Contos de um passado distante
1 Alessandra
Notas iniciais
Paris, França 19 de maio 13:00
POV’ON Alessandra:
Hoje é o dia, finalmente vou poder escrever meu primeiro livro, esperei por esse dia desde que tinha 6 anos, nada vai me atrapalhar.
—Oi pai.
—Oi.
—Sabe que dia é hoje?
—Seu aniversário?
—Paiii, meu aniversário é mês que vem!!
—Deixe me ver então.... Hoje é meu aniversário?
—O seu foi mês passado.
—Então não sei.
—Ah quer saber, tchau.
Levanto da mesa e me arrumo para sair.
—Ei aonde você vai?
—Sair.
—Com quem?
—Uma amiga.
—Ei espera.
Meu pai sempre é assim, ele ficou perdido quando a mãe morreu, ele nunca superou. Mas quer saber, não posso demorar, eles já devem estar esperando.
—Qual desses você prefere? Jaqueta com jeans ou o vestidinho preto e a boina vermelha
—O segundo.
—Obrigado.
—Vê se não demora muito, só falta você aqui.
—Eu sei, mas eu estava me preparando para escrever o livro.
—Você ainda está com essa bobagem na cabeça?
—Eu sempre quis escrever um livro, você sabe muito bem.
—Termina de arrumar logo que eu passo aí para te buscar.
—Ok.
Hoje é o aniversário da Jasmim, ela vai dar uma festa de bombar, meu pai não quis deixar eu ir de primeira mais eu dei um jeitinho, e pra falar a verdade, não é só porque ele não sai muito que eu não posso sair. Ele passa a maior parte do tempo escrevendo, isso quando ele não está comendo ou cochilando.
*Toc toc toc*
—Pode entrar Sophia, estou terminando de arrumar.
—Oi Sophia.
—Bom dia sr. Denis, parece que o senhor está mais jovem do que da última vez!
—Não parece, eu me sinto mais velho a cada dia.
—Isso não tem a ver da Alessandra te chamar de velho, não é? O senhor só tem 31 anos.
—Você que pensa Sophia.
—Alex!!(esse é o apelido da Alessandra)
—Ela tem razão.
—Não tem nada, daqui a pouco ela te alcança, ela já tem 13.
—E você 14.
—Sophia vamos logo, não quero me atrasar mais.
—Tchau sr. Denis.
—Tchau Sophia.
Eu também não estava muito animada para ir na festa, teria muitas pessoas, e eu não me misturo muito bem. Ainda mais com o Ykaro lá, todo mundo baba só de ouvir o nome dele, acho que as outras meninas da escola matariam umas às outras, só para ficar com ele. Não sei o que elas veem de tão especial nele, para mim ele só é mais um rostinho bonito, apesar que dizem que ele quer ficar comigo. Sinceramente, prefiro morrer sozinha do que ficar com ele.
14:30
—Jasmim, parabéns.
—Obrigada Alessandra.
—Eu trouxe um presente, não é grande coisa mais é uma lembrança.
—Ai meu Deus, não precisava.
—Claro que precisava, não é todo dia que se faz 15 anos.
—Obrigado.
Estava saindo quando Jasmim me chamou:
—Ei ouvi dizer que o Ykaro está te procurando.
—Só me faltava essa.
—Vai falar com ele. Acho que vi ele perto do banheiro.
—Fazer o que, vou falar com ele, mas não demoro.
Fiquei procurando ele por 10 minutos, até que encontrei ele perto da mesa onde estava o bolo (*-*)
—Oi Alex.
—O que você quer?
—Ouvi dizer que seus olhos ficam lindos a noite, e queria ter certeza.
Não respondi nada, pois na verdade, meus olhos ficavam parecendo uma nuvem cinzenta a noite.
—Era só isso?
—Na verdade tem mais uma coisa.
Ele veio para cima de mim tentando me beijar, afastei o rosto dele, e dei um tapa bem forte. Todo mundo olhou para nós.
—Sophia vamos embora.
—Mas já? A festa acabou de começar!
—Eu estou passando mal.
—Já que você insiste.
Fale com o autor