Na cidade da pedra e aço, o som das forjas dos anões ecoava, uma cidade na montanha, onde o povo anão poderia ir, um dos grandes picos do sul, Belerian* era seu nome.

Um jovem anão, na flor da idade, com uns sessenta anos, martelava um pedaço de aço quente. Enquanto isso um outro anão o observava e disse:

– O que pretende fazer com isso?

– Pretendo fazer um martelo, Ulfast, um mais poderoso do que o do próprio Mûr *

– Você não vai conseguir desse jeito, Gelion.

– Eu sei muito bem o que faço Ulfast.

– Você ainda é novo, tem muito o que aprender ainda.

Neste mesmo instante Gelion parou de martelar.

e Ulfast disse:

– Você me ouviu, Gelion, tem muito o que aprender.

– Saia Daqui

Gritou Gelion, mas Ulfast não se mexeu. Era seu aprendiz, não podia deixar que a arrogância tomasse conta de seu ego, ele tinha talento, mas se superestimava. Um silêncio permaneceu, até que Ulfast falou:

– Não tente fazer depressa, sinta cada batida, sinta o martelo vibrar, sinta o golpe do aço. Se quiser um martelo parecido ou até igual ao de Mûr, eu posso te ajudar, mas você tem que aprender a ouvir.

– Tudo bem mestre, vou te ouvir.

– Palavras de nada adiantam, você terá que provar.

– Jogue todas as armas que você já fez dentro da forja para derreter o aço. São trabalhos de boa qualidade, mas não podem ser usados.

– Mas, são os trabalhos da minha carreira.

– Aprenda a ouvir, Gelion

– Tudo bem mestre.

Gelion saiu das forjas e foi para a sua oficina, onde guardava suas armas, as pegou e levou para a forja, e lá as jogou.

– Muito bem, meu aprendiz, você progrediu.

Disse Ulfast

– Agora você deve fazer alguns machados, com precisão e não rapidez, e depois deve vendê- los


Notas finais
* Se lê Belérian
* Anões vivem cerca de trezentos anos( ou mais)
* Mûr: Antigo anão, um dos primeiros anões a forjar( mais detalhes na próxima história)