Conto - O Homem Dragão

1 Dorian, O Homem Dragão


Em casa, sem nada pra fazer, só assistindo um filme bobo de vampiros na TV a cabo, decido tomar um banho pra relaxar mais um pouco e ir deitar pra ver se pego no sono, eu estava trabalhando num laboratório, estudando mutações, eu, jovem estava começando na vida de geneticista, antes de dormir, recebo um telefonema, meu chefe havia me pedido para estar no laboratório às 8 horas da manhã, precisava da minha ajuda em um problema que estava tentando resolver. Tive que ir, acordei umas 7 horas, me arrumei num pulo e corri para o laboratório de análise, quando cheguei, meu chefe especificou tudo, “Bom dia doutora Nicholson, preciso que, antes de tudo, preciso que venha ver uma coisa” disse ele pra mim, fomos até uma sela de análises, onde se podia ver os presos na sela através de um vidro, lá havia um homem muito bizarro, estava virado de costas pra mim, seu cabelo era preto, cheio e bagunçado aparentemente, a primeira conclusão que tirei foi que era um mutante, pois tinha escamas vermelhas pelo corpo e orelhas pontiagudas, fiquei um pouco assustada com ele, mas meu chefe explicou quem ele era, “Doutora, ele era um barman que foi sequestrado por um grupo de geneticistas criminosos presos recentemente, ele o usaram como cobaia para um experimento que chamavam de O Homem Dragão, no experimento, misturaram os DNAs de um lagarto e um morcego juntaram essa mistura em seu DNA, e ele sofreu essas transformações horríveis”.

Perguntei ao doutor o nome dele e ele me respondeu “Dorian é o seu nome verdadeiro”, eu não entendia o porque de estarmos falando dele até que o doutor me deu a explicação que esperava e que me desagradou muito, “Eu estava conseguindo resolver o problema dele, quando surgiu outro pra mim resolver” perguntei o que ela e ele me respondeu “Dorian esta doente, fiz uma rápida análise dessa doença, ela é totalmente diferente das outras e é prejudicial até a sua vida”, perguntei como poderia ser solucionada e ele disse “É uma doença cujo vírus atua em seu sistema reprodutor, esse vírus pode ser eliminado pelo ph intimo feminino, ou seja, para que possa prevenir de vez essa doença, preciso que alguma de nossas doutoras faça sexo com ele” eu imediatamente deduzi o que ele quis dizer com aquilo, ele queria que eu fizesse sexo com aquele monstro, era exatamente o que queria, eu fiquei horrorizada e ele deu mais uma explicação, “Preciso da sua ajuda doutora, não gostaria de perde – lo, e a família dele também se preocupa com ele, velo mais pela vida dele do que pela minha careira, é uma vida,” perguntei se havia outro jeito, e ele disse que uma vacina demoraria muito para ser produzida, Dorian já estaria morto, o vírus demoraria umas duas semanas para se proliferar pelo seu corpo, matando – o, por enquanto estava só em seu sistema reprodutor, então, ainda havia um modo de se curar, mas era apenas através de sexo, ele pediu isso a mim porque sabia que eu não tinha medo de nada, até se desculpava pela falta de consideração.

Fiquei pensando na proposta do doutor o dia inteiro, fiquei com nojo, mas pensava em Dorian também, a família poderia estar pensando nele, o doutor já havia dito pra mim que ele era solteiro e sua namorada terminou com ele depois de ver o que houve com ele, deve ter ficado com nojo assim como eu, eu pensei bem e decidi fazer o que o doutor me propôs, sem medo de Dorian, sem medo de nada, já que a doença não ia se proliferar em mim por causa do meu sistema reprodutor, segundo o doutor. Me pediu para que eu levasse Dorian para minha casa para me dar mais privacidade, não seria um problema já que eu morava sozinha, mas eu ainda estava assustada, pois Dorian tinha seus caninos enormes e uma língua bífida e comprida de lagarto, sem falar dos olhos amarelos que o deixavam mais assustador. Eu nem acreditava que faria sexo com uma coisa daquelas, pensava como seria, ele poderia me morder e passar alguma doença, quando chegamos em casa, ele estava coberto com um jaqueta de capuz e assustado como eu, quando chegou a tão temida hora, ele estava se contorcendo totalmente, eram dores causadas pela doença dele, eu disse que teríamos que fazer logo, seria melhor para ambos, ele botou um dedo na minha boca e disse “não fala nada, vamos logo”, e logo começamos a fazer o que devia ser feito, eu usava uma roupa de dormir na hora, ele começou a beijar minhas mãos e meu pescoço como fazia com a namorada segundo ele, eu falava “ então... essa é a parte em que crava seus dentes em mim?” e ele respondia “não, não se preocupe com isso, não farei mal a você”.

Ele era uma aberração com aquela aparência, me assustava, mas por incrível que pareça seu sexo oral me deixava ofegante logo cedi para ele me dar um beijo e daqui a pouco, estávamos lá, nos revirando na minha cama, eu não tinha medo de certas coisas que eram terríveis para algumas pessoas, não de tudo, Dorian tinha uma língua bizarra, de fato era fina e bífida como a de um lagarto, de vez em quando, fazia sexo oral em mim e eu tinha medo dele me morder com seus imensos caninos de morcego, pois conseguia senti – los deslizando em meu pescoço, mas depois que tudo acabou, e percebi que ele não me fez mal algum, não me arrependi de ter feito aquilo, no dia seguinte, acordei ele, tomamos café da manhã juntos e ele me falou um pouco da sua vida, era um barman, sua namorada o abandonou, a família pediu ajuda ao doutor, só coisas que já sabia, e o levei de volta para o laboratório, o doutor fez análises nele e em mim para saber se a doença havia sido passada pra mim ou foi eliminada, e para minha sorte, ela foi. Obrigada pela ajuda doutora, e desculpe pelo constrangimento” disse o doutor para mim, Dorian voltou a ser examinado pelo doutor, que dessa vez iria conseguir cura – lo, quando voltei para casa nesse dia, só pensava no que havia vivenciado com Dorian, foi uma experiência diferente, e por incrível que pareça, senti mais orgasmos do que imaginava e acho que fiquei atraída por ele por causa disso, pensei que seria uma coisa e vivenciei outra totalmente diferente, pensei também “Quem sabe, se é ele um cara ideal pra mim”.

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