Contos Wonderbat
9 Vivendo um dia depois do outro
Notas iniciais

Washigton, D.C.
—O que tá rolando entre você e o playboy bilionário de Gotham City?
—Eu quase cuspi o gole de café que havia tomado
—Lois!
—O que?
—Que pergunta mais estúpida
—Não é o que essa capa de revista acha, você o fez sorrir, tem noção do que é isso? – soltei uma risada leve –
—Apenas contei uma história da minha infância
—Ele é carrancudo
Franzi o cenho quando ela começou a falar assim do Bruce, se ela soubesse o senso de humor que ele tinha... Nós nos encontrávamos esporadicamente no início, mas depois ele me deu livre acesso a Batcaverna para tentar achar outros meta humanos, lá havia equipamentos de última geração o que facilitava as buscas e consequentemente nos aproximamos, mas não da forma que Lois estava teorizando.
—Terra para Diana, alô?
—Ãnh?
—Eu estava falando que vocês fariam uma combinação interessante
—Você pensa besteiras, senhorita Lane.
—Humrum. Jogo da verdade, Lois pergunta para Diana, nada da princesa, filha de deuses ou a Mulher Maravilha, apenas a mulher.
—Sim, prossiga
—Você não o acha nem um pouco atraente?
—Bem, não...
—Não?
—Quer dizer, sim, não sou cega.
—Sim ou não?
Bip bip
O celular dela tocou e me salvou pelo menos por enquanto. Agora vamos ao assunto: BW, quando nos conhecemos ele me irritou bastante com aquela arrogância, depois me surpreendeu por ser um herói e sem poderes, afinal eu tinha e Kal-El também, logo depois notei seu outro lado sem o cinismo de iludir o público, protetor da sua Cidade e da sua família. Ele era um homem intrigante... atraente... A culpa desses pensamentos é por causa de Lois.
—Perry com aquela simpatia "pedindo" para eu estar no Planeta daqui a uma 1 hora
—Por que você disse que nós combinaríamos?
—Ficou interessada hein?
—Curiosidade
—Vou fingir que acredito.. bom, vocês são solteiros – revirei os olhos –
—Isso é importantíssimo, solitários, cada um vive em seus respectivos mundos, vocês também são muito obstinados e teimosos, afinal ambos tem espíritos guerreiros. Ele é outra pessoa ao seu redor e seus olhos faíscam quando o vê. – fiquei enfadada com essas afirmações tolas –
—Não concordo com nada
—Você está em processo de negação, minha cara. O próximo passo é se entregar. Sinto muito, nosso papo está maravilhoso, mas o dever me chama.
Se levantou da mesa depositando um beijo de despedida me deixando inconformada e com os pensamentos atordoados
—Ah e eu ia me esquecendo do principal, Bruce Wayne virou um monge praticamente, sem mulheres, festas ou bebidas. Se cuida, senhorita Prince.
—Eu te odeio, Lois. – suspirei – Será?
*
—Hora de acordar, patrão Wayne
Grunhiu
—O senhor ainda acredita que isso fará medo ao homem que o viu como veio ao mundo, um bebê bem gordinho por sinal
—Alfred, deixe-me em paz
—Por falar em fraldas, quando irei ver uma criança por essa casa?
—Essa ladainha de novo não
O velho era o mestre da armadilha, já sabia que com esse papo era mais fácil para eu sair da cama, pois era um assunto que não me interessava.
—Não fuja, patrão
—Estou indo em direção ao banheiro.. o que quer? – Ele me olhou zangado –
—Você sabe que é preciso uma parceira e nem isso eu tenho. Podemos contratar alguma daquela agência
—Sua ironia é desprezível
—Apenas esqueça, velho
—Poderia ser a moça honesta de Metrópolis.
Instantaneamente me recordei de Diana com aquele olhar, nem uma mulher naquele recinto era tão esplêndida como ela, eu me vi preso àquele olhar, tinha a coisa do playboy, mas... Ela é uma valiosa companheira de batalha, amiga e nada mais, não pode haver mais.
—Você concertou aquele defeito no motor do carro?
—Bela estratégia, mudança de assunto. Vou ver esse problema, enquanto isso continue pensando na bela deusa da verdade.
—Eu nunca disse o contrário, Alfred.
A beleza de Diana vem de dentro. Lembro de ver seu olhar feroz indo de encontro com o Apocalipse, era simplesmente hipnotizante, em poucos momentos eu memorizei suas expressões. Ela é muito intensa em suas ações e atrevida também, que eu me vejo completamente fascinado por ela, mas como um fruto proibido, não posso provar.
Formar a equipe, trabalhar juntos, um relacionamento atrapalharia tudo isso. Ela veio de uma ilha de guerreiras imortais, deuses gregos, por mais que eu saiba que valeria a pena enfrentar, nem sei ao menos se ela sente o mesmo. Sorrio ao me dá conta que até nisso éramos parecidos, dentre outras coisas. Nenhuma mulher mexia comigo assim, droga Alfred.
—Senhor, creio que não tenha visto os últimos comentários a seu respeito no Gazeta Gotham.
—O que é?
—Que o senhor é homossexual – gargalhei –
—Por que isso agora?
—Bruce Wayne não interage mais com modelos, nem atrizes famosas.
De fato, eu tinha entrado em luto profundo com a morte do Superman, foquei em achar os outros metahumanos junto com Diana e reestabeleci contato com meu filho Dick.
Esses acontecimentos foram tomando meu tempo, eu já era recluso muito antes, apesar das necessidades masculinas aprimorei meu corpo para se abster dessas coisas e a companhia de Diana era tão agradável que nas quatro últimas festas, eu fui sem acompanhante para desfrutar de mais momentos com a Princesa. Espere aí de onde veio esse 'princesa'? Minha mente precisa ser ocupada urgentemente.
***Algum Tempo Depois***
—Senhor numa hora dessas quanto mais ajuda, melhor
—Não, Alfred. Os problemas daqui pertencem a mim, Asa Noturna já tem com o que se preocupar.
—Mas ela pode ajudar
—De maneira nenhuma
—Pois o senhor vai ter que me demitir. Desligando
—Velho teimoso
(...)
Estava no quarto do hotel em Boston, completamente entediada. Esperando algum contato do Atlante ou do jovem Victor Stone. Lois estava por aí em suas aventuras, eu tinha ameaçado terminar a amizade se ela continuasse a falar de alguma tensão romântica completamente inexistente entre mim e Bruce, fazia um tempo que nós não nos falávamos, sentia vontade de vê-lo. Hera, essa sensação de novo não.
—Olá, Alfred. Como está?
—Temo que não muito bem, senhorita Diana
—O que houve?
—O lunático do Coringa plantou bombas em um prédio do subúrbio de Gotham, eu peço encarecidamente que a senhorita ajude o patrão Bruce, mesmo que ele seja contra a ideia.
—Não precisa nem pedir, Alfred. Estou a caminho
Gotham City
—Mulher Maravilha, o que faz aqui? – Foi estranho a forma pela qual ele chamou meu nome –
—Eu vim ajudar, Batman
Essa mulher que podia estar governando uma ilha, resolveu largar tudo para nos salvar, pobres mortais, é bom poder contar com ela.
—Não preciso de sua ajuda
—Não vim por você, vim pela vida dessas pessoas e enquanto estamos aqui discutindo besteiras perdemos um tempo precioso.
—Tudo bem, contabilizei 10 bombas de acordo com meu sensor. Remova as pessoas e eu irei desativa-las, só venha ao meu encontro se eu chamar. – quando eu pensei em refutar, ele já tinha sumido –
Boa parte das pessoas do prédio já estavam em segurança, mas escutamos dois estrondos, chamas se alastravam rapidamente pelo prédio ser antigo. Usei minha velocidade e a habilidade de voo dada por Hermes para fazer a remoção das pessoas, até que em minutos todos estavam fora de perigo, exceto uma mãe que gritava pela filha que fora buscar um brinquedo.
—Donna! Onde você está?
Vi a garotinha em estado de choque no canto do quarto
—Vamos, você está salva agora
—Eu estou com medo
—Eu também estou, mas segure na minha mão. Acredita em mim quando digo que tudo ficará bem?
—Acho que acredito, eu pensei que aqui só tivesse o Batman, quem é você?
—Sou a Mulher Maravilha e uma amiga do Batman. Agora precisamos ir
Parte do prédio estava desmoronando e nada daquele morcego aparecer.
Voei rapidamente checando os locais e o encontrei, ele havia desmontado quatro bombas.
—Falei para não vir aqui – confesso que gosto da teimosia, menos quando é dirigida a mim –
—Você não manda em mim. Todos estão bem, precisamos sair daqui – Com a queda do prédio houve uma desestabilização e caímos, eu vi quando um enorme concreto cairia por cima dele – Batmannn!!!!
Consegui chegar a tempo de ficar na frente dele e evitar o desastre, o concreto partiu-se em várias partes, o impacto fez com que ficássemos próximos, eu queria evitar que o contato visual se prolongasse.
Ela permanecia sem nenhum arranhão, um olhar de preocupação pairava sobre seu rosto... ela era mais linda de perto, eu me vi cativado se não fosse a raiva por ela ter feito isso.
—Você está louca, Diana?
Eu salvo a vida dele e ele diz isso. O pego pela cintura e levanto voo para sairmos o mais depressa possível dali.
Batcaverna / Casa do Lago
—Você poderia ter morrido
—O mesmo teria acontecido com você. Quantas vezes vou ter que dizer que estou bem?
—Droga, Diana. Não quero sua ajuda
—Já entendi isso
—Não parece
Hera, não sei se queria beija-lo ou espanca-lo, homem estúpido. Eu não quis dizer isso de beijar.
—Até mais
—Nossa conversa não acabou – segurei sua mão –
—O que mais você quer?
—Eu não me perdoaria caso acontecesse algo a você, princesa
Por que diabos eu tinha que falar isso? Merda! Mil vezes Merda. Havia encostado no laço da verdade, me amaldiçoei por isso.
Ele me chamou de ‘princesa’ sem soar como um insulto, diferente de algumas mulheres da ilha, parecia ser afetuoso.
—Não poderia deixar que você se ferisse, Bruce.
—Mesmo apreciando sua ajuda essa cidade já tem um salvador e metas como você...
—Faz com que os criminosos não o temam, eu entendo.
Era incrível como ela me entendia sem que eu precisasse falar muito. Precisava mudar o assunto, porque as coisas entre nós estavam crescendo a um ponto perigoso demais.
—Fique tranquilo, só quando for necessário.
—Nem isso, princesa
Sorri presunçosamente para ele
—Boa noite, Bruce.
—Boa noite, Diana.
Um mordomo espiava seu Patrão esboçar um sorriso sincero, a qual ele não via desde seus oito anos.
Ele estava em uma apresentação de ópera no Hotel Ocean Palace, logo depois houve uma recepção e ele a viu, com aquele vestido do museu, o qual tinha apreciado bastante enquanto Diana permanecia de costas. Mesmo agora estando distantes, ele podia sentir seu perfume floral, nublando a parte racional da sua mente, ainda que estivesse com raiva por ela ter lhe roubado, àquela aproximação o fazia esquecer até o próprio nome.
Nesse momento Diana tomava champanhe e olhava fixamente para ele, deixando claro um convite sutil, ele iria tomar satisfação, não aguentava mais esses joguinhos, a mulher estava o deixava louco. A multidão era um entrave, Bruce viu sua escapadela, novamente ela o deixou perdido, completamente sem ação, então resolveu descansar por aqui mesmo, afinal era o dono do hotel. Ao sair do elevador seguindo para a suíte máster
—Pensei que fosse demorar
—Diana!
—Quem mais?
Ela passou o dedo em seus lábios, plantando um beijo suculento, Bruce a trouxe para mais perto, fechando a distância. Ela combinava astutamente uma inocência e uma ferocidade nos movimentos, depois ele se permitiu tomar o controle e mostrar o quanto ele também a desejava, ambos ofegavam seus respectivos nomes. O empresário sugava a pele exposta pelo vestido, Diana se entregava ao toque quente e firme, de repente a temperatura parecia ter subido 20 graus
—Me leve daqui, Bru-Bruce
Murmurou palavras desconexas
—Agora, Wayne
Ele a encarou com olhos intensos e ela se viu mordendo o lábio por antecipação, aquilo era a gota final.
Acordei suado, excitado e frustrado, podia sentir o sangue quente correndo em minhas veias, olhei para o outro lado da cama, vazio, ainda sentia o calor dela impregnado no meu corpo. Tentava controlar minha respiração, mas não ajudava lembrar da sua exploração erótica em minhas cicatrizes, foi melhor que qualquer fantasia que já tive. Droga!
Despertei ansiando Bruce, eu posso sentir agora as mãos grossas e calejadas viajando pela minha pele. Sua boca devorando a minha e instaurando um vulcão na minha pélvis. Meu corpo totalmente em alerta, sofrendo por antecipação, depois disso um banho frio é muito apropriado, mesmo que seja difícil esquecer por um só segundo.
—Doce Afrodite, eu estou em apuros.
*
—Por onde anda a Wondy, Batsy?
—Não sei
—Ela devia estar aqui não?
Esse garoto tinha que fazer tantas perguntas? Não sei, mas parece que eu e ela precisávamos nos distanciar. Os pesadelos foram substituídos por sonhos com minha companheira de equipe, a única vez que eu não pensava muito era na patrulha, os criminosos de Gotham não teriam sossego por um longo período da noite e da madrugada.
—Barry, depois do que você falou do Capitão Bumerangue, ele deve estar na equipe criada por Amanda Waller. Precisamos invadir o Centro de Monitoramento.
—Não seria melhor Belle Reve?
—Não, já me certifique de que lá só se encontram os presos, os documentos sobre todos os envolvidos ficam armazenados em outro local.
—Quando iríamos?
—Teria que ser hoje
—Tenho um seminário da faculdade para apresentar, mas vai dar tempo.
—Eu não tolero atrasos
—Você está falando com o Homem mais rápido do mundo..
Centro de Monitoramento Belle Reve
—Você? O que faz aqui?
—Parece que foi ontem que ouvi essa mesma pergunta
—Cadê o Flash?
—Ficou impossibilitado de vir, daí ele entrou em contato comigo
—Isso é o que dá trabalhar com crianças.
—Estou aqui quer você goste ou não
Se ela soubesse o quanto eu gosto de tê-la aqui.
—Já que não há outro jeito
Ele é tão... irritante. Devia passar mais tempo sem vê-lo, até por causa das fantasias que ando tendo. Percebo que ele está me olhando e eu começo a pensar besteiras.
O que será que ela está pensando? Diana está corando? Talvez seja a luz.
—Vamos por aqui, princesa
Batemos em 4 guardas e vemos uma sala totalmente protegida com guardas.
—Deve ser essa, Batman
—Precisamos achar o melhor momento.
—Estamos na entrada de ar, e se o melhor momento for agora para atacar?
—Você tem que ser impulsiva a todo instante?
—Não sou impulsiva
—É sim
Aproveitei a distração dele para chutar a janela e voar em cima dos capangas, mesmo sendo bem treinados, nada que uns socos e chutes não resolvam.
—Porra, Diana.
Disparo a corda para ficar em suspensão no ar e acerto um batarangue na mão de um do guardas, pois ele dispararia o alarme. Olho para a Mulher Maravilha e todos os 8 homens estão presos sob o laço da verdade.
—Você é um docinho, vem cá que eu te mostro meu.. argf
Quebrei o antebraço desse infeliz.
—Isso não era necessário, Batman
—Vamos procurar os arquivos
Embora eu não tenha gostado muito do que ele fez, uma outra parte pensa se ele ficou com ciúmes.
—Arlequina, Pistoleiro, Capitão Bumerangue
—Crocodilo, Fogo (pesquisar o nome e Magia. Temos que ir
Um dos homens tinha conseguido ligar e avisar da nossa invasão, o complexo era grande e a essa hora todos sabiam de mim e de Diana.
—Vamos lutar com eles?
—São muitos
—O que importa
—Controle sua sede de luta, precisamos sair com esses documentos, vamos correr até a sala 5.
—Como sabe que lá tem a saída?
—Intuição. O complexo fica no subterrâneo e em cima era uma agência de publicidade.
—Disfarce perfeito.
—Precisamos voltar a nossas identidades civis, porque creio que possa ter guardas disfarçados e com isso saímos pela rua
—Peguei vocês
Há uma porta de acesso com várias escadas, Diana me puxa e saímos correndo.
—Voando é mais rápido
—Tudo bem
Conseguimos escapar, trocamos nossas roupas e saímos pela agência.
—Vamos para Gotham
—Não acredito que tenha um carro por aqui
—Ter até tenho, mas é melhor irmos de táxi
—Ei vocês, parados aí.
—Anda rápido
Bruce segura na minha mão e continuamos andando sem olhar para trás, sorte nossa que um grupo grande de pessoas passa nesse momento.
—Não olhe, princesa
—Mas
—Aqueles dois ali, peguem eles
Entramos num beco escuro onde existe uma pilastra
—Vamos nos esconder aqui, Bruce?
—Você tem uma ideia melhor?
Eu e ela ficamos os mais próximos que podemos
—Desculpe pelo desconforto, princesa
—Cale-se
Ele é tão quente... Hera, me ajude. Sinto seus braços fortes envolverem meu corpo e eu lembro dos sonhos, tento focar na adrenalina de sermos flagrados.
—Olhe se eles estão aqui.
—Não há nada chefe
—Caralho, a Waller vai decepar minha cabeça. Vamos vazar
Meu queixo deslizava por seus longos cachos, perdido no momento nem percebi quando os soldados foram embora.
—Bruce, já podemos ir
—Ah Claro
Quando nos olhamos podia ver aquele desejo, mesmo no escuro e parecia ainda mais tentador, eu não queria deixá-la ir, porque não haveria outra chance, ainda que eu quisesse reivindica-la para mim, eu era um covarde.
Estava cedendo a vontade de beija-lo, mas o momento fora quebrado por um gato revirando a late de lixo e nos afastamos.
Mansão Wayne
—Você quer dividir os arquivos
—Não, eu posso dar conta
—Tudo bem, então vou indo.
Quando ela estava subindo as escadas, eu a alcancei
—Diana
—O que foi?
Poderia convidá-la para jantar, poderia contar o que estou sentindo, mas novamente eu omiti.
—Temos reunião na próxima semana
—Sim estou ciente
Vi a sua leve pontada de frustração
—E obrigado pela ajuda
Ela me deu aquele sorriso capaz de derreter um iceberg
—Você faria o mesmo por mim, até logo senhor Wayne.
—Até mais, senhorita Prince.
Quem sabe um dia, Bruce. Nós teremos a coragem.
F I M
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