Contos de Hans

4 Finalmente, Capítulo Um


Notas iniciais
Demorei a escrever para elaborar melhor a história. Espero que gostem.

Ao amanhecer, o Sol parecia não brilhar tanto como antes. Capuz passara a noite em claro, de debulhando em lágrimas. Todos estavam tristes. Peter não se conformava com a forma fútil em que perdeu o primo de vista. Cristal levantou-se da cadeira e se prontificou a falar:

– Precisamos achar Clarck.

– Jura? Só pensou nisso agora Menina Gasolina? — falou Peter em tom de ironia.

– Estou falando sério. Não temos tempo a perder. A minha vida também está em jogo.

– O que vocês dois tem em comum? Cala sua boca novata! Foi um erro eu e Clarck virmos atrás de ajuda. Agora, perdi não só ele, mas todo nosso trabalho. É uma questão de tempo até morrermos. Faltam apenas 5 Luas para a Lua Sangrenta, e não estaremos preparados. — disse Capuz lastimando a perda do esposo.

– Não é só isso Capuz. Entenda. Nunca se perguntou como consigo manusear o fogo tão bem?

Peter e Capuz voltaram suas atenções para Cristal.

– A cada mil anos, nasce um casal de bruxos. Bruxos Brancos. O coração deles é puro, e quem comer deles terá vida eterna. O dever deles é se misturarem cada vez mais com os humanos.

– Continue! O que isso tem a ver? — perguntou Peter.

– Eu sou uma Bruxa Branca. — disse Cristal em um tom seco.

Peter e Capuz gelaram.

– Meu dever era encontrar meu irmão Branco. Por isso ontem, ao ver Clarck, minha pupila dilatou. É ele. Clarck é um Bruxo Branco. Ele não saiba porque os bruxos não tem o poder que as bruxas têm. Por isso aprendi a manusear o fogo tão bem. Temos que correr. Na noite da Lua Sangrenta, sacrificarão Clarck em prol de algumas pessoas. O meu maior medo é que as Feiticeiras estejam por trás disso. E se o matarem, é questão de tempo até me acharem.

Peter deu um passo a frente.

– Bem... falando em bruxas, — disse ele — tenho um amigo que é especialista nisso.

– Conte-me mais. — disse Cristal.

– Ele perdeu a sua irmã Maria recentemente.

– Não vá me dizer que você conhece o...

– João. O patinho feio pros amigos de longa data.

– E onde o encontraremos? — perguntou Capuz.

– Ele sempre fica perto do mar Azul.

– Mar Azul? Conheço uma amiga que mora... digamos que... perto de lá.

– Sério, Capuz? E ela poderá nos ajudar?

– Ela não é tão poderosa, mas sua voz... literalmente move montanhas.

– De quem falas?

– Ariel, mais conhecida como a pequena sereia.

***

Notas finais
Nesse capítulo eu incrementei um pouco kk. Esse negócio de bruxaria e feitiçaria me encanta e eu tinha que arrumar um jeito de colocar na história. Então fiz de João( da história de João e Maria), um homem que sofria preconceito, tal como o Patinho Feio, dos contos de Hans. Como Ariel e João se encaixarão nessa aventura? Resposta nos próximos capítulos :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.