animados com aquele dia. Fazia três anos desde a ultima Olimpíada de Tibérius. O estádio estava lotado, muitas pessoas vinham de toda Mercanum para acompanhar os cinco dias do evento. Não se falava em outra coisa, homens e mulheres de todas as classes desejavam se divertir com as boas pérolas criadas durante o evento. Na ultima o competidor Luminius conseguiu vencer uma sequencia de 4 adversários e no ultimo, foi derrubado vergonhosamente por Uteriom, que o fez comer terra, literalmente. Foi engraçado demais, vê-lo todo derrotado, cuspindo bafos de terra. Minutos antes estava todo garboso, contando com a vitória e logo depois, estava lá, todo esfarrapado, cheio de arranhões e hematomas, comendo terra. As pessoas começaram a chamado de Luminius come terra. Os jogos não eram compostos por escravos, pessoas livres escolhiam participar dos eventos, para alcançar a consagração. E de alguma forma de abocanharem um pedaço da aristocracia, para gozar dos privilégios de algum barão. Aquele dia prometia grandes coisas, não podia negar. A noite estava esplendida, o céu estrelado, com a Lua soberana, que compunha a pintura onírica. O arauto subiu no podium levantando a mão para tomar a palavra:

-Bem vindos senhoras e senhores, nesse solene dia festivo. Sou Leório Ministreu, seu apresentador. Faço a seguinte proposta a vocês. Quem aqui deseja se elevar diante do imperador, gozando dos privilégios da corte? O ganhador terá direito a uma porção de Terra, recebendo o titulo de Conde ou Condessa, ganhando 2000 Airgendras de ouro, para estabelecer o próprio condado. E o melhor de tudo isso, o vencedor ganhara a joia da rainha Milunis. Vamos lá, as vagas ficaram abertas para os próximos 30 segundos.

Todos Aplaudiram, jogando suas guirlandas pro alto, muitos homens e mulheres queriam participar do evento.

No lado de fora, a barraca das inscrições, contava com 3 escribas, com suas listas, começando a atender os competidores. No alto da barraca, continha as regras e convenções para a inscrição e a competição.
Era vetada a participação de crianças e pessoas idosas. A competição de hoje, era uma corrida, cujo objetivo era derrubar todos os competidores de cima da biga( carroça) guiada por um Rinertauros, uma espécie de rinoceronte originaria dos desertos de Mercanum, de temperamento agressivo, de couro grosso, corpo forrado de pelos marrons, tendo três chifres, que usam para travar brigas contra outros machos, no cortejo para conquistar fêmeas. Em Calidius os Rinertauros são domesticados para puxar arados, servindo de montaria nas lavoras de cevada e os Balaurdes, que são rinertauros, criados para a guerra, chegam a 3 toneladas, formando uma potente montaria de guerra, composta de músculos, dentes e chifres poderosíssimos . Serão usados para puxar as bigas. Sendo 1 para cada competidor. Cada competidor terá direito há uma lança de três metros e um escudo de ferro e madeira. Armaduras são opcionais, mais se recomenda um peitoral e um elmo se não deseja morrer tão cedo. Para a segurança, qualquer competidor que cometer assassinato, será desqualificado. Acidentes acontecem, no entanto os juízes estarão lá para assegurar se foi acidente ou não. As formas para desqualificação: Caindo de cima da biga, sendo gravemente ferido ou matando. Os corredores correram em torno da spina, tendo tantas voltas quanto persistirem competidores sobre as bigas. O uso de poderes é vetado, caso tente, uma defesa automática cuidara do assunto.
Após a inscrição os competidores deverião seguir para os estábulos, onde seriamarmados e preparados para a 1º"corrida".

Os estábulos fervilhavam de gente, de todas as classes, 12 pessoas haviam sido escritas. Os regentes haviam escrito um dos 5 Alfa Centuriam, para o embate. Sendo eles a elite da guarda real, lideres militares, exímios em seus ofícios. Cogitavam entre Eleneus Hurbom e Górbalox Limustash, ambos considerados os melhores nos duelos de bigas. O estabulo do Alfa Centuriam estava oculto por um manto negro. Dando sigilo e provocando a curiosidade de todos. Afinal daquele grupo poderia sair o vencedor. Era uma forma de garantir que o colar permanecesse na família real, um desejo que só poderia vir da própria rainha.

Leonna havia chegado numa montaria digna de aplausos e respeito. O leão Zydrath era um animal excepcional. Dotado de uma elegância e soberania que botava medo em muitos. Chegando no estabulo, um dos tratadores guiou a viking até seu animal, falando sobre ele durante o percurso:

Adestrador: — Me chamo Will Bort e gostei da montaria senhora, muito elegante, me deu medo. Se eu fosse a senhora tinha medo dos Balaurdes que enfrentara. O seu se chama Stomper, muito fácil de se lidar. Lhe darei alguns toques, não passe a mão sobre os olhos dele, nem tente alimenta-lo. Seu temperamento pode tornar arisco e com a força que Stom tem na mandíbula ...não quero nem pensar no que aconteceria com você. –Will já estava deixando Maya sozinha, quando lhe fez estranhas recomendações, que não seriam entendidas no momento: -O fogo guiara seu caminho, através dele achara o caminho para alcançar o êxito contra as trevas. –Se retirou sem dizer mais nada.

Minutos mais tarde chegaria o forasteiro cognominado por Sr. Raposo, as pessoas da região sequer ouviram falar nesse tal. Muitos burburinhos se formavam pra desvendar a identidade dele. Chegando ao estabulo, seria recebido por uma mulher velhinha, de cabelos grisalhos, um pano sobre a cabeça, vestida com um avental de couro. Apesar da idade avançada Kotdar era tida como uma das melhores adestradoras de Rinertauros de todo condado. Apesar da face enrugada, tinha um sorriso gentil e bondoso:

Kotdar: -Prazer em conhece-lo senhor Raposo, sou Kotdar, uma das adestradoras mais experientes de toda região. Espero te ajudar. Seu rinertauro vai ser o experiente Ugmak, é uma ótima montaria, leva alguns minutos para ele se acostumar com a sua presença. Creio que os dois vão se dar muito bem, vejo nos olhos de Ug, que já desenvolveram certa intimidade. Só não passe a mão nos olhos dele e nem dê comida pra ele. Fica estressado muito fácil. São verdadeiras bombas, prontas para detonar. Não gostaria que nada de mal acontecesse ao senhor. Bem, tenho que ir, qualquer coisa me procure, estarei pronta para ajuda-lo. Só não esqueça que a fraqueza do homem é encontrada no coração. –Ela deixa aquela pérola sem explicar o porque daquilo.

O escudo se encontraria junto da lança. Todos tinham armamentos iguais, sem distinções, feitos pelo mesmo artesão, usando o mesmo metal. Para não haver vantagens, Gorbur o artesão definitivamente teve muito trabalho para o evento.

Em meio a tantas pessoas, um sujeito de cabelos ruivos trocava cotoveladas, tentando chegar ao escriba:

-Meu senhor quero me escrever, não perderia essa oportunidade por nada. Coloque ai: O Ambíguo!

O homem fez a inscrição do sujeito, mostrando o local que ele deveria seguir para encontrar seu Rinertauro. Ele vestia uma armadura acinzentada que cobria toda extensão do seu corpo, parecia até um pouco pesado por causa dela. O estado não era dos melhores, aparentemente havia sido castigada, com alguns amassados, arranhões e pequenas ranhuras, feitas durante duelos. Aparentemente era um cavaleiro andante, viera montado num cavalo negro, com crina vermelha. Trazendo junto de si um escudo, com o brasão de duas fênix, uma branca e outra negra. As pessoas desconheciam de onde vinha aquele brasão. Foi apresentado para seu rinertauro, chamado Russell, não poderia ter nome melhor. Vinha lembranças de um amigo de infância, chamado também de Russell, um verdadeiro carne de pescoço. Chato e irritadiço, não esperava outra coisa da sua montaria.

A algazarra no circus aumentou, as pessoas gritavam quando o arauto aparecia para tomar a palavra:

-Faltam poucos minutos cidadãos Mercaniences. Acabamos de fechar as inscrições com 15 inscritos. Se preparem pois será de tirar o fôlego. Que venha Górbalox Limustash.

O Alfa Centuriam apareceu sobre sua biga, vestido com uma lustrosa armadura de metal vermelho, com as medalhas de honra no peito, trazia consigo uma capa negra com o brasão da família real bordado em detalhes dourados. Protegia a cabeça com um elmo espartano, com uma “crina” negra no alto. As pessoas mostravam respeito com ele, era um excelente estrategista, um combatente nato.

-Que venha Eleneus Hurbom.

Todos ficaram espantados quando Eleneus apareceu na pista. Ninguém esperava que dois Alfas entrassem na competição. Mais espantados ficaram, quando perceberam que ele usava a pedra rubra pendurada no cordão de ouro. A joia da rainha, prometida como prêmio ao ganhador da corrida. Logicamente era uma forma da rainha de provocar os competidores. Queria dizer que o coração da rainha não sairia do reinado. Ele se vestia em cores contrapostas a Górbalox, era tido como o melhor estrategista do cinco Alfas.

Ele fez uma apresentação mais demorada somente para os dois que eram parte do reinado. Para o restante dos competidores, ele apenas pronunciou seus nomes em sequencia, sem fazer pausas para admira-los. O ambíguo era apresentado e notava um ambiente cheio, lotado de pessoas, de todas as classes, com um camarote dedicado a aristocracia do condado. A spina era iluminada por várias tochas incandescentes. O ruivo se aprumou na sua biga, posicionando o escudo e a lança. Um homem soltou uma pomba branca e a contagem começou:

-UM, DOIS, TRÊEEEEEEEEEEES!

Um arqueiro atira uma flecha que sincronizadamente ao chegar no 3, atinge a pomba na cabeça. A ave vai caindo lentamente aos olhos dos espectadores, como se o tempo fosse alongado e seu corpo se chocou no chão tornando-se um borrão de sangue. Todos os competidores partiram ao mesmo tempo, os Balaurdes pisotearam a pomba, transformando ela em carne moída. Os sádicos se divertiam com aquela visão.

[continua...]

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.