Contos de Sonhos Distantes
14 Caneta, papel e imaginação
Notas iniciais
Obrigada pela falta de consideração, amiga, que provavelmente não está lendo isso.
Ela escrevia o tempo todo...Como se isso fosse o seu respirar. Se perdia em suas palavras, como se entrasse em um novo mundo, seu mundo. Ela não precisava de imagens ou de uma televisão para se perder em um mundo inexistente. Ela apenas precisava de suas palavras e de sua imaginação...
Com caneta e papel, ela criava uma fantasia que nem em mil séculos poderia ser recriada com perfeição fora de sua mente. Ao viajar em sua imaginação, ela podia desfrutar de mil emoções distintas sem ao menos sair do lugar. Ela experimentava amores, sonhos e fantasias. Viajava mundos, universos e dimensões sem ao menos sair de seu quarto. Ela era a protagonista, a vilã, ela era quem quisesse ser. Ela podia experimentar várias realidades, viver várias épocas...Ela era uma heroína, uma princesa guerreira da época medieval; ela era uma fada, um anjo, uma vampira...Ela era o real e o irreal.
Ao tirar a caneta do papel, seu mundo se desfazia, e ela voltava a dura realidade: ali, ela não era nada mais além de uma garota sonhadora com papel e caneta nas mãos...
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