Contos do Eremita
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
Somos o que somos, e nada mais. Eu sou aquilo que conta, ele é aquele que espera, e você aquele que lê. Não sei exatamente o que conto, apenas conto. Assim como não sei o que ele espera, ou o que você lê. Não sei onde nenhum de nós está. O que sei e posso contar no momento, é sobre ele.
Ele vive em alguma floresta. Não sei onde está a floresta. Talvez não importe. Talvez não seja apenas uma, talvez... Não sei. Não sei em que parte da floresta ele vive, e não sei como os outros chegam até ele. Mas chegam. Pode acreditar que chegam, em um momento ou outro, mesmo a demora entre as visitas pareça uma eternidade.
Os que chegaram mais perto, dizem que há na floresta uma clareira, na clareira uma fogueira azul, e atrás da fogueira há algo como um velho encapuzado que parece estar ali desde o início dos contos. O que lhes conto são os episódios dele, dos que o encontraram, ou das coisas que ele próprio conta a si, aos outros, ao vento, à floresta, à chuva, ao tudo, ao nada. Esses são os contos do eremita.
Fale com o autor