Contos Da Izis - Very Very Hot!
9 Oh my thirties Belward
Notas iniciais

Oh my thirties
POV Bella
Chegar aos trinta anos nem sempre é algo para se comemorar, principalmente para uma mulher, sabemos que é um simples número, mas sabemos como isso mexe com o ego feminino.
Levantei lentamente, esfreguei meus olhos antes de colocar meus chinelos, espreguicei meus membros levantei e caminhei até o pequeno banheiro de meu quarto, antes de meu ritual matinal de sempre eu fui até o espelho, acho que qualquer um faz isso, olhei fixamente para meus olhos, eles não mudaram, estavam com o tradicional verde, ignorei as remelas matinais, e fui observando se não teria alguma ruga que eu não percebera até o dia anterior, e além das pequenas bolsas matinais presentes embaixo de meus olhos nada de novo estava ali.
Desci meu olhar per cada pequena marca de expressão e percebi que elas sim estavam ali, mas nada a se preocupar, eu joguei água na minha pele branca, que graças a um cuidado especial não tinha mancha alguma.
— Finalmente você chegou, trinta anos quem diria Bella?!
Falar sozinha não era algo atípico que eu fizesse, mas era um dia especial.
Ao terminar minha pequena higiene, eu fui procurar uma roupa, bem não existe uma roupa especial para uma data assim, creio que ainda não inventaram uma regra, faça trinta anos e mude seu guarda roupa, mas enfim analisei por um instante se realmente minhas roupas estavam de acordo com a nova fase de minha vida.
Poderia ser uma neurose algo que eu estivesse somente fazendo por um capricho interno.
Ao estar tomando café, eu fiquei pensando nesses últimos anos, e vi que eu me realizei profissionalmente e financeiramente, eu tinha meu próprio apartamento, minha vida e um trabalho muito bom, em uma área bem animada, eu era profissional da Beleza, trabalhava com tudo que era para deixar as mulheres mais novas e belas, e isso era parte da saúde feminina eu acredito que se uma está bem ela está saudável.
Respirei fundo antes de ligar meu telefone, não que alguém especial fosse me ligar, aliás, eu tinha quase tudo realizado, mas a parte emocional, o coração essa eu sempre deixei meio de lado, eu não era uma megera e celetista, mas eu selecionava bem minhas companhias, tanto que quase fui casada três vezes, quase, pois eu realmente teria de ter certeza para antes manter uma vida com alguém, e até muitos namoros curtos, é pensando um pouco eu era celetista.
Liguei meu celular e não demorou muito para ele carregar as atualizações das redes sociais, e as mensagens.
Como sempre muitos amigos, conhecidos, funcionários da clínica que eu trabalhava, familiares distantes, uma infinidade de mensagens de parabéns.
Eu não era muito sentimental, mas algumas mensagens sinceras me deixavam abalada afinal, não é todo dia que se faz trinta anos, e claro que minhas amigas aproveitaram para caçoar de mim em muitas das mensagens.
Peguei todas as minhas coisas e saí a caminho do meu trabalho suspirei fundo ao olhar para o apartamento do fundo e me lembrar dele.
Edward!
Bem eu disse que era celetista, mas meu coração não é, e ele batia forte por Edward há muito tempo, e até tivemos um belo relacionamento duradouro até que ele me pediu em casamento, eu realmente queria aceitar, mas algo me dizia que não era hora, eu estava em meio a minha ascensão a nova fase de minha profissão, eu estava no auge, dando palestras de estética e não era hora de um casamento, não naquele momento.
As palavras que ele me disse antes de sair viajar pelo mundo ainda ecoavam em minha mente:
“Bella, você vai viver sozinha se não aprender a contar estrelas ao invés de dinheiro e sucesso, eu sei que você é uma mulher independente, e amo isso em você, mas não posso esperar você, eu quero viver.”
Ele partiu em uma viagem sem prazo para voltar viagem que ele queria que eu fizesse com ele, parte de mim se arrepende amargamente por ter recusado seu pedido, então eu respirava e via que hoje eu sou o que sou, pois lutei por meu sucesso, e assim eu seguia.
Cheguei ao trabalho e fui surpreendida por vários balões espalhados pela clínica e um coro de parabéns.
O restante do dia foi normal, e a promessa de sair do trabalho e ir a um barzinho acabou assim que a chuva começou.
— Não se preocupem fim de semana saímos, não precisa ser hoje.
Falei para minha amiga Rose que fez um biquinho assim que eu disse que era melhor não sair com aquele tempo.
— Tudo bem, mas fim de semana não me escapa.
A chuva estava torrencial, eu ri com a ideia que eu amaria um céu estrelado hoje, isso sempre me lembrava de Edward.
Desci do táxi em frente ao prédio, e mesmo no curto espaço que andei eu estava totalmente molhada.
Subi até meu andar, e antes de abrir a porta de meu apartamento, eu sempre dava a famosa olhada na porta de Edward, mesmo sempre sabendo que ele não estava ali, não mais até quando, nem eu sabia.
Mas algo estava diferente, a luz estava acessa e a porta semiaberta, eu chacoalhei a cabeça tentando evitar imaginar que ele estava ali, pois sempre a sua mãe vinha limpar a poeira do apartamento, e quem sabe pela chuva ela não decidiu ir embora mais tarde.
Coloquei a chave na porta e quando eu ia girar lembrei que fazia um tempo que não via Esme, e até respondi seu recado na minha rede social hoje, mas nada como o velho oi e cumprimentar a pessoa pessoalmente, eu gostava muito da minha ex-sogra acho, pois antes de ir embora Edward deixou claro que não poderíamos ficar amarrados um ao outro, pois ninguém viveria bem.
Respirei fundo e meu coração betu freneticamente, quando eu abri a porta semiaberta.
— Esme?
Minha surpresa foi maior ainda quando me deparei com algumas malas espalhadas pela sala.
Meu coração bateu mais ainda, quando escutei alguns barulhos no interior do apartamento que até seis meses atrás eu frequentava assiduamente.
— Bella!
Aquela voz, aquele sotaque levemente britânico que ele tinha, me arrepiou por completo.
— Edward!
Eu nem podia imaginar certas coisas levando em conta que ele estava a seis meses fora ele deveria ter outra pessoa já, Edward não era homem de ficar sozinho por muito tempo.
O observei ele vestia uma camiseta preta colada a seu corpo, o que sempre mexeu comigo.
— O que faz aqui? — ele me encarou com aquele olhar de deboche e seu sorriso torto, que, aliás, era lindo sempre.
— Eu... Eu achei que fosse sua mãe... E...
— E você está molhando meu carpete Bella.
— Ai desculpa! — olhei envergonhada para o chão e realmente eu estava pingando no carpete dele.
— Calma espere vou buscar uma toalha.
— Não precisa meu apartamento...
— Eu sei onde fica seu apartamento, espere aí!
Ele foi até o quarto e logo voltou com uma toalha branca que pelo bordado identifiquei que era uma das minhas que havia deixado ali.
— Senti mesmo a falta dessa...
— Sentiu só falta da toalha? — ele disse me encarando nos olhos e me entregando a toalha, mas a sua mão enroscou na minha enquanto ele me encarava, ele não soltou meus dedos.
— Eu... Bem... Não sei... Er... Como você está? — eu sempre fui determinada, mas estar ali com Edward em minha frente era desconcertante e eu estava gaguejando mais que o normal.
— Pois eu senti sua falta. — ele falou isso soltando meus dedos e se virando. — Aliás, parabéns! — ele se virou e deu um sorriso torto abriu a mala em sua frente e retirou um pequeno embrulho.
— Edward você comprou um presente?
— Sim, eu voltei para seu aniversário, eu o comprei em minha viagem ao Egito.
Assim que terminei de secar o cabelo peguei o embrulho e abri, me deparando com uma corrente cheia de estrelas, ele sabia que isso mexeria comigo e me deu até uma raiva daquilo, era uma das frases dele “Contar estrelas”, ele dizia que eu contava muitas coisas, menos estrelas.
— Você não presta mesmo Edward, mas obrigada é lindo.
Meus olhos se encheram de lágrimas, pois realmente eu sabia que contar estrelas com Edward era uma das coisas que eu me arrependia de não ter feito.
Eu perdia o sono pensando nisso, pensando no que poderia ter sido.
— Você ainda tem o seu jeito peculiar de agradecer as coisas, sabe que eu amo essa sua camisa, principalmente quando está molhada.
Observei e vi que minha camisa branca de seda estava molhada e que a deixava transparente.
Sorri para Edward e ele foi se aproximando pegou a toalha de minhas mãos deixou na mesinha ao lado e pegou o controle do som e ligou, e ali estava mais uma vez ele me provocando.
— Bella, não importa aonde eu vá, eu posso me divertir, posso ter o mundo em minhas mãos, mas eu não tenho o mais especial... Você.
— Sabe que esse é o melhor presente que você pode ter me dado, estar aqui hoje.
— Se você quiser, não precisa ser somente hoje.
— Mas como você diz, vamos viver o hoje, e hoje você está aqui.
Foi quando nossos lábios se tocaram e todo aquele fogo se acendeu.
As mãos de Edward foi retirando minha roupa, ele ficou por um tempo observando meu corpo e seus lábios foram aos meus seios, Edward com a sua língua contornava meus mamilos entumecidos de prazer, enquanto eu gemia intensamente e até aquele momento eu não sabia o quanto ele fez falta na minha vida.
Minhas mãos estavam sem rumo em seu corpo, retirei sua camiseta com sua ajuda, seu corpo era exatamente como eu me lembrava, cada detalhe.
Minha boca explorou seu peitoral, e arrancando gemidos dele.
Ele me puxou para o sofá, jogando uma de suas malas no chão, ele retirou minha calça e a minha calcinha, e começou a beijar minhas coxas, chegou até minha intimidade e explorou chupando cada pedaço dela, ele sugava os lábios e eu somente gemia, ele pegou uma de minhas pernas e apoiou no braço do sofá dando mais liberdade a ele explorar cada pedaço de minha intimidade, eu tentei reprimir por um tempo os gritos, mas não consegui por muito tempo e soltei gemidos intensos.
— Edward assim, como é bom.
Ele sorriu para mim, e colocou dois dedos em sua boca me encarando, ele introduziu os dedos em minha intimidade, e ficou observando minha reação a cada movimento dentro de mim.
Ele então ficou em pé em minha frente eu ainda estava ofegante quando ele retirou seu membro e eu encarei.
— estava com saudades dele.
— Ah então dele você sente falta.
Sorri com isso, mas eu somente arqueei minha sobrancelha.
− Sim, ele me fez muita falta, mas deixa que eu já resolvo isso.
Peguei seu membro em minha mão, e comecei a envolvê-lo e movimentar cada vez mais rápido até que ele gemia.
Então fui com a minha língua passando por volta de sua glande, e depois abocanhei com tudo, Edward não se segurou e gemeu forte e a cada velocidade que eu aumentava ele gemia mais e mais.
— Vi como estava com saudades.
Ele então segurou meus ombros, e minha cintura me ajeitando no sofá novamente com as pernas bem abertas.
— Essa visão eu estava com saudades também.
Ele então introduziu seu membro em mim, e sem muita delicadeza ele foi estocando cada vez com mais força minhas pernas enroscaram em sua cintura e ele me encarava a todo instante.
Foi por um tempo somente nossos gemidos que ocuparam o apartamento, depois que a musica havia acabado.
Até que senti meu orgasmo vinco com intensidade segurei nas almofadas, com força e senti quando Edward pendeu sua cabeça para trás e deu um gemido mais forte atingindo seu ápice.
Respirei descompassadamente até que ele deixou seu corpo cair sobre o meu, cuidando para não deixar seu peso, mas ficamos ali por um momento.
Eu não sabia o que seria dali por diante, eu só sabia que foi o melhor presente de trinta anos que eu poderia ter ganhado, e se agora ele me fizesse o pedido novamente eu sabia que a resposta seria sempre sim.
Fale com o autor