Contos de Um Coveiro
16 As prostitutas da rua Carlton
Nesta semana tive que enterrar muitas prostitutas.
Todas, aparentemente, morreram como a primeira: com marcas roxas no pescoço, perfurações na barriga e todas encontradas m um beco.
Realmente, foi muito conveniente termos tirado Ellena de sua antiga vida.Senão, eu teria que a enterrar como todas as suas antigas companheiras de trabalho...
A área de abrangência dos ataques se resumia aos arredores da rua Carlton.
Não se deixe enganar pelo belo nome: aquela rua era conhecida pelo seu grande número de bares, bordéis e brigas...
Ultimamente, algumas prostitutas têm comentado sobre um homem de aparência desconhecida, e que pagava muito bem pelos serviços ‘prestados’.
Muitas procuravam sobre este rapaz, mesmo não sabendo se este era jovem ou velho.Elas só queriam o seu dinheiro.
Mas depois de acha-lo, muitas acabavam como tantas as outras que se deixaram levar pela ganância.
Eu realmente não estava mais agüentando enterrar tantas mulheres...Seus perfumes me enjoavam e me faziam vomitar.
Tomado pela raiva eu armei um plano: Ellena se passaria por prostituta e eu a seguiria até o responsável pelas mortes.
-É lógico que ela não fará isso!
Protestou Elliot.
-Calma...Pode deixar que eu faço.
Ao dizer isso, Elliot começou a discutir com a garota que agora tinha cabelos castanho-claros.Ela tentava o convencer que isso seria para o bem de todos...E que nada iria acontecer.
Era engraçado ver os dois discutindo sobre a decisão tomada por ela.
Por fim, resolvemos que Ellena tingiria novamente o cabelo de loiro e vestiria a sua odiosa roupa de prostituta.
Ellena se tornara vulgar novamente.Mas agora era para um motivo mais nobre...Nada de vender seu corpo novamente.
-Ele é do Elliot.
Dizia ela a si mesma para tentar se acalmar diante das piadas maliciosas de homens que circulavam pela rua.Sua maquiagem exagerada escondia os 17 anos vividos, seu corpete provocador modelava sua silhueta de moça-feita.
Não demorou muito para que o tal homem misterioso notasse a pobre garota e seu decote.
-É ele.
Disse a Elliot enquanto examinava o homem que conversava com Ellena.Elliot estava nervoso, por ver sua amada sendo dedilhada por outro homem.
-Vamos logo!Acabe com isso!
-Se acalme.Se ele perceber, ele pode a matar a qualquer instante!
Ele se acalmou.
Ellena foi levada pelo homem até um beco.Ele lhe dizia algo sobre uma vingança...
Ela estava nervosa, o homem falava rápido e friamente.O sobretudo preto cobria-lhe o corpo alto, chapéu jazia em sua cabeça e lhe escondia o rosto.Pude ver os olhos de Ellena se perderem na escuridão procurando por alguém conhecido...O suor que brotava de seu rosto borrava o blush vermelho que jazia em suas bochechas...
Foi então que o homem se ergueu sobre ela e agarrou seu pescoço, sufocando-a.
-Ellena!
Elliot correu em direção ao monstro que suspendia Ellena do chão.
“Droga! Seu idiota o que você está fazendo?”
Elliot socou o rosto dele, fazendo o chapéu cair no chão e revelando um rosto conhecido.
“Sr Friendrich?”
Sr Friendrich era o antigo dono do cemitério onde trabalho...Ele que me ajudou a me instalar lá.Mas parece que ele largou a propriedade depois que sua mulher o largou e virou prostituta...
Ele enlouqueceu e nunca mais foi visto...O atual dono do cemitério é o seu filho.
Ele realmente demonstrava sinais de loucura ao gritar e berrar com Ellena.
-Eu vou me vingar Antonia!Você me traiu!Fugiu para ficar com ele!E ainda virou prostituta!
Ele pegou a faca e a passou pelo braço de Elliot, e depois seguiu para o pescoço de Ellena...Mas eu fui mais rápido, de novo.A bala perfurou friamente por sua cabeça, espirrando sangue no corpete e no decote de Ellena.Ela gritou ao ver o cadáver estirado no chão, e correu para os braços ensangüentados de Elliot.
-Ora senhor Friendrich...Você matou sua esposa faz uma semana...
Disse eu ao pegar o cadáver e o coloca-lo em meu ombro.
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