Contos Sobrenaturais - A Caçadora Vol. 1
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Eu vi Soraia ser machucada e não pude fazer nada. Sebastian enfiou seu braço sem a mínima piedade em sua barriga e eu não pude fazer absolutamente nada.
A minha família, pouco a pouco está sendo exterminada por esses malditos vampiros. Primeiro a morte do meu tio, depois o sumiço dos meus pais, agora, Soraia está prestes a morrer. Fora os meus antepassados, Diego e Luisa, mais duas vítimas deles. Serei a próxima? Não antes sem lutar, eu na vou desistir até poder me vingar. É agora ou nunca.
Repouso a cabeça de minha irmã no chão e olho Sebastian que continuava com os olhos vermelhos. Coloco a mão dentro da bota, retiro meu punhal e me levanto olhando-o com tamanho ódio que nunca havia tido antes. Fico em posição de ataque.
–-- O que foi que eu disse sobre armas? --- pronunciou-se Sebastian calmo.
–-- Eu cheguei na hora certa, mas parece que você é impaciente. --- digo olhando em volta.
–-- O que posso fazer se foram elas que me provocaram?!
Não da mais, não aguento esse cinismo dele.
Corro em sua direção com o punhal na mira do coração. Mas ele desaparece da minha frente e me empurra pro trás, o que me faz cambalear.
Viro-me e ele fica me encarando.
–-- Odeio esse punhal.
–-- Claro, ele é uma das armas que pode te matar.
–-- Sua família... Eu definitivamente odeio a sua família.
–--Ah?! Por que será? Talvez, porque matamos a sua mãe? Ninguém mandou ela entrar na frente justo, quando tentávamos matar o Drácula.
–-- Maldita. --- Sebastian se enfurece com o que digo e começa a andar na minha direção.
Seguro forte meu punhal e não desvio os olhos dele. Sebastian se aproxima mais e eu avanço tentando o atacar. De todos os golpes nenhum acertou graças a sua velocidade, mas o meu último golpe acertou de leve o se braço esquerdo.
–-- Droga. --- diz Sebastian segurando o braço.
–-- Eu amo esse punhal, ele é capaz de matar qualquer tipo de ser desprezível como você.
Sebastian me encurrala na parede e vejo que sua ferida demorava a cicatrizar. Lembro-me do dia em que ele fez a mesma coisa na escola. Eu estava imobilizada.
–-- Você não tem para onde corre. Sabe desde o momento em que ti vi estava louco para provar o seu sangue, deve ser muito doce e fresco do que o de sua prima. Como era mesmo o nome! --- Sebastian fingiu refletir. --- Ah! Claro, como não esquecer, Eveline, mais uma que caiu aos meus charmes como Soraia, mas com um fim mais parecido com o da Luisa.
–-- Maldito, não mencione o nome dela com essa sua boca imunda.
–-- Como eu disse estava doido para saboreá-la.
Os olhos vermelhos brilham a medida que os dentes crescem e se aproximam cada vez mais de meu pescoço.
Quando menos espero, Sebastian para e da uns passos para trás e se vira. Então, vejo uma estaca pequena enfiada em suas costas que começava a escorrer sangue.
Na porta aberta entrou Logan, Dianna e Carlos. Foi Logan quem acertou Sebastian com a besta que o havia dado.
–-- Não sabia que havia trago seus amigos. --- diz Sebastian entre dentes virando para mim com um olhar sedento e furioso.
Logan atira outra estaca, mas essa Sebastian segura e a lança na direção deles, que desviam. Corro até Sebastian tentando o acertar, mas em todas ele desviava, sem que percebêssemos Carlos dispara na direção dele com a arma com balas de madeira, mas ele desvia passando de raspão por mim.
“Temos que fazer alguma coisa menos previsível.”
Sebastian pega uma cadeira e joga na direção de Dianna que estava indo na direção de Soraia para ajudá-la. Mas por um triz Carlos se joga na frente fazendo a cadeira acertar suas costas e cabeça com o impacto ele desmaia.
–-- Carlos!!! --- grita Dianna.
–-- Dianna fica ai. --- digo e ela concorda. --- Vamos acabar com isso.
Olho para Sebastian e Logan se aproxima de mim. Lembro-me da estaca que Logan acertou nas costas de Sebastian que ele não conseguiu retirar.
Foi ai que Luisa acorda e levanta lentamente dando de cara com Sebastian. Ela surpreendeu a todos até mesmo Sebastian quem recebeu um soco dela fazendo até sair sangue.
Uma brecha. Saio correndo até Sebastian e ele segura minha mão o punhal e me joga contra a parede com força de imediato desmaio.
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