Notas iniciais
Larissa: OiOi Brasil! É com imensa alegria que venho trazer o último capítulo da Fic, isso mesmo pessoinhas. Bom eu só tenho a agradecer a todos que leram e os que comentaram e principalmente agradecer a Gaby-chan por me permitir fazer parte desse projeto! Êhh Bagacera

Byakurella ~ (Cinderella)

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Era uma vez um homem chamado Kuchiki Shojun, cuja a primeira esposa tinha morrido. Depois deste trágico acontecimento, decidiu investir em algo novo e arrumou um companheiro, casando pela segunda vez com um homem muito orgulhoso e arrogante, chamado Aizen.

Ele tinha dois filhos, que não eram muito bem vistos por serem problemáticos: Yumichika, o filho mais velho, era obsecado por beleza e invejoso por sua irmã ser mulher e, Soi Fong, a filha mais nova, era meio moleca e apaixonada por uma mulher chamada Shihouin Yoruichi, madrinha de Byakuya. Mas não se podia negar que eles tinham traços de personalidade iguais as do pai. Os traços ruins, é claro.

Que maravilha de filhos, não? Pois é.

O Kuchiki tinha um filho do seu primeiro casamento, chamado Byakuya. Era um rapaz calmo, virtuoso e dono uma beleza invejável.

O novo companheiro do homem não tolerava as boas qualidades do jovem, pois elas faziam com que seus filhos parecerem ainda mais detestáveis. E eram, esperem para conhecer.

Ele mandava Byakuya fazer os serviços mais sujos da casa: lavar os pratos, limpar as escadas e lustrar o chão de todos os quartos. Fora ser escravizado pelos irmãos e satisfazer os ‘desejos’ do padrasto. Se é que me entendem.

Ele dormia no sótão, onde havia uma cama horrível, enquanto os seus "irmãos" tinham quartos com chão encerado, dormiam em camas macias, e tinham espelhos nós quais se admiravam da cabeça aos pés.

Byakuya, sempre na dele, sofria em silêncio e não se atrevia a queixar-se ao pai.

Os malvados irmãos lhe deram o apelido de Byakurella. Mas embora o pobre rapaz tivesse que vestir roupas velhas, esfarrapadas e fora de moda, era ainda cem vezes mais bonito que os irmãos com suas vestes esplêndidas.

Mas é bem feito.

Aconteceu que o filho do rei Abarai, o príncipe Renji, estava organizando um baile e mandou convites a todas as pessoas importantes do reino. Um baile não, O baile né. Quando os dois irmãos receberam o convite, ficaram contentíssimos. Yumichika passava o tempo todo escolhendo roupas e penteados, tanto para ele, quanto para Soi Fong – que estava achando aquilo tudo um pé no saco — para ver com qual iriam ao baile.

Isso deu um trabalho extra para Byakuya, porque ela tinha que passar e engomar as roupas que os bonitinhos só iam experimentar.

Já se foi à época da escravidão, viu? Tanto para negros quanto para brancos.

Eles só falavam da droga do baile. E isso já tava irritando, sério. Byakuya, é claro, foi chamado para ajudar. E só para ajudar. Tinha de ajudar na escolha das roupas e tinha até que pentear o cabelo deles. Vontade de dar um belo puxão no cabelo deles era o que não faltava!

Brincadeira, o nosso Byakuya não é malvado assim. Mas devia ser, com o que os irmão disseram a seguir:

– Byakurella, você não vai ao baile? – disse Yumichika, com um sorriso de escárnio.

– Com suas roupas esfarrapadas, que figura você não faria! – Soi Fong completou. E os dois caíram na gargalhada.

– Com vocês rindo de mim, torna a coisa pior ainda. — Byakuya corou, pois por dentro ele também queria ir ao baile.

– Você tem razão, todo mundo daria uma boa risada se Byakurella fosse ao baile. – Yumichika zombou, sem para de gargalhar.

– Talvez eu possa ir ao baile — ele disse. – Yumichika, você não poderia me emprestar aquele paletó preto, para eu poder ir com vocês?

– Realmente, eu acho que não! – exclamou o irmão mais velho. Não emprestaria minhas roupas para alguém como você. E não queremos você atrás de nós. Você acha que somos estúpidos?

E assim terminou a conversa. Ninguém poderia culpar Byakuya se ele tivesse estragado completamente o penteado dos irmãos, ou qualquer outra coisa mais grave. Mas preferiu fazer tudo direito, para que as coisas não ficassem pior do que já estavam.

Os irmãos estavam tão agitados que não conseguiram comer nos dois dias antes do baile, e estavam constantemente admirando-se em frente ao espelho. Nem Byakuya entendia pra que tanta coisa.

Finalmente o grande dia chegou. O pobre Byakuya disse adeus para seus irmãos, em seguida ele sentou-se perto da lareira e começou a chorar. Apesar de achar um saco os irmãos se arrumando, ele também gostaria de ir ao baile.

Mas nem tudo estava perdido.

Acontece que Byakuya tinha uma madrinha chamada Yoruichi, que foi escolhida por ser muito amiga de sua mãe e de seu pai. Ninguém sabia, mas ela tinha poderes mágicos. Ela foi até a casa dos Kuchiki, saber se Byakuya já tinha saído para o baile, caso contrário, iriam juntos e ela seria o seu par. Mas quando lá chegou, viu as lágrimas tão amargas de seu tão querido afilhado, perguntou-lhe o que se passava.

– Eu gostaria de... Eu gostaria de... — Byakuya estava chorando tanto que não conseguia falar.

– Você gostaria de ir ao baile, não é meu Byakuya- Bo? – ela perguntou, consolando-o. – Aqueles malandros aprontaram com você?

– Sim, madrinha. – ele suspirou.

– Bem, se você fizer o que te digo, eu farei com que você vá ao baile. — disse Yoruichi.

Ela então deu instruções esquisitas à Byakuya, como pegar uma abóbora. Ele foi até o jardim e pegou a abóbora mais bonita que encontrou. Levou-a para dentro, para a fada madrinha, embora não soubesse como uma abóbora poderia ajudá-la a ir ao baile.

Yoruichi fez um buraco e esvaziou a abóbora até ficar só a casca. Tocou-a com a varinha mágica, que tirou de dentro das roupas, e a abóbora se transformou numa linda carruagem dourada!

Em seguida a madrinha procurou dentro da ratoeira onde encontrou seis camundongos vivos. Ela disse à Byakuya para levantar a tampa da ratoeira e deixarem os camundongos saírem um por um.

À medida que eles saiam, Yoruichi os tocava com a varinha mágica, transformando-os em cavalos lindos, para puxar a carruagem. Em seguida ela se perguntou o que poderia usar como cocheiro.

– Eu vou ver se há um rato na ratoeira. — disse Byakuya. — Um rato faria um bom cocheiro.

Byakuya foi buscar a ratoeira, onde havia três ratos gordos. A madrinha escolheu aquele com o bigode mais fino. Quando ela o tocou com a varinha mágica, ele transformou-se num cocheiro com o bigode mais bonito do mundo.

– Bem, agora você pode ir ao baile com categoria. – ela disse sorrindo.

– Claro que sim Yoruichi, mas como posso ir ao baile com essa roupa tão horrível? – respondeu Byakuya.

Bastou um toque da varinha mágica para transformar os farrapos de Byakuya num vestido de ouro e prata, bordado com pedras preciosas. Finalmente, a madrinha lhe deu um par de sapatinhos de cristal.

Opa. Acho que tem algo errado aqui, só acho.

– Madrinha, mas isto é um... Vestido?! – ele exclamou, espantado.

– Oh não, aconteceu de novo. – ela suspirou tristonha. – Desde que minha varinha teve uma grande queda, ela anda falhando. E agora não posso desfazer o feitiço.

– E agora? Como vou ao baile? – Byakuya começava a se desesperar, olhando para si mesmo como se estivesse vendo uma visão do inferno.

– Assim ué. – Yoruichi sorriu. – E é um bom disfarce para você. Seus irmãos nunca vão desconfiar.

Parece que o nosso Byakuya estava sem sorte. Vestido, que merda. Mas fazer o que né.

Todo arrumado, Byakuya entrou na carruagem. Yoruichi lhe avisou que deveria estar de volta à meia-noite, pois o encanto terminaria ao bater da última badalada. Ele prometeu à madrinha que assim o faria e partiu.

O filho do rei, Renji, tinha sido avisado que uma moça desconhecida estava para chegar ao baile, ele então se apressou a ir dar-lhe as boas-vindas. Ajudou Byakuya a descer da carruagem e levou-o ao salão de baile. O que foi ótimo, pois era difícil se equilibrar naquele sapato.

Assim que todos o viram, ficaram espantados. O baile foi interrompido e os violonistas pararam de tocar enquanto todos admiravam aquela beleza perfeita. Mal eles podiam imaginar que aquela moça tão admirada era um homem. E Byakuya estava se sentindo mal com isso, afinal nem mesmo podia abrir a boca para agradecer, do contrário, sua voz imponente estragaria tudo.

Até o rei, embora já fosse velho, não conseguia tirar os olhos dele e murmurou para a rainha que há muito tempo que não via uma jovem tão bonita. A rainha concordou com ele, pois na realidade a linda desconhecida resplandecia mais que qualquer outra moça do salão. Oh God.

Todas as mulheres observaram completamente recalcadas o penteado e o vestido dele, ansiando por saber de onde ele veio e onde um vestido tão elegante podia ser feito. E que tecido tão deslumbrante. Elas queriam a todo custo lembrar-se dos mínimos detalhes para poderem copiá-los para o primeiro grande acontecimento que surgisse.

Invejosas, beijinho no ombro pra vocês.

O príncipe Renji deu a Byakuya o melhor lugar e lhe fez muitos elogios. Mais tarde a conduziu para o salão de danças. Apesar dos sapatos altos que usava, ele dançou com tanta elegância que todos o admiravam ainda mais.

Após a primeira série de danças ouve um banquete excelente, mas o príncipe Renji não conseguiu comer nada porque se encontrava todo absorvido pelo lindo desconhecido. Era isso, já estava apaixonado.

Byakuya sentou-se junto aos irmãos e deu-lhes toda a atenção, apesar de não dizer uma só palavra. Eles ficaram extremamente surpreendidos, mas nem por sombras o reconheceram.

Será que Byakuya tinha o rosto tão afeminado assim? Mas também, por debaixo de um vestido e um penteado, ninguém pensaria que aqui ali era homem.

Em seguida a dança recomeçou. Todos os jovens queriam dançar com ‘’aquela moça linda’’, e Byakuya ficou agradecido pelo príncipe não ter dado oportunidade à ninguém. Byakuya dançou todas as danças com o príncipe e, quando paravam, ele permanecia ao seu lado, certificando-se de que ele não precisava de nada.

Byakuya nunca tinha sido tão feliz na vida. Na verdade, ele estava tão absorvido com o belo príncipe Renji e com as atenções recebidas que esqueceu-se completamente do aviso da sua madrinha.

Então o relógio do palácio começou a bater as horas. Ao primeiro toque da meia-noite Byakuya percebeu o seu erro e num salto pôs-se de pé e correu para fugir do salão, abrindo caminho pelas pessoas. O príncipe foi atrás e, conseguiu alcançá-lo.

– Ei espere! – o ruivo segurou no braço de Byakuya. – Porque está com tanta pressa? Ia embora sem ao menos se despedir de mim, depois de passarmos a noite toda juntos?

Não tinha jeito, Byakuya ia ter que falar.

– Desculpe, é que eu tenho horário pra voltar. – ele sorriu amarelo, aquela foi a melhor desculpa que conseguiu inventar. Já ia sair correndo de novo, mas Renji o deteve por mais alguns segundos.

– Você é... homem? – ele exclamou um pouco espantado.

– É uma longa história... Por favor, eu tenho que ir! – Byakuya se desvencilhou do ruivo e seguiu em frente.

– Ei, mas eu nem sei o seu nome... – mas Byakuya continuou andando apressadamente.

No entanto, na sua pressa ele deixou cair um dos seus elegantes sapatinhos de cristal. Assim mesmo, Byakuya começou a correr e correr, sem parar para recuperá-lo ou olhar para trás.

É a sorte não estava mesmo do lado de Byakuya.

Byakuya chegou em casa exausto, sem a carruagem ou os lacaios e vestindo a roupa velha. Nada tinha restado do seu esplendor, a não ser o outro sapatinhos de cristal. Mas tinha valido a pena, tinha sido muito bom, e nem sabia como agradecer sua madrinha por isso.

O príncipe perguntou aos guardas do palácio se tinham visto “a moça” partir. Eles responderam que não tinham visto ninguém sair, a não ser um rapaz vestido em farrapos, que mais parecia um filho de lavradores do que uma dama.

Mais tarde, quando os irmãos chegaram em casa, Byakuya perguntou se eles tinham se divertido. Animadamente elas lhe contaram da linda desconhecida que tinha cativado o príncipe Renji e como ela tinha fugido de repente dentro da noite, deixando um sapatinhos de cristal nos degraus do palácio. Eles contaram como o príncipe pegou os sapatinhos que tinha caído e passou o resto da noite olhando fixamente para ele.

Também né, não é todo dia que se vê um sapato de cristal, e ainda por cima, número 41.

Os irmãos ainda completaram dizendo que o príncipe tinha definitivamente se apaixonado pela linda desconhecida, embora não soubessem quem fosse ela. Naquele momento o coração de Byakuya disparou, e ele ficou pensando no príncipe. Mas tanto, que se apaixonou por ele.

Oh, que amor.

Os irmãos tinham contado a verdade, pois alguns dias depois o filho do rei anunciou publicamente que se casaria com o moço em cujo pé o sapatinho servisse perfeitamente. Renji não iria desistir de encontrar o rapaz daquela noite, pois já havia se apaixonado por ele, mesmo sabendo que ele era homem. Isso deu uma coisa a mais, na verdade.

Opa, como assim moço?!

Imagina o quanto as mulheres daquele reino ficaram furiosas. Porque diabo um moço estaria usando um sapatinho de cristal?! Elas queriam tentar de qualquer jeito e o príncipe Renji, mesmo sabendo que seria em vão, cedeu.

Embora todas as princesas, todas as duquesas e todo o resto das damas da corte tivessem experimentado o sapatinho, não serviu em nenhuma delas, sempre deixando uma grande sobra na parte de trás do sapato. Lógico, o sapato era de um homem. E o príncipe Renji sabia disso. O que o deixou mais feliz, embora a maioria dos homens não quisesse experimentá-lo.

O sapatinho eventualmente chegou às mãos dos irmãos de Byakuya. Soi Fong experimentou primeiro, dando graças a todos os deuses que conhecia por ter ficado folgado. Não queria se casar com esse tal príncipe. Ele era muito... Homem. Yumichika foi desesperadamente, cruzando os dedos. Mas até para ele que era homem, o sapato não serviu por pouco! Ele ficou frustrado, xingando Deus e o mundo.

– Eu gostaria de experimentar o sapatinho para ver se me serve. – Byakuya disse sorrindo.

Os irmãos riram e caçoaram dele, e não deixaram que ele experimentasse, apesar da insistência do cortesão, que tinha recebido ordens para deixar que todos os rapazes e moças do reino experimentassem o sapatinho.

O cortesão relatou tudo ao príncipe, que foi até a casa dos Kuchiki pessoalmente, na esperança de que aquele fosse seu amado. Chegando lá, os irmãos ficaram espantados por ver o príncipe ali e mandou que chamassem o rapaz que não havia experimentado o sapatinho.

Então Byakuya apareceu. No mesmo minuto, Renji arregalou os olhos, perguntando-se se os mesmo o enganavam, quando achavam aquele rosto tão familiar.

Pelo amor de Deus né Renji!

Então, fez com que ele se sentasse e, para surpresa de todos, o sapatinho serviu-lhe perfeitamente!

Yumichika e SoiFong ficaram espantados, mas ainda mais espantadas quando Byakuya tirou o sapatinho do bolso e o calçou no outro pé, sorrindo sem graça. Pois é, haviam descoberto que ele se vestiu de mulher. Oh God.

Então os irmãos reconheceram a amável dama que tinham encontrado no baile. Eles caíram de joelhos e lhe imploraram para perdoá-los por todo o sofrimento que lhe tinham causado.

Hum. Agora que ele está lindo rico e poderoso, vocês querem perdão? Seus lixos. Mas como Byakuya era bondoso, até demais, ele os abraçou e disse que as perdoava de todo o coração.

Em seguida, o príncipe Renji lhe abraçou com força e o beijou ali mesmo, na frente de todos. É, agora ele tinha tudo, até um príncipe ruivo e gostoso. Renji o achou ainda mais bonito do que antes e, alguns dias mais tarde casou-se com ele. Mas isto é outra história.

E eles viveram felizes para sempre!

Notas finais
Gaby: Eh com muita emoção que lhes digo que Contos de Bleach fica por aqui ~ Digam o que acharam pra gente n.n Queria agradecer a parceria de Larissa, que me ajudou com essas locuras ~ abraça ~ E também é claro, agradecer a todos que leram e acompanharam a gente até aqui, nos dando força para continuar, desde os anônimos até os fiéis como Gloria San e Dannie ~ que são umas divas ~ E é isso, esse é o fim ;_______________; Um bom fim de ano para todos e até a próxima ;) Beijos n.n
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!