Contos Sobrenaturais - A Caçadora Vol. 1
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Está quase anoitecendo quando meus pais chegam, achei meio estranho eles terem chegado atrasados em casa.
–---Oi filha---- diz mamãe, a propósito o nome dela é Caren.
–---Oi mãe. ---- respondo e viro para meu pai, Eduardo ---- Oi pai.
Mas ele só da um sorriso e vai para o porão, onde fica o seu laboratório e arsenal das armas necessárias para matar criaturas, onde ele passa a maior parte da manhã.
“A não! Será que ele vai fazer mais uma de suas armas estranhas e que geralmente não dão certo?”
–---Fique tranquila, ele não vai mais fazer nenhuma arma estranha----diz minha mãe percebendo a cara que fiz de desanimo.
Bom a noite foi o de sempre, papai e mamãe saíram para caçar e minha irmã ficou em casa.
Naquela noite eu estava com insônia, então levantei da cama e fui beber um copo de água. Quando eu estava voltando para meu quarto indo em direção a escada, vi um vulto passar na porta da sala. Fui lá ver.
“Será que alguém invadiu a casa? Ou é só minha irmã brincando comigo?”
Senti o vulto passar de novo, desta vez atrás de mim e percebo que era uma pessoa alta.
“Mais pêra ai, minha irmã tem sono pesado... E ela não é tão alta!”
Na mesma hora meus pais chegam e acendem a luz e vejo a janela aberta.
–---Ei mocinha, não era para estar na cama?----diz meu pai.
–---É que eu vim... Tomar um pouco de água----digo ainda olhando para a janela.
Volto para meu quarto e tento dormir por mais intrigada que eu esteja.
~´´~
Minha irmã estaciona rapidamente em frente ao portão do colégio quase fechando. Pelo o visto dormi mais que a cama ou foi aquele pesadelo que tive com o vulto da noite passada... Como meus pais caçam à noite e só voltam três horas da madrugada, eles não acordam até o despertador apitar nove horas. Saio correndo para minha sala e bato na porta. O professor Pedro de história abre a porta e olha para mim com uma cara de reprovação e diz:
–---Da próxima não passa.
Quando chego ao meu lugar escuto Luisa, que senta duas carteiras à frente, dizendo a Carlos que sou uma retardada, ele fingi que não ouvi, pois é meu amigo e não gosta quando ela fala mal de mim, também finjo e me sento.
–---Dormiu bem? ----diz Sebastian.
Quando ele disse isso fiquei toda arrepiada, não respondo e pego meu caderno.
“Se isso foi uma piada por eu ter chegado atrasada eu não sei, mas algo me diz que isso não é nada bom.”
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