Contos de Um Coveiro
4 O cretino que me dava trabalho de sobra...
Se eu disse que semana passada foi cheia,bem,eu estava enganado.
Um serial killer estava à solta,me dando muito trabalho.E aquela mesma frase se repete “Muitos corpos para poucas covas”.
Esse maníaco matava garotas jovens .Parecia atraí-las para casa...E não voltavam mais...Não com vida...
Os corpos apareciam sem alguns órgãos,tais como:olhos,estômago,vísceras,cérebro e coração.
“As pessoas daqui parecem gostar de corações” Pensava eu ao arrumar os corpos para os funerais.
Alguns corpos mais tarde,as vitimas apareciam com as mão e algumas partes do rosto queimadas.
Cada corpo um funeral,cada funeral,lágrimas e mais lágrimas.
Chegou ao ponto de haver mais de 4 funerais por dia.Mas depois de algum tempo,os corpos não eram encontrados.A policia chegou ao ponto de usar uma pobre garota como “isca”.
Ela havia roubado uma maçã,e sua sentença foi morrer pelas mãos daquele frio assassino...
Segui-a até o lugar marcado para o encontro.Sim,eu a segui.Queria ver quem era o infeliz que me dava tanto trabalho.
O infeliz era um homem de estatura mediana,com cabelos escuros que contrastavam com seus olhos azul-gelo.Para a minha surpresa ele era novo,de uns 28...29 anos.
“Pensei que era um pedófilo”
Mas não deixava de ser notável,um homem com uma garota de 15 anos.
O encontro teve um clima pesado,a garota estava apreensiva pois sabia que logo iria morrer.
Ele deu seu golpe de misericórdia e colocou algumas pílulas no suco da garota,que logo desmaiou.
Ele o levou para o local de sua morte:sua casa.
Lá a garota acordou assustada com as agulhas que ainda lhe perfuravam a pele.Tentou se levantar mas não conseguia,a voz não saia e nem sequer podia mover a cabeça.Era o entorpecimento que lhe tomava o corpo.
-Ora,vejo que acordaste pequena...Pronta para o seu trágico fim?
Uma risada sádica escapou pelos seus pálidos lábios.Ela tenta se soltar a todo custo das amarras mais era inútil,ela já havia sido sedada o suficiente para sequer mover um dedo.
“Tenho que fazer algo,ela vai ser esquartejada!” Peguei arma que levava comigo.Mirei no meio da testa daquele maldito e atirei.Ele caiu e deixou seu sangue podre espirrar na garota que demonstrava medo e gratidão pelos seus olhos vagos.
Soltei a garota e a levei para sua casa...Ela tentou balbuciar algo mas a única coisa que saiu pelos seus lábios trêmulos foi um “obrigado” em meio de lágrimas.
Voltei à casa do assassino,e descobri os restos dos corpos das garotas...estavam em uma espécie de frigorífico montado no porão.
Parecia que ele vendia os órgãos para alguns hospitais...E as queimaduras eram resultados da luta pela sobrevivência...
Recusei-me a enterrar o cretino...Mas fazer o que?É o meu trabalho...
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