Notas iniciais
Essa história foi feita pra um trabalho de escola, espero que gostem.

Joana tem 15 anos e vem de uma família de classe média, o seu sonho é ter uma piscina no quintal para que as pessoas que olhem sua casa pelo Google Maps, vejam que ela tem piscina. Seus pais, porém, nunca deixaram ter uma piscina, nem que fosse da mais simples, então ela pintou um grande quadrado azul-celeste em seu quintal, para as pessoas do Google Maps achar que ela tem uma piscina.

Joana está farta de sua escola e de seus professores, pois eles ficam mandando-a a fazer atividades extensas, valendo até poucos pontos, da ultima vez, seu professor a mandou fazer um conto de 5 páginas, porém, ela estava com muita preguiça, então decidiu entrar num site de fanfictions (sites onde pessoas aleatórias escrevem e postam para os leitores) pela internet e procurar uma historinha lá mesmo, assim não tendo que fazer nada. Ela olhou e olhou, encontrou uma história pronta, sobre uma garota que tinha uma vida alternativa, mudou alguns nomes, cenários, trechos e estava pronto. Joana, além de astuta, era uma menina muito agressiva, e maquiavélica, ela apagou o histórico da internet para não deixar vestígios de seu pequeno delito, mas, o que ela não esperava, era que sua mãe estava na porta do quarto, observando tudo, de braços cruzados e com olhar de reprovação, quando sua mãe entrou, ela começou a ameaçar Joana de contar ao professor, tira-la do colégio e etc. Joana, como era agressiva, e sem medo algum, agrediu sua mãe, queimou o computador e enterrou num quintal, ela fugiu de casa, mas antes, como não era nada idiota de sair por aí sem dinheiro, furtou o de sua mãe, e partiu.

Como morava em São Paulo, pegou um ônibus clandestino até o aeroporto, onde iria comprar uma passagem de avião, chegou até o guichê, porém, ela não sabia para onde ir, então pensou: “Onde uma garota como eu poderia recomeçar sua vida sem ninguém para encher o saco?”, Joana então viu que sua melhor alternativa para se der, quem sabe, bem, iludida, ela comprou uma viagem para Tókio. O que ela não sabia, era que além de uma cidade bonita, Tókio também era um lugar perigoso para uma garota de 15 anos sozinha e com pouco dinheiro no bolso.

Ao chegar a Tókio, Joana desembarcou no aeroporto, que era muito grande, procurou uma vendinha qualquer, aproveitou de seu recém-aprendizado de inglês, falou com um vendedor e comprou um pequeno saco de salgadinhos, se sentou um pouco e começou a refletir para onde iria numa cidade tão grande quanto Tókio, sem ter nenhum parente ou amigo para ajuda-la no momento, sua tia Paula, que vinha de vez em quando para Tókio resolver trabalhos, não estava presente.

Joana, mesmo esperta, não se protegia muito, ela saiu do aeroporto sem ao mínimo se preocupar em esconder seu smartphone de ultima geração quando andava pelas ruas de Tókio, que já eram desertas, devido à escuridão da noite.

Mais ou menos dez minutos de caminhada, Joana foi surpreendida por dois homens que colocaram um pano em sua boca, a partir daí, ela não se lembrou do que aconteceu.

Joana acordou num quarto pequeno e escuro, ela apenas escutava alguns gemidos de dor e angustia somente alguns instantes depois ela percebeu o que tinha acontecido: Ao andar pela rua sozinha e indefesa, ela havia sido sequestrada pelos dois homens, que a fizeram respirar um líquido, que a fez desmaiar, acordando aqui, o que ela não sabia, era o que eles queriam, quais suas verdadeiras intenções em trazê-la para esse lugar imundo e úmido. Joana simplesmente adormeceu.

Ao acordar, ela se deu conta onde realmente estava, era um quarto pequeno, somente com alguns panos e várias garotas de mais ou menos sua idade jogadas ao léu e na porta havia dois homens fortemente armados, analisando cada uma das garotas.

Ela os escutou falando algo sobre compra-las e sobre bom estado, eles também estavam se perguntando se aguentariam o trabalho pesado. Foi ai que Joana se deu conta de tudo o que realmente estava acontecendo: Ela havia sido raptada junto com aquelas garotas para trabalhar como escravas, elas iriam se compradas à noite por um fazendeiro do interior de Tókio e ele queria garotas para trabalhar em sua casa todos os dias. Ela ficou apavorada, em toda sua vida nunca havia passado por nada parecido, nem sequer fora assaltada, ela ficou vermelha de raiva daqueles homens e prometeu vingança, se um dia saísse dali.

Mais tarde as garotas foram levadas para uma sala maior, logo depois chegou um homem, supostamente o fazendeiro que iria comprá-las, ele começou a olhar e escolher as garotas, no final, Joana havia sido escolhida.

As garotas foram levadas para uma van, e, duas horas de viajem depois, chegaram a seu destino, a casa que iriam trabalhar. A casa ficava no meio de uma imensa plantação de milho, era grande e bonita por fora, porém, quando a adentraram e viram o estado em que a casa se encontrava, ficaram aterrorizadas.

O lugar estava completamente sujo e revirado, tinham bichos caminhando entre os entulhos, então o fazendeiro, que tinha uma cicatriz bem no meio do rosto, mandaram-as limpar, elas passaram o dia inteiro trabalhando, mesmo assim não terminaram, à noite ganharam uma quentinha e água, então adormeceram.

Mais dias se passaram e mais trabalhos acumulando para as garotas, felizmente elas não eram privadas de alimento ou água, porém o trabalho era duro e sem descanso, elas só podiam descansar das 24h00minh até as 05h00min.

Dia após dia, Joana ia crescendo e cada vez mais crescia sua vontade de sair daquele lugar, ela já estava com 19 anos, ou seja, se passaram quatro anos naquele lugar, e ela estava pensando em como poderia fugir, como poderia se livrar de tudo aquilo.

Quando limpava um dos quartos, Joana encontrou um livro em branco e várias canetas, foi ai que ela teve uma brilhante ideia, ela iria escrever um livro, ela estava meio confusa quanto ao nome, mas decidiu que iria ser “O preço do amor” porque “O preço da liberdade” já existia, tanto que na infância ela fora obrigada a lê-lo para fazer uma ficha, mas isso não vem ao caso.

Dois anos depois, seu livro estava pronto, ela estava, apesar de tudo, orgulhosa de sua criação, decidiu então, com mais forças de vontade ainda, fugir daquele lugar, foi ai que surgiu a oportunidade de ouro.

O fazendeiro estava com problemas e ele precisaria levar todas as escravas até outro país e, por incrível que pareça, esse país era o Uruguai. A partir da noticia, as escravas se reuniram para traçar um plano de fuga, o plano ficou o seguinte: Elas iriam desembarcar no Uruguai e quando descessem no aeroporto, iriam pedir para ir ao banheiro e nunca mais voltariam, o plano era bom, por que só eram 4 escravas, então seria fácil.

Elas seguiram na van até o aeroporto, se comportaram direitinho, a viajem foi “tranquila”, quando desembarcaram, começaram a executar o plano, elas foram até o banheiro e aproveitaram uma janela que ficava nas cabines, saíram por lá e bem, fugiram.

Joana combinou com as outras garotas, que iriam atravessar a fronteira ilegalmente para o Brasil depois iriam seguir seus caminhos e assim fizeram. Elas encontraram um avião clandestino que pousa em São Paulo, combinaram tudo e embarcaram.

Ao chegar a São Paulo, cada um seguiu seu caminho, as três disseram que iam falar com a polícia, mas Joana foi atrás de publicar seu livro. Ela foi a uma banca de jornal para perguntar sobre alguma editora conhecida, e quando olhou o jornal exposto viu a notícia de uma mulher que foi assassinada em sua casa, que foi incendiada, ela morreu esquartejada e foi enterrada no quintal. Estampado no jornal, ela viu que o rosto era conhecido, então Joana caiu na real, era sua mãe.

Joana ficou morando nas ruas por um bom tempo, ela sobrevivia de comida doada por pessoas aleatórias, até receber a resposta de uma editora para publicar seu livro, ela passou várias dificuldades, até ser chamada para entregar a obra à editora.

Um tempo depois, ela lançou o livro, foram vários exemplares vendidos, Joana então tomou um rumo da sua vida, ela procurou sua antiga casa e viu que estava à venda, falou com o proprietário e comprou o lugar, ela havia ganhado muito dinheiro com a venda de seu livro, então mandou construir um casarão, encima de sua mãe esquartejada seu antigo computador queimado, especialmente, com piscina, para compensar que ela nunca pode ter em tempos passados.

Passaram alguns meses e Joana, com 21 anos, começou a despertar seu espírito de vingança, ela queria que quem matou sua mãe, pagasse isso com sua própria vida, então ela mandou seus amigos de confiança comprarem armas de todos os tipos e invadirem a favela onde os assassinos moravam, ela sabia de tudo, pois soube pela TV que eles haviam sido presos e logo depois soltos para cumprir prisão domiciliar.

Seus amigos de confiança foram até a casa dos assassinos da mãe de Joana e o mataram a sangue frio, receberam o pagamento de Joana e foram embora. No outro dia estava tudo nos jornais, porém ninguém iria ser preso, pois Joana e seus amigos eram espertos e não deixaram nenhum tipo de pista.

Uma semana depois, Joana recebeu em sua casa uma pequena visita, vários policiais haviam cercado sua casa, eles disseram que Joana estava sendo procurada internacionalmente e que a INTERPOL havia conseguido provas de que ela era a assassina de sua mãe e que comandava uma grande quadrilha de tráfico internacional de cigarros, Joana, então, foi presa.

Ela foi mandada para o presídio feminino da cidade de São Paulo, era um lugar cheio de outras mulheres que fizeram várias coisas inimagináveis, ela fora posta em uma cela com duas outras presas, que para seu alívio, eram pacíficas.

O lugar era até bem organizado, pela manhã as presas tomavam banho de sol, à tarde realizavam suas tarefas e à noite descansavam, tinham refeições às 06h00min, às 12h00min e às 19h30min, na parte das tarefas, ela era encarregada de por as roupas de todo mundo nas máquinas de lavar, até que não era tão cansativo quanto o que ela era obrigada a fazer quando estava escravizada.

Passaram vários meses, cada dia a mais Joana ia se acostumando com o lugar e ia fazendo novas amizades. A cada dia de trabalho, 1 dia a menos na pena, que era de 5 anos no momento, Joana tinha um relacionamento legal com as outras presas.


Meses e mais meses passando e Joana cada vez mais fazia amigos, até que uma tarde, uma moça que ela reconhecera ser da televisão, a convidou diretamente e rapidamente para participar de um programa de TV, onde mostrava a vida de presas em seu cotidiano normal, em troca ela ganharia muito dinheiro e não teria mais que ficar na prisão após as gravações das 5 temporadas do programa, que se chamaria “The Green is the new Orange” por que “The Orange is the new Black” já existe.

Uma semana antes da gravação do primeiro episódio do programa, Joana descobriu que seria a personagem principal e deu uma peque na entrevista para contar sobre sua vida, ela recebeu também alguns roteiros e começou a praticar as falas.

No dia da gravação tão esperada Joana fez seu trabalho de forma exemplar, errou as falas algumas vezes, normal, mas no final tudo deu certo, o episódio iria ao ar em uma semana, mas antes disso ela ainda iria gravar mais 2 episódios, que deram muito certo.

Meses depois, Joana já havia gravado todas as 5 temporadas do programa e estava livre para voltar a ter uma vida normal, ela iria, porém ter que ficar com uma tornozeleira que controlaria os lugares para onde ela se locomovia, até cumprir sua pena original.

Anos e anos se passaram, hoje Joana vive em sua mansão que construiu após publicar seu livro, encima de sua mãe esquartejada e de seu computador queimado, hoje em dia ela não precisa mais de um quadrado azul-celeste no seu quintal, hoje ela tem uma piscina de verdade com direito a empregados para limpá-la, até por que seria estranho limpar um quadrado de tinta não é mesmo?

Ela já escreveu mais um livro sobre sua vida e foi chamada para fazer um programa de TV chamado “Movie of Thrones” até porque “Game of Thrones” já existe, enfim, ela está mais rica ainda e casou-se com um cineasta famoso.

Vinte anos se passam e Joana descobre uma doença grave em seu pulmão, pois ela era fumante, descobre que tem somente algumas semanas de vida e decide fazer tudo que ela nunca teve coragem, pulou de paraquedas, Bunge Jon, escalou montanhas e comprou várias coisas caras.

Semanas depois, Joana estava fumando mais do que fumou durante toda sua vida, de repente, ela caiu nos braços de seu filho, o Josucréldo, e perguntou: “Filho, no céu tem cigarro?” e morreu.

Notas finais
Isso é um conto, fiz pra um trabalho de escola. É pequeno, comentem se gostaram. -'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!