Notas iniciais
Bom, o capítulo de hoje segue com base no Quadrinho Petrificada da Mulher Maravilha Vol 2 (muito bom por sinal, recomendo). Espero que curtam ^_^

Após uma semana imensamente agitada, tendo a batalha contra Medusa, a perda de Martin Garibaldi, aquele teste ridículo da Liga, Diana pressentia que ainda viria muito mais, devido ao jogo de ego dos deuses. Ela ainda estava se adaptando a sua nova realidade: ser cega, os outros sentidos estavam ficando mais apurados, tanto que ela podia sentir o aroma diferente preencher seu quarto.

—Bruce?

Normalmente ele que assustava as outras pessoas, no entanto mesmo sem a visão ela o surpreendeu.

—Princesa!

—Não quero saber do veredito de vocês. Estou me descredenciando da Liga por via das dúvidas.

—Diana, como ousa fazer isso?! O teste...— Ela interrompe — Sem necessidade

—Era prudente

—Foi você, não foi?

—Já sabe a resposta

—Por que não atirou?

Silêncio

Por um momento ele a olhava com admiração, Diana era uma mulher diferente não só pela beleza, mas porque nada a abatia. Era o raio de sol que a humanidade precisava. Seu posicionamento sempre firme e com fundamento, ela era sábia, assim como, teimosa. Batman repetia na sua cabeça que só viajou de Gotham à Washington para se certificar de que a princesa estava bem.

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A heroína não entendia o que o vigilante fazia ali, só queria tomar um banho relaxante e dormir. Bruce não era dessas visitas repentinas, em outros tempos ela até gostaria, logo procura enterrar esses pensamentos. Foi difícil não se lembrar daquela noite em Veneza, onde tudo conspirou a favor. Um calor permeia seu corpo, definitivamente o banho era apropriado.

Bruce é um companheiro de equipe, um amigo. Pense nele como pensa em Kal, Diana Prince.

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—Estou esperando

—Clark se ofereceu — soou convicto -

—Eu não preciso do meu laço, para saber quando mentem para mim.

Maldita deusa da verdade— resmungou em pensamento —

—Eu não conseguiria... Ainda mais sendo arma de fogo

Diana logo lembrou-se de como os pais do bilionário morreram.

—Entendo, sinto muito por trazer à tona essa lembrança

—Diana, por que você fez essa loucura?— Ele cortou para outro assunto -

—Eu precisava vencer, Medusa tinha que ser detida.

—E isso tinha que custar sua visão?

—Foi um pequeno preço a pagar, ela causou a morte de uma criança— sua voz falhou -

Ele sentiu culpa em sua voz

—Bruce, é melhor você ir— Ela era uma amazona, não poderia chorar e principalmente na frente de um homem —

—Não, como foi essa história?

Ela contou tudo, lágrimas se formavam em seus olhos, o vigilante não sabia o que dizer, apenas a abraçou e ela aceitou.

—Eu deveria ter voado mais rápido e teria a impedido de chegar a embaixada.

—Você fez o que pode, princesa. Não se torture, centenas de vidas foram salvas hoje.— Ele acariciou seu rosto –

O playboy sentiu a atração consumir sua imaginação e corpo, estando tão próximo. Ele queria acariciá-la, cenas que vinham à sua mente também não ajudavam.

Já faziam quatro anos, seis meses e duas semanas, eu nunca consegui esquecer o quão mágico foi. – Ele se surpreendeu por sua precisão –

Uma força o impulsionou a capturar seus lábios, ela demorou a reagir, mas quando se deu conta o correspondeu com a mesma paixão. Diana saiu do transe e se afastou.

—Eu não quero que me beije por pena, Bruce.

—O que a faz pensar nisso?

—É melhor você ir, sua visita foi de grande ajuda— ela segurou as mãos do vigilante – Obrigada, amigo.

—Diana, eu não quero ser só seu amigo.

—Você quer ser o que mais? – arqueou a sobrancelha –

—Eu não sei, minha vontade é essa...— mais um beijo foi iniciado, suas línguas duelavam por quem teria o domínio, as mãos do morcego já estavam retirando o corpete, entre gemidos e beijos os uniformes foram removidos facilmente –

Ele gostaria de retirar o lencinho que cobria os olhos mais azuis que ele já havia visto.

—Melhor não, Bruce!— Ela o impediu de puxar –

—Deixe-me ver

Ele retirou com o consentimento dela, observando as duas esferas opacas, as mãos calejadas deslizaram suavemente pelo rosto delicado da amazona.

—Você continua perfeita, princesa.

Completamente nus, os beijos se intensificaram, Diana suspirou ao sentir a ereção de Bruce. Quando ele estava puxando-a para cama, ela se soltou de seus braços.

—Tenho uma ideia melhor

—Qual?— rosnou –

A sede de tê-la precisava ser saciada. A princesa estampava um sorriso lascivo, o que só a tornava mais atraente, aumentando o desejo do herói.

—A banheira cabe perfeitamente duas pessoas

—Vamos ver se cabe mesmo – sussurrou de forma sexy no lóbulo da orelha de Diana –

Ela pode sentir o sorriso safado de Bruce nos beijos dados no pescoço, os lábios quentes em contato com sua pele enfraqueciam as suas pernas, nesse momento ela agradeceu aos deuses que o bilionário estava a segurando.

O caminho nunca foi tão cheio de objetos derrubados no chão. Noite e madrugada permitiram que os corpos fossem totalmente inebriados de prazer.

O sol estava forte, a luz permitia uma maior observação de Bruce sobre a heroína. Era uma sensação tão boa vê-la dormindo completamente em paz, o lençol cobrindo as partes exploradas por ele durante toda a noite só aumentavam o seu desejo. Ele já deveria ter voltado à Gotham, mas havia um imã ao seu lado que o impedia de se mover para qualquer lugar, graciosamente Diana acordou, um rubor permeou suas bochechas ao notar o olhar intenso do Wayne sob si, ele prometeu sempre lembrar daquela imagem.

—Bom dia, sr Wayne.— O sorriso dela se ilumina –

—Diana, estou tendo um excelente dia e você?

Ela deposita um beijo cheio de paixão

—Estou maravilhosamente bem, o dia só está começando...

Para provocá-lo, a amazona fica de pé, se espreguiçando. Sente um corpo quente atrás e mãos apertando sua cintura e seus seios.

—Céus! Você é insaciável, Bruce

—Você é que me seduz, mas posso parar – Ele a solta de propósito –

Diana vira-se e o derruba na cama, deslizando sensualmente sob ele, chegando ao ouvido

—Tem certeza que você não quer, mortal?— Ele a agarra, fazendo-a soltar um grito –

—Não brinque comigo, Sra. Embaixadora

Após uma longa higiene matinal, eles se despediram sem promessas. As brigas continuavam a acontecer na sede da Liga na mesma proporção de encontros noturnos, foi assim ao longo de 5 meses, até que ambos notaram que não era apenas uma atração física, eles construíram um laço indissolúvel, era o amor.

Bruce estava esperando ansiosamente sua noiva no altar. Alfred, seu pai de todas as horas a carregava completamente emocionado. O vestido feito sob medida, a deixava parecendo uma rainha e ela era, dona completa do coração solitário do playboy. Quando o vigilante removeu o véu, podia ver novamente as esferas brilhantes da cor do oceano em que ele já tinha se afogado. E assim se deu a linda cerimônia de casamento, ambos compartilhando seus corações guerreiros.

FIM

Notas finais
Comentários são bem vindos :)