Contos de Hans
3 Capítulo Zero e Meio e Mais Um Poquinho
Notas iniciais
A Lua brilhava isolada no céu. Noite de poucas estrelas. Faltavam 5 noites para a Lua Sangrenta, onde a maior guerra de Encantado aconteceria no silêncio da madrugada.
O relógio apontava meia-noite.
– A hora da Lua. Vamos Cristal.
Cristal assentiu. Beijou o rosto de seu pai que dormia no chão.
***
Como sempre, Capuz e Clarck se encontraram na primeira árvore seca da floresta. A visão noturna dos dois era muito aguçada.
Capuz trajava sua peculiar veste vermelha. Seu capuz tinha um estranho poder mítico de a deixar invisível quando ela o vestia no horário da Lua. Cristal, sempre vestida como uma boneca, acendeu um fósforo, e se queimou como de costume. Clarck e Peter se assustaram com o que viram.
– Uau! Ela faz isso com uma naturalidade... — disse Peter.
– É primo, somos Caçadores. Vamos? — disse Clarck.
– Vamos, você conduz ele, e eu ela, O.K. amor? — disse Capuz a Clarck.
Ele assentiu.
Peter sempre se vestia igual: um estranho estilo de soldado do passado. Colocou uma base de madeira no lugar de sua perna, que não tinha.
– Bem, é simples. Viu algum lobo? Mata ele. — disse Clarck ao primo com frieza.
Um uivado. Outro uivo. E mais um. Repentinamente, o silêncio tomou conta de tudo.
OOOOOOOOOOOOWWWWWWWWWWWWWWWWWW!
Um enorme lobo arrancou a base da perna de Peter. Rapidamente ele acertou um tiro no tórax do animal.
– É só o começo! — disse Clarck ao matar dois lobos com apenas uma flecha.
Sim, Clarck era arqueiro. E dos bons. Fez curso na Acadêmia Secreta das Flechas, na Amazônia, no Brasil. Tinha intimidade com bichos e índios.
Um clarão quase cega a todos.
Era apenas uma bola de fogo soltada por Cristal.
Capuz já matara mais de cinco. E eles não paravam de atacar. Era uma enorme alcateia.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
O grito doído de Clarck deixara todos preocupados. Não foi um lobo que o mordera. Foi um ataque... de uma bruxa! Ele se tremia no chão. Fora atacado por uma força sobrenatural. Uma mulher mais velha, com vestimentas escuras e quase camuflada nas árvores, pegou-o e fugiu em uma moto voadora. Era incrível. Uma moto normal que voava.
– Não! — gritou Peter desesperado.
No ar, os olhares de Cristal e Clarck se encontraram. Ele olhou pra ela em seu último momento de lucidez daquela noite.
A pupila dela dilatou.
***
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