Contos De Uma Terra Distante
4 Martelando Parte I
Na cidade da pedra e aço, o som das forjas dos anões ecoava, uma cidade na montanha, onde o povo anão poderia ir, um dos grandes picos do sul, Belerian* era seu nome.
Um jovem anão, na flor da idade, com uns sessenta anos, martelava um pedaço de aço quente. Enquanto isso um outro anão o observava e disse:
– O que pretende fazer com isso?
– Pretendo fazer um martelo, Ulfast, um mais poderoso do que o do próprio Mûr *
– Você não vai conseguir desse jeito, Gelion.
– Eu sei muito bem o que faço Ulfast.
– Você ainda é novo, tem muito o que aprender ainda.
Neste mesmo instante Gelion parou de martelar.
e Ulfast disse:
– Você me ouviu, Gelion, tem muito o que aprender.
– Saia Daqui
Gritou Gelion, mas Ulfast não se mexeu. Era seu aprendiz, não podia deixar que a arrogância tomasse conta de seu ego, ele tinha talento, mas se superestimava. Um silêncio permaneceu, até que Ulfast falou:
– Não tente fazer depressa, sinta cada batida, sinta o martelo vibrar, sinta o golpe do aço. Se quiser um martelo parecido ou até igual ao de Mûr, eu posso te ajudar, mas você tem que aprender a ouvir.
– Tudo bem mestre, vou te ouvir.
– Palavras de nada adiantam, você terá que provar.
– Jogue todas as armas que você já fez dentro da forja para derreter o aço. São trabalhos de boa qualidade, mas não podem ser usados.
– Mas, são os trabalhos da minha carreira.
– Aprenda a ouvir, Gelion
– Tudo bem mestre.
Gelion saiu das forjas e foi para a sua oficina, onde guardava suas armas, as pegou e levou para a forja, e lá as jogou.
– Muito bem, meu aprendiz, você progrediu.
Disse Ulfast
– Agora você deve fazer alguns machados, com precisão e não rapidez, e depois deve vendê- los
Notas finais
* Anões vivem cerca de trezentos anos( ou mais)
* Mûr: Antigo anão, um dos primeiros anões a forjar( mais detalhes na próxima história)
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