Contos Sobrenaturais - A Caçadora Vol. 1
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Quando acordo, Luisa está prestes a me morder, então, por reflexo quebro o seu pescoço. Levando e vejo que Sebastian concentrou toda a sua fúria em Logan quem se defende com a besta, já deviam de ter ao menos cinco estacas em todo o corpo de Sebastian.
Olho para o chão a procura do meu punhal e o pego perto de Luisa. Corro na direção de Sebastian que me encara. Logan atira novamente nas costas fazendo-o se contorcer. Pulo na frente de Sebastian tentando o acertar no coração com o punhal, mas ele tropeça e cai para trás me levando junto. Ainda agarrando minha mão com o punhal ele tentava retirar.
Eu estava em cima de Sebastian pronta para matá-lo, mas ele ainda segurava a minha mão. Logan começa a atirar nos pés de Sebastian e mesmo assim ele não me soltava. Foi quando Logan chegou à cabeça, ameaçou a atirar, mas não o fez ele estava hesitante.
Então, eu não tinha outra opção, já envolvi meus amigos nisso, está na hora de acabar com isso.
Em questão de segundos eu estava beijando Sebastian e ele fica surpreso, mas ao mesmo tempo começa a ficar excitado e pede passagem para a sua língua, foi quando eu percebi que o aperto de sua mão na minha diminuiu. A hora perfeita.
Com toda a minha raiva e com nojo por estar beijando-o consigo me livrar de suas mãos e cravar o punhal em seu peito. Ele grita de dor, mas então, ele começa a ficar com as veias todas altas e sua pele fica cinza.
Estava morto, quando retiro o punhal de sangue, Sebastian vira cinzas. Havia acabado, cuspo de nojo pelo o que fiz e olho para Logan que estava pasmo.
–-- Foi... Foi a minha última opção. --- me explico.
–-- Susan a sua irmã. --- diz Dianna.
Corro até Soraia que ainda estava desmaiada e vejo que Carlos também.
–-- Temos que levá-los para o hospital. --- diz Dianna.
–-- Não está doida? Ninguém sabe sobre nós.
–-- Mas...
–-- Não posso o que me perguntariam? --- Dianna fica calada. --- Vamos para a minha casa, talvez tenha sangue de vampiro lá, se ela tomar vai curar. --- Já não pensava direito, só queria salvar minha irmã.
Dianna concorda com a cabeça e peço para Logan pegar Carlos e levar para o carro, enquanto eu e Dianna levávamos Soraia. Deixamos Diego e Luisa, mas eu tinha que voltar pra limpar as provas.
Quando chegamos ao carro, coloco Carlos na frente e Logan, Soraia e Dianna que pressionava o ferimento de Soraia atrás.
Acelero o máximo que posso para chegar em casa e evito locais onde possam ter policiais e possíveis blitz na madrugada.
Finalmente chegamos em casa e colocamos Carlos no sofá da sala, depois subimos com Soraia para o seu quarto e a deixamos lá com Dianna.
Desço até a cozinha, pego alguns panos e entrego a Logan para levar a Dianna. Corro até o porão a procura de sangue de vampiro. Nada, nem na geladeira dali havia. Mas que droga pai. Eu já não sabia mais o que fazer e chuto a geladeira de frustração.
–-- E agora? Pensa, pensa... --- sussurro.
–-- Não tem sangue de vampiro? --- diz Logan entrando no porão.
–-- Não.
–-- Mas e a Luisa? Ela é uma vampira, agora, não é?
–-- É! Isso Logan, obrigada. --- pego dois litros de querosene e fósforo e saio apressada, quando estava para passar na porta ele me barra.
–-- Eu vou junto.
–-- Mas..
–-- Sem “mas”.
Não vou discutir, estou sem tempo e não protesto, ao grito para Dianna que estava indo e entro no carro com Logan na mesma rota da ida. A maior parte do trajeto ficamos em silêncio.
–-- Eu não queria beijá-lo. --- digo me sentindo incomodada pelo silêncio.
–-- A mim ou a ele?
–-- Para de drama, é claro que a ele.
Outro silêncio, nem ouso olhar para o lado, porque sei que ele está sorrindo.
–-- Chegamos, temos que ser rápidos.
Corremos até o escritório e de cara vejo Luisa caída com a boca suja de sangue preto perto do irmão.
–-- Na ela não fez isso. --- corro até eles e vejo novas marcas de dente no pescoço de Diego.
–-- O que?
–-- Ela bebeu o resto do sangue dele.
–-- E??
–-- E que é praticamente uma toxina se beber todo o sangue de um morto.
–-- E ela ainda ta viva?
–-- Não, olha como a aparência dela está começando a mudar. Já era. --- Assim que encosto minha mão nela, Luisa vira pó. --- Vamos por fogo em tudo.
–-- Mas e o Diego?
–-- Também.
–-- Como assim?
–-- Ele tem marcas de dentes no pescoço e sem uma gota de sangue, vão achar suspeito e começar a investigar, minha família pode acabar saindo mal nessa.
–-- Ta bom, ta bom.
Dou um litro de querosene para Logan e começamos a jogar em toda a estação. Quando Logan estava um pouco mais distante tento ligar para os meus pais, mas o celular dava fora de área ou desligado. Então, mando uma mensagem para outra pessoa. Já estávamos do lado de fora e pronta para acender fogo na casa.
–-- Tem certeza?
–-- Tenho.
A casa entra em chamas com pouco tempo, dali não se podia sentir o cheiro da carne queimada, só o fogo consumindo a estação por completo.
Assusto-me quando Logan me abraça, eu só apoio minha cabeça em seu peito e começo a chorar.
Tudo desabou naquela noite e eu só aceitei com raiva, desprezo e angústia, agora, eu é que desabo em lagrimas, não sabia o que fazer, só conseguia chorar as lagrimas que não saiam desde o começo da daquela noite conturbada.
–-- Ainda tenho muito a descobrir sobre você. --- diz Logan, já que nunca me viu chorar.
–-- Vai tentando. --- digo o olhando e dando um sorriso de leve, o único sorriso da noite que nem estava para acabar.
Fim!
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