No canto da estalagem havia um homem encapuzado, bebericava um pouco de sua cerveja, enquanto afinava seu alaúde. Um homem falava de cima de um palanque:

–e com vocês o menestrél mais misterioso de que se tem notícia.... O Bardo!

O homem encapuzado levantou-se num salto e pôs-se a andar em direção ao palanque. Tirou o capuz e mostrou traços suaves, lembrando um pouco os elfos da Era Dourada dos Magos.

Mal chegou ao palco, começaram os pedidos de músicas.Ele não tinha o costume de atender os pedidos do público, ainda mais um público bêbado. Então logo tratou de tocar uma música tão misteriosa quanto ele mesmo.

Entre um elfo e um mago

Havia um bom homem

Que não foi deixado de lado

Não era menestrél

Nem um simples viajante

Ele era um bardo errante


No meio de um anão e uma dragão

Há sempre um bom homem

Que canta uma canção

Histórias de amor, de perda ou dor

Ele sempre está lá

Para uma canção cantar

Depois que tocou sua música percebeu o quanto a estalagem estava envolta em silêncio, como se todos tivessem sido atingidos por uma magia do tempo.

O Bardo se levantou e voltou par seu canto. O homem subiu npvamente no palanque e disse:

– Isso encerra a noite pessoal

Notas finais
Era Dourada dos Magos: Refere-se ao apogeu da seita dos magos
Magia do Tempo: Tipo de magia que pode transformar pessoas, coisas e parar o próprio tempo