Voltei a aquele maldito lugar, com a raiva que consumia meu corpo, e disposição de matar alguém.

Entrei pela porta dos fundos, estranhei não haver guardas ou seguranças pelos corredores.

Ouvi algumas vozes no corredor e passos a se aproximarem.Escondi-me em um quarto escutei atentamente a conversa de dois estranhos.

-Todos saíram de novo, acho que vão para o mercado,de novo.Este mês, tivemos ótimas coletas.

-Sim.Vou fechar isto aqui, já está tarde.Vamos?

Eles foram embora.Pude ouvir o pesado portão sendo arrastado.”Estou sozinho, ótimo”.

Tentei analisar o ambiente em que me encontrava.Era um quarto escuro, com cheiro de mofo e de formol.

Percebi que havia uma cama, e alguém estava deitado nela.

Era uma garota, tinha cabelos ralos, pele pálida e olheiras.Havia um liquido ligado em suas veias, e ele com certeza não era soro.

“Parece até estar morta...” Pensei eu ao checar o seu pulso.

Gelei ao perceber que não havia pulsação.

“Ela está morta”

Corri pelos corredores, entrei em todos os quartos, chequei todos os pulsos, respiração, e qualquer outro meio de se saber se a pessoa está realmente morta.

Para o meu medo e surpresa, todos ali se encontravam mortos.

Resolvi checar qual era realmente o liquido em suas veias.”Formol”.

Aquilo era um lugar onde pacientes ainda vivos, eram trazidos e mortos.Logo após a sua morte eram colocados em quartos escuros, e tinham formol ligado em suas veias para...

“Conservar os órgãos”.

Fui até um frigorífico montado ali,abri a pesada porta congelada,me assustei com a quantidade de órgãos conservados ali.

De repente,fiquei tonto.O cheiro de mofo,formol e morte penetravam por meu nariz.Faziam minha cabeça latejar,e meu estômago embrulhar.

Sai dali,busquei por alguns tanques de gasolina e algumas garrafas de formol.Peguei um fósforo e pus-me a trabalhar.

Foram necessários 5 tanques de gasolina e 10 garrafas de formol para por tudo em chamas.

“Cremação em massa” Foi assim que chamei aquele espetáculo.Todos descansando em paz juntos,tendo um fim descente.

Eu realmente desejei naquele momento que um dos cretinos responsáveis por aquele hospital estivesse preso em uma sala.Eu realmente desejei que ele estivesse agonizando em meio às chamas...

“Você teve o mesmo fim que eles.” Diria eu ao ver a cena.

Naquele lugar foi construído um memorial em meio às cinzas.Uma forma de fazer jus a frase:

“Deve-se respeito aos mortos”