Contos Sobrenaturais - A Caçadora Vol. 1
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Susan estava correndo no estacionamento em direção ao carro de sua irmã, antes que chegasse nele Logan a envolve em seus braços por trás fazendo-a parar de cabeça baixa.
–-- O que está acontecendo? --- Logan sussurra em seu ouvido.
Depois de se acalmar um pouco, levanta a cabeça e diz:
–-- Me solte, por favor. --- Dianna e Carlos chegam e ele a solta.
–-- Pode explicar pra gente, que carta é aquela? --- disse Dianna.
–-- Eu vou dizer. --- Susan ficou calada por um tempo, olhou para eles e continuou --- A verdade, eu e minha irmã somos a sexta geração de... A sexta geração de caçadores.
–-- Tá o que ser um caçador tem haver com a carta? --- pergunta Carlos.
–-- Vocês caçam animais, e... Essas coisas?! --- disse Logan.
–-- Mas vocês não têm nenhuma pele de animal, ou chifre, ou coisa parecida. --- disse Carlos intrigado.
–-- Não somos caçadoras comuns, não caçamos animais. Caçamos demônios, vampiros, lobisomens, bruxas. --- Susan parou e olhou para eles. Estavam assustados devido ao que ela disse e ao seu tom de voz sério. --- Somos caçadores de coisas sobrenaturais.
–-- O que? Isso não existe! Deve ser uma brincadeira. --- disse Carlos.
–-- Não! Ela não brinca quando é algo da família. --- disse Dianna.
–-- Então, me de uma prova. --- disse Logan.
Susan abaixa e pega de dentro de sua bota um punhal prata e da suspensão de suas asas por cima dos ombros retira uma estaca e os mostra.
–-- Oh Carlos, não parece com aquelas armas de RPG que você coleciona? --- pergunta Dianna.
–-- Não, essa não é nem de longe como uma daquelas. É totalmente real, você pode machucar alguém com isso. --- diz Carlos. --- Mas e essa estaca?
–-- Quando se trata de matar um vampiro tem de estar preparado não só com uma estaca ainda mais quando se trata da segunda geração, são fortes, muito mais do que esses vampiros comuns que cometem pequenos delitos. A fome deles é maior, necessitam muito mais do que cinco pessoas para saciarem sua fome, ainda mais o Drácula. --- fala Susan.
–-- E o que a estaca tem haver com você ser uma caçadora? --- pergunta Dianna, Susan respira fundo e diz:
–-- Eu to dizendo que vou matar o Sebastian, filho de Drácula. Por isso eu preciso de uma estaca do carvalho branco para matar um vampiro da segunda geração. Caso eu perca a estaca tenho meu punhal de sangue que é eficaz em qualquer ser.
–-- E esse punhal é de sua família? --- pergunta Carlos.
–-- Ele é herança da primeira geração. --- diz Susan.
–-- Perai gente, o Sebastian... O Sebastian é um vampiro? Como? --- pergunta Dianna incrédula.
–-- Ah! Disso até eu sei. --- fala Carlos com cara de pervertido. --- O Drácula com a sua mulher vampira depois de tanto se beijarem foram para ca-
–-- Cala a boca, não foi isso que eu quis dizer e você sabe disse! --- briga Dianna.
–-- Presta atenção, vampiros não são todos iguais como nas lendas. Eles não são fracos a crucifixos, alhos ou água benta. Mas ainda não podem andar no sol e serem mortos por estacas de madeira. Os descendentes diretos do primeiro vampiro têm um, porém, a única coisa que os mata é a madeira de um carvalho branco que está extinta, mas a minha família e a de outros caçadores as têm em estacas.
–-- Mas e sobre andar no sol? --- fala Logan.
–-- Ai já são com as bruxas, elas fazem um feitiço em algum objeto que você usa e que é discreto para as pessoas como um anel. --- diz Susan. --- E com esse feitiço nesse objeto você pode andar no sol sem morrer.
–-- Nossa. --- fala Carlos.
–-- Olha, como vocês leram na carta eu tenho que ir, já é... Quase onze e meia. --- disse Susan.
–-- Não. Se o que você está dizendo for verdade, você estará em perigo. --- disse Logan.
–-- Eu tenho que ir, minha irmã está em perigo e ele tem duas garantias, quer dizer, mais duas pessoas. --- disse Susan começando a ficar nervosa.
–-- Então eu vou com você. --- disse Logan.
–-- Não, é muito perigoso para você. --- disse Susan.
–-- Principalmente, você sozinha. --- disse Logan.
–-- Ei vamos todos, então. --- disse Carlos. --- Quero ver um vampiro com os meus próprios olhos.
–-- Não é brincadeira, vocês podem se machucar. --- diz Susan.
–-- Você também. --- diz Dianna.
–-- Eu não... Eu não posso deixar que vão. --- fala Susan começando a encher os olhos de lagrimas. --- Eu sou treinada, eu sei o que fazer vocês não tem nem ideia como é. Não quero que se machuquem. A meu Deus... --- em meio ao nervosismo a ficha cai. --- O meu tio morreu, meus pais eles... Eu nem sei o que aconteceu com eles!
Logan não aguentou vê-la chorar e sofrendo e á abraça. Susan se surpreende pelo abraço, mas se senti segura e o abraça.
–-- Eu só tenho a minha irmã agora mais ninguém que possa enfrentar isso comigo. --- Logan levanta sua cabeça pelo queixo de modo a ver seu rosto.
–-- Você não está sozinha, somos seus amigos, por mais que não sabemos de nada disso estaremos do seu lado. Não permitiremos que te machuquem. --- diz Logan a olhando nos olhos e finalmente sussurra. --- Eu não vou deixar.
Susan se acalma com estas palavras e finalmente sede a vontade deles irem com ela.
Em sua casa antes que fossem a festa julina Soraia a havia entregado a copia da chave de seu carro, caso ocorresse alguma coisa e já que ela havia aprendido a dirigir com seu pai não seria um problema, fora as identidades falsas que tinha caso algum policial os parasse.
“Só tenho essa chance e mais nenhuma outra, minha família e amigos estão em jogo. Não posso perder ou coloco a minha vida e principalmente a vida dos meus amigos nas mãos daquele vampiro. Ou oh mato ou ele me mata.”
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