Contos Perdidos
11 Os Espíritos Precisam de Equilíbrio
Notas iniciais
Após a festa Rikkey me chamou num canto e disse:
– Este é meu presente, que você nunca tenha de usa-lo- Ele abriu a mão revelando um cabo metálico adornado em ouro e na sua ponta era cortado, parecia mais um cilindro com uma pequena pedra azul pulsando, agradeci e voltei para a minha amada.
3 meses depois do casamento estavam na sala de Rikkey, o próprio Rikkey, Dricofagis, eu e mais alguns guerreiros.
Deixem-no aqui é melhor – Gritou Dricofagis. -
Irmão! Fizemos uma promessa ele nos ajudava na guerra e ele voltava para casa, eu encontrei um cripta que acredita se ter um portal para seu mundo – disse Rikkey olhando para mim, Dricofagis bufou, mas assentiu – Nós partiremos pela manhã!
Era noite eu escrevia em meu quarto num livreto:
A saudade que ficarei desta terra.
Todos seus mistérios.
Acho que meu maior medo é de esquecê-la.
Ou dela me esquecer.
Não sei.
Será que devo voltar?
Provavelmente.
Se voltar terei muitos deveres.
Ainda há tempo para decidir.
Louise entro no quarto e me abraçou pelas costas,
– Vamos dormir querido? – Disse ela calmamente enquanto afagava meus cabelos – Já está tarde...
– Louise dos olhos de fogo – Disse sorrindo e lhe abraçando – Você não está bem, o que aconteceu?
– Sabe, se você achar o portal, você irá sozinho... Eu quero ficar com você!- Elas já estava com os olhos marejados -
– Então venha comigo! Aventure-se no meu mundo comigo!
– Vamos só dormir o.k.?
– O.K. – Me deitei na cama e ela também, estava aninhada no meu peito, então adormecemos.
– Bom Dia pombinhos! – Gritou Dricofagis chutando a porta -
– Cara qual o seu problema com portas?! – Gritei em resposta em quanto me levantava e vestia a armadura, Passei pela porta e Dricofagis olhou de relance para Louise. Minha espada estava pendendo no lado esquerdo enquanto o “presente” de Rikkey me trazia angústia preso às minhas costas. Andamos muito até chegarmos numa caverna mal iluminada, Rikkey foi à frente, acendeu uma tocha e balançou próxima a entrada, mostrava uma pequena queda, mas que tinha fim. Rikkey e os outros entraram logo, eu fui o penúltimo e Dricofagis o último. Andamos por uma série de trilhas e labirintos que acabavam findando em nada, até que chegamos numa sala cheia de moedas de ouro e outras riquezas.
– Não peguem nada – Instruiu Rikkey – Não sabemos a quem pertence, Ele procuro e achou um pergaminho no topo de uma pilha de riquezas.
– Novato você vai primeiro – Bufou Dricofagis, andei cuidadosamente sobre a pilha e agarrei o pergaminho, lá de cima, vi Dricofagis escondendo um cálice de ouro com rubis na armadura, não contestei afinal ele estava fazendo um serviço sem ser pago, vi um mosquito ou um inseto que picou ele, ele então reagiu enfurecido balançando os braços, chego a ser quase engraçado. Desci da pilha e retornamos à cidade.
A noite comemoramos e demos brinde, inclusive até ao cálice roubado de Dricofagis. Rikkey havia me chamado nos seus aposentos para discutirmos assuntos pessoais. Passei bem uma hora nos aposentos, eu iria partir a meia noite, já eram meia noite e meia e nada de Louise aparecer, desci e nada dela no salão.
Corri até meus aposentos e me arrependi de abrir a porta, lá estava Dricofagis fazendo fornicações com minha amada.
–... Eu te amo – disse chorando.
Ao ver aquela cena não pensei duas vezes, puxei o presente de Rikkey coloquei todo meu remorso na arma e disse rancoroso:
– Eu te amava, Louise dos olhos de fogo. — A arma soltou um lampejo azul e vermelho, a fumaça era densa, não via nem um palmo na minha frente, a fumaça se dissipou vi Louise e Dricofagis sangrando, joguei a arma para o lado e afastei o corpo do minotauro, abracei Louise e chorei.
– Não meu amor, não era para ser assim, eu tenho outro pergaminho pode dar certo ... – Ela segurou minha mão e me interrompeu e sussurrou no meu ouvido:
– Está tudo bem, eu sei que você não quis também te amo. – A cabeça dela pendeu pro lado e os olhos de fogo que tanto amava, se extinguiram.
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